domingo, 19 de junho de 2011

CRÓNICA DE JUNHO

PERTO DA PERFEIÇÃO



A antiga equipa dos Defenestrados foi uma equipa da cascata entre 2008 e 2010. Eram essencialmente jovens entre os 20 e 25 anos. As suas participações somaram um total de vinte e cinco, e em termos de registo contaram apenas com uma final e um 2º nível. Há pouco tempo cruzei-me com alguns deles. Fiz "publicidade" de outros quizes cascata onde eles poderiam participar. Resposta simples, sem malícia e até surpreendente: "Ah! Mas nós gostávamos muito da variedade das organizações da Ajuda. Isso é que dava colorido. E a adrenalina era muito forte." Levei uma bofetada, do alto da minha condescendência parva, mesmo que de boa intenção. Mas levei-a sem ressentimento nenhum.


Também há pouco tempo, ouvi uma frase que fixei, vinda de uma pessoa da nossa cascata: "A Ajuda é a mãe de todas as cascatas!"

Mas porquê esta introdução? Talvez porque serve para explicar que, independentemente das velhas discussões do que é um bom e um mau quiz, nunca chegaremos a um consenso sobre os ingredientes que deve ter. E ainda bem!

Note-se que falo para já do conteúdo da cascata. São 11 jornadas feitas por 11 equipas diferentes em todos os aspectos. Têm gostos particulares, e portanto é assumido pelas equipas que jogam, que vamos ter uma dose um pouco mais generosa de determinados temas. Desde que não seja excessivo, e obviamente preparado com antecedência, estamos numa situação em que isso é legítimo para qualquer equipa que organiza. Os jogadores têm que se adaptar a essa situação, preparando argumentos que abranja vária áreas, de modo a poder estar à altura das exigências de cada quiz. É como num jogo de ténis. Há adversários mais difíceis para uns e mais fáceis para outros.


Mas quanto à forma do quiz, as coisas passam-se de modo diferente. Como cozinhar as perguntas, de modo a que elas se tornem interessantes, pedagógicas e competitivas? É aqui que acaba os gostos pessoais e começa o entretenimento. Não existe um modelo. Mas existe uma base: O quiz é para os jogadores "jogarem". Como tal, em primeiro lugar as perguntas tem que ser bem distribuídas em termos de dificuldade e tema para cada mesa. É verdade que há coisas impossíveis de controlar e ninguém atinge a perfeição. Mas desde que uma equipa se debruce mais tempo que o normal sobre esta situação e que haja bom senso e flexibilidade para detectar isto, tudo correrá bastante melhor.


Em segundo lugar, a gestão da dificuldade. Há equipas que tentam nivelar de uma forma igual cada nível. Outras que preferem assumir que haverá graus diferentes, dentro de cada nível. E porquê? Porque ao nivelar tudo por igual, vai sempre haver perguntas que os organizadores não contam que seja tão difícil ou tão fácil. E a probabilidade do número destas perguntas acontecer é muito maior do que devia neste formato. O que faz com que as favas, quando calham a alguém, não permitam recuperação possível.

Já o outro modelo, não é perfeito na situação de recuperação de uma directa horrível que foi falhada. Mas as hipóteses para que isso aconteça, aumentam bastante.

Como somos todos diferentes, também existe um modelo preferido entre os 3 ou 4 que nos apresentam durante um ano: Ecléticas, ou eruditas, ou mais actuais, etc.

Há duas equipas que estão nos extremos no que ao conteúdo dizem respeito, mas que são para mim as mais eficazes em termos de forma: os Ursinhos Bobó e os Espertalhos do Carinho.


A primeira equipa porque consegue nivelar todas as equipas de modo a que o jogo se torne uma roleta, sobretudo no 1º nível. Para mim, isto pode ser bastante interessante, na medida em que torna a jornada mais imprevisível onde o desafio é... sobreviver até chegar ao 2º nível, altura em que eles já fazem a distinção mais apertada. Mas até lá, pode criar interesse muito maior no campeonato. É óbvio que o conteúdo deles tem estado à altura, dentro das brincadeiras que eles fazem. As perguntas não têm sido de escola primária, convém frisar isso.

Já os Espertalhos, têm uma filosofia diferente. Põem-nos frente a uma montanha e dizem-nos para trepá-la até ao topo. Mas dão-nos uma bicicleta, uma mochila com mantimentos e água.

E estas duas equipas quando organizam, transformam um quiz num espectáculo!

Falando um pouco mais agora do quiz dos Espertalhos. Foi excelente no conteúdo e na forma. Temas muito variados, com uma dose um pouco mais generosa nas artes em geral, mas sem muitas especificidades que fizesse com que só especialistas da área soubessem. E porquê? Muitas das perguntas cruzavam temas ou possíveis informações de outras áreas. Ou seja, no sentido em que não sabendo, pode-se chegar lá por outras vias. A informação utilizada para justificar cada pergunta posta para nós, torna-se mais acessível (na sua grande maioria) que o normal. Dois pequenos exemplos:
"Sabendo que na tabela periódica, o urânio tem o número 92 e o plutónio tem o número 94, que elemento químico tem o número 93?" Resposta: Neptúnio.

"Quem é a única figura histórica a ter feito parte do Partido Nazi a ter sido sepultada num cemitério em Jerusalém?" Resposta: Oskar Schindler.

Este tipo de cruzamento de informação é talvez só comparável (na minha memória) ao quiz dos Zbroing em 2009.

A escrita acabou por ser a menos conseguida (dentro do bem conseguido), talvez porque é mais difícil diluir as especificidades em apenas 10 grupos. Nenhum deles foi de borla e registou-se logo cinco vítimas que não encontraram mais o rumo, na densidade erudita e rica deste quiz. O primeiro nível também teve graus de dificuldade variada. Só 7 equipas tiveram 4 ou mais directas, provando estar à altura das dificuldades que foram surgindo na montanha. Aos outros, a "condição física" foi determinante para trepar mais alto na etapa de montanha. O 2º nível teve 54 perguntas em 60 a serem respondidas (com 24 directas). E no 3º nível, praticamente metade foi respondida.

É um quiz de conteúdo específico, de formato erudito, mas sem o terrível ónus do "ou és da área, ou não sabes". Resumindo: Perto da perfeição.
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E agora a etapa

Esta jornada teve uma baixa e "meia". Os N.n.a.p.e.d. deram a sua falta anual, como geralmente tem sucedido em anos anteriores, e a meia baixa foi os Ursinhos Bobó, que uma situação imprevista de última hora, fez com que um Ursinho estivesse sozinho, (mais tarde na companhia de um convidado) mas fosse incentivado pelas restantes equipas, arrancando aplausos por cada pergunta respondida. E foram 6 no total, nada fáceis! No entanto, o destino ficou selado, acompanhando as outras quatro, no fosso que a escrita fez entre as 10 primeiras e as restantes. Golfinhos, Fav. & Co. não deram continuidade à final do mês passado. Universos & Frigoríficos também ainda não se adaptaram ao ambiente da Ajuda e a Unidade 101 está numa série perigosa de maus resultados. Mas a maior surpresa veio dos Outsiders, que à sexta jornada caem pela primeira vez num 1º nível, quando nada o faria prever. E que trambolhão! Desejo as melhoras para todas estas equipas nas próximas jornadas.


Já para o 2º nível, 9 equipas lideradas pelos Mamedes estavam separadas por 6 pontos, cabendo aos Folie à Cinq a dose de leão de recuperar 5 pontos a quem na altura seguia no 6º lugar. Subiriam apenas uma posição por troca com os Duracell, que seria a única equipa a não ter o gosto de uma directa. No entanto, esta equipa que ainda espera por se estrear numa final, tem apesar de tudo um registo de níveis 2 superior aos níveis 1. Falta só matar o borrego...


Os Frikadaellos acabam com uma mini-série de maus resultados mas não foi suficiente para a final. Já os Feios, Porcos e Maus, não chegam à final, traídos que foram pelo 1º nível. Mas mesmo assim, 7 finais nas últimas 12 jornadas em que participaram, faz com que este ano eles estejam uma equipa muito mais consistente que em outros anos. E lutam pela melhor classificação de sempre, porque não entre os 6 primeiros.


Para o 3º nível, os Mamedes mantinham a liderança, após voltar a vencer o 2º nível, desta vez na companhia dos BMV c/ Laranja. E três pontos separavam os 4 primeiros.


Mais para baixo, os Lais da Carangueja são mesmo a equipa sensação deste ano. Já vão na quarta final este ano, tantas quantas as que já tinham obtido no total. Mantêm-se entre os 6 primeiros do campeonato e já fizeram mais pontos nestas 6 jornadas do que em qualquer outro campeonato anterior. Nesta, acabaram por descer uma posição na final.


E trocaram com os Ex-Cavaleiros. Que também são um candidato a acabar entre os 6 primeiros. Surpresa, só mesmo o início do campeonato. Ainda à procura de melhor afinação, reatam o rumo das finais e aos poucos sobem na classificação geral.


Os 4 primeiros foram enormes nesta jornada. Debateram-se pela vitória até ao fim.


Os primeiros a quebrar foram os BMV c/ Laranja. Fizeram uma bela jornada, ganhando inclusive duas etapas (a escrita e o 2º nível), mas este 4º lugar, foi daqueles que sabe a pouco, pelo que fizeram.


A Ordem do Fónix trepou até ao 3º lugar, subindo sempre um degrau em cada nível (excepto na escrita pois foi o 2º). Agarram o 4º da geral, e mantém-se dentro das perspectivas de acabar no podium final. Para trás, já está o ano passado.


Os Zbroing 747!, campeões em título ainda passavam para a frente no início da última cascata. Acabaram no entanto em 2º lugar, a melhor classificação deste ano, mas com fortes indicações de que o melhor está a chegar. Já só estão a 7 pontos do segundo da geral.


Os Fernandos Mamedes fazem história e alcançam a 5ª vitória nas suas 5 últimas participações, com folga em Maio. Alcançaram-na muito à custa das directas: 14 em 18. Nos dois primeiros níveis, só falharam mesmo uma directa. Lançam-se para a conquista do campeonato muito contentes, mas só o tempo o dirá se estão também demasiado eufóricos. De qualquer forma, também... perto da perfeição.


E a geral após a etapa

E agora, o campeonato? Há mais 5 jornadas e ainda está tudo em jogo. Parece muito difícil recuperar o atraso para os Mamedes, mas só os Espertalhos e os Zbroing (sem esquecer os Lais) ainda têm 60 pontos à sua disposição, com vantagem para os primeiros. Os outros até ao 9º ainda organizam. Veremos como correrá o resto, sabendo que foi na segunda metade dos dois últimos campeonatos que as surpresas de recuperação aconteceram. Os Espertalhos recuperaram 40 pontos em 2009, embora terminassem em 2º. Os Zbroing começaram mais cedo, mas chegaram a estar a 16 de diferença para o primeiro, antes de acabarem com 14 de avanço para o segundo. Na próxima etapa, quem "oferece a casa" são... os Ursinhos!...


P.S.: Desculpem o atraso. Foi mesmo as fotos e a edição que me atrasou.

sábado, 18 de junho de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE JUNHO




4ª jornada dos Espertalhos.


Como mera curiosidade estatística, fica-se a saber que as 3 últimas jornadas dos Espertalhos, os lugares do podium foram sempre ocupados pelos mesmos, com vitória para cada um. Só os Mamedes repetem em relação à primeira jornada espertalha, mas aí o podium ficou completo com duas equipas que já se dissolveram: Ambite e Cavaleiros. Os restantes finalistas têm variado bastante.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Uma jornada Espertalha – O prelúdio

Serve o presente para inaugurar a semana no que às festividades Espertalhas diz respeito, já que o prato principal é apenas servido na sexta. Sem grande demora, porque o tempo lá fora é convidativo e não há pachorra para palestras.

Assim sendo, fica um pequeno “inside trading” sobre a equipa e um conjunto de factos inúteis. Para amanhã fica a entrevista e para o dia do quiz, uma pequena pista.

Wiki-Espertalhopédia

- O nome da equipa não tem grande ciência. É um trocadilho miserável.

- Há, entre Espertalhos, um ex-atleta da Academia Recreativa da Ajuda e outro que “teoricamente” faz parte da direcção.

- A Linha de Sintra está bem representada, através de um contingente do K100.

- Temos gente que lida com patentes mas não é militar e gente a quem lhes pagam para ler e depois escrever sobre o que leram para serem lidos por gente que gosta do que os outros escrevem. Temos gente que é paga para ter ideias com fins materiais, gente que ganha a vida no sobe-e-desce e gente que lhe dá na programação, mas não lida com computadores. Há inclusive gente rotinada em dar dinheiro, mas que está longe da filantropia.

No entanto, nada desta diversidade contribui para um quiz melhor.

- Há um tipo na equipa a quem chamam Roberto apesar de não ser esse o seu nome.

- A equipa costuma fazer um jantar pré-cascata todas as jornadas, dependendo o restaurante do resultado do mês anterior. Dada a ausência de vitórias, estamos prestes a reunir no McDonalds do Restelo.

- A palavra mais gritada no intervalo das respostas, durante um quiz de cascata é “Escreve”. Isso tem a ver com alguma ânsia de secretismo e com o tom de voz desagradável de um ou outro membro da equipa.



- Curiosamente, as iniciais do primeiro nome de cada um dos membros da equipa são JCRLRSF. O que torna este facto ainda mais curioso é que ainda ninguém percebeu o que isso quer dizer.

- Foi utilizado um ficheiro Excel para elaborar o quiz. Esse ficheiro tinha um separador por cada nível e uma coluna para insultos às perguntas colocadas por outros membros da equipa. Preencheram-se mais rapidamente os insultos que os níveis.

- O quiz pode ter um ou outro apontamento pseudo pós-moderno que, para bem das almas presentes, não envolve canto. Já a dança, depende da evolução da lesão no tornozelo do Rogério.

- Existe a opção on-demand para mais informação sobre a equipa já que, por apenas 1,77€, podem receber informação sobre os Espertalhos no vosso telemóvel até ao fim deste mês. Depois o serviço vai de férias.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Crónica da Jornada de Maio





O mês de Maio marcou um novo ciclo de no campeonato, com os Mamedes a inaugurarem um período de jogos organizados por algumas das equipas ditas mais “experientes”. Depois do muito que já se falou sobre organizações, virtudes/defeitos e perseguições, as expectativas eram elevadas e não apenas por isso. O início de época fulgurante dos Mamedes e as mais valias trazidas pelos seus reforços antecipavam uma noite criativa e, porque não, divertida, dentro do rigor organizacional a que nos habituaram noutras épocas.

Mas, numa jornada em que só os Ursinho não marcaram presença, vamos lá passar a pente fino o serão na Academia.



Parte Escrita – Quiz meets Broadway meets LSD




Enquanto aquecimento que é suposto ser, a parte escrita parece-me ser a ideal para pôr em prática algumas brincadeiras e experiências, sem que se descure totalmente o jogo. Nesse sentido, a animação gerada pelos Mamedes, com bigodes dançantes, projecções teatrais transcendentes e muitos talentos escondidos foi uma entrada servida de forma original. A parte em papel também não complicou em demasia, tirando porventura os países que, pela forma como estava representados tinham alguma dificuldade acrescida.

Zbroing e BMV saíam na frente, com Espertalhos logo no encalço e apenas quatro equipas não chegavam aos cinco pontos, o que espelha algum equilíbrio inicial.


Nível 1 – Som, som, experiência, som, som, cascata





Os Mamedes avançaram com a definição de sub-níveis dentro do nível 1 e, não duvidando do seu esforço em tornar o jogo o mais equilibrado que possível, no meu entender a sub-nivelação demasiado assumida, pode complicar mais do que simplificar, como é pretendido, nem que seja na cabeça das equipas. No entanto, o nível foi jogável, apesar da oscilação aqui e ali da dificuldade, mesmo que prevista, não torna as coisas tão fluídas.

Do ponto de vista temático, pareceu-me haver uma distribuição ponderada, onde não faltaram ciências de forma equilibrada. A cascata cantada, sem menosprezo pelas criatividade/qualidades vocais do Miguel, talvez não tenha sido uma aposta ganha. Com muitas equipas em jogo a coisa arrasta-se, é difícil manter o ritmo e os temas ficam diluídos em algo que não favorece a dinâmica do jogo. Do ponto de vista criativo é interessante, do prático o disco já não é bem o mesmo.

Em termos de condução do jogo, levantou-se o granel ocasional, com resolução rápida, ainda que nem sempre do agrado das claques, especialmente as que desembarcaram em vôos das linhas aéreas turcas, prevalecendo o critério do organizador. Segundo as minhas contas, 46 directas foram acertadas (perto 50%), com três perguntas a darem a volta à sala. É o chamado nível um puxado mas, ainda assim, claramente jogável como já referi.

No entanto, este nível faz sempre vítimas e os NNAPED e os Frikadellos rapidamente se viram fora da jogada, assim como os Universus e Ex- Cavaleiros, cabendo a fava à Unidade 101 que, no tira-teimas com os Lais, acabaram por ficar à porta do nível 2. Na frente mantinham-se Zbroing, agora seguidos por Feios, Porcos e Maus e Fónix, com um pelotão engalfinhado logo no seu encalce.


Nível dois - Para bailar e também para quizzar, isto é uma bomba*




Chegados ao segundo nível, não se pode dizer que os ânimos tivessem esmorecido, já que a máquina mamedina tem rotina suficiente para ir fazendo as coisas progredirem. Apenas aqui e se notavam alguns aspectos que, apesar de planeados como já referi, causavam algum contraste entre criatividade e resultado prático.

Começando pela “bomba”, tenho alguma dificuldade em vê-la enquadrada num nível 2. Tendo 10 equipas em jogo, obriga a um número de hipóteses de dificuldade média/alta que tornam as questões num emaranhado de tiros ao boneco, para não serem evidentes. No formato em que jogamos, combinando morosidade/viabilidade talvez só no nível 3 se aceitasse uma dificuldade acrescida face a um número mais reduzido de respostas mas, ainda assim tenho algumas dúvidas.

Os temas continuaram a variados, embora as trocas na condução de jogo, se bem que sempre segura, me deram a impressão de gerar algumas flutuações no critério do organizador. O equilíbrio entre as pontuações das equipas mostrava que a emoção ainda fazia parte da equação. Nove perguntas a dar a volta à sala mostram que a dificuldade não disparou à bruta mas, o facto de apenas 25% (15 em 60) das directas terem sido respondidas revelam que a fasquia se elevou.

Com cinco directas acumuladas, ao passo que quatro equipas nem uma tiveram para amostra, os Espertalhos saltaram para a liderança, logo seguidos por uns BMV c/ Laranja que fizeram das cascatas (7) a sua vitamina. Os Zbroing caíam para terceiro, com a companhia dos surpreendentes Golfinhos, que carimbavam o passaporte para a primeira final da época.

Fora da contenda ficaram rapidamente Lais e Duracell, tendo os Folie e os Outsiders (curiosamente com 0 directas e 6 cascatas somadas), lutado até à última por um lugar na final, coisa que não lhes foi possível alcançar.


Nível 3 – O velho drama do photo finish




Entrados no último nível, a luta pela vitória parecia estar a cargo de uma dupla, com todos os outros lugares mais em aberto. Restava saber se iria ser um nível 2+ ou um 3 plus e, com vinte perguntas a dar a volta à sala (em 36 possíveis), rapidamente se viu que cada pontinho valia ouro. Com todas as suas perguntas incluídas nesse lote, os Golfinhos viram assim o seu destino traçado, o que não invalida a boa performance da noite. Feios, Porcos e Maus e Fónix, foram ombro a ombro até ao fim e a recuperação dos primeiros valeu-lhes o quarto lugar no desempate. Controlando as distâncias, os Zbroing calmamente asseguraram o terceiro lugar, trazendo mais alguma consistência a um início de época algo tremido por parte dos campeões.

Na frente, Espertalhos e BMV c/ Laranja, trocavam ponto por ponto e, cascata após cascata, o despique mantinha-se. Valeu uma cascata a mais a estes últimos para, no desempate, assegurarem uma vitória suada mas bem jogada e um segundo amargo de boca para os também segundos na classificação geral.

Apesar de certos aspectos não terem funcionado como porventura foram planeados, especialmente nos números mais arriscados, o jogo dos Mamedes proporcionou, no seu geral, uma noite agradável. Foi o seu melhor jogo? Talvez não, mas isso não tem nada a ver com o empenho e a dedicação em tentar que tudo corra pelo melhor. E, no que toca à parafernália tecnológica / apresentação, esta foi do melhor que já temos visto.

Acrescento ainda que é fácil perceber quando um jogo é planeado e distribuído, como foi o caso dos Mamedes, mesmo que não sejamos adeptos do estilo/nivel + puxado ou + fácil do mesmo. Se a isso juntarmos uma boa condução, isso ajuda a superar alguma insatisfação em certos pontos e faz uma clara diferença face a outras organizações que já tive oportunidade de comentar. E isto não tem nada que ver com ser mais tolerante com A ou menos condescendente com B.

* Uma nota do nível 2, que não tem directamente que ver com os Mamedes, mas mais com a dinâmica do Chicken Eye. Visto que qualquer equipa pode pedi-lo, há um aspecto que me faz confusão, dado que se verificou durante o jogo. Uma equipa respondeu correctamente (FPM), mas a organização não considerou e a pergunta deu a volta também porque outras equipas, vendo a resposta correcta invalidada chutaram outra coisa qualquer. Uma dessas equipas (Lais) pede o Chicken e verifica-se que havia erro na pergunta. É certo que foram os FPM que acertaram, mas é outra equipa que protesta, não ganhando nada com isso. A meu ver, no limite, deveria ser mais um ponto para ambos ou uma nova pergunta, pois os directamente envolvidos apenas tiveram uma acção passiva e saem beneficiados com isso, isto para além da rectificação óbvia do erro.

domingo, 22 de maio de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE MAIO


2ª vitória dos BMV c/ Laranja e 6º pódium nos últimos onze jogos. Parabéns!!

Espertalhos mantêm viva a chama do título, partindo para a organização em Junho um pouco mais aliviados.

Com Golfinhos, Fav. & Co. passam a ser 14 as equipas a chegar à final. Será bonito (e possível) se todas chegarem este ano, pelo menos a uma.

Mamedes, Espertalhos, Ordem do Fónix e... Outsiders mantêm-se como as únicas equipas a passarem sempre o nível 1.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Linha da Meta - Entrevista com os Mamedes em dia de organização

Foi difícil, mas lá conseguimos chegar à fala com os Mamedes, mesmo antes do início da jornada. O curador do Chicken Eye, que preferiu manter o anonimato desde que o tratássemos por Jorge, deu-nos alguns insights sobre o que podemos esperar hoje à noite e também sobre a visão dos Mamedes sobre este campeonato.
Como de costume, entre entrevistador, entrevistado e conteúdos, pouco ou nada se aproveita.


Entrevistador Tributado (ET) - Antes de mais, obrigado pela disponibilidade para uma tarefa de grande exigência mental. Serão apenas umas quantas perguntas, mas o seu grau de imbecilidade pode afectar os menos preparados.

Curador Chicken Eye Anónimo Chamado Jorge (CCEACJ) - Ora essa, os restantes Mamedes delegaram em mim esta responsabilidade, por estarem ocupados, aborrecidos ou a tocarem-se. Quanto à presumível imbecilidade, é chutada para canto por anos de vida académica rodeado de super-nerdalhões do Técnico.




(ET) -
Depois de 2 épocas de "folga", os Mamedes reforçaram-se a rigor para este campeonato. Alguém comprou carro com uma nova matrícula milagrosa ou com a crise, os trocos extra da vitória vieram impedir algumas refeições a pão, chicken e água?

(CCEACJ) -
Os nossos contactos na DGV revelaram que todas as combinações interessantes (FM - 20-11 , 69 - XX - 69, etc.) estão tomadas por carros de baixa cilindrada, sem ar condicionado e que gastam pouco: estamos mais a apontar para um autocarro de longo curso com varões de striptease e bolas de espelhos, mas alimentado a energia nuclear, tipo DeLorean do Regresso ao Futuro.

Em dia de prova os Mamedes não se alimentam de sólidos, para garantir que a hidratação na Academia penetra mais profundamente a chicha de cada um (e uma). As avultadas quantias têm sido encaminhadas directamente para obras sociais e caritativas reconhecidas, que normalmente terminam em "Bank" e são sediadas em paraísos fiscais sem pobres a sujar as ruas.

Ainda assim, e pensando na realidade difícil do país, o Paulo vai fazer um reforço de capital da Centralcer, o Alex vai entrar num time sharing do Mosteiro dos Jerónimos e eu vou implementar um programa de incentivos financeiros a mulheres carenciadas em troca de sexo anal. A Sofia não leva nada, para ser uma mulher carenciada.

Vamos também rebocar a Casa da Música para Lisboa para o Miguel e o antigo Cinema Império ao Pascoalinho, em reconhecimento dos serviços que garbosamente prestam.


(ET) -
Quatro jornadas, quatro vitórias. São vocês que estão muito bem, são os outros que estão muito mal ou há algum ingrediente secreto nos vossos jantares antes da cascata?

(CCEACJ) -
Como dizia o outro, Deus está morto, Marx também, e nós não nos sentimos lá muito bem. Mas parece que os outros estão ainda pior. Quanto aos jantares, o segredo está em existirem: nos anos transactos, metade da equipa não comia porque já eram dez e meia e ainda se estavam a coçar as partes baixas. Mas o Pascoalinho e o Miguel têm melhores hábitos e incentivam os nossos pequenos estágios na churrasqueira da Ajuda.




(ET) -
Em relação ao nível do campeonato, como têm visto a coisa em termos de organizações, granel e aspectos de moda e alta costura?

(CCEACJ) -
As equipas estão aparentemente mais calmas, e as organizações mais focadas em fazer um quiz simples e bom, em vez de complexo e mau. O granel diminuiu para um décimo, acho — visto que eu fazia os restantes nove décimos e agora me sinto constrangido pelo meu dever aviário.


Parte 2 - Da organização de hoje


(ET) -
Tendo vocês algumas bases científicas, vão compensar a falta de ciências noutros jogos desta época ou é tipo salada russa? Devemos preparar-nos para alguns temas impróprios para cardíacos?

(CCEACJ) -
Como de costume, temos seis temas e siga para bingo: a ciência terá a dose certa. Tudo muito bem distribuidinho, esperemos, para que as queixas reflictam apenas as falhas de cada equipa em certos temas, não um azar no lugar em que se sentaram.


(ET) -
O que é que o jogo dos Mamedes vai ter que os outros não tiveram até agora. Ou o que é que poderia ter, mas ainda estão em testes para ver se é legal?

(CCEACJ) -
Sexo anal. É por isso que o Paulo não vai à Academia. Quanto aos Mamedes presentes, iremos tentar fazer um quiz moderno e arejado, mas sem abusar. Excepto em alguns momentos em que faremos o contrário.




(ET) -
A jornada passada vimos uma Academia em estilo herdade "Peso Pesado". O vosso jogo também se vai adaptar a este novo ambiente?

(CCEACJ) -
Sim, e eu estou especialmente animado: as temperaturas médias acima dos dez graus deixam as minhas glândulas aos saltos (as que suam e as outras), e assim terei a desculpa perfeita. Como critério de desempate, teremos flexões com os polegares, Strong Man a puxar o João Silva agarrado a grades de whiskey e corrida de bicicletas fixas.


(ET) -
Jorge, enquanto leal tratador do chicken eye, como é que vais encarar os chicken eyes pedidos no vosso jogo. Vais mandar abaixo a net para evitar confusão, vais protestar contigo mesmo ou vai haver um tratador suplente?


(CCEACJ) -
Vamos discutir a coisa antes das cascatas começarem, para evitar quaisquer atritos. Infelizmente, nenhuma dos meus Chicken Eyes foi aceite durante a elaboração do quiz, por isso já não tenho moral para discutir o quer que seja. Excepto com o Vitoriano. E com o Tali. E com o Girão. E com o Tali.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Crónica da Jornada do mês de Abril

A jornada de Abril chegou-nos com a chancela dos Zbroing, campeões em título, a atravessar uma espécie de crise de resultados. Mas, antes do jogo em si, foi-nos dada a conhecer uma sala de quiz com um novo look, inspiração Biggest Loser, a estimular o exercício do corpo, para além da mente e do levantamento do copo e da bifana.

Da minha parte, conforme solicitação de Johnny Ex- Bigodes, não vejo inconveniente em que se continue a jogar naquele espaço, tirando uma ou outra condição – Deve haver também um plano de exercícios em cada mesa, para facilitar a rentabilização dos intervalos, e a C.O. deveria instituir um plano de penalizações a cumprir nas máquinas, quer para organizadores, quer para jogadores que não sigam a conduta devida.

Mas, com uma sala cheia e tudo a postos, vamos ao jogo.



Então, segue em frente, corta à direita e a parte escrita fica ali para esses lados




Como os próprios já admitiram, não houve da parte dos Zbroing tanto tempo para preparar este jogo como desejariam e isso notou-se um pouco na parte escrita, onde o cinema teve também alguma preponderância. A ideia da utilização de vídeo não me choca, até porque raras são as equipas onde todos estarão a fazer as mesmas perguntas ao mesmo tempo, sem poderem dispensar alguns segundos e os mapas acabam por ter a sua piada, embora talvez reduzisse o número de mapas apresentados para simplificar a coisa.

Mas, em termos de dificuldade (critério das 10 perguntas = 1 ponto cada à parte) a prova escrita foi aquilo que deve ser, um aquecimento. Apenas 6 equipas ficaram abaixo dos 5 pontos (3 delas com 4) e voltou a destacar-se uma nota 10, para uns Mamedes apostados em partir bem, logo seguidos dos Outsiders com 9 pontos.



O Tolstoi, o Marley, eu e uma malta conhecida lá da Ajuda



Antes das onze e meia arrancou o nível um e arrancou a bom ritmo. A condução dos Zbroing é francamente eficaz, coisa que lhes vem sendo característica, permitindo que, goste-se ou não das perguntas/temas/diabo a quatro, nunca se fique com aquela ideia do jogo pastelão, que encrava, se arrasta e não ajuda a esta maratona, antes pelo contrário.

Em termos de dificuldade, percebeu-se que, fruto do menor tempo para o apurar e também de uma orientação global do jogo nesse sentido, ia ser um jogo acessível. Nessa decisão, nada a apontar, mas quando o jogo é mais fácil, a estruturação da dificuldade / distribuição temática entre equipas torna-se mais importante, para evitar desníveis. E aí foi onde verifiquei algumas falhas, como exemplo dou o caso de, embora de temas diferentes, a minha equipa ter duas perguntas sobre presidentes ou, salvo erro, a equipa que respondeu a uma questão sobre gastrópodes, também respondeu a outra sobre outro “ópode” qualquer, no mesmo nível.

Não caindo na demagogia de dizer que o jogo foi só actualidades, que só deu cinema e futebol, etc, notou-se aqui e ali o natural refúgio em áreas que são mais fáceis para espremer umas perguntas, quando se tem menos tempo. Lasca-se um pouco a qualidadede, mas este não deixa de poder vir a ser um bom jogo.

Saúde-se ainda a tradução livre de “Voina i Mir”, que nos deu a saber que Tolstoi pode ter sido um verdadeiro dog-lover, coisa que desconhecíamos.

Universus&Frigorificus e Duracell caíram neste nível, depois de nunca terem chegado bem a fazer o check in no jogo dos Zbroing, assim como a Unidade101. Já Frikadellos, NNAPED e Golfinhos, ficaram de fora por uma unha feia, porca e má, já que o desempate lhes negou a seguida em frente.

Na liderança, Mamedes continuavam a cavalgada inicial, seguidos apropriadamente por uns Ex-Cavaleiros a bom ritmo, com a Ordem do Fónix e os Folie à espreita.



Padrinho, dê-me lá uma ajudinha.



No segundo nível, a dificuldade aumentou ligeiramente, mas o jogo continou em larga margem acessível. Aliás, a toada do primeiro nível manteve-se, quer em termos da boa condução, quer do tipo de jogo, agradável e com ritmo (apenas cinco perguntas deram a volta à sala, duas delas a recair nos Fónix), mas com as ligeiras imprecisões que já apontei e uma ou outra derivação do jogo feito com menos tempo, como se verifica em questões mais dúbias que se podem evitar com uma verificação mais cuidada.

No entanto, o equilíbrio foi-se mantendo e eram os Espertalhos, com uma segunda parte em grande plano (18 pontos neste nível) que saltavam agora para a liderança, seguidos por uns Mamedes em ligeiro abrandamento e uns Ex-Cavaleiros que viam Avô Fernando a facturar em grande estilo, fruto talvez do alinhamento de Saturno na 5ª casa do FMI.

Lais, em bom momento de forma vinham logo em seguida, com mais uma chegada ao sprint para fechar o lote de finalistas, que contemplou os históricos Ursinho e BMV c/ Laranja, em detrimento de uns Fónix que fizeram uma travessia no deserto no segundo nível (apenas 3 pontos, salvo erro) e que se viram assim afastados da final pela segunda vez. Também os Folie perderam muito balanço neste nível, não dando assim continuidade a uma boa jornada de Março, ficando pelo caminho juntamente com Outsiders e Feios Porcos e Maus, que já não tiveram forças para recuperar o atraso da primeira parte.

A prova do equilíbrio é que, do décimo ao quarto lugar, a diferença foi de três pontos.



Quem chegar primeiro à praia, ganha




Na final, basicamente estávamos divididos em três grupos – um deles na luta pela vitória na jornada, outro pela definição dos restantes três lugares e finalmente, um último dedicado a comer bifanas sem pagar, à conta de Johnny Ex-Bigodes.

No segundo grupo, os BMV tiveram uma boa prestação, mas encalharam no final do segundo nível, pois não somaram pontos e, sendo assim, ficava difícil de ir além do sexto lugar. Os Lais, para além de serem uma das únicas três equipas com pelo menos três finais (a par de Mamedes e Espertalhos), usaram o seu quinto lugar para fechar a classificação geral no terceiro lugar da tabela e mostram que têm equipa para, pelo menos, lutar pela final todas as jornadas. Já os Ursinho, continuam uma boa recuperação após um início de época menos auspicioso e começaram a voltar a lugares que lhes são mais comuns.

A luta pela vitória e definição do pódio foi renhida até à última cascata, com troca de liderança entre Mamedes e Espertalhos, com os Ex-Cavaleiros sempre à espreita. Acabaram por ser os “papões” desta época a sair com a vitória, por um ponto, fazendo as directas a diferença, com 3-2 a fazer a diferença para os actuais líderes, havendo empate nas cascatas. Para além do amargo de boca para os Espertalhos, a boa prestação dos comandados por Johnny Ex-B, obrigou-os a suar do bigode para manterem o segundo lugar, coisa que só conseguiram quase ao soar do gong.

O terceiro nível foi novamente acessível, com apenas 30% das perguntas a darem a volta e nenhuma equipa a ter mais do que três perguntas desse género. Em termos gerais, pode dizer-se que foi talvez o melhor nível do jogo, com uma ou outra pergunta talvez de nível 2+ pelo meio, mas essa é também uma prerrogativa de quem organiza.


Em jeito de conclusão, talvez não tenha sido o melhor jogo dos Zbroing, que por norma têm a máquina mais bem oleada em termos de acertos de dificuldade, distribuição temática e até alguma riqueza de temas. Mas, até ver, também não me parece difícil considerar que, para mim, até ao momento foi o melhor jogo deste campeonato algo que não tem nada a ver com ser um jogo perfeito ou sem falhas.

Tem a ver com a conjugação entre factores como diversão, fluidez, condução de jogo e, obviamente o jogo em si. Podemos não gostar dos temas, criticar algumas escolhas e isso é normal em qualquer registo treinador de bancada / comentador anónimo. Mas, no fim do jogo, pela média de reacções da sala, por norma tem-se uma noção daquilo a que se assistiu, mesmo que estejamos sentados na mesa do organizador.

Nota: Tendo tido oportunidade de ler com mais detalhe a caixa de comentários do post anterior, se um dos prezados anónimos que reclama da mediocridade do jogo deste mês me der a indicação de um jogo anterior a este que ache que foi enxovalhado indignamente, posso tentar fazer um comparativo mais real, em vez de me basear em teorias da conspiração.

sábado, 16 de abril de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE ABRIL


4ª vitória consecutiva dos Mamedes a igualar o registo de Espertalhos em 2009 e Zbroing em 2010. A oportunidade de poder alcançar o penta só surgirá em Junho, dado que organizam em Maio.

Espertalhos em 2º lugar, passando a ser a 2ª equipa a bisar um podium este ano. Alcançam também o 2º da geral, isolando-se com mais 6 pontos para o 3º.

Ex-Cavaleiros estreiam-se em finais. Apesar de ser, em termos de inscrição, a continuidade dos Cavaleiros, para efeitos puramente (com ênfase em puramente) estatísticos, considera-se uma equipa nova, já em que em termos de filosofia competitiva e em número de elementos novos, seria injusto considerar a mesma equipa. Assim sendo, é a 2ª equipa "estreante" deste ano a chegar à final e a primeira a alcançar um podium.

Ursinhos repetem a final do mês passado e já estão em zona europeia.

Lais da Carangueja levam três finais consecutivas e são surpreendentemente o 3º lugar da geral.

8 equipas no podium é record absoluto para as 4 primeiras jornadas. 13 finalistas também à 4ª jornada, iguala o melhor que foi em 2010.

Relativamente à 5ª organização dos Zbroing, a Ordem do Fónix ainda é a dominadora apesar do desaire deste mês. 3 vitórias contra uma dos Espertalhos e agora também uma dos Mamedes. Os Cavaleiros são os totalistas de finais, contando com os Ex-Cavaleiros: 5 em 5.
No quadro abaixo estão os lugares do podium, nessas 5 jornadas Zbroinguianas.

F - nº de finais alcançadas (contando também até ao 6º lugar)

P - Nº de participações.





E é tudo, de momento.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Entrevista Zbroing, organizadores da jornada de Abril

Foi em cima da hora mas, graças aos préstimos de uma coruja amestrada, de uma garrafa de mezcal e das dicas de uma e-vidente congolesa, lá se tornou viável a entrevista com um colectivo a que alguns também chamam de Zbroing.


Entrevistador Trepidante (ET) - Os festejos do título de 2010 começaram em Novembro para os Zbroing. Olhando para a classificação deste ano, pode dizer-se que ainda têm andado ocupados a festejar?

Zbroings (Z) - É isso mesmo. Paris é uma festa mas a Ajuda não fica atrás. O fantasma do Hemingway (com a cara toda esfacelada, coitado) por vezes aparece-nos a meio das noitadas, dizendo-se arrependido por não ter preterido aquele monte de coquetes e chauvinistas com que andou embrulhado pela nossa tão arejada elegante companhia. Quanto já está com os copos, o velho Ernest até se põe a dizer que só a Boa Hora pede meças a qualquer capital europeia em termos de esbórnia da séria, regabofe bem guizado e bacanália variada.Bom, isto para dizer que os Zbroing serão os Zbroing. Somos pacifistas de gabarito. Não lutamos por coisa nenhuma. Nem por vitórias. Se elas acontecem, é porque são elas que vêm ter connosco. Umas oferecidas.


Fantasma de Hemingway celebra com um Zbroing, depois de uma noite bem passada na Caçada, sita na Rua da Bica, Ajuda.


ET - Tendo em conta um início de época menos conseguido, quais são as causas possíveis: confiança excessiva numa supremacia absoluta? Os jogos indigestos? Alguém vos tem posto alguma coisa nas bebidas? Todas as anteriores?

Z - É o Boavista de 2001 que nos inspira. O plano de ganhar o campeonato à porrada foi conseguido e, posto isto, planeamos desaparecer sem dignidade por essas divisões abaixo, até ao momento em que dos zbroing só reste uma equipa que jogue Trivial Pursuit com os sobrinhos pré-adolescentes em vésperas de Natal. Quanto a causas, enfim, não fazemos ideia do que está a correr mal este ano, o que não nos preocupa nem por um segundo, dado que não saberíamos o que fazer mesmo que os problemas estivessem devidamente identificados. Preferimos atribuir culpas a terceiros do que encontrar causas. Este blogue, por exemplo é um dos grandes responsáveis pela nossa queda. Permitam-me que não vos explique.

Nota do Blog: Este blog não nega responsabilidades. Também não nega o número de telefone da Alexandra Solnado a ninguém. Nem sequer a um Zbroing.


ET - A época ainda é curta mas, na vossa opinião, qual o ponto alto e o ponto baixo do campeonato?



Z - Os pontos altos deste e doutros campeonatos serei sempre eu e o Filipe Bravo (bom, o Rogério, vá - quanto é que medes, já que falamos nisto?). Aliás, é enternecedora a patética média de alturas do campeonato de cascata (pelas minhas contas a olho deve andar pelos 1,72m), mas não é necessário que ninguém se mate à conta desta informação. Não há pontos, golpes ou países baixos que os Zbroing queiram apontar até aqui, está tudo bem connosco. O ponto mais baixo ainda está para vir e será, de certeza absoluta, protagonizado por nós, era o que faltava.

Nota do Blog: O "eu" refere-se ao jovem que ocasionalmente serve como farol de minis entre Zbroings. O Rogério não preencheu os censos, mas na prática só será maior que eu quando coloca os seus tacões para dançar flamenco.


ET - Vão por temas, usam granadas de fragmentação temática ou ainda não perceberam muito bem sobre o que é que trata o vosso jogo?

Z - Para começar, é preciso dizer que nós vamos por vários caminhos, e estes raramente nos levam onde queríamos. Nem sequer nos põe a todos no mesmo sítio à mesma hora. Graças ao Skype, Gmail e outros predadores, este quiz foi feito entre a Irlanda, São Francisco, Luanda, o Jardim Zoológico e um bunker de Carnaxide. Com tanta chatice que esta distribuição geográfica já nos dá, ainda querem que tenhamos tempo para granadas de fragmentação? Aqui o método é fazer perguntas, metê-las num doc do google e depois traz-se cerveja e luta-se com facas para ver quais ficam e quais saem. No final, alguém chora...


ET - Em relação ao jogo de 6ª, tecnologia de ponta, a matriz que já vos ajudou tantas vezes ou vão inovar com alguns apontamentos organizativos épicos?

Z - Se temos uma meretriz que nos ajuda tantas vezes isso é assunto da nossa conta, até porque pagamos a horas, damos cama e roupa lavada e até estamos a ver se a inscrevemos na segurança social. Não vejo porque é que é preciso vir falar destas coisas em público. E se querem organizações épicas vão à ópera, porque daqui só podemos prometer um estado de embriaguez lendário, o que é um bocadinho abaixo do épico. A novidade organizativa é que vamos pôr um gajo a anunciar perguntas ao microfone e toda a sala vai perceber o que é que se está a perguntar...(esperemos)




ET - O FMI vai rever as contas do vosso quiz e aplicar algumas medidas de contingência ou conseguiram negociar uma isenção?

Z - Neste momento a discussão com o FMI encontram-se num nível técnico.Ainda não houve acordo sobre o vinho a pedir (FMI insiste no tinto, nos so queremos cheio) e não sabemos se o whisky será velho ou novo. De todas as formas, há já bastantes medidas de contingência em preparação, nomeadamente a parte escrita foi reduzida a 4 folhas A5 a preto e branco impressas em papel usado, as projecções serão de apenas 15 segundos para poupar energia e vamos reduzir a leitura das perguntas em 10%.

ET - Há alguma pergunta que eu vos possa responder?

Z - Sim, sabes quanto é que mede o Rogério?

Nota do Blog: Sei. Tem sensivelmente a mesma altura que eu, que sou sensível em relação à minha altura.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Crónica da Jornada do mês de Março

Havia alguma expectativa em relação à organização deste ano da Unidade101, já que o ano passado a sua estreia não tinha sido brilhante. Entre Sun Tzus, toques militares e mais alguns aspectos, o mítico granel ganhou asas e, quando assim é, desconta-se o que faz sentido e o que não tem sentido algum. Para esta época esperava-se portanto um jogo mais condizente com os resultados da equipa.



Uma parte escrita às pingas



Não houve muito a dizer sobre a parte escrita, ainda que talvez estivesse um pouco mais puxada do que necessário, como se comprova o facto de haverem apenas duas equipas com seis pontos e uma com cinco e o resto tudo abaixo. Isso também tem a ver porventura com o critério 1 resposta = 1 ponto que tanta vezes é desprezado em favor do x respostas certas = 1 ou 0,5 pontos e afins. Toque interessante o da prova de vinhos, embora me pareça que estamos um pouco distantes da audiência enófila, não tanto do ponto de vista do volume de consumo, mas mais da identificação de proveniência do mesmo.

No entanto, ainda que com escassa pontuação, mantinha-se um certo equilíbrio, com quatro pontos a separar o primeiro do último, Lais e BMV c/Laranja na liderança, seguidos por Espertalhos e um extenso pelotão.



Um primeiro nível de questões soft(ware) mais séries




Apostando novamente em cascatas temáticas, incluindo o regresso do carismático Sun Tzu, as coisas começaram por correr mal aos organizadores por algo que não teve propriamente que ver com a qualidade do jogo. O programa para correr o jogo via portátil não funcionou como era suposto e o que se previa ser um upgrade acabou por colocar alguns entraves e gerar alguns atrasos.
Mas, comecemos pelo que de bom houve logo a abrir – o jogo foi claramente melhor do que o do ano passado desde o início. Traço geral o primeiro nível foi acessível, notou-se que a coisa foi pensada dessa maneira e o audio das séries funcionou bem, não me chocando que fossem na sua maior parte “fáceis”, já que é um pormenor que acrescenta gozo ao jogo, num nível em que as coisas ainda podem ser mais light.

No entanto, há também da minha parte alguns aspectos menos bons a referir. Apesar da parte informática estar a funcionar a meio gás, não me parece grande ideia ter as respostas projectadas no ecrã. Talvez possa fazer sentido do ponto de vista prático, mas o que acontece é que por clique indevido, por antecipação de uma cascata ou por salto do tema, nos arriscamos a ter a resposta projectada antes de tempo, mesmo que só uma ou duas equipas tenham tempo de a verificar.

Do granel que foi havendo, creio que o mesmo foi surgindo mais por alguma ineficiência/inexperiência na condução do jogo e pelo facto da estruturação de algumas perguntas (um facto verificado ao longo dos níveis) pedir uma resposta argumentativa, o que é sempre de evitar face a uma resposta directa e concisa.

Face ao desenrolar do jogo, com equilíbrio e muita directa acertada, algumas equipas perderam o comboio para o segundo nível mais rapidamente, como foi o caso dos NNAPED, Duracell e Frikadellos, ao passo que Golfinhos e Universus viam cerradas as portas a menos de uma directa de distância. Nota ainda para o acentuar do mau início de prova dos actuais campeões Zbroing, que saem no primeiro nível e, com a sua organização já em Abril, vêem os líderes da classifcação cada vez mais longe.
Na frente, Espertalhos apanhavam balanço para sairem na liderança, com Mamedes e Ursinho em boa posição para início de segundo nível.


Sai um Leningrado sem filtro, se faz favor



No segundo nível, mantendo-se os temas abrangentes que encabeçavam cada pergunta, a dificuldade aumentou mas, a nível global, a coisa manteve-se dentro de parâmetros aceitáveis (13 perguntas a dar a volta à sala, em 60 possíveis). O esforço pela diversidade temática, em certos aspectos era visível, mas noutros como é o caso da Batalha de Estalinegrado, ia um bocado às malvas. Aceito a questão do foco temático, segundo o critério do organizador, por exemplo na 2ª Guerra Mundial, mas insistir numa batalha (ainda que espalhada por níveis) acaba porventura por ser mais um bater do pé com base numa preferência/gosto pessoal do que propriamente uma mais valia para o jogo. Da mesma forma que já vimos que há quem privilegie o cinema, oito ou dez perguntas sobre um filme, mesmo que sobejamente conhecido, iriam dar o mesmo caminho ou até ao tão falado destino de férias Cabo Verde.
No entanto, diga-se também que nunca foi daqueles jogos em que o interesse da sala vai esmorecendo ao longo do segundo nível, antes pelo contrário, algo que pode ter sido ajudado pelo facto da condução e a estruturação das perguntas continuarem um bocado oscilantes a ponto de algumas equipas estarem mais interessados em arrancar um host eye do que um chicken eye, em casos como o de William Boney ou, salvo erro, do acetato de celulose.

A par deste regabofe, quem meteu o turbo foram os Mamedes que, com cinco directas, assumiam a liderança e entravam para a volta final com cinco pontos de avanço sobre um trio composto por Ursinhos, Lais e Espertalhos. A fechar o lote de finalistas, Feios, Porcos e Maus e uns Folie em crescendo, a baterem ao sprint os Fónix, que se viram afastados do terceiro nível pela primeira vez esta época.

Do lado de fora ficaram BMV c/Laranja, em noite não depois de uma jornada de Fevereiro em alta, Outsiders e Ex-Cavaleiros, a quem saiu a fava em termos de directas, pois viram 50% das suas a dar a volta à sala.


Para encerrar, Napoleão em lume brandy




O terceiro nível foi porventura o mais descontraído, com uma redução de granel e Jorge Napoleão na condução, apesar da tradicional manutenção de escaramuças ocasionais. O nível foi bastante mais jogável do que habitualmente é, com apenas 7 perguntas a não obterem qualquer resposta, com uma penalização acentuada para os Folie, que viram 3 das suas directas a bater na trave. Se por um lado, a jogabilidade é de louvar, por outro tem que ser bem cuidada, já que a distribuição temática pode penalizar as equipas que levam com as perguntas mais inacessíveis, num nível em que há pouca margem para recuperar.

Em termos de vitória, rapidamente a coisa ficou encaminhada para o pleno mamedino desta época, mas a luta pelo pódio manteve-se até ao fim, com os Lais numa jornada em grande nível a baterem os Ursinho por um pelo da barba de Estaline, ao passo que os Espertalhos tiveram que se contentar com o quarto lugar. Feios, Porcos e Maus, em quinto e a manterem a regularidade de exibições em início de época e os Folie a apreciar a presença na final, o que é sempre bom para a moral.

Em jeito de conclusão, não foi um mau quiz aquele a que assistimos por parte da Unidade101, superando em larga margem o da época passada e outras organizações, até já desta época. As falhas que fui apontando ao longo da crónica em nada tiram o mérito de se verificar um progresso e a jornada ter sido “mexida”, em termos de emoção e entretenimento. Mas, tal também não apaga as ilações que se podem tirar dos erros e das partes menos conseguidas, quer para eles, quer para organizações futuras.

A condução do jogo continua a ser um aspecto muito importante. É porreiro uma equipa participar toda, mas isso é um risco, pois nem todos estão à vontade, quer para lidar com o granel, quer para resolverem questões que têm que ver com critérios ou aceitação de respostas. A par disso, a formulação de perguntas ajuda muito à condução, independentemente da pergunta estar ou não no projectada no ecrã. Tudo o que obrigue a explicação, interpretação ou argumentação é certo e sabido que dá logo margem para granel, confusão e arremesso de chickens, de eyes e do que houver à mão.
A linearidade do critério, ainda que possa ser algo mais subjectivo, é outro factor que afecta os anteriores. Cada organizador tem margem de manobra para decidir mas, para se salvaguardar, deve manter um rumo. Se nuns casos aceita respostas parciais ou que lhe parecem suficientes e noutras é mais exigente e minucioso, dentro de um mesmo nível a coisa fica mais perdida numa área cinzenta, também conhecida como “Cintura de Granel”.

Para abreviar, fica para um próximo post, porque não é um problema específico desta jornada, a já aborrecida e regular questão da linearidade da dificuldade em termos da distribuição por temas/equipas em cada nível.