quinta-feira, 26 de maio de 2011

Crónica da Jornada de Maio





O mês de Maio marcou um novo ciclo de no campeonato, com os Mamedes a inaugurarem um período de jogos organizados por algumas das equipas ditas mais “experientes”. Depois do muito que já se falou sobre organizações, virtudes/defeitos e perseguições, as expectativas eram elevadas e não apenas por isso. O início de época fulgurante dos Mamedes e as mais valias trazidas pelos seus reforços antecipavam uma noite criativa e, porque não, divertida, dentro do rigor organizacional a que nos habituaram noutras épocas.

Mas, numa jornada em que só os Ursinho não marcaram presença, vamos lá passar a pente fino o serão na Academia.



Parte Escrita – Quiz meets Broadway meets LSD




Enquanto aquecimento que é suposto ser, a parte escrita parece-me ser a ideal para pôr em prática algumas brincadeiras e experiências, sem que se descure totalmente o jogo. Nesse sentido, a animação gerada pelos Mamedes, com bigodes dançantes, projecções teatrais transcendentes e muitos talentos escondidos foi uma entrada servida de forma original. A parte em papel também não complicou em demasia, tirando porventura os países que, pela forma como estava representados tinham alguma dificuldade acrescida.

Zbroing e BMV saíam na frente, com Espertalhos logo no encalço e apenas quatro equipas não chegavam aos cinco pontos, o que espelha algum equilíbrio inicial.


Nível 1 – Som, som, experiência, som, som, cascata





Os Mamedes avançaram com a definição de sub-níveis dentro do nível 1 e, não duvidando do seu esforço em tornar o jogo o mais equilibrado que possível, no meu entender a sub-nivelação demasiado assumida, pode complicar mais do que simplificar, como é pretendido, nem que seja na cabeça das equipas. No entanto, o nível foi jogável, apesar da oscilação aqui e ali da dificuldade, mesmo que prevista, não torna as coisas tão fluídas.

Do ponto de vista temático, pareceu-me haver uma distribuição ponderada, onde não faltaram ciências de forma equilibrada. A cascata cantada, sem menosprezo pelas criatividade/qualidades vocais do Miguel, talvez não tenha sido uma aposta ganha. Com muitas equipas em jogo a coisa arrasta-se, é difícil manter o ritmo e os temas ficam diluídos em algo que não favorece a dinâmica do jogo. Do ponto de vista criativo é interessante, do prático o disco já não é bem o mesmo.

Em termos de condução do jogo, levantou-se o granel ocasional, com resolução rápida, ainda que nem sempre do agrado das claques, especialmente as que desembarcaram em vôos das linhas aéreas turcas, prevalecendo o critério do organizador. Segundo as minhas contas, 46 directas foram acertadas (perto 50%), com três perguntas a darem a volta à sala. É o chamado nível um puxado mas, ainda assim, claramente jogável como já referi.

No entanto, este nível faz sempre vítimas e os NNAPED e os Frikadellos rapidamente se viram fora da jogada, assim como os Universus e Ex- Cavaleiros, cabendo a fava à Unidade 101 que, no tira-teimas com os Lais, acabaram por ficar à porta do nível 2. Na frente mantinham-se Zbroing, agora seguidos por Feios, Porcos e Maus e Fónix, com um pelotão engalfinhado logo no seu encalce.


Nível dois - Para bailar e também para quizzar, isto é uma bomba*




Chegados ao segundo nível, não se pode dizer que os ânimos tivessem esmorecido, já que a máquina mamedina tem rotina suficiente para ir fazendo as coisas progredirem. Apenas aqui e se notavam alguns aspectos que, apesar de planeados como já referi, causavam algum contraste entre criatividade e resultado prático.

Começando pela “bomba”, tenho alguma dificuldade em vê-la enquadrada num nível 2. Tendo 10 equipas em jogo, obriga a um número de hipóteses de dificuldade média/alta que tornam as questões num emaranhado de tiros ao boneco, para não serem evidentes. No formato em que jogamos, combinando morosidade/viabilidade talvez só no nível 3 se aceitasse uma dificuldade acrescida face a um número mais reduzido de respostas mas, ainda assim tenho algumas dúvidas.

Os temas continuaram a variados, embora as trocas na condução de jogo, se bem que sempre segura, me deram a impressão de gerar algumas flutuações no critério do organizador. O equilíbrio entre as pontuações das equipas mostrava que a emoção ainda fazia parte da equação. Nove perguntas a dar a volta à sala mostram que a dificuldade não disparou à bruta mas, o facto de apenas 25% (15 em 60) das directas terem sido respondidas revelam que a fasquia se elevou.

Com cinco directas acumuladas, ao passo que quatro equipas nem uma tiveram para amostra, os Espertalhos saltaram para a liderança, logo seguidos por uns BMV c/ Laranja que fizeram das cascatas (7) a sua vitamina. Os Zbroing caíam para terceiro, com a companhia dos surpreendentes Golfinhos, que carimbavam o passaporte para a primeira final da época.

Fora da contenda ficaram rapidamente Lais e Duracell, tendo os Folie e os Outsiders (curiosamente com 0 directas e 6 cascatas somadas), lutado até à última por um lugar na final, coisa que não lhes foi possível alcançar.


Nível 3 – O velho drama do photo finish




Entrados no último nível, a luta pela vitória parecia estar a cargo de uma dupla, com todos os outros lugares mais em aberto. Restava saber se iria ser um nível 2+ ou um 3 plus e, com vinte perguntas a dar a volta à sala (em 36 possíveis), rapidamente se viu que cada pontinho valia ouro. Com todas as suas perguntas incluídas nesse lote, os Golfinhos viram assim o seu destino traçado, o que não invalida a boa performance da noite. Feios, Porcos e Maus e Fónix, foram ombro a ombro até ao fim e a recuperação dos primeiros valeu-lhes o quarto lugar no desempate. Controlando as distâncias, os Zbroing calmamente asseguraram o terceiro lugar, trazendo mais alguma consistência a um início de época algo tremido por parte dos campeões.

Na frente, Espertalhos e BMV c/ Laranja, trocavam ponto por ponto e, cascata após cascata, o despique mantinha-se. Valeu uma cascata a mais a estes últimos para, no desempate, assegurarem uma vitória suada mas bem jogada e um segundo amargo de boca para os também segundos na classificação geral.

Apesar de certos aspectos não terem funcionado como porventura foram planeados, especialmente nos números mais arriscados, o jogo dos Mamedes proporcionou, no seu geral, uma noite agradável. Foi o seu melhor jogo? Talvez não, mas isso não tem nada a ver com o empenho e a dedicação em tentar que tudo corra pelo melhor. E, no que toca à parafernália tecnológica / apresentação, esta foi do melhor que já temos visto.

Acrescento ainda que é fácil perceber quando um jogo é planeado e distribuído, como foi o caso dos Mamedes, mesmo que não sejamos adeptos do estilo/nivel + puxado ou + fácil do mesmo. Se a isso juntarmos uma boa condução, isso ajuda a superar alguma insatisfação em certos pontos e faz uma clara diferença face a outras organizações que já tive oportunidade de comentar. E isto não tem nada que ver com ser mais tolerante com A ou menos condescendente com B.

* Uma nota do nível 2, que não tem directamente que ver com os Mamedes, mas mais com a dinâmica do Chicken Eye. Visto que qualquer equipa pode pedi-lo, há um aspecto que me faz confusão, dado que se verificou durante o jogo. Uma equipa respondeu correctamente (FPM), mas a organização não considerou e a pergunta deu a volta também porque outras equipas, vendo a resposta correcta invalidada chutaram outra coisa qualquer. Uma dessas equipas (Lais) pede o Chicken e verifica-se que havia erro na pergunta. É certo que foram os FPM que acertaram, mas é outra equipa que protesta, não ganhando nada com isso. A meu ver, no limite, deveria ser mais um ponto para ambos ou uma nova pergunta, pois os directamente envolvidos apenas tiveram uma acção passiva e saem beneficiados com isso, isto para além da rectificação óbvia do erro.

domingo, 22 de maio de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE MAIO


2ª vitória dos BMV c/ Laranja e 6º pódium nos últimos onze jogos. Parabéns!!

Espertalhos mantêm viva a chama do título, partindo para a organização em Junho um pouco mais aliviados.

Com Golfinhos, Fav. & Co. passam a ser 14 as equipas a chegar à final. Será bonito (e possível) se todas chegarem este ano, pelo menos a uma.

Mamedes, Espertalhos, Ordem do Fónix e... Outsiders mantêm-se como as únicas equipas a passarem sempre o nível 1.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Linha da Meta - Entrevista com os Mamedes em dia de organização

Foi difícil, mas lá conseguimos chegar à fala com os Mamedes, mesmo antes do início da jornada. O curador do Chicken Eye, que preferiu manter o anonimato desde que o tratássemos por Jorge, deu-nos alguns insights sobre o que podemos esperar hoje à noite e também sobre a visão dos Mamedes sobre este campeonato.
Como de costume, entre entrevistador, entrevistado e conteúdos, pouco ou nada se aproveita.


Entrevistador Tributado (ET) - Antes de mais, obrigado pela disponibilidade para uma tarefa de grande exigência mental. Serão apenas umas quantas perguntas, mas o seu grau de imbecilidade pode afectar os menos preparados.

Curador Chicken Eye Anónimo Chamado Jorge (CCEACJ) - Ora essa, os restantes Mamedes delegaram em mim esta responsabilidade, por estarem ocupados, aborrecidos ou a tocarem-se. Quanto à presumível imbecilidade, é chutada para canto por anos de vida académica rodeado de super-nerdalhões do Técnico.




(ET) -
Depois de 2 épocas de "folga", os Mamedes reforçaram-se a rigor para este campeonato. Alguém comprou carro com uma nova matrícula milagrosa ou com a crise, os trocos extra da vitória vieram impedir algumas refeições a pão, chicken e água?

(CCEACJ) -
Os nossos contactos na DGV revelaram que todas as combinações interessantes (FM - 20-11 , 69 - XX - 69, etc.) estão tomadas por carros de baixa cilindrada, sem ar condicionado e que gastam pouco: estamos mais a apontar para um autocarro de longo curso com varões de striptease e bolas de espelhos, mas alimentado a energia nuclear, tipo DeLorean do Regresso ao Futuro.

Em dia de prova os Mamedes não se alimentam de sólidos, para garantir que a hidratação na Academia penetra mais profundamente a chicha de cada um (e uma). As avultadas quantias têm sido encaminhadas directamente para obras sociais e caritativas reconhecidas, que normalmente terminam em "Bank" e são sediadas em paraísos fiscais sem pobres a sujar as ruas.

Ainda assim, e pensando na realidade difícil do país, o Paulo vai fazer um reforço de capital da Centralcer, o Alex vai entrar num time sharing do Mosteiro dos Jerónimos e eu vou implementar um programa de incentivos financeiros a mulheres carenciadas em troca de sexo anal. A Sofia não leva nada, para ser uma mulher carenciada.

Vamos também rebocar a Casa da Música para Lisboa para o Miguel e o antigo Cinema Império ao Pascoalinho, em reconhecimento dos serviços que garbosamente prestam.


(ET) -
Quatro jornadas, quatro vitórias. São vocês que estão muito bem, são os outros que estão muito mal ou há algum ingrediente secreto nos vossos jantares antes da cascata?

(CCEACJ) -
Como dizia o outro, Deus está morto, Marx também, e nós não nos sentimos lá muito bem. Mas parece que os outros estão ainda pior. Quanto aos jantares, o segredo está em existirem: nos anos transactos, metade da equipa não comia porque já eram dez e meia e ainda se estavam a coçar as partes baixas. Mas o Pascoalinho e o Miguel têm melhores hábitos e incentivam os nossos pequenos estágios na churrasqueira da Ajuda.




(ET) -
Em relação ao nível do campeonato, como têm visto a coisa em termos de organizações, granel e aspectos de moda e alta costura?

(CCEACJ) -
As equipas estão aparentemente mais calmas, e as organizações mais focadas em fazer um quiz simples e bom, em vez de complexo e mau. O granel diminuiu para um décimo, acho — visto que eu fazia os restantes nove décimos e agora me sinto constrangido pelo meu dever aviário.


Parte 2 - Da organização de hoje


(ET) -
Tendo vocês algumas bases científicas, vão compensar a falta de ciências noutros jogos desta época ou é tipo salada russa? Devemos preparar-nos para alguns temas impróprios para cardíacos?

(CCEACJ) -
Como de costume, temos seis temas e siga para bingo: a ciência terá a dose certa. Tudo muito bem distribuidinho, esperemos, para que as queixas reflictam apenas as falhas de cada equipa em certos temas, não um azar no lugar em que se sentaram.


(ET) -
O que é que o jogo dos Mamedes vai ter que os outros não tiveram até agora. Ou o que é que poderia ter, mas ainda estão em testes para ver se é legal?

(CCEACJ) -
Sexo anal. É por isso que o Paulo não vai à Academia. Quanto aos Mamedes presentes, iremos tentar fazer um quiz moderno e arejado, mas sem abusar. Excepto em alguns momentos em que faremos o contrário.




(ET) -
A jornada passada vimos uma Academia em estilo herdade "Peso Pesado". O vosso jogo também se vai adaptar a este novo ambiente?

(CCEACJ) -
Sim, e eu estou especialmente animado: as temperaturas médias acima dos dez graus deixam as minhas glândulas aos saltos (as que suam e as outras), e assim terei a desculpa perfeita. Como critério de desempate, teremos flexões com os polegares, Strong Man a puxar o João Silva agarrado a grades de whiskey e corrida de bicicletas fixas.


(ET) -
Jorge, enquanto leal tratador do chicken eye, como é que vais encarar os chicken eyes pedidos no vosso jogo. Vais mandar abaixo a net para evitar confusão, vais protestar contigo mesmo ou vai haver um tratador suplente?


(CCEACJ) -
Vamos discutir a coisa antes das cascatas começarem, para evitar quaisquer atritos. Infelizmente, nenhuma dos meus Chicken Eyes foi aceite durante a elaboração do quiz, por isso já não tenho moral para discutir o quer que seja. Excepto com o Vitoriano. E com o Tali. E com o Girão. E com o Tali.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Crónica da Jornada do mês de Abril

A jornada de Abril chegou-nos com a chancela dos Zbroing, campeões em título, a atravessar uma espécie de crise de resultados. Mas, antes do jogo em si, foi-nos dada a conhecer uma sala de quiz com um novo look, inspiração Biggest Loser, a estimular o exercício do corpo, para além da mente e do levantamento do copo e da bifana.

Da minha parte, conforme solicitação de Johnny Ex- Bigodes, não vejo inconveniente em que se continue a jogar naquele espaço, tirando uma ou outra condição – Deve haver também um plano de exercícios em cada mesa, para facilitar a rentabilização dos intervalos, e a C.O. deveria instituir um plano de penalizações a cumprir nas máquinas, quer para organizadores, quer para jogadores que não sigam a conduta devida.

Mas, com uma sala cheia e tudo a postos, vamos ao jogo.



Então, segue em frente, corta à direita e a parte escrita fica ali para esses lados




Como os próprios já admitiram, não houve da parte dos Zbroing tanto tempo para preparar este jogo como desejariam e isso notou-se um pouco na parte escrita, onde o cinema teve também alguma preponderância. A ideia da utilização de vídeo não me choca, até porque raras são as equipas onde todos estarão a fazer as mesmas perguntas ao mesmo tempo, sem poderem dispensar alguns segundos e os mapas acabam por ter a sua piada, embora talvez reduzisse o número de mapas apresentados para simplificar a coisa.

Mas, em termos de dificuldade (critério das 10 perguntas = 1 ponto cada à parte) a prova escrita foi aquilo que deve ser, um aquecimento. Apenas 6 equipas ficaram abaixo dos 5 pontos (3 delas com 4) e voltou a destacar-se uma nota 10, para uns Mamedes apostados em partir bem, logo seguidos dos Outsiders com 9 pontos.



O Tolstoi, o Marley, eu e uma malta conhecida lá da Ajuda



Antes das onze e meia arrancou o nível um e arrancou a bom ritmo. A condução dos Zbroing é francamente eficaz, coisa que lhes vem sendo característica, permitindo que, goste-se ou não das perguntas/temas/diabo a quatro, nunca se fique com aquela ideia do jogo pastelão, que encrava, se arrasta e não ajuda a esta maratona, antes pelo contrário.

Em termos de dificuldade, percebeu-se que, fruto do menor tempo para o apurar e também de uma orientação global do jogo nesse sentido, ia ser um jogo acessível. Nessa decisão, nada a apontar, mas quando o jogo é mais fácil, a estruturação da dificuldade / distribuição temática entre equipas torna-se mais importante, para evitar desníveis. E aí foi onde verifiquei algumas falhas, como exemplo dou o caso de, embora de temas diferentes, a minha equipa ter duas perguntas sobre presidentes ou, salvo erro, a equipa que respondeu a uma questão sobre gastrópodes, também respondeu a outra sobre outro “ópode” qualquer, no mesmo nível.

Não caindo na demagogia de dizer que o jogo foi só actualidades, que só deu cinema e futebol, etc, notou-se aqui e ali o natural refúgio em áreas que são mais fáceis para espremer umas perguntas, quando se tem menos tempo. Lasca-se um pouco a qualidadede, mas este não deixa de poder vir a ser um bom jogo.

Saúde-se ainda a tradução livre de “Voina i Mir”, que nos deu a saber que Tolstoi pode ter sido um verdadeiro dog-lover, coisa que desconhecíamos.

Universus&Frigorificus e Duracell caíram neste nível, depois de nunca terem chegado bem a fazer o check in no jogo dos Zbroing, assim como a Unidade101. Já Frikadellos, NNAPED e Golfinhos, ficaram de fora por uma unha feia, porca e má, já que o desempate lhes negou a seguida em frente.

Na liderança, Mamedes continuavam a cavalgada inicial, seguidos apropriadamente por uns Ex-Cavaleiros a bom ritmo, com a Ordem do Fónix e os Folie à espreita.



Padrinho, dê-me lá uma ajudinha.



No segundo nível, a dificuldade aumentou ligeiramente, mas o jogo continou em larga margem acessível. Aliás, a toada do primeiro nível manteve-se, quer em termos da boa condução, quer do tipo de jogo, agradável e com ritmo (apenas cinco perguntas deram a volta à sala, duas delas a recair nos Fónix), mas com as ligeiras imprecisões que já apontei e uma ou outra derivação do jogo feito com menos tempo, como se verifica em questões mais dúbias que se podem evitar com uma verificação mais cuidada.

No entanto, o equilíbrio foi-se mantendo e eram os Espertalhos, com uma segunda parte em grande plano (18 pontos neste nível) que saltavam agora para a liderança, seguidos por uns Mamedes em ligeiro abrandamento e uns Ex-Cavaleiros que viam Avô Fernando a facturar em grande estilo, fruto talvez do alinhamento de Saturno na 5ª casa do FMI.

Lais, em bom momento de forma vinham logo em seguida, com mais uma chegada ao sprint para fechar o lote de finalistas, que contemplou os históricos Ursinho e BMV c/ Laranja, em detrimento de uns Fónix que fizeram uma travessia no deserto no segundo nível (apenas 3 pontos, salvo erro) e que se viram assim afastados da final pela segunda vez. Também os Folie perderam muito balanço neste nível, não dando assim continuidade a uma boa jornada de Março, ficando pelo caminho juntamente com Outsiders e Feios Porcos e Maus, que já não tiveram forças para recuperar o atraso da primeira parte.

A prova do equilíbrio é que, do décimo ao quarto lugar, a diferença foi de três pontos.



Quem chegar primeiro à praia, ganha




Na final, basicamente estávamos divididos em três grupos – um deles na luta pela vitória na jornada, outro pela definição dos restantes três lugares e finalmente, um último dedicado a comer bifanas sem pagar, à conta de Johnny Ex-Bigodes.

No segundo grupo, os BMV tiveram uma boa prestação, mas encalharam no final do segundo nível, pois não somaram pontos e, sendo assim, ficava difícil de ir além do sexto lugar. Os Lais, para além de serem uma das únicas três equipas com pelo menos três finais (a par de Mamedes e Espertalhos), usaram o seu quinto lugar para fechar a classificação geral no terceiro lugar da tabela e mostram que têm equipa para, pelo menos, lutar pela final todas as jornadas. Já os Ursinho, continuam uma boa recuperação após um início de época menos auspicioso e começaram a voltar a lugares que lhes são mais comuns.

A luta pela vitória e definição do pódio foi renhida até à última cascata, com troca de liderança entre Mamedes e Espertalhos, com os Ex-Cavaleiros sempre à espreita. Acabaram por ser os “papões” desta época a sair com a vitória, por um ponto, fazendo as directas a diferença, com 3-2 a fazer a diferença para os actuais líderes, havendo empate nas cascatas. Para além do amargo de boca para os Espertalhos, a boa prestação dos comandados por Johnny Ex-B, obrigou-os a suar do bigode para manterem o segundo lugar, coisa que só conseguiram quase ao soar do gong.

O terceiro nível foi novamente acessível, com apenas 30% das perguntas a darem a volta e nenhuma equipa a ter mais do que três perguntas desse género. Em termos gerais, pode dizer-se que foi talvez o melhor nível do jogo, com uma ou outra pergunta talvez de nível 2+ pelo meio, mas essa é também uma prerrogativa de quem organiza.


Em jeito de conclusão, talvez não tenha sido o melhor jogo dos Zbroing, que por norma têm a máquina mais bem oleada em termos de acertos de dificuldade, distribuição temática e até alguma riqueza de temas. Mas, até ver, também não me parece difícil considerar que, para mim, até ao momento foi o melhor jogo deste campeonato algo que não tem nada a ver com ser um jogo perfeito ou sem falhas.

Tem a ver com a conjugação entre factores como diversão, fluidez, condução de jogo e, obviamente o jogo em si. Podemos não gostar dos temas, criticar algumas escolhas e isso é normal em qualquer registo treinador de bancada / comentador anónimo. Mas, no fim do jogo, pela média de reacções da sala, por norma tem-se uma noção daquilo a que se assistiu, mesmo que estejamos sentados na mesa do organizador.

Nota: Tendo tido oportunidade de ler com mais detalhe a caixa de comentários do post anterior, se um dos prezados anónimos que reclama da mediocridade do jogo deste mês me der a indicação de um jogo anterior a este que ache que foi enxovalhado indignamente, posso tentar fazer um comparativo mais real, em vez de me basear em teorias da conspiração.

sábado, 16 de abril de 2011

CLASSIFICAÇÃO DE ABRIL


4ª vitória consecutiva dos Mamedes a igualar o registo de Espertalhos em 2009 e Zbroing em 2010. A oportunidade de poder alcançar o penta só surgirá em Junho, dado que organizam em Maio.

Espertalhos em 2º lugar, passando a ser a 2ª equipa a bisar um podium este ano. Alcançam também o 2º da geral, isolando-se com mais 6 pontos para o 3º.

Ex-Cavaleiros estreiam-se em finais. Apesar de ser, em termos de inscrição, a continuidade dos Cavaleiros, para efeitos puramente (com ênfase em puramente) estatísticos, considera-se uma equipa nova, já em que em termos de filosofia competitiva e em número de elementos novos, seria injusto considerar a mesma equipa. Assim sendo, é a 2ª equipa "estreante" deste ano a chegar à final e a primeira a alcançar um podium.

Ursinhos repetem a final do mês passado e já estão em zona europeia.

Lais da Carangueja levam três finais consecutivas e são surpreendentemente o 3º lugar da geral.

8 equipas no podium é record absoluto para as 4 primeiras jornadas. 13 finalistas também à 4ª jornada, iguala o melhor que foi em 2010.

Relativamente à 5ª organização dos Zbroing, a Ordem do Fónix ainda é a dominadora apesar do desaire deste mês. 3 vitórias contra uma dos Espertalhos e agora também uma dos Mamedes. Os Cavaleiros são os totalistas de finais, contando com os Ex-Cavaleiros: 5 em 5.
No quadro abaixo estão os lugares do podium, nessas 5 jornadas Zbroinguianas.

F - nº de finais alcançadas (contando também até ao 6º lugar)

P - Nº de participações.





E é tudo, de momento.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Entrevista Zbroing, organizadores da jornada de Abril

Foi em cima da hora mas, graças aos préstimos de uma coruja amestrada, de uma garrafa de mezcal e das dicas de uma e-vidente congolesa, lá se tornou viável a entrevista com um colectivo a que alguns também chamam de Zbroing.


Entrevistador Trepidante (ET) - Os festejos do título de 2010 começaram em Novembro para os Zbroing. Olhando para a classificação deste ano, pode dizer-se que ainda têm andado ocupados a festejar?

Zbroings (Z) - É isso mesmo. Paris é uma festa mas a Ajuda não fica atrás. O fantasma do Hemingway (com a cara toda esfacelada, coitado) por vezes aparece-nos a meio das noitadas, dizendo-se arrependido por não ter preterido aquele monte de coquetes e chauvinistas com que andou embrulhado pela nossa tão arejada elegante companhia. Quanto já está com os copos, o velho Ernest até se põe a dizer que só a Boa Hora pede meças a qualquer capital europeia em termos de esbórnia da séria, regabofe bem guizado e bacanália variada.Bom, isto para dizer que os Zbroing serão os Zbroing. Somos pacifistas de gabarito. Não lutamos por coisa nenhuma. Nem por vitórias. Se elas acontecem, é porque são elas que vêm ter connosco. Umas oferecidas.


Fantasma de Hemingway celebra com um Zbroing, depois de uma noite bem passada na Caçada, sita na Rua da Bica, Ajuda.


ET - Tendo em conta um início de época menos conseguido, quais são as causas possíveis: confiança excessiva numa supremacia absoluta? Os jogos indigestos? Alguém vos tem posto alguma coisa nas bebidas? Todas as anteriores?

Z - É o Boavista de 2001 que nos inspira. O plano de ganhar o campeonato à porrada foi conseguido e, posto isto, planeamos desaparecer sem dignidade por essas divisões abaixo, até ao momento em que dos zbroing só reste uma equipa que jogue Trivial Pursuit com os sobrinhos pré-adolescentes em vésperas de Natal. Quanto a causas, enfim, não fazemos ideia do que está a correr mal este ano, o que não nos preocupa nem por um segundo, dado que não saberíamos o que fazer mesmo que os problemas estivessem devidamente identificados. Preferimos atribuir culpas a terceiros do que encontrar causas. Este blogue, por exemplo é um dos grandes responsáveis pela nossa queda. Permitam-me que não vos explique.

Nota do Blog: Este blog não nega responsabilidades. Também não nega o número de telefone da Alexandra Solnado a ninguém. Nem sequer a um Zbroing.


ET - A época ainda é curta mas, na vossa opinião, qual o ponto alto e o ponto baixo do campeonato?



Z - Os pontos altos deste e doutros campeonatos serei sempre eu e o Filipe Bravo (bom, o Rogério, vá - quanto é que medes, já que falamos nisto?). Aliás, é enternecedora a patética média de alturas do campeonato de cascata (pelas minhas contas a olho deve andar pelos 1,72m), mas não é necessário que ninguém se mate à conta desta informação. Não há pontos, golpes ou países baixos que os Zbroing queiram apontar até aqui, está tudo bem connosco. O ponto mais baixo ainda está para vir e será, de certeza absoluta, protagonizado por nós, era o que faltava.

Nota do Blog: O "eu" refere-se ao jovem que ocasionalmente serve como farol de minis entre Zbroings. O Rogério não preencheu os censos, mas na prática só será maior que eu quando coloca os seus tacões para dançar flamenco.


ET - Vão por temas, usam granadas de fragmentação temática ou ainda não perceberam muito bem sobre o que é que trata o vosso jogo?

Z - Para começar, é preciso dizer que nós vamos por vários caminhos, e estes raramente nos levam onde queríamos. Nem sequer nos põe a todos no mesmo sítio à mesma hora. Graças ao Skype, Gmail e outros predadores, este quiz foi feito entre a Irlanda, São Francisco, Luanda, o Jardim Zoológico e um bunker de Carnaxide. Com tanta chatice que esta distribuição geográfica já nos dá, ainda querem que tenhamos tempo para granadas de fragmentação? Aqui o método é fazer perguntas, metê-las num doc do google e depois traz-se cerveja e luta-se com facas para ver quais ficam e quais saem. No final, alguém chora...


ET - Em relação ao jogo de 6ª, tecnologia de ponta, a matriz que já vos ajudou tantas vezes ou vão inovar com alguns apontamentos organizativos épicos?

Z - Se temos uma meretriz que nos ajuda tantas vezes isso é assunto da nossa conta, até porque pagamos a horas, damos cama e roupa lavada e até estamos a ver se a inscrevemos na segurança social. Não vejo porque é que é preciso vir falar destas coisas em público. E se querem organizações épicas vão à ópera, porque daqui só podemos prometer um estado de embriaguez lendário, o que é um bocadinho abaixo do épico. A novidade organizativa é que vamos pôr um gajo a anunciar perguntas ao microfone e toda a sala vai perceber o que é que se está a perguntar...(esperemos)




ET - O FMI vai rever as contas do vosso quiz e aplicar algumas medidas de contingência ou conseguiram negociar uma isenção?

Z - Neste momento a discussão com o FMI encontram-se num nível técnico.Ainda não houve acordo sobre o vinho a pedir (FMI insiste no tinto, nos so queremos cheio) e não sabemos se o whisky será velho ou novo. De todas as formas, há já bastantes medidas de contingência em preparação, nomeadamente a parte escrita foi reduzida a 4 folhas A5 a preto e branco impressas em papel usado, as projecções serão de apenas 15 segundos para poupar energia e vamos reduzir a leitura das perguntas em 10%.

ET - Há alguma pergunta que eu vos possa responder?

Z - Sim, sabes quanto é que mede o Rogério?

Nota do Blog: Sei. Tem sensivelmente a mesma altura que eu, que sou sensível em relação à minha altura.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Crónica da Jornada do mês de Março

Havia alguma expectativa em relação à organização deste ano da Unidade101, já que o ano passado a sua estreia não tinha sido brilhante. Entre Sun Tzus, toques militares e mais alguns aspectos, o mítico granel ganhou asas e, quando assim é, desconta-se o que faz sentido e o que não tem sentido algum. Para esta época esperava-se portanto um jogo mais condizente com os resultados da equipa.



Uma parte escrita às pingas



Não houve muito a dizer sobre a parte escrita, ainda que talvez estivesse um pouco mais puxada do que necessário, como se comprova o facto de haverem apenas duas equipas com seis pontos e uma com cinco e o resto tudo abaixo. Isso também tem a ver porventura com o critério 1 resposta = 1 ponto que tanta vezes é desprezado em favor do x respostas certas = 1 ou 0,5 pontos e afins. Toque interessante o da prova de vinhos, embora me pareça que estamos um pouco distantes da audiência enófila, não tanto do ponto de vista do volume de consumo, mas mais da identificação de proveniência do mesmo.

No entanto, ainda que com escassa pontuação, mantinha-se um certo equilíbrio, com quatro pontos a separar o primeiro do último, Lais e BMV c/Laranja na liderança, seguidos por Espertalhos e um extenso pelotão.



Um primeiro nível de questões soft(ware) mais séries




Apostando novamente em cascatas temáticas, incluindo o regresso do carismático Sun Tzu, as coisas começaram por correr mal aos organizadores por algo que não teve propriamente que ver com a qualidade do jogo. O programa para correr o jogo via portátil não funcionou como era suposto e o que se previa ser um upgrade acabou por colocar alguns entraves e gerar alguns atrasos.
Mas, comecemos pelo que de bom houve logo a abrir – o jogo foi claramente melhor do que o do ano passado desde o início. Traço geral o primeiro nível foi acessível, notou-se que a coisa foi pensada dessa maneira e o audio das séries funcionou bem, não me chocando que fossem na sua maior parte “fáceis”, já que é um pormenor que acrescenta gozo ao jogo, num nível em que as coisas ainda podem ser mais light.

No entanto, há também da minha parte alguns aspectos menos bons a referir. Apesar da parte informática estar a funcionar a meio gás, não me parece grande ideia ter as respostas projectadas no ecrã. Talvez possa fazer sentido do ponto de vista prático, mas o que acontece é que por clique indevido, por antecipação de uma cascata ou por salto do tema, nos arriscamos a ter a resposta projectada antes de tempo, mesmo que só uma ou duas equipas tenham tempo de a verificar.

Do granel que foi havendo, creio que o mesmo foi surgindo mais por alguma ineficiência/inexperiência na condução do jogo e pelo facto da estruturação de algumas perguntas (um facto verificado ao longo dos níveis) pedir uma resposta argumentativa, o que é sempre de evitar face a uma resposta directa e concisa.

Face ao desenrolar do jogo, com equilíbrio e muita directa acertada, algumas equipas perderam o comboio para o segundo nível mais rapidamente, como foi o caso dos NNAPED, Duracell e Frikadellos, ao passo que Golfinhos e Universus viam cerradas as portas a menos de uma directa de distância. Nota ainda para o acentuar do mau início de prova dos actuais campeões Zbroing, que saem no primeiro nível e, com a sua organização já em Abril, vêem os líderes da classifcação cada vez mais longe.
Na frente, Espertalhos apanhavam balanço para sairem na liderança, com Mamedes e Ursinho em boa posição para início de segundo nível.


Sai um Leningrado sem filtro, se faz favor



No segundo nível, mantendo-se os temas abrangentes que encabeçavam cada pergunta, a dificuldade aumentou mas, a nível global, a coisa manteve-se dentro de parâmetros aceitáveis (13 perguntas a dar a volta à sala, em 60 possíveis). O esforço pela diversidade temática, em certos aspectos era visível, mas noutros como é o caso da Batalha de Estalinegrado, ia um bocado às malvas. Aceito a questão do foco temático, segundo o critério do organizador, por exemplo na 2ª Guerra Mundial, mas insistir numa batalha (ainda que espalhada por níveis) acaba porventura por ser mais um bater do pé com base numa preferência/gosto pessoal do que propriamente uma mais valia para o jogo. Da mesma forma que já vimos que há quem privilegie o cinema, oito ou dez perguntas sobre um filme, mesmo que sobejamente conhecido, iriam dar o mesmo caminho ou até ao tão falado destino de férias Cabo Verde.
No entanto, diga-se também que nunca foi daqueles jogos em que o interesse da sala vai esmorecendo ao longo do segundo nível, antes pelo contrário, algo que pode ter sido ajudado pelo facto da condução e a estruturação das perguntas continuarem um bocado oscilantes a ponto de algumas equipas estarem mais interessados em arrancar um host eye do que um chicken eye, em casos como o de William Boney ou, salvo erro, do acetato de celulose.

A par deste regabofe, quem meteu o turbo foram os Mamedes que, com cinco directas, assumiam a liderança e entravam para a volta final com cinco pontos de avanço sobre um trio composto por Ursinhos, Lais e Espertalhos. A fechar o lote de finalistas, Feios, Porcos e Maus e uns Folie em crescendo, a baterem ao sprint os Fónix, que se viram afastados do terceiro nível pela primeira vez esta época.

Do lado de fora ficaram BMV c/Laranja, em noite não depois de uma jornada de Fevereiro em alta, Outsiders e Ex-Cavaleiros, a quem saiu a fava em termos de directas, pois viram 50% das suas a dar a volta à sala.


Para encerrar, Napoleão em lume brandy




O terceiro nível foi porventura o mais descontraído, com uma redução de granel e Jorge Napoleão na condução, apesar da tradicional manutenção de escaramuças ocasionais. O nível foi bastante mais jogável do que habitualmente é, com apenas 7 perguntas a não obterem qualquer resposta, com uma penalização acentuada para os Folie, que viram 3 das suas directas a bater na trave. Se por um lado, a jogabilidade é de louvar, por outro tem que ser bem cuidada, já que a distribuição temática pode penalizar as equipas que levam com as perguntas mais inacessíveis, num nível em que há pouca margem para recuperar.

Em termos de vitória, rapidamente a coisa ficou encaminhada para o pleno mamedino desta época, mas a luta pelo pódio manteve-se até ao fim, com os Lais numa jornada em grande nível a baterem os Ursinho por um pelo da barba de Estaline, ao passo que os Espertalhos tiveram que se contentar com o quarto lugar. Feios, Porcos e Maus, em quinto e a manterem a regularidade de exibições em início de época e os Folie a apreciar a presença na final, o que é sempre bom para a moral.

Em jeito de conclusão, não foi um mau quiz aquele a que assistimos por parte da Unidade101, superando em larga margem o da época passada e outras organizações, até já desta época. As falhas que fui apontando ao longo da crónica em nada tiram o mérito de se verificar um progresso e a jornada ter sido “mexida”, em termos de emoção e entretenimento. Mas, tal também não apaga as ilações que se podem tirar dos erros e das partes menos conseguidas, quer para eles, quer para organizações futuras.

A condução do jogo continua a ser um aspecto muito importante. É porreiro uma equipa participar toda, mas isso é um risco, pois nem todos estão à vontade, quer para lidar com o granel, quer para resolverem questões que têm que ver com critérios ou aceitação de respostas. A par disso, a formulação de perguntas ajuda muito à condução, independentemente da pergunta estar ou não no projectada no ecrã. Tudo o que obrigue a explicação, interpretação ou argumentação é certo e sabido que dá logo margem para granel, confusão e arremesso de chickens, de eyes e do que houver à mão.
A linearidade do critério, ainda que possa ser algo mais subjectivo, é outro factor que afecta os anteriores. Cada organizador tem margem de manobra para decidir mas, para se salvaguardar, deve manter um rumo. Se nuns casos aceita respostas parciais ou que lhe parecem suficientes e noutras é mais exigente e minucioso, dentro de um mesmo nível a coisa fica mais perdida numa área cinzenta, também conhecida como “Cintura de Granel”.

Para abreviar, fica para um próximo post, porque não é um problema específico desta jornada, a já aborrecida e regular questão da linearidade da dificuldade em termos da distribuição por temas/equipas em cada nível.

domingo, 20 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Unidade 101 à boca das urnas

Devido a alguns impedimentos técnico tácticos da nossa parte (o uso do plural serve unicamente para diluir as culpas), fica o nosso agradecimento à Unidade101 que, ainda assim, mostrou disponibilidade para fazer este ligeiro apontamento acontecer.



Entrevistador Tremendo (ET) - Depois de na época passada a Unidade101 ter organizado o primeiro jogo e a equipa ter voltado a classificar-se numa posição que a permite voltar a organizar, quais são as ambições para esta época? Voltar a ficar nos 11 primeiros chega ou acham que têm margem de progressão?

U101 - Nem sim, nem não antes pelo contrário, até porque nós somos uma equipa cheia de ambições, a equipa está no seu início, fizemos novas contratações, houve jogadores que saíram porque tiveram melhores ofertas de outros clubes, e nem todas as equipas podem vestir cor-de-rosa. Contratámos um excelente treinador, que é o Special Two, pois ainda não temos dinheiro para contratar o João Silva... ou o Special One, e estamos a aplicar a força da técnica contra a técnica da força.
Mas para não fugir à tua questão, se vamos voltar a classificar-nos, tudo depende. Sabes, vou revelar-te isto em primeira mão, temos um estágio programado a meio da época para Cabo Verde... Se o FMI vier teremos de ficar só pelo estágio nos Jardins e nas igrejas de Lisboa.



ET - O que têm achado do campeonato esta época? E das organizações?

U101 - O campeonato, está viciado desde inicio, todos sabm que os árbitros estão comprados pelo Chiken Eye, que para nos confundir a todos,até inscreveu a outra atleta nos 1.500 metros em vez dos 3.000. Sim gostámos da concepção do Quiz dos Golfinhos, foi diferente, foi o primeiro, nunca tinham organizado, o que, tal como nós o ano passado, tem muitas arestas para limar, mas fugiram do óbvio, e perguntaram coisas sobre Lisboa... no fundo, achamos que foi uma pedra, geologicamente falando, claro!
Mas as organizações, estão muito standarizadas, sempre os mesmos temas, não são muito ecléticos, tirando os FP&M que faz uma cascata sobre Sexo, na qual participamos, mas continuamos sem saber o que é isso de sexo, os temas apresentados são quase sempre os mesmos.
Mas nós não nos importamos pois temos os HOMENS DA LUTA conosco, e o QUIZ é revolução, o Quiz diz não é reacção... em cadeia.



ET - Falando de organizações, o vosso jogo de estreia acabou por ser muito criticado. Achas que foi injusto, a malta gosta mesmo é de embirrar ou havia ali algum fundamento?

U101 - A crítica é implicita oa ser humano. Falem mal de nós, falem bem de nós, o importante é que falem de nós,... ou não, é como vos aprouver.
E no calor do jogo, o pessoal ás vezes, devido à competitividade, excede-se e falta cavalheirismo e fair-play, que como Jesus disse, é uma treta!
Fazer um jogo, giro, equilibrado, com antecedência, sem recorrer ás notícias de actualidade ou então a acontecimentos que provavelmente irão passar no futuro, no presente ou no passado, sem recorrer ao óbvio futebol em demasia, ou só a cinema como forma de arte, não é fácil. Requer tempo. E agradar a todos é tarefa que é impossível, mas não para nós!
Mas o calendário como está feito, implica que a equipa última classificada seja a primeira a organizar, no entanto achamos que se devia adoptar não o calendário Gregoriano mas sim o Maia.. temos dito!. E convenhamos para se ter um bom Quiz, é preciso tempo.
Se calhar, era melhor repensar, e as equipas que são as últimas classificadas fazerem os quizes mais para o meio do ano.
Talvez a equipa segundo classificada, devesse fazer o primeiro quiz, como castigo de não ter ficado em primeiro lugar. Mas por outro lado a 2ª classificada é a 1ª das piores, e nesta condição de 1ª não devia fazer o 1ª quiz, mesmo tendo ficado em 2º... bolas, já nos dói a cabeça.



ET - Em relação a este ano, o que é que aprenderam do jogo passado? E novidades, vão haver? Podemos contar com temas surpreendentes ou ainda não querem revelar?

U101 - Sim este ano resolvemos inovar e cumprir as regras... de condução. O napoleão vai fazer perguntas sobre a cidade do Porto, a Elisa vai-se vestir de branco e o Xico vai falar devagar. Na apresentação vamos ter gente nova! Gente grisalha para a pancadaria (não queremos cá Chicken Eye para nada!!!!!), um advogado que toca guitarra, um alentejano surdo. É que o pessoal do ano passado ainda anda no psiquiatra em tratamento de choque simultaneamente com lobotomias.
Teremos uma cascata só sobre folclore emigante transmontano, especificamente dos emigrantes que estão na ilha do Sal (mas sem picante).
Alguns dos temas serão:

Ai valha-me Deus
Egas Moniz
Sun Tzu
Acontece



ET - A terminar, porquê a mudança de Liga dos Últimos para Unidade101? Foi uma manobra a la Sun Tzu ou simplesmente apeteceu-vos?

U101 - Alguns passes dos antigos jogadores da Liga dos últimos, foram comprados por outros clubes. Temos escutas para o comprovar, se necessário.
Vai daí ós pois, que decidimos que "Ah e tal Liga dos últimos não porque não ficámos em último", e depois o inimigo já não se deixa surpreender, temos de mudar, apostando na continuidade.
Então puxámos da imaginação e começámos a inventar novos nomes para a esquipa.
Rosa Albardadeira, A Srª e os seus meninos, Micas coxa a rainha da mouraria, até que a Elisa disse : Orwellemos irmãos, Naquele tempo andava a ler o 1984, e a Unidade 101 ... é aquele quarto... dos indigentes e afins... e também é o ano em que o Xico nasceu, Indigente-mor .
Pronto não quisemos ouvir mais nada 101 num quarto pareceu-nos bem, desde que escuro
Por último queriamos agradecer ao Pedro Bonniz por nos ter facultado o programa para a apresentação, se bem que um smoking ficaria melhor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CRÓNICA DE FEVEREIRO


Missão Impossível II


Em jornada de grandes emoções, os Fernandos Mamedes após terem estado nos lugares da frente mas sem nunca estarem colados aos primeiros, entraram no último nível para segurar o 3º lugar, pois afigurava-se improvável que subissem mais posições.
Improvável? This is another job for Mission: Impossible! À semelhança da 4ª jornada do ano passado, recuperaram 7 pontos, igualando esse recorde que já lhes pertencia. Embora desta vez, mais dramático e intenso que então.

É que os BMV c/ Laranja fizeram uma jornada igualmente fabulosa e até ficaram em 2º só neste nível. Uma derrota inglória, mas um digníssimo vencido. Prometem um belíssimo 2011.

Duas jornadas, duas vitórias para os Mamedes. Bom prenúncio? Ou entradas de leão e saídas de sendeiro? Tem a palavra os 16 adversários.


A sustentável leveza de organizar

Como não estava à espera de fazer a crónica, já tinha dito o essencial do que me apetecia em comentários. No entanto, vamos dissecar um pouco melhor a prestação da organização dos Frikadælløs.

Parti para a Ajuda com angústia, devido ao ano passado. Mas ao longo da jornada, nem me tinha apercebido que essa angústia já não tinha razão de ser. E desde a parte escrita. Se é verdade que disse em essência que um quiz é bom quando não é mau, no entanto está muito aquém para qualificar a prestação da organização.
É que esta segunda tentativa superou bastante as minhas expectativas.
Teve variadíssimos temas e sub-temas para todos os quadrantes, tornando-se uma prova bem equilibrada desse ponto de vista. As perguntas no geral eram bastante interessantes e contribuíam para agarrar o público e focar esforços. A jornada foi um pouco longa, mas o interesse que o quiz provocava, fez com que não se desse pelo tempo passar.
Fica-se com a sensação que o jogo tinha dado algum trabalho a eles e com a preocupação de ter sido feita para nos oferecer. E nós, quando assim é, naturalmente agradecemos. E pela postura e apresentação jovial, bem dispostos, prontos a assumir os enganos caso algo corresse mal (e não foram assim tão poucos), têm toda a minha simpatia.

É claro que houve defeitos também. O maior deles terá sido nas perguntas fora de nível. Não que tivesse sido algo exagerado, ou mais do que em muitas jornadas. Apenas não vieram resolver este problema. Antes vieram constatar que o que qualquer equipa que já organizou, sabe há muito. Que é uma circunstância de jogo a que temos que nos habituar em todos os quizes, e que só se torna um problema quando é exagerada. Apesar de tudo, não chegou a ser nada de escandaloso, portanto neste caso foi uma circunstância.

Falar dos problemas de ouvidos (ao que eles podem ripostar e com razão que estava um granel do catano), falar das perguntas repetidas no power-point, ou do Chicken-Eye (CE) na parte escrita (que foi imediatamente corrigido antes de iniciar o 1º nível. Gato escaldado...), muito sinceramente são mais circunstâncias descontraidamente resolvidas, que não prejudicaram ninguém e fez-nos um rir um pouquinho, incluindo os próprios.

Quanto às polémicas que surgiram ( o ergotismo, a Mercedes-Benz, o Grupon e se calhar mais uma ou outra que não me recordo), já foram dissecadas na caixa de comentários do post abaixo da classificação e não vale a pena malhar mais. Se algo fica por dizer, os comentários estão abertos para isso mesmo.
No entanto, independentemente da minha posição sobre elas, o critério da organização é soberano, mesmo que achemos injusto e argumentemos para que a mesma seja resolvida a nosso favor (temos esse direito), a palavra final é da organização.
Quanto aos CE, só resolvem a favor do queixoso (ou pelo menos devem) quando se trata de um facto errado escrito no cartão (Ex: Barcelona, capital de Espanha), mas em questões menos factuais e mais interpretativas, o CE não se sobrepõe à organização. E os queixosos de hoje poderão ser os beneficiados de amanhã e vice-versa. Sempre foi assim, Portanto, é preciso calma. Não estão milhões de euros envolvidos neste campeonato (embora devesse).

Conclusão: Não foi perfeito. Não foi muito bom. Mas para uma segunda tentativa, depois de uma primeira completamente ao lado (na minha opinião, claro) o conjunto Frik leva da minha parte um rotundo Bom grande. E estabelecem uma fasquia já bem elevada como ponto de partida para o que vem aí. E por causa dessa franca evolução, recebem os meus sinceros parabéns e um muito obrigado!


Reviver o passado na Ajuda

Para não gastar dois posts, pois já tinha a ideia de falar disto após a crónica, vou recuar a 2006 e seguir daí até hoje.

Nos dois primeiros anos, havia três equipas candidatas ao título: Mamedes, Cavaleiros e Fósseis. Eram equipas que tinham um plantel muito forte, sobretudo para fazer recuperações notáveis nos últimos níveis, e que se sabia de antemão que não dependiam da sorte para ganhar uma jornada, acabando fatalmente nos três primeiros lugares da classificação. Os restantes contentavam-se com as pequenas alegrias de um lugar no podium, de vez em quando. Nessas épocas, o cômputo geral foi 17 vitórias em 20 jornadas, distribuídas pelos "três grandes", como lhes chamavam.

Em 2008, terceiro ano da cascata, os três grandes tiveram a companhia anunciada de mais dois. Zbroing e Ursinhos colaram-se aos da frente. A asfixia que este quinteto provocou foi tão forte que qualquer outra equipa precisava mesmo da sorte do jogo para as jornadas lhes corressem de feição, pois os cinco tinham plantel mais que suficiente para virar a sorte do jogo a seu favor. O resultado foi que nas 33 idas ao podium das 11 jornadas, só 5 não pertenceram eles.

2009 chegou e foi um ano atípico em relação aos anteriores. Primeiro porque houve um cansaço generalizado das grandes equipas, a que a baixa de qualidade de algumas organizações também contribuiu. Mas não é à toa que o campeão deste ano (a Ordem do Fónix) escapava deste cansaço, pois tinha revolucionado e reforçado o plantel no ano anterior. Estavam concentrados e empenhados, e por isso mesmo foi de uma forma natural que escapou à pressão que as equipas do meio da tabela infligiram a todos os grandes, tornando cada jornada imprevisível. Ou seja, houve mérito dos menos grandes, mas também demérito dos grandes, Fónix excluido.
A equipa que seria vice-campeã não pertencia aos grandes. A meio do campeonato reforça-se com elementos de muita qualidade e os resultados, mais do que surpreendentes para uma equipa do meio da tabela (na altura), foram fruto de uma frescura e competitividade aliada a uma grande motivação em disputar cada jornada, algo que a maior parte das equipas de topo pareciam ter perdido.

No ano passado, as equipas passaram a poder jogar com 6 elementos. Tudo parecia voltar à normalidade, no que aos candidatos dizia respeito (agora 6). Parecia mas não foi bem assim. Se é certo que a classificação voltava a ser asfixiante para quem não pertencesse aos 6 da frente (com uma honrosa excepção na segunda metade do ano), muito devido à introdução do 6º elemento; as rotinas de jogo acusavam desgaste em algumas, sobretudo aos Cavaleiros. Mesmo assim, quando há seis equipas a disputarem o título, a sorte começava a ser um factor envolvido nesta pretensão.

E este ano? Temos muitas mexidas e reforços no plantel das equipas, de tal ordem que elas se equivalem. E por causa disso, pela primeira vez sinto que cada jornada vai depender mais da sorte do que qualquer outro factor. De igual forma, o campeonato vai depender dos "índices" de frescura e motivação que permitiu, por exemplo aos Espertalhos dominarem a segunda metade de 2009. Isto obviamente, não contando com "lesões" forçadas ao longo do ano.
Para já, os Mamedes seguem claramente na frente. Foram os protagonistas das transferências do ano, sobretudo porque nunca se tinham reforçado desde 2006 (!). Ganham as duas primeiras jornadas graças à sorte de jogo que é necessário ter para se sobrepôr aos tubarões da mesma igualha. E ganham uma nova equipa, pois estavam carenciados de novas rotinas e de uma frescura motivacional, perdida desde há muito.
O título passa por estes dois factores. Sorte e motivação. Quem será o campeão deste ano?


Resumindo, a coisa foi assim...

O campeonato este ano parece finalmente ter estabilizado no número de equipas e nas comparências. Ainda bem.

A parte escrita teve, pela primeira vez num quiz, dois scores perfeitos! Espertalhos do Carinho e BMV c/ Laranja tiveram mais mérito a conquistá-los, porque a média não foi assim tão alta quanto isso.
O 1º nível não acabou sem um já frequente desempate, fruto da qualidade do campeonato. Três galos para um poleiro, o maior "galo" foi para os Ursinhos Bobó que protagonizam a maior surpresa da jornada e para já do campeonato. Três pontos em dis jogos, não se coaduna com os pergaminhos deles e veremos o que farão daqui para a frente. Universos e Frigoríficos, uma das novas equipas deste ano, também ficaria arredada neste desempate que sorriu aos Duracell.
Por aqui, ficavam também os Golfinhos, Favaios & Co., Nnaped, Unidade 101 e Folie à Cinq, estes últimos na fatal pergunta do Grupon.
A vencer o nível, um trio constituído por Zbroing, Fónix e Outsiders e assumiam as três posições respectivamente, já com uma pequena vantagem sobre os outros.

No 2º nível, os Duracell não conseguiram subir mais, apesar de ganhar o desempate na ronda anterior. Também os Espertalhos do Carinho cairiam surpreendentemente, guardando apenas boas recordações da sua prestação na parte escrita. Os Ex-Cavaleiros melhoram em relação à jornada anterior, mas ainda não foi desta que chegaram à final. Quanto aos Outsiders acabaram à porta. Mas muito cuidado com esta equipa estreante! 6º e 7º nas duas primeiras jornadas faz jus ao nome por eles escolhido.
O nível acabava por ser vencido pelos BMV c/ Laranja, mercê de mais 7 pontos que qualquer equipa. Olhavam para trás e só os Zbroing não eram meras formigas no horizonte. Era mais uma noite para eles?

Se não fosse a recuperação dos Mamedes, a final não teria tido história nenhuma.
Para já, estabelece um recorde à 2ª jornada. São 10 as equipas a chegarem a uma final. Óptimo!

Os Lais da Carangueja, muito seguros ao longo do quiz, fecharam a final. Não foram brilhantes, mas foram eficazes. Será este no que acabam entre os 11 primeiros? Já merecem.

A Ordem do Fónix acabaria por perder embalagem ao longo da jornada. Mas repetem a final, algo que só mais uma equipa pode dizer o mesmo. Têm ganas de recuperar, mais que o título, o prestígio perdido o ano passado.

Os Feios Porcos e Maus ficam à porta do podium, mas estão apostados em, no mínimo, manter a qualidade das exibições do ano anterior.

Os Zbroing 747! acabaram por baixar ao terceiro lugar nesta jornada. Ainda não convenceram na defesa do título. Mas o ano passado por esta altura, estavam ainda piores. O campeonato começou agora.

Os BMV c/ Laranja continuavam a somar pontos no 3º nível. Não estavam relaxados. Os grandes derrotados desta jornada, estão apostados em acabar pela primeira vez na sua história dentro dos 6 primeiros do campeonato. E com qualidade para o podium final.

Mas o bólide Mamédico ligou o turbo!

E até para o próximo mês!