Mamedes sagram-se campeões a três jornadas do fim. É a primeira vez que um campeão é encontrado antes de Novembro.N.n.a.p.e.d. alcança o seu melhor resultado de sempre numa jornada: 2º lugar. O melhor era o 3º em Junho de 2006.
Falta uma semana para o sexto quiz do ano, com organização dos FPM. Teremos um quiz polémico como é costume nesta equipa? Teremos uma cascata sobre casais e sobre comportamentos e outra sobre chouriços, salpicões e queijos? Dia 21 logo saberemos.
Mamedes sagram-se campeões a três jornadas do fim. É a primeira vez que um campeão é encontrado antes de Novembro.Qual foi a lógica nesta equipa, descobrir novos talentos ou foste pela diversão de poderes ter cromos diferentes na caderneta?
Nenhuma das duas. Escolha monetária novamente. O Pedro e a Balola pagam as garrafas de vinho, o Nélson e o Luís as bifanas, os cafés e eventualmente as Pedras Salgadas quando já não entra mais tinto.
E sobre o campeonato, em termos de organizações. pior que o ano passado, melhor, venha o diabo e escolha? E, já agora, até ao momento, quais os pontos altos e os pontos baixos?
Venha o diabo e escolha. Pessoalmente acho que os Mamedes, os Zbroing e os Ursinho podiam ter feito muito melhor. Não houve nenhum quiz extraordinário mas o vosso ( Espertalhos) foi claramente o melhor, muito por causa de não terem deixado o gordo de calções fazer perguntas.
Ligando o Zandinga que há em ti, o que achas que se vai passar até final do campeonato, numa composição que não ultrapasse as 5 linhas.
Diminuição do consumo de cerveja e aumento do das bebidas brancas. Mais casacos e gabardinas dentro do pavilhão porque vai chover lá dentro. O Miguel Fialho a cantar um refrão qualquer de uma música que adore. O Zé Pedro a fingir que ainda não usa óculos. O Fernando a falar de um pergunta da 1ª cascata de nível 1 quando já vamos no 2º nível. O Fred a falhar perguntas de ópera e o Girão de boca aberta incrédulo a dizer “ eu não acredito nisto”. O Luís Cabaça a pedir-me James Martin, como prémio dos não classificados para o 2º nível. Os Universos a jogarem todos os jogos na mesa 15 e a perguntar porquê. O Roger de calções (mesmo com frio e a chover) de whisky na mão a dizer “ vão mas é pó ...”. Os Zbroing, contrariando a tendência, com 246 garrafas de cerveja a atafulhar a mesa. O Tirapicos no Luxemburgo, o Cristóvão no Parlamento e a Rita sempre bonita. Napoleão a refilar, Tali a flirtar, o Gregório a organizar e o Erik sem quase nada apanhar. A educação e a bonomia dos Outsiders e dos Folie. Os NNAPED e a sua dança de elementos e o gelado de limão dos Duracell. A canseira, incansável, da Mafalda e da Paula. A saudade da Paula do bar e do Quim Maçarico.
E a vitória dos Mamedes.
Isto vai ser O jogo que planeavam, o jogo possível ou o jogo que esta cambada merece?
Mereciam muito melhor.

A última jornada, antes da pausa de Verão, viu os Fernandos Mamedes dissipar (quase) todas as dúvidas que ainda pudessem surgir, no que ao título diz respeito. Ao primeiro prémio Prestige da noite, só mesmo um burguesismo bacoco da parte deles poderá fazer com que não sejam os sucessores dos Zbroing. Não que a diferença pontual seja irrecuperável (é obvio que não), em relação aos mais directos perseguidores. Mas esses perseguidores, e assumindo que as equipas não faltam, estão apenas resumidos aos Espertalhos e aos próprios Zbroing, dado que ainda dispõem das 4 jornadas que faltam. A Ordem do Fónix ainda vai organizar uma delas, esperando apenas que a matemática confirme a quase impossibilidade de ser campeã. Quanto aos BMV c/ Laranja, que também organizam, (assumindo que os Mamedes não faltam), selaram as aspirações nesta jornada ao não atingir a final.
De ressalvar no entanto a resiliência e o bom momento de forma da Ordem do Fónix e dos Zbroing. Estes últimos inscrevem o nome num recorde que há muito tempo que era difícil de ultrapassar: Somaram 13 pontos só no 3º nível.
Último prémio Prestige da noite, bem salientado pelos nossos “anfitriões”: Não “neguem” à partida uma equipa que desconhece(m). E nós nunca negámos!
A partir de Setembro há mais…
Sun Tzu Retro (Edição Especial Queda do Muro)
Foi um quiz muito Retro.
Pegando e analisando as palavras do Jorge em comentário de um post anterior, teve problemas de falta de tempo, aliados à indisponibilidade de alguns elementos dos Ursinhos Bobó. Em que é que isto se reflectiu? Sobretudo na qualidade do conteúdo por parte deles e na percepção da forma pela nossa parte.
Esmiuçando, tivemos um pouco mais de sub-temas (ou assuntos) com pelo menos três perguntas sobre elas. Isto serve, muitas vezes, para mascarar a falta de tempo que possa existir para acumular cerca de 200 perguntas minimamente diversificadas que são necessárias para um jogo. Um exemplo prático disto, foi 3 ou 4 perguntas sobre estatísticas de Óscares, seguido por mais 3 ou 4 sobre factos dos filmes de James Bond.
Apesar de tudo, talvez o maior “pecado” dos Ursinhos nesta jornada, foi o “retro-cesso” às datas. Que me recorde, houve pelo menos uma de relevância histórica, mas recordo-me de, pelo menos mais três ou quatro de mandar para o ar. A década ou século talvez servisse melhor os interesses de quem sabia e não de quem lucrou.
Mas será que em essência, o quiz em termos temáticos foi diferente das outras jornadas organizadas por eles, desde 2008? Na minha opinião, a resposta é não. Tematicamente, nada foi diferente. Até acrescento que conseguiram colocar pelo menos uma pergunta de ciências no baralho (já não me recordo qual, mas dei por ela) e de forma que a resposta fosse objectiva, sem azo para os cientistas complicarem. É certo que não houve as letras de música para completar, normalmente “da lavra” do Tirapicos que não pode estar presente, e que geralmente fazem as delícias de muitos dos espectadores presentes. Mas tematicamente estava tudo lá. Não houve surpresas nenhumas, nesse sentido.
Na minha opinião, a jornada só falhou na construção e polimento da forma. A diferença fundamental foi que não houve, dentro dos tais sub-temas/assuntos, um critério para avaliar o grau de dificuldade de cada um deles, de modo a uniformizar as perguntas. Mas mesmo que a intenção fosse separar graus de dificuldade dentro de cada sub-tema, não se teve o cuidado de dividir as dificuldades para cada mesa. Daí alguns protestos terem mais fundamento nesta jornada que outras, dado que a percepção global dos espectadores foi justamente essa.
A jornada Ursoniana é provavelmente a jornada mais importante de qualquer campeonato. Primeiro porque é fora de qualquer cânone convencional e consensual que um quiz “deve ter” em termos de conteúdo. Depois porque, quando eles estrutruram-na bem, ainda que de forma “retro”, todas as equipas partem em pé de igualdade, sem outras armas que não aquelas em que se ouve “não me perguntem como sei esta”.
No entanto, a falta de tempo desestruturou o elemento “fora” tão comum aos Ursinhos, passando a ser um quiz normal de quem não teve tempo de o organizar como deve ser, e como eles gostam de o fazer. E foi esta a nossa percepção. E teria sido muito chato para quem jogava, caso não fosse o melhor “apresentador” da Ajuda ter-nos abrilhantado com a melhor performance a que se assistiu (já lá vamos). Mas a sensação foi a de que houve um pequeno dejá vu de quizes de outros tempos: cheios de boa vontade e alguma diversidade, mas que actualmente perdem para os actuais modelos de planeamento de conteúdo e forma.
Quanto à apresentação e condução só me ocorre uma palavra: Brilhante!
A parte escrita não foi má, convém dizer. De um modo geral, eles são dos mais “fora” que existe, na elaboração da escrita. Desta vez, o elemento “fora” foi o facto de ter sido parca e talvez pouco imaginativa. A cotação reflectiu-se numa média de 4/5 pontos sensivelmente. À frente partiam os N.n.a.p.e.d. destacados, mas no fundo estavam os Duracell, aparentemente com o destino selado na cascata que se seguiria. Mas foi só aparência para eles, pois fariam uma recuperação brilhante para chegar ao 2º nível.
7 perguntas apenas a dar a volta à sala no segundo nível. 29 foram directas, praticamente metade. Houve a sensação de perguntas que foram deslocadas para um nível acima, mais do que seria normal. Os Ursinhos sempre tiveram esse pormenor menos bom nas suas organizações. Na deste ano, a percepção da sala foi que eles exageraram. Sobretudo porque foi neste nível que apareceram mais vezes as datas impossíveis que contrabalançaram as ditas “fáceis”. É uma percepção que eu pessoalmente não consigo substanciar, apenas tendo a ideia que foi mesmo mais que o normal. Mas adiante. De fora da final, havia de ficar equipas como os BMV c/ Laranja, os Frikadaellos e os já citados Duracell. Uma palavra para os Golfinhos, Fav. & Co. que deram a sensação de repetir a final de há dois meses, mas perderam para o desempate para os Ex-Cavaleiros. Para estas quatro equipas, a “coltura não chigou” para a final.
É curioso como o Jorge ia comentando as perguntas do Pimenta, com muita graça. Sobretudo porque a percepção (sempre ela) de que eram impossíveis, foram largamente contrariadas com o número de pontos mais alto que o normal nesta jornada. Senão vejamos: Quantas jornadas houveram em que o terceiro nível teve 27 respostas dadas em 36 possíveis, num terceiro nível??!!
Mamedes estabelecem recorde de 6 vitórias num único campeonato.
Depois de percorrer meio mundo (cheguei a ir ao Pólo Norte, que nem estava desagradável nesta época do ano), encontrei finalmente os Ursinhos nas florestas da fronteira dos Estados Unidos e Canadá. Lá estavam nas copas das árvores, onde sabem que está o melhor mel, e prometeram responder a algumas perguntas desde que lhes dessem o subsídio de férias por inteiro, caso contrário não faziam o quiz.
Aos gritos lá para cima, fui disparando algumas coisas tais como:
ENTE (Entrevistador nabo tremendo de excitação) - Depois do grande sucesso da cascata do ano passado, que podemos esperar este ano? Números de strip-tease? Espanholadas com muito salero e "pimenta"? Ou o próprio Carlos Manuel a apresentar?"
URSO (Um rugido surdo e ominoso) - O Carlos Manuel infelizmente ficou retido na Margem Sul, com uma unha encravada, por isso ainda não é desta que o apanhamos. Também evitamos o strip-tease, para não afugentar toda a gente. Mas garantimos um mínimo de disparate, para não defraudar expectativas.
Quanto a temas: Sun Tzu, sempre, como é devido a qualquer mestre, mas também Von Clausevitz, monografias do concelho de Vinhais, Hidrografia da bacia do Távora, pensamento político de José Castelo Branco, influência da obra de Roberto Leal no jazz experimentalista do século XXI, entre outros. Por isso, toca a estudar!
ENTE - "-Têm andado um pouco desaparecidos, que se tem passado? A Ajuda coincide com as noites de fado do Pedro Moutinho em Cascais? Ou sessões do planetário para ver as Ursas Maiores e menores?"
URSO - A diáspora dos Ursinhos não tem ajudado: a emigração para o Luxemburgo, Porto, Braga, etc. impede que o grupo esteja sempre (ou alguma vez) junto, como se comprovará mais uma vez. Mas torçemos para que na rentrée as coisas mudem.
ENTE - O ano passado perderam o podium na última pergunta de 2010? Este ano vingam-se do Truffaut e vão trepar pela árvore acima? Ou a colmeia vai ficar mais abaixo?"
URSO - Eu não queria recordar desfechos traumáticos, mas já que é preciso falar nisso…a ávore parece muito inclinada, mas a atracção do mel é irresistível. Mas isso também vai depender de futuras reuniões dos Ursinhos.
ENTE - "Há alguma questão que queiram que seja colocada pelo entrevistador por ele ser tão nabo a fazer perguntas?"
URSO - Em princípio não… bem, estão aqui a fazer-me sinais que não tenciono reproduzir. Vá lá, não houve a eterna pergunta de “como surgiu o grupo”, “como é que conheceram o quiz”, etc, sempre se evitam repetições. Enfim, fiquemos por aqui.
A antiga equipa dos Defenestrados foi uma equipa da cascata entre 2008 e 2010. Eram essencialmente jovens entre os 20 e 25 anos. As suas participações somaram um total de vinte e cinco, e em termos de registo contaram apenas com uma final e um 2º nível. Há pouco tempo cruzei-me com alguns deles. Fiz "publicidade" de outros quizes cascata onde eles poderiam participar. Resposta simples, sem malícia e até surpreendente: "Ah! Mas nós gostávamos muito da variedade das organizações da Ajuda. Isso é que dava colorido. E a adrenalina era muito forte." Levei uma bofetada, do alto da minha condescendência parva, mesmo que de boa intenção. Mas levei-a sem ressentimento nenhum.
Também há pouco tempo, ouvi uma frase que fixei, vinda de uma pessoa da nossa cascata: "A Ajuda é a mãe de todas as cascatas!"
Mas porquê esta introdução? Talvez porque serve para explicar que, independentemente das velhas discussões do que é um bom e um mau quiz, nunca chegaremos a um consenso sobre os ingredientes que deve ter. E ainda bem!
Note-se que falo para já do conteúdo da cascata. São 11 jornadas feitas por 11 equipas diferentes em todos os aspectos. Têm gostos particulares, e portanto é assumido pelas equipas que jogam, que vamos ter uma dose um pouco mais generosa de determinados temas. Desde que não seja excessivo, e obviamente preparado com antecedência, estamos numa situação em que isso é legítimo para qualquer equipa que organiza. Os jogadores têm que se adaptar a essa situação, preparando argumentos que abranja vária áreas, de modo a poder estar à altura das exigências de cada quiz. É como num jogo de ténis. Há adversários mais difíceis para uns e mais fáceis para outros.
Mas quanto à forma do quiz, as coisas passam-se de modo diferente. Como cozinhar as perguntas, de modo a que elas se tornem interessantes, pedagógicas e competitivas? É aqui que acaba os gostos pessoais e começa o entretenimento. Não existe um modelo. Mas existe uma base: O quiz é para os jogadores "jogarem". Como tal, em primeiro lugar as perguntas tem que ser bem distribuídas em termos de dificuldade e tema para cada mesa. É verdade que há coisas impossíveis de controlar e ninguém atinge a perfeição. Mas desde que uma equipa se debruce mais tempo que o normal sobre esta situação e que haja bom senso e flexibilidade para detectar isto, tudo correrá bastante melhor.
Em segundo lugar, a gestão da dificuldade. Há equipas que tentam nivelar de uma forma igual cada nível. Outras que preferem assumir que haverá graus diferentes, dentro de cada nível. E porquê? Porque ao nivelar tudo por igual, vai sempre haver perguntas que os organizadores não contam que seja tão difícil ou tão fácil. E a probabilidade do número destas perguntas acontecer é muito maior do que devia neste formato. O que faz com que as favas, quando calham a alguém, não permitam recuperação possível.
Já o outro modelo, não é perfeito na situação de recuperação de uma directa horrível que foi falhada. Mas as hipóteses para que isso aconteça, aumentam bastante.
Como somos todos diferentes, também existe um modelo preferido entre os 3 ou 4 que nos apresentam durante um ano: Ecléticas, ou eruditas, ou mais actuais, etc.
Há duas equipas que estão nos extremos no que ao conteúdo dizem respeito, mas que são para mim as mais eficazes em termos de forma: os Ursinhos Bobó e os Espertalhos do Carinho.
A primeira equipa porque consegue nivelar todas as equipas de modo a que o jogo se torne uma roleta, sobretudo no 1º nível. Para mim, isto pode ser bastante interessante, na medida em que torna a jornada mais imprevisível onde o desafio é... sobreviver até chegar ao 2º nível, altura em que eles já fazem a distinção mais apertada. Mas até lá, pode criar interesse muito maior no campeonato. É óbvio que o conteúdo deles tem estado à altura, dentro das brincadeiras que eles fazem. As perguntas não têm sido de escola primária, convém frisar isso.
Já os Espertalhos, têm uma filosofia diferente. Põem-nos frente a uma montanha e dizem-nos para trepá-la até ao topo. Mas dão-nos uma bicicleta, uma mochila com mantimentos e água.
E estas duas equipas quando organizam, transformam um quiz num espectáculo!
Falando um pouco mais agora do quiz dos Espertalhos. Foi excelente no conteúdo e na forma. Temas muito variados, com uma dose um pouco mais generosa nas artes em geral, mas sem muitas especificidades que fizesse com que só especialistas da área soubessem. E porquê? Muitas das perguntas cruzavam temas ou possíveis informações de outras áreas. Ou seja, no sentido em que não sabendo, pode-se chegar lá por outras vias. A informação utilizada para justificar cada pergunta posta para nós, torna-se mais acessível (na sua grande maioria) que o normal. Dois pequenos exemplos:
"Sabendo que na tabela periódica, o urânio tem o número 92 e o plutónio tem o número 94, que elemento químico tem o número 93?" Resposta: Neptúnio.
"Quem é a única figura histórica a ter feito parte do Partido Nazi a ter sido sepultada num cemitério em Jerusalém?" Resposta: Oskar Schindler.
Este tipo de cruzamento de informação é talvez só comparável (na minha memória) ao quiz dos Zbroing em 2009.
A escrita acabou por ser a menos conseguida (dentro do bem conseguido), talvez porque é mais difícil diluir as especificidades em apenas 10 grupos. Nenhum deles foi de borla e registou-se logo cinco vítimas que não encontraram mais o rumo, na densidade erudita e rica deste quiz. O primeiro nível também teve graus de dificuldade variada. Só 7 equipas tiveram 4 ou mais directas, provando estar à altura das dificuldades que foram surgindo na montanha. Aos outros, a "condição física" foi determinante para trepar mais alto na etapa de montanha. O 2º nível teve 54 perguntas em 60 a serem respondidas (com 24 directas). E no 3º nível, praticamente metade foi respondida.
É um quiz de conteúdo específico, de formato erudito, mas sem o terrível ónus do "ou és da área, ou não sabes". Resumindo: Perto da perfeição.
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Esta jornada teve uma baixa e "meia". Os N.n.a.p.e.d. deram a sua falta anual, como geralmente tem sucedido em anos anteriores, e a meia baixa foi os Ursinhos Bobó, que uma situação imprevista de última hora, fez com que um Ursinho estivesse sozinho, (mais tarde na companhia de um convidado) mas fosse incentivado pelas restantes equipas, arrancando aplausos por cada pergunta respondida. E foram 6 no total, nada fáceis! No entanto, o destino ficou selado, acompanhando as outras quatro, no fosso que a escrita fez entre as 10 primeiras e as restantes. Golfinhos, Fav. & Co. não deram continuidade à final do mês passado. Universos & Frigoríficos também ainda não se adaptaram ao ambiente da Ajuda e a Unidade 101 está numa série perigosa de maus resultados. Mas a maior surpresa veio dos Outsiders, que à sexta jornada caem pela primeira vez num 1º nível, quando nada o faria prever. E que trambolhão! Desejo as melhoras para todas estas equipas nas próximas jornadas.Já para o 2º nível, 9 equipas lideradas pelos Mamedes estavam separadas por 6 pontos, cabendo aos Folie à Cinq a dose de leão de recuperar 5 pontos a quem na altura seguia no 6º lugar. Subiriam apenas uma posição por troca com os Duracell, que seria a única equipa a não ter o gosto de uma directa. No entanto, esta equipa que ainda espera por se estrear numa final, tem apesar de tudo um registo de níveis 2 superior aos níveis 1. Falta só matar o borrego...
Os Frikadaellos acabam com uma mini-série de maus resultados mas não foi suficiente para a final. Já os Feios, Porcos e Maus, não chegam à final, traídos que foram pelo 1º nível. Mas mesmo assim, 7 finais nas últimas 12 jornadas em que participaram, faz com que este ano eles estejam uma equipa muito mais consistente que em outros anos. E lutam pela melhor classificação de sempre, porque não entre os 6 primeiros.
Para o 3º nível, os Mamedes mantinham a liderança, após voltar a vencer o 2º nível, desta vez na companhia dos BMV c/ Laranja. E três pontos separavam os 4 primeiros.
Mais para baixo, os Lais da Carangueja são mesmo a equipa sensação deste ano. Já vão na quarta final este ano, tantas quantas as que já tinham obtido no total. Mantêm-se entre os 6 primeiros do campeonato e já fizeram mais pontos nestas 6 jornadas do que em qualquer outro campeonato anterior. Nesta, acabaram por descer uma posição na final.
E trocaram com os Ex-Cavaleiros. Que também são um candidato a acabar entre os 6 primeiros. Surpresa, só mesmo o início do campeonato. Ainda à procura de melhor afinação, reatam o rumo das finais e aos poucos sobem na classificação geral.
Os 4 primeiros foram enormes nesta jornada. Debateram-se pela vitória até ao fim.
Os primeiros a quebrar foram os BMV c/ Laranja. Fizeram uma bela jornada, ganhando inclusive duas etapas (a escrita e o 2º nível), mas este 4º lugar, foi daqueles que sabe a pouco, pelo que fizeram.
A Ordem do Fónix trepou até ao 3º lugar, subindo sempre um degrau em cada nível (excepto na escrita pois foi o 2º). Agarram o 4º da geral, e mantém-se dentro das perspectivas de acabar no podium final. Para trás, já está o ano passado.
Os Zbroing 747!, campeões em título ainda passavam para a frente no início da última cascata. Acabaram no entanto em 2º lugar, a melhor classificação deste ano, mas com fortes indicações de que o melhor está a chegar. Já só estão a 7 pontos do segundo da geral.
Os Fernandos Mamedes fazem história e alcançam a 5ª vitória nas suas 5 últimas participações, com folga em Maio. Alcançaram-na muito à custa das directas: 14 em 18. Nos dois primeiros níveis, só falharam mesmo uma directa. Lançam-se para a conquista do campeonato muito contentes, mas só o tempo o dirá se estão também demasiado eufóricos. De qualquer forma, também... perto da perfeição.

4ª jornada dos Espertalhos.
Como mera curiosidade estatística, fica-se a saber que as 3 últimas jornadas dos Espertalhos, os lugares do podium foram sempre ocupados pelos mesmos, com vitória para cada um. Só os Mamedes repetem em relação à primeira jornada espertalha, mas aí o podium ficou completo com duas equipas que já se dissolveram: Ambite e Cavaleiros. Os restantes finalistas têm variado bastante.
Serve o presente para inaugurar a semana no que às festividades Espertalhas diz respeito, já que o prato principal é apenas servido na sexta. Sem grande demora, porque o tempo lá fora é convidativo e não há pachorra para palestras.
Assim sendo, fica um pequeno “inside trading” sobre a equipa e um conjunto de factos inúteis. Para amanhã fica a entrevista e para o dia do quiz, uma pequena pista.
Wiki-Espertalhopédia
- O nome da equipa não tem grande ciência. É um trocadilho miserável.
- Há, entre Espertalhos, um ex-atleta da Academia Recreativa da Ajuda e outro que “teoricamente” faz parte da direcção.
- A Linha de Sintra está bem representada, através de um contingente do K100.
- Temos gente que lida com patentes mas não é militar e gente a quem lhes pagam para ler e depois escrever sobre o que leram para serem lidos por gente que gosta do que os outros escrevem. Temos gente que é paga para ter ideias com fins materiais, gente que ganha a vida no sobe-e-desce e gente que lhe dá na programação, mas não lida com computadores. Há inclusive gente rotinada em dar dinheiro, mas que está longe da filantropia.
No entanto, nada desta diversidade contribui para um quiz melhor.
- Há um tipo na equipa a quem chamam Roberto apesar de não ser esse o seu nome.
- A equipa costuma fazer um jantar pré-cascata todas as jornadas, dependendo o restaurante do resultado do mês anterior. Dada a ausência de vitórias, estamos prestes a reunir no McDonalds do Restelo.
- A palavra mais gritada no intervalo das respostas, durante um quiz de cascata é “Escreve”. Isso tem a ver com alguma ânsia de secretismo e com o tom de voz desagradável de um ou outro membro da equipa.
- Curiosamente, as iniciais do primeiro nome de cada um dos membros da equipa são JCRLRSF. O que torna este facto ainda mais curioso é que ainda ninguém percebeu o que isso quer dizer.
- Foi utilizado um ficheiro Excel para elaborar o quiz. Esse ficheiro tinha um separador por cada nível e uma coluna para insultos às perguntas colocadas por outros membros da equipa. Preencheram-se mais rapidamente os insultos que os níveis.
- O quiz pode ter um ou outro apontamento pseudo pós-moderno que, para bem das almas presentes, não envolve canto. Já a dança, depende da evolução da lesão no tornozelo do Rogério.
- Existe a opção on-demand para mais informação sobre a equipa já que, por apenas 1,77€, podem receber informação sobre os Espertalhos no vosso telemóvel até ao fim deste mês. Depois o serviço vai de férias.

O mês de Maio marcou um novo ciclo de no campeonato, com os Mamedes a inaugurarem um período de jogos organizados por algumas das equipas ditas mais “experientes”. Depois do muito que já se falou sobre organizações, virtudes/defeitos e perseguições, as expectativas eram elevadas e não apenas por isso. O início de época fulgurante dos Mamedes e as mais valias trazidas pelos seus reforços antecipavam uma noite criativa e, porque não, divertida, dentro do rigor organizacional a que nos habituaram noutras épocas.
Mas, numa jornada em que só os Ursinho não marcaram presença, vamos lá passar a pente fino o serão na Academia.

Enquanto aquecimento que é suposto ser, a parte escrita parece-me ser a ideal para pôr em prática algumas brincadeiras e experiências, sem que se descure totalmente o jogo. Nesse sentido, a animação gerada pelos Mamedes, com bigodes dançantes, projecções teatrais transcendentes e muitos talentos escondidos foi uma entrada servida de forma original. A parte em papel também não complicou em demasia, tirando porventura os países que, pela forma como estava representados tinham alguma dificuldade acrescida.
Zbroing e BMV saíam na frente, com Espertalhos logo no encalço e apenas quatro equipas não chegavam aos cinco pontos, o que espelha algum equilíbrio inicial.
Nível 1 – Som, som, experiência, som, som, cascata

Os Mamedes avançaram com a definição de sub-níveis dentro do nível 1 e, não duvidando do seu esforço em tornar o jogo o mais equilibrado que possível, no meu entender a sub-nivelação demasiado assumida, pode complicar mais do que simplificar, como é pretendido, nem que seja na cabeça das equipas. No entanto, o nível foi jogável, apesar da oscilação aqui e ali da dificuldade, mesmo que prevista, não torna as coisas tão fluídas.
Do ponto de vista temático, pareceu-me haver uma distribuição ponderada, onde não faltaram ciências de forma equilibrada. A cascata cantada, sem menosprezo pelas criatividade/qualidades vocais do Miguel, talvez não tenha sido uma aposta ganha. Com muitas equipas em jogo a coisa arrasta-se, é difícil manter o ritmo e os temas ficam diluídos em algo que não favorece a dinâmica do jogo. Do ponto de vista criativo é interessante, do prático o disco já não é bem o mesmo.
Em termos de condução do jogo, levantou-se o granel ocasional, com resolução rápida, ainda que nem sempre do agrado das claques, especialmente as que desembarcaram em vôos das linhas aéreas turcas, prevalecendo o critério do organizador. Segundo as minhas contas, 46 directas foram acertadas (perto 50%), com três perguntas a darem a volta à sala. É o chamado nível um puxado mas, ainda assim, claramente jogável como já referi.
No entanto, este nível faz sempre vítimas e os NNAPED e os Frikadellos rapidamente se viram fora da jogada, assim como os Universus e Ex- Cavaleiros, cabendo a fava à Unidade 101 que, no tira-teimas com os Lais, acabaram por ficar à porta do nível 2. Na frente mantinham-se Zbroing, agora seguidos por Feios, Porcos e Maus e Fónix, com um pelotão engalfinhado logo no seu encalce.
Nível dois - Para bailar e também para quizzar, isto é uma bomba*

Chegados ao segundo nível, não se pode dizer que os ânimos tivessem esmorecido, já que a máquina mamedina tem rotina suficiente para ir fazendo as coisas progredirem. Apenas aqui e se notavam alguns aspectos que, apesar de planeados como já referi, causavam algum contraste entre criatividade e resultado prático.
Começando pela “bomba”, tenho alguma dificuldade em vê-la enquadrada num nível 2. Tendo 10 equipas em jogo, obriga a um número de hipóteses de dificuldade média/alta que tornam as questões num emaranhado de tiros ao boneco, para não serem evidentes. No formato em que jogamos, combinando morosidade/viabilidade talvez só no nível 3 se aceitasse uma dificuldade acrescida face a um número mais reduzido de respostas mas, ainda assim tenho algumas dúvidas.
Os temas continuaram a variados, embora as trocas na condução de jogo, se bem que sempre segura, me deram a impressão de gerar algumas flutuações no critério do organizador. O equilíbrio entre as pontuações das equipas mostrava que a emoção ainda fazia parte da equação. Nove perguntas a dar a volta à sala mostram que a dificuldade não disparou à bruta mas, o facto de apenas 25% (15 em 60) das directas terem sido respondidas revelam que a fasquia se elevou.
Com cinco directas acumuladas, ao passo que quatro equipas nem uma tiveram para amostra, os Espertalhos saltaram para a liderança, logo seguidos por uns BMV c/ Laranja que fizeram das cascatas (7) a sua vitamina. Os Zbroing caíam para terceiro, com a companhia dos surpreendentes Golfinhos, que carimbavam o passaporte para a primeira final da época.
Fora da contenda ficaram rapidamente Lais e Duracell, tendo os Folie e os Outsiders (curiosamente com 0 directas e 6 cascatas somadas), lutado até à última por um lugar na final, coisa que não lhes foi possível alcançar.
Nível 3 – O velho drama do photo finish

Entrados no último nível, a luta pela vitória parecia estar a cargo de uma dupla, com todos os outros lugares mais em aberto. Restava saber se iria ser um nível 2+ ou um 3 plus e, com vinte perguntas a dar a volta à sala (em 36 possíveis), rapidamente se viu que cada pontinho valia ouro. Com todas as suas perguntas incluídas nesse lote, os Golfinhos viram assim o seu destino traçado, o que não invalida a boa performance da noite. Feios, Porcos e Maus e Fónix, foram ombro a ombro até ao fim e a recuperação dos primeiros valeu-lhes o quarto lugar no desempate. Controlando as distâncias, os Zbroing calmamente asseguraram o terceiro lugar, trazendo mais alguma consistência a um início de época algo tremido por parte dos campeões.
Na frente, Espertalhos e BMV c/ Laranja, trocavam ponto por ponto e, cascata após cascata, o despique mantinha-se. Valeu uma cascata a mais a estes últimos para, no desempate, assegurarem uma vitória suada mas bem jogada e um segundo amargo de boca para os também segundos na classificação geral.
Apesar de certos aspectos não terem funcionado como porventura foram planeados, especialmente nos números mais arriscados, o jogo dos Mamedes proporcionou, no seu geral, uma noite agradável. Foi o seu melhor jogo? Talvez não, mas isso não tem nada a ver com o empenho e a dedicação em tentar que tudo corra pelo melhor. E, no que toca à parafernália tecnológica / apresentação, esta foi do melhor que já temos visto.
Acrescento ainda que é fácil perceber quando um jogo é planeado e distribuído, como foi o caso dos Mamedes, mesmo que não sejamos adeptos do estilo/nivel + puxado ou + fácil do mesmo. Se a isso juntarmos uma boa condução, isso ajuda a superar alguma insatisfação em certos pontos e faz uma clara diferença face a outras organizações que já tive oportunidade de comentar. E isto não tem nada que ver com ser mais tolerante com A ou menos condescendente com B.
* Uma nota do nível 2, que não tem directamente que ver com os Mamedes, mas mais com a dinâmica do Chicken Eye. Visto que qualquer equipa pode pedi-lo, há um aspecto que me faz confusão, dado que se verificou durante o jogo. Uma equipa respondeu correctamente (FPM), mas a organização não considerou e a pergunta deu a volta também porque outras equipas, vendo a resposta correcta invalidada chutaram outra coisa qualquer. Uma dessas equipas (Lais) pede o Chicken e verifica-se que havia erro na pergunta. É certo que foram os FPM que acertaram, mas é outra equipa que protesta, não ganhando nada com isso. A meu ver, no limite, deveria ser mais um ponto para ambos ou uma nova pergunta, pois os directamente envolvidos apenas tiveram uma acção passiva e saem beneficiados com isso, isto para além da rectificação óbvia do erro.
