terça-feira, 14 de dezembro de 2010

AGORA FALAS "TU"

Um anónimo que assina como Eu (que não faço a mais pálida ideia de quem seja!), a pensar seguramente no Natal, mandou uma posta de bacalhau bem gorda para digerir na consoada. Como "Eu" (não eu, mas o outro que escreve como "Eu"), achou que devia mandar para o(s) cascataleaks, aqui estou eu (eu mesmo) a levar a posta à mesa para os meus clientes habituais.



Fernandos Mamedes afinfam-se ao naco





Fontes bem informadas (eu) colocam este blog em condições de afirmar que os Fernandos Mamedes estão desde há várias eras geológicas a prestar atenção às questiúnculas, desafiambranços, baixas médicas, condenações judiciais e licenças de parto dos adversários, com vista à integração no seu grupo de trabalho de dois novos elementos com elevados índices de concretização na área de rigor.

Como será conhecimento dos mais atentos às movimentações e sinergias estabelecidas no seio da equipa Mamedina, esta nunca contou com um sexto elemento fixo nas costas da linha defensiva contrária, optando ao invés por fazer rodar vários atletas, derivado às provas já dadas por estes em amigáveis e pré-estágios — e traduzindo em campo os panachés e baguetes de frango que costumam partilhar entre si, bem como mails engraçados com powerpoints de ovelhas malabaristas que dão de mamar a gatinhos e cãezinhos que afinal até se conseguem dar bem entre si se crescerem juntos.

Esta estratégia de basculamento quizístico foi considerada bem sucedida por fonte directiva bem colocada na mesa Mamédica (eu), que afirmou "não, quer dizer, para mim isto é nomeadamente assim:

O Alex é o Cardozo dos Mamedes, uma espécie de falso lento que só responde com o hemisfério esquerdo do cérebro e acerta que se farta.

A Sofia é o Maxi Pereira (sem a verruga), ríspida nos lances e sempre pronta a subir no terreno, mas facilmente irritável

O Paulo é o Fábio Coentrão, normalmente ocupado a defender atrás mas sempre disponível para fazer arrancadas nas perguntas de desporto e geografia

O Pedro é o Javi Garcia, já que não se dá por ele, mas fornece coesão à equipa e quando arrisca ser feliz consegue o tento

Eu, vá, posso ser o Carlos Martins, uma espécie de trauliteiro que joga em todas as posições e às vezes distribui jogo, mas passa a maior parte do jogo a mandar vir com o árbitro e depois vinga-se estoirando respostas de ciência e nerdalhice do meio campo".

Instado a revelar algo minimamente relacionado com a notícia em causa, a mesma fonte completou com um fraquinho "o jogador rotativo era uma espécie de Ruben Amorim, um polivalente das camadas de formação que sempre que entra ajuda os colegas, trabalhando para o colectivo".

O desmembramento e consequente esfrangalhanço (acompanhado de rotura e desintegração) de algumas alianças do panorama quízico-desportivo nacional levou os Mamedes a reequacionar o seu posicionamento. Efectivamente, a salutar, nobre e desinteressada competitividade Mamedística, conhecida por não permitir aos seus membros desejar mais do que doenças graves aos adversários (e normalmente curáveis) levou a que a respectiva SAD perspectivasse preocupadamente a perspectiva ponderosa e parcialmente pesarosa de ver os mais directos adversários arregimentar valiosos elementos que, por motivos vários, sentiam que as bifanas sabiam melhor do outro lado da Academia (principalmente os Zbroing 747, equipa apreciada pela sua eficaz tradução em campo dos melhores preceitos éticos do Leisure Suit Larry, e os Ordem da Fónix, que apostam mais no Tetris e no Toque-e-Fica).

Felizmente para os Fernandos Mamedes, a sua mística ímpar e uma eficaz rede de olheiros espalhados pelos vários espaços de quiz e/ou desavergonhice da capital garantiram-lhes contactos preferenciais com conhecidos pontas de lança do campeonato da Ajuda: multiplicaram-se assim os insistentes pedidos de joelhos de atletas provenientes de outras formações, que incluiram promessas de não tocar nos flocos de neve e aqueles salgadinhos compridos que parecem paus de mikado, ofertas de boleia para levar o Paulo ao Bairro Alto às três da manhã durante a semana, garantias de risotas alarves sempre que o Jorge (eu) achar que mandou uma piada especialmente boa e até razoável — e, mais importante, garantias de chegar a horas para fazer a parte escrita com o Alex enquanto o resto da equipa está semi-empanada no túnel do Marquês a descobrir que um carro não tem cinco mudanças na marcha-atrás.

Na realidade Mamedificante, a já referida rotatividade do sexto elemento conjuga-se com um outro abandono na modalidade, que em muito empobrecerá o panorama visual das noites na Ajuda: efectivamente, perspectiva-se a transferência da musa Mamedonísta Sofia Santos para o milionário campeonato norte-americano (onde irá também fazer um post-doc por razões humanitárias). Perante este cenário, os responsáveis do clube do eixo IST-ISEG decidiram apostar forte no mercado de Inverno, para inverter uma possível fragilização do seu onze, que ficaria reduzido a quatro.

Assim, este blog está em condições de anunciar que, mal o campeonato presente termine, dois novos elementos dois serão integrados nas hostes Mamedólicas, provenientes das melhores ganadarias culturais e colmatando algumas falhas no acervo de conhecimento da equipa — já de si amplo, vasto, panorâmico, geral, amplo, robusto, titânico, abrangente, eclético, completo, unificador, universal e também universalista, irrestrito, extenso, dilatado, largo, comprido, alto, elevado, rotundo, gordo, e em geral grande.

Instado a pronunciar-se, um elemento técnico com ligações à equipa Mamedófila (eu) recusou-se a avançar de imediato os nomes dos futuros atletas da agremiação, invocando a elevada estrutura moral da equipa, fortes princípios éticos norteadores da sua acção e inabaláveis convicções humanas dos seus elementos: nas suas (minhas) palavras, "não é assim que achamos que devemos estar no quiz".

Não obstante esta posição oficial, existem vozes dissonantes: protegidas pelo anonimato devido ao medo de represálias da omnipresente hierarquia de comando da SAD, estas confidenciaram que outro objectivo da edilidade é, segundo telex recebido de um Palm Pilot ligado a uma cabina telefónica em Lavacolhos, "semear o granel porque é fixe".

Os contactos intensivos com as fontes prosseguem, através de mensagens em código na porta direita da casa de banho masculina da Ajuda, do género "Soraia + Fanã 4ever", contra-senha "Mamo gajos bons 914606809". Assim, aguarda-se uma divulgação rápida de novas novidades em termos de notícias derivadas ao tema.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ponta final época 2010


Antes de mais, da minha parte sai um pedido de desculpas devido à ausência da Crónica de Novembro. Tem sido um mês bastante complicado a vários níveis e isso minou-me a disponibilidade, supondo eu que a coisa também não andou fácil para o resto da equipa do blog, já que também não lhes foi possível ilustrar a vitória dos BMV e a prestação de Rogério, Johnny Ex-Bigodes e sus muchachos.

No entanto, à laia de pseudo redenção, vamos tentar que ainda esta semana saia um pequeno duelo de bitaites com os Zbroing dividido em duas partes, antevisão do jogo e análise do primeiro título.

Para além disso, lá pelo meio das festividades, quando quiserem fazer uma pausa no bolo rei ou vir às escondidas engordurar o teclado enquanto se atafulham de rabanadas, teremos também um balanço variado do ano da cascata.

Antes de tudo isso, mesmo que mais tarde se faça um post específico para o assunto, creio que esta seria uma boa oportunidade para fazer chegar à nova comissão organizadora possíveis sugestões para a organização do campeonato 2011. Já se sabe que depois em Janeiro é tudo em cima e assim, mesmo aqueles que prefiram fazer chegar directamente as sugestões aos membros da comissão, têm aqui (caixa de comentários, mais mail do blog) uma plataforma para dizer de sua justiça.

sábado, 20 de novembro de 2010

CLASSIFICAÇÃO DE NOVEMBRO


1ª vitória de sempre dos BMV c/ Laranja. Torna-se a 9ª (ou a 10ª se preferirem) a juntar-se ao clube dos vencedores. Parabéns!

6ª organização dos Cavaleiros. No primeiro ano (2006), dois elementos organizaram, cada um as duas primeiras jornadas: Hugo Oliveira (com Marlene Franco) e João Silva.

Os BMV c/ Laranja juntam-se à lista depois de... Cavaleiros, mas também de Fósseis, Mamedes, Ordem do Fónix e Espertalhos.

Mamedes e Fósseis/Fónix têm 5 finais em 6 possíveis. Mamedes são os "reis" dos Cavaleiros com 5 podiuns. Fósseis/Fónix têm 4.

Só Zbroings e os próprios Cavaleiros alcançaram mais que um podium (2 cada), embora "metade" dos BMV... também.

Os BMV c/ Laranja e os Lagartixas fizeram o pleno de finais: 3. Os Ambite também, mas só com duas participações.

Campeonato:

Zbroings são campeões a uma jornada do fim. Muitos parabéns a eles!

É a 4ª vez consecutiva que o campeão é encontrado em Novembro. Só em 2006, foi preciso chegar à final da última jornada para definir o campeão.

Mamedes também são virtualmente vice-campeões (a menos que faltem em Dezembro). E é a 3ª vez consecutiva que o 2º lugar fica definido (considerando que as equipas não faltam).

Já para o fecho honroso do podium, os Espertalhos terminarão com a medalha de bronze se acabarem em Dezembro nos 4 primeiros lugares. No 5 ou 6º lugar, se Cavaleiros não ganharem. Abaixo disso, têm que esperar que os Cavaleiros não terminem nos dois ou três primeiros lugares (consoante 2º ou 1º nível) e/ou ainda que Ursinhos não ganhem.

Para a Liga Europa, entre o 4º e o 7º, tudo (mas mesmo tudo) é possível! E como diz o outro, é só fazer as contas.

Feios Porcos e Maus consolidaram a organização para o ano e só aguardam para saber qual a sua posição entre o 7º e o 9º.

Mais para baixo, ainda está tudo em aberto. A Unidade 101 tem praticamente garantida a organização para o ano (independentemente de possíveis desistências), pois era necessário que quatro das equipas imediatamente abaixo chegassem à final. Não é impossível, mas é extremamente difícil.

Mas para as restantes, qualquer lugar na final pode chegar para ficar nos 11 primeiros. Embora Folie à Cinq necessite no mínimo de um 5º lugar (tem vantagem em caso de empate, sobre qualquer um) e mesmo assim pode não ser suficiente. Nnaped e P2U/Duracell necessitam de uma noite de glória entre os dois primeiros.

Records

BMV c/ Laranja alcançam a 4ª final num ano, igualando 2009. Terceiro podium num ano, constitui o melhor registo.

Ursinhos e Ordem do Fónix partem para a última jornada sem terem conquistado uma vitória este ano. Se os Ursinhos só não ganharam em 2006, já para a Ordem é uma situação absolutamente inédita.

Mamedes e Zbroings passam a ser as equipas com mais finais consecutivas, actualmente: 6

Zbroings concluem o campeonato, igualando o seu maior nº de finais: 8 (alcançado também em 2008). São os campeões com menor nº de finais, igualando os Mamedes em 2006. E também os campeões com menor nº de podiuns de sempre: 6.

Feios Porcos e Maus alcançam a 3ª final consecutiva, o que não sucedia desde Maio de 2009. O seu melhor registo é de 4, alcançado em Junho de 2008.

Os Frikadælløs ficam pela 2ª vez em 20 participações pelo 2º nível! Geralmente quando passam o 1º nível, chegam à final.

Os Espertalhos continuam a ser a equipa que há mais tempo passa o 1º nível: 15

Os Defenestrados mantêm-se como a equipa que há mais tempo não vai à final e, coincidentemente, que não passa o 1º nível: 10.

Ranking:

Como organizam em Dezembro, Zbroings vão manter a pontuação deste mês, e consequentemente acabam o ano em 1º lugar no ranking de 5.

BMV c/ Laranja dá um salto e regista agora a melhor posição de sempre.

Feios Porcos e Maus saltam para os 6 primeiros lugares, pela sétima vez desde Julho de 2009.

A Ordem do Fónix deixa os 6 primeiros lugares pela 2ª vez, desde Dezembro de 2008.

E agora duas perguntas para coca-bichinhos das estatísticas:

1ª - Excluindo as organizações de 2006, só duas equipas organizaram sem nunca terem chegado a uma final antes (incluindo as prestações de 2006). E só uma destas, nunca esteve numa final. Quais são as equipas, e destas qual nunca chegou a uma final?

2ª - Incluindo as organizações de 2006, qual a equipa a que mais finais chegou, antes de organizar pela primeira vez? (pode nunca ter organizado ainda)

Também poderá ajudar, dar uma vista de olhos no blog quizdecascata. O link está à direita.

Respostas para o mail quizadas@gmail.com. Os 3 primeiros a responderem certo, levam uma pequena lembrança em Dezembro.

E é tudo. Até para o próximo mês!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Previsão apocalíptica em cavalgada à boca das urnas

Conhecendo eu o Rogério desde os seus tempos de petiz de longos cabelos e devoção especial por Rao Kyao, não me foi difícil falar com ele sobre uma curta antevisão do quiz que os seus Cavaleiros vão organizar hoje.

Melhor ainda, conhecendo-o assim tão bem, isentei-o de imediato de responder às questões que lhe coloquei, oferecendo-me para responder por ele. Afinal de contas, estou apenas a seguir a moda dos exercícios literários tipo “conversas com Deus” e outros tipo de personagens com a mania das grandezas. Além disso, dificilmente ele conseguiria ser tão sincero como eu sou a responder por ele.

Do campeonato


Roger, se puseres uma peruca de Nuno Rogeiro e usares uma cassete do Luís Freitas Lobo, como analisas o campeonato até agora, passando obviamente pelas organizações dos jogos e da luta pelo título?
Bem, no mapa do contexto geo político estratégico, o pressing intensivo das grandes potências continua a verificar-se e é impossível aos pequenos players vincarem a sua diferença, pelo menos no curto prazo. As organizações revelaram essa mesma instabilidade, fruto por vezes da ausência de uma táctica eficaz em termos de quiz moderno, sem terem a atenção devida em termos das cambiantes estratégicas e também da paixão que é necessária para levar as coisas a bom porto.


Para o ano, para além da edição dos "Grandes vídeos e ritmos de conga" do João Silva, o que gostavas de ver implementado no quiz de cascata?
Um quiz de cascata drive in seria divertido, especialmente pelas possibilidades que oferece em termos de atropelamento e fuga.

E esta modinha do quiz vir nos meios de comunicação. Achas que vai atrair público de qualidade ou as hipóteses de sermos abordados por gente estranha vai aumentar?
Estamos na Ajuda e em plena Academia, por isso gente estranha será certamente coisa rara. Creio que faltará pouco para um Prós e Contras sobre a proliferação do quiz e aí, temos no nosso seio intervenientes habituados a gritar para fazer valer opiniões, gritar a pedir comida e álcool e a gritar só pelo simples prazer de gritar, pelo que não temos nada a temer.


Dos Cavaleiros

Um começo em grande e uma queda igualmente em grande a meio do campeonato. É essa a sina dos Cavaleiros ou é apenas uma forma estranha de se divertirem?
Creio que o nosso problema foi sempre uma focagem mais intensiva na parte do Apocalipse do que na da Cavalaria. Por isso, mais do que diversão estilo Crash, temos de lidar com o chamado castigo divino, como costuma dizer o Fernando, que teve a sorte de conviver em pessoa com três dos quatro autores dos Evangelhos do Novo Testamento.


Com mais um ano de resultados que possivelmente ficam algo abaixo das vossas expectativas, o que diz o futuro: para o ano é que é ou começam a ponderar a ideia de irem espalhar a morte, a guerra, a fome e a pestilência por várias equipas?
Isso são questões que não gostaria de abordar nesta altura, até porque ainda não definimos a nossa tabela de preços, na eventualidade de uma liquidação total de Cavaleiros em stock. No entanto, o Fred está já a trabalhar num filme que falará sobre a história da nossa equipa e consoante lhe dê mais jeito que o final da coisa seja uma comédia ou um drama, logo decidimos o que fazer.



Da organização da jornada em si

Como referi anteriormente, Já nos conhecemos há muitos anos e não é segredo o teu entusiasmo por ikebana. Vai ser desta vez que sacas uma cascata do tema para fazer o teu próprio Sun Tzu ou tens outras ideias na manga?
É curioso que fales nisso, embora me emocione sempre ao falar em Ikebana e sabes bem que não gosto de chorar em entrevistas falsas. Posso ainda adiantar que estou também a fazer uma cascata de Sun Tzuning, em que saem perguntas sobre assuntos bélicos, carros quitados e assaltos a bombas de gasolina.

Usando um nome de um filme, como defines a contribuição dos membro dos Cavaleiros para esta organização?

Rogério – Spartacus (não tanto no sentido épico grandioso, mas mais porque gosto de usar armaduras de couro enquanto estou a escrever perguntas)

Johnny Bigodes – Fuga para a vitória (pelo enquadramento desporto, guerra, política e táctica ao nível de um Stallone à baliza ou o Pelé a fazer de tobaguenho)

Fred – A Beautiful Mind – Não tanto pela mente em si, mas mais porque ele é obrigado a inventar muito nas pontuações que vai anotando, criando fórmulas fictícias que nos colocam sempre na fase final, mesmo quando saímos no primeiro nível, qual John Nash de trazer por casa.

Pascoalinho – Chamavam-lhe o Bulldozer com Bud Spencer. Aqui fiquei indeciso, pois o António é um cinéfilo de primeira e não é fácil. Não entanto, o paralelismo entre o personagem de Spencer, atleta que virou pescador que volta depois a atleta, em cenário de elevado requinte e subtileza e o paralelismo do cinéfilo que virou quizzer sem deixar de ser cinéfilo era por demais evidente.

Fernando – The Birth of a Nation – Não só porque foi ele que aconselhou o Griffith em relação ao título do filme, como este é do signo Aquário, o que pode justificar o facto de um dos posters do filme ter um cavalo, a sua peça favorita no tabuleiro de xadrez.


Finalmente, qual foi aquela pergunta que esteve até à última para entrar e, com grande pena tua, tiveste de retirar?
Que afamado praticante de quiz de cascata, criou a famosa resposta standard “Boceta de feijão” utilizada em perguntas que não lembram ao demónio?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quiz chega à TV

Parece que o quiz está cada vez mais na moda e não nos referimos ao estilo Outono-Inverno dos jogadores. Depois do Jornal I, chegou a vez da SIC dedicar uma peça a esta bela modalidade e onde não faltam intervenções de alguns habitués da Cascata.
O cenário foi o Domínio Público, mas creio que já não faltará muito até termos um canal no Meo e transmissões em directo da Academia.

Até lá, vamos ganhando tempo de antena.

sábado, 13 de novembro de 2010

Reportagem do "i"

Já atrasado, mas cá vai então a publicação do artigo no jornal "i" a 28 de Outubro de 2010 pela jornalista Maria Espírito Santo. Para quem não leu, leia agora. Para quem leu... releia.


As sessões de quiz em Lisboa estão para durar. Esta máfia adora ser interrogada

Noite, fumo, cerveja, perguntas. Não é uma reunião suspeita: o Quiz de Cascata, na Ajuda, tem mais de 90 participantes e é um dos muitos da cidade. Fomos a uma sessão.


"Eu sei, eu sei esta! E tu, tu também sabes", insiste Jorge Napoleão enquanto os outros membros do grupo olham para ele, pensativos. A tensão instala-se: uns encostam a mão à boca, outros franzem o sobrolho e há ainda quem dê safanões na mesa em tom de indignação.

Hoje é dia 16 de Outubro, a terceira sexta-feira do mês. Não há que enganar: é noite de Quiz na Tapada da Ajuda, em Lisboa, e vai durar até de madrugada.

Lembra-se daquelas longas noites passadas em família a jogar Trivial Pursuit ou Pictionary? É mais ou menos este ambiente que os bares com Quiz pretendem recrear. Os chamados "pub quiz" nasceram no Reino Unido e parece que ainda fazem sucesso por estas bandas. Umas perguntas de cultura geral, na companhia de amigos, com cervejas, petiscos e outras tantas gargalhadas pelo meio, parecem ser a receita ideal para uma noite bem passada.

Mas quizes há vários e este, que se realiza uma vez por mês na Ajuda, é de Cascata. A Academia Recreativa da Ajuda é o local que cede uma das suas salas para a realização do jogo. De paredes verdes e bandeira de Portugal pendurada, a Academia tem a porta aberta, disponível à entrada de qualquer um. Mas quem se passeia pela Academia são na sua maioria caras conhecidas que estranham a presença de convidados.

"Já faço o Quiz de Cascata há dois anos e Quizes no geral, há cerca de três anos e meio" explica Jorge Napoleão, advogado, de 42 anos. "Eu vim uma vez porque uma amiga precisava de uma pessoa para o grupo e a partir de aí, passei a vir sempre" conta Joana, farmacêutica." "Eu, eu estou cá pela primeira vez", acrescenta outro membro do grupo. Estes são os "Unidade 101". O nome é inspirado na obra "1984", do escritor britânico George Orwell. Mas as conversas ficam para depois. Iniciou-se a sessão. Dois papéis são entregues em cada mesa, as cabeças urgem para o centro e começam a saltar os palpites.

A primeira fase do Quiz de Cascata é escrita. A cada grupo é entregue uma ou duas folhas com ilustrações e várias perguntas. Seguem-se as perguntas orais, que são dirigidas em específico para cada grupo e têm três níveis de dificuldade. Em cada nível existem seis cascatas, três ascendentes e três descendentes. Tradução: se um grupo não souber a resposta à sua pergunta, ela passa para o grupo anterior ou para o que está a seguir (isto dependendo se a cascata é ascendente ou descendente). à medida que se vai subindo de nível, as equipas vão sendo eliminadas. Vários temas são abordados: desde política, a geografia, cinema, música ou até fofoquices de revista cor-de-rosa.

A sala onde se realiza o Quiz, de paredes brancas e chão de tijolo, já foi um dia utilizada para outros talentos. Lá ao fundo pode-se avistar um palco com vários cenários caídos e um banco de jardim ao centro. É no canto do palco que estão as pequenas recompensas da noite: avistam-se garrafas de vinho e caixas de biscoitos. Hoje, a sala está cheia, barulhenta e atarefada: 16 mesas ocupam o espaço. Cada mesa pertence a uma equipa que não pode ter mais de seis elementos. Se tiver, pode participar no jogo, mas não pode ganhar: faz parte das regras.

João Silva, professor de Educação Física e membro da Junta de Freguesia da Ajuda foi o organizador deste Quiz. "Costumamos começar às 22 horas. Hoje está a haver um pequeno atraso, deve ser pelo trânsito", explica. João Silva também organiza Quiz noutros locais, como no Domínio Público, um bar perto da Praça de Touros, no Campo Pequeno.

Eles estão espalhados por Lisboa, nos sítios que menos espera. Nos bares com Quiz pode encontrar um amigo ou até um familiar. Desde advogados, a médicos, estudantes, farmacêuticos, hospedeiras, engenheiros, bancários ou jornalistas, todo o tipo de gente se junta para testar o seus conhecimentos. "São pessoas que acima de tudo gostam de conviver", confirma Rui Maçarico, gerente do Domínio Público. Aqui não só é realizado o Quiz em Cascata como também o dito normal. As equipas têm de responder por escrito a 50 perguntas de cultura geral que são projectadas nos plasmas espalhados pelo bar. Para participar, basta contactar o Domínio Público e reservar uma mesa ou então aventurar-se sozinho e esperar que um grupo aceite a sua participação.

Em Cascata ou normal o quiz é sempre para conviver. Organizadores e participantes concordam que é boa maneira de passar a noite. Rir com os amigos, advinhar, errar, acertar e festejar. Rui Maçarico conclui com um sorriso: "O melhor quiz é aquele em que tens a resposta mesmo na ponta da língua."

Por isso, a próxima vez que o seu marido, filho ou filha chegar a casa bem disposto e a cheirar a tabaco, não pense o pior. "Passei a noite num quiz!" não é uma desculpa esfarrapada.

domingo, 24 de outubro de 2010

Crónica de Outubro

OS EXTEMPORÂNEOS



Bravo! Bis! É apenas uma pequena parte do que apetece dizer, após aquela que foi a noite mais divertida de sempre, ou pelo menos desde que eu jogo. Depois de uma parte escrita que foi, é certo, bastante acessível mas que proporcionou descontracção inicial, os Gatos Bóbó... (perdão), os Ursinhos Bóbó partiram para uma noite ao nível do que os melhores humoristas “contemporâneos” nos proporcionam.
O argumento

No passado menos recente, costumávamos ir para um quiz dos Ursinhos com um “credo na boca”. Eu que o diga, pois estreei-me na Ajuda com eles e comecei a pensar se esta gente, que se juntava numa Academia a uma sexta-feira, não seria toda louca.
Hoje, a realidade é bastante diferente. O ano passado foi claramente o ponto de viragem, pois toda a equipa (ou pelo menos boa parte dela) passa a contribuir para a organização.

Digamos que o jogo em si terá sido regular, que é exactamente o que se pede. Teve um bom leque de perguntas, variado q.b. O 1º nível foi claramente acessível, o que foi impossível para recuperar de uma má parte escrita. Os dois níveis seguintes também tiveram uma boa jogabilidade, dentro do que se pede do grau de dificuldade. Também teve alguns problemas. Desde já a ausência de perguntas de ciências naturais ou tecnológicas, independentemente das áreas que se escolham. Talvez se houvesse 5 ou 6 perguntas que fossem escolhidas e bem colocadas, de modo à organização se poder defender de alguma eventual complicação que se colocasse por parte dos “cientistas” presentes, e já não teria existido nenhum tipo de crítica em relação a esse assunto. E faria as delícias de muita gente. Depois também houve um ou outro assunto específico em que se aproveitou para fazer duas ou três perguntas. Pessoalmente, torço sempre o nariz a isso, mas como já fiz o mesmo,… De qualquer forma, quando é mais que dois assuntos, deve-se sempre evitar.
Outra situação foi um pouco mais de perguntas fora do nível, do que seria de esperar. Não para um nível acima, mas para um nível abaixo.
Por outro lado, eles têm os seus temas preferidos e demonstram-no. Há que estar preparados para isso. E, se não estou em erro, abdicaram totalmente da tauromaquia, facto que me surpreendeu.
Enfim, em termos de qualidade e diversidade de perguntas, se calhar a do ano passado esteve um pouco mais bem preparada no cômputo geral. Mas o jogo deste ano não foi nada fraco.
Há um estilo de quiz que os Ursinhos começaram a apurar e são únicos e inimitáveis. É uma fórmula acessível, completamente despretensiosa, mas de muito difícil execução, como outros organizadores o provam. Esta fórmula faz as equipas dependerem muito da parte escrita e das directas, dado que as hipóteses de apanharem cascatas se reduzem. E qualquer azar, por mínimo que seja, torna-se fatal (como foi para algumas equipas). Mas de qualquer forma, eles conseguem gerir bem esta fórmula. Apuraram-na desde o ano passado e é abraçada, sem nenhum tipo de constrangimento.
Claro que isto faz com que equipas com mais aspirações, se arrisquem a sair à primeira, pois o patamar que é estabelecido equilibra toda a gente. Mas há onze jornadas. E dada a subida de qualidade de muitas equipas, nos últimos anos, os desaires dos “tubarões” têm-se multiplicado e os recordes negativos também. Se calhar, faz falta uma ou duas noites despretensiosas por ano.

E já que falamos de noites bem passadas, as organizações mais “perfeitas” têm vindo, na minha opinião, da parte dos Espertalhos e dos Zbroing (desempatem vocês, se acharem necessidade), com Mamedes e também Fónix a terem conseguido algumas organizações brilhantes ou perto disso. Nestas equipas que nomeei, é a experiência aliada à diversidade dos elementos, a um bom grau de dificuldade, capacidade de análise em perceber o que funciona e o que não funciona, etc. Isto também proporciona uma boa noite, como muitos de vocês comentaram no passado. Quem não gosta de uma boa jogatana competitiva?
No entanto, em termos de organização das perguntas, os Ursinhos já pertencem ao clube dos finalistas.

O elenco


Agora em termos de apresentação, são claramente desde o ano passado, simplesmente… os Reis!
Penso que qualquer equipa que não tenha chegado à final, sobretudo as que saíram no 1º nível, podem-se queixar de tudo e mais alguma coisa, mas nunca por nunca de não se ter divertido. (Ok, pronto. Acredito que tenha havido uma ou outra excepção…) O 1º nível foi de um grande cuidado. Cascatas temáticas como Sun Tzu, ou Cabo Verde, ou a já célebre cascata musical, ou mesmo Desporto (que de Desporto não teve nada!), e ainda um mix que, segundo o Jorge, “é mais ou menos um conjunto de perguntas que sobraram e que não sabíamos muito bem onde pôr” fizeram vibrar a assistência no 1º nível, pois como é óbvio só neste nível é que estas brincadeiras podiam ser feitas. Perguntas divertidas, bem feitas. Irónicas, sarcásticas? Sim. Mas porque é que não pode haver espaço para isso? Encare-se isso de uma forma desportiva. Ninguém no mundo faz tudo certo, sempre. E por vezes é preciso algum humor extemporâneo, como fazem todos os grandes comediantes, para que as coisas sejam perspectivadas. E quanto mais não seja, pelo menos assim os assuntos ficam encerrados.

Mais palavras para quê? A assistência batia palmas no final de cada ronda, o que foi inédito! Um elemento dos Frikadælløs brindava-nos com a tal… dança… das formigas… de qualquer coisa. Se o quiz fosse chato ou apenas normal alguém faria isso? Tudo isto fez com que praticamente ninguém (à parte a sempre horrível situação de se ficar pelo 1º nível) se chateasse ir à Ajuda.
Foi um espectáculo! Bravo! Bis!

O público


16 equipas jogaram pelo direito de ficarem até ao fim. Os Defenestrados faltaram desta vez e os também já regulares Irmandade do Bordel (que se passa com eles?).
Quanto aos que foram, os Nnaped e os Valentejanus espalharam-se ao comprido na parte escrita, retirando as hipóteses de chegarem mais longe. Embora diga-se que os últimos quase que conseguiam, deixando a Academia de uma forma inglória. Também os Folie à Cinq e os Indomáveis, SAD estavam abaixo da média de pontos, especialmente os últimos que tiveram uma clara falta de sorte nas perguntas que tiveram como directas. O regresso do Filipe Bravo (que bela surpresa!) à Academia não foi nada feliz e a Ordem do Fónix deu-se também muito mal com a noite, no que ao jogo diz respeito. Por último, os Power to You/Duracell (é assim a nova designação desta equipa) foram para as grandes penalidades com os Cavaleiros. E estes últimos foram mais fortes.

No 2º nível, também foram as directas a mandar no jogo, com as poucas cascatas a assegurarem uma melhor colocação. Os Cavaleiros do Apocalipse ainda haviam de saltar para a 7ª posição mas já não havia tempo. O equilíbrio de pontos neste nível foi determinante para que os finalistas já estivessem praticamente encontrados no 1º nível e só a Unidade 101 é que se afundou sem remédio, beneficiando assim os Frikadælløs que trepavam uma posição para a final. Aos Lais da Carangueja e aos BMV c/ Laranja não foi dado segunda chance, pelas outras equipas, para poderem continuar a jogar.

Na final, foi aos Fernandos Mamedes que calhou a fava das mesas. Estavam na corrida à vitória, mas acabaram a arfar desta vez. E podia ter sido pior, se não fosse uma resposta que foi “anulada” aos Golfinhos. (Mas isso não é motivo de polémica para estar numa crónica, portanto vai para os comentários.) Foram os grandes perdedores da noite com o 4º lugar, pois a reconquista do título ficou bastante mais longe.

Os Frikadælløs estão longe da performance do ano passado, mas mesmo assim com o 6º lugar ainda tiveram motivos para sorrir esta noite. Regressaram às finais e naturalmente ainda correm para manter o estatuto de continuar a organizar.

Estatuto que os Golfinhos, Favaios e Cª também gostavam de conquistar pela primeira vez, nem que seja já em Janeiro. 5º lugar acabou por saber a pouco, pelo que foram fazendo. Mas, se calhar contas feitas, para uma equipa com sede de matar o borrego das finais, não trocavam esta posição por outra mais abaixo.

Os Feios, Porcos e Maus fizeram uma bela jornada! Treparam na final até ao 3º e consolidaram uma boa posição no campeonato. Quem sabe onde poderão chegar nas jornadas que faltam?

Os Espertalhos do Carinho agarravam o 1º lugar, mercê de um 3º nível com 11 pontos! Para quem já tinha feito um raríssimo 10 na escrita, foi o corolário de uma noite perfeita para eles, que estão de regresso às vitórias. Parabéns!

Mas os maiores vencedores da noite acabaram por ser os Zbroing 747!. O 2º lugar e 58 pontos nas últimas 5 jornadas fizeram-lhes ganhar um avanço quase determinante para conquistarem um inédito título que poucos preveriam no início. É certo que só têm apenas uma jornada para pontuar, pois organizam em Dezembro e ainda há jogo. Mas a regularidade deles este ano foi impressionante! Parabéns!


E até Novembro para novas “cavalgadas”.

sábado, 16 de outubro de 2010

CLASSIFICAÇÃO DE OUTUBRO


Relativamente à 5ª Organização dos Ursinhos:
Os Espertalhos conquistam a 2ª vitória consecutiva (depois de duas dos Cavaleiros e uma dos Fónix).
Os Zbroing alcançam a final, o que já não acontecia desde a estreia em 2007, e pela primeira vez no podium.
Os Feios, Porcos e Maus também se estreiam no podium dos Ursinhos, depois de um 5º em 2008.
Os Mamedes passaram a ser a única equipa que não falhou as 5 finais, mas nunca foram além dum 3º lugar em 2007.
Os Golfinhos estrearam-se numa final dos Ursinhos. Um "terço" deles passou o 2º nível, pela primeira vez.
Os Frikadælløs fazem o pleno de finais, tal como os Mamedes, mas em apenas duas participações, embora em 2009 chegassem ao 2º lugar.
Os Cavaleiros falham a final pela primeira vez.
Os Indomáveis desta vez não passaram do 1º nível, mas ainda são a terceira equipa com mais finais: 3.
Relativamente ao campeonato e às jornadas:
Os Zbroing serão campeões em Novembro, se terminarem nos 4 primeiros lugares. Em 5º ou 6º, se Mamedes não ganharem. No 2º nível, caso Mamedes não acabem nos dois primeiros lugares. No 1º nível, caso Mamedes não acabem no podium. Em caso de empate pontual no final do campeonato, os Zbroing seriam de certeza campeões, pois os Mamedes já não podem igualar as 5 vitórias que os primeiros possuem.
Os Espertalhos já não têm hipótese de chegar ao título (em circunstâncias normais).
Os BMV c/ Laranja ainda mantêm a esperança de chegar à "Liga Europa", apesar de terem desperdiçado a oportunidade de se colarem ao duo que está em 5º e 6º lugar.
Os Feios Porcos e Maus, mercê do resultado deste mês, também passaram a ter legítimas aspirações de chegar aos 6 primeiros lugares, embora seja mais dificil para eles. Não é crível que alguma destas equipas perca o direito de organizar para o ano.
Já do 9º lugar para baixo está tudo muito embrulhado, sabendo que uma ou duas finais pode fazer recuperar qualquer equipa. No entanto, a Unidade 101 tem mais margem para gerir as duas jornadas que faltam, mesmo que não vá a mais nenhuma final.
Records:
Os Golfinhos fizeram elevar para 17 o número de equipas a chegar à final este ano e esse facto constitui record absoluto num campeonato.
Os Espertalhos não venciam desde Novembro de 2009.
Os Zbroing fazem 58 pontos em 60 possíveis nas útimas 5 jornadas, igualando o feito dos Espertalhos alcançado nas últimas 5 jornadas de 2009.
Os Feios Porcos e Maus conquistam o seu segundo podium, depois do 2º lugar em Maio de 2009.
Os Mamedes alcançam a 5ª final consecutiva, algo que já não acontecia desde Outubro de 2008, embora nesse mês tivesse sido a 17ª final consecutiva (ainda hoje um record).
Os Golfinhos alcançam a sua 3ª final, depois de Julho de 2008, terminando um longo jejum.
Os Frikadælløs também terminam um jejum de 6 jornadas sem conhecerem a final, sendo as últimas 5 no primeiro nível.
Os Cavaleiros acabaram o ciclo inédito de três 1ºs níveis consecutivos, mas não quebraram o enguiço que dura desde Junho já que ainda não foi desta que regressaram à final.
Os Fónix elevaram para três o record negativo de 1ºs níveis num só ano.
Os Espertalhos continuam a ser a equipa que há mais tempo não falha uma final: 7
E também a equipa que há mais tempo não cai num 1º nível: 14
No inverso, os Defenestrados (mesmo faltando) passaram a ser a equipa que há mais tempo não chega a uma final: 10
Também são a equipa que há mais tempo não passa o primeiro nível: 10
Ainda uma palavra para os Espertalhos: Ter a pontuação máxima na parte escrita não é inédito, dado que os Mamedes fizeram isso na 1ª jornada de 2006. Mas mesmo tendo em conta que a maior parte dos registos de 2006 não existem, nunca mais ninguém alcançou um 10 desde esse ano. Parabéns!
Ranking:
Quase tudo na mesma. Os Feios Porcos e Maus consolidam-se e os Golfinhos sobem aos 10 primeiros pela terceira vez desde Setembro de 2008, por troca com os Indomáveis.
E é tudo!

sábado, 25 de setembro de 2010

Crónica da Jornada de Setembro

Tirar a ferrugem de Agosto



Depois do interregno de Verão, assistimos ao regresso às lides no campeonato de cascata. Com os Mamedes a organizar, por troca com os Ursinho, havia muita coisa em jogo, “dentro e fora das quatro linhas”. A começar, o tema “Comissão Organizadora” – Ainda não foi desta que se chegou a um consenso, com duas listas com membros repetidos a concurso e arestas por limar, nomeadamente no que diz respeito a uma possível lista única que, para já, não foi viabilizada pela maioria das equipas presentes, possivelmente devido a uma cláusula napoleónica..

Mas, voltemos ao jogo. Jogaram 15 equipas, com uma falha pouco habitual por parte dos Ursinho e dois já habituais desaparecidos em combate – Irmandade e Valentejanus. Uma palavra também para o Filipe Bravo, que infelizmente desfalcou a Ordem do Fónix e a quem desejamos umas rápidas melhoras.

Às voltas à pista com os Mamedes



É certo e sabido que, por norma, os quizzes dos Mamedes são bem estruturados, com algumas perguntas divertidas pelo meio, para quebrar a tensão de tanta hora de cascata. Embora, no geral, se possa dizer que este quiz mamediano não fugiu à regra, aqui e ali deu uma ligeira sensação que desta vez a máquina não estava tão engrenada.

No entanto, na parte escrita isso não se notou. Simples, sem grandes complicações, serviu os seus propósitos e teve até o pormenor tecnológico no video do Tour, embora essa resposta só fosse acessível a verdadeiros conhecedores. De resto, tudo nos conformes e um bom aquecimento para as voltas seguintes. Espertalhos e Feios, Porcos e Maus saíam na frente, com Defenestrados e Freakadellos ainda a tentarem acertar o passo.


Um certo toque de slalom gigante




O primeiro nível foi algo atípico, dentro de uma normalidade aparente. Não existiram muitas perguntas a dar a volta à sala (duas, salvo erro), mas o número de directas acertadas foi inferior ao que temos assistido, com apenas duas equipas a conseguirem chegar às 5 (Power 2 You e Unidade 101). Aliás, talvez a questão maior tenha sido a oscilação de dificuldade em função dos temas, com certas equipas a serem bafejadas com alguma sorte no que lhes caía no colo e outros a ficarem com a fava. Apesar do ligeiro efeito montanha russa, o equilíbrio era patente na parte superior do quadro de classificações, apesar das equipas que foram ficando para trás.
A maior nota de surpresa vinha da parte dos Cavaleiros que, depois de um início a galope, têm marcado passo nas últimas jornadas, vendo a liderança cada vez mais longe. Se é certo que nem sempre têm tido sorte com as perguntas, parece também haver alguma instabilidade interna. Vítimas neste nível foram também os Defenestrados, os Lais (a não conseguirem dar seguimento à boa jornada de Julho), NNAPED e Freakadellos, bem longe dos patamares da época passada.

Na frente, os Espertalhos davam seguimento à parte escrita, tendo agora a companhia dos Zbroing, que nos últimos meses se têm revelado uns verdadeiros bombardeiros. Na perseguição, um trio composto pelos BMV c/ Laranja e pelas agradáveis surpresas Folie e Power 2 You.


Armstrong, dá-me aí uma forcinha.



Chegados ao segundo nível, a placa da inclinação (leia-se dificuldade) subiu consideravelmente. Não que tenha sido impraticável, com o número de perguntas a dar a volta à sala a ficar nas 14, mas estas foram mais do que as perguntas directas respondidas na sala (12). A equipa que mais pontuou neste nível, os Indomáveis, não chegou aos 10 pontos (9) e os colectivos ainda em jogo iam sobrevivendo à conta das cascatas, que iam aliviando aqueles que as conseguiam.

Se é certo que o equilíbrio se manteve, a ligeira instabilidade, não tão habitual nos Mamedes, ia-se sentindo aqui e ali. Fosse numa ou outra hesitação na condução, quando perante uma resposta parecida com a pretendida, servindo de indício às equipas seguintes ou até na forma como algumas perguntas mais abertas permitiam uma resposta mais interpretativa, o que acaba às vezes por gerar alguma controvérsia.

No entanto, face à média geral, este quiz mantinha-se claramente positivo e, no final do segundo nível, os Espertalhos iam mantendo a liderança, com BMV e Feios, Porcos e Maus na perseguição e Zbroing a sobreviverem a 4 perguntas directas a darem a volta à sala. Pelo caminho ficavam agora Unidade 101 e Golfinhos, tal como Indomáveis (apesar da boa prestação neste nível) e Power 2 You, que perderam o gás todo no início da subida.


Tiro ao Boneco no Speakeasy com Photo Finish




À partida para o terceiro nível, a situação era das mais equilibradas desta época, já que apenas três pontos separavam o primeiro do sexto, pelo que estava tudo em aberto. E, nestes casos, costumam ser os pormenores a decidir a coisa, sejam eles da parte das equipas ou da organização. Num nível que foi jogável, houve emoção até à última cascata, mas nem tanto em relação ao primeiro lugar, que os Zbroing arrebataram com mais pontos (10) do que a melhor equipa conseguiu no 2º nível, levando-os a uma 4ª vitória consecutiva e a uma liderança ainda mais confortável. Espertalhos e BMV fecharam o pódio, ao passo que uns Feios, Porcos e Maus e uma Ordem do Fónix muito penalizados neste último nível, talvez não tenham apreciado tanto a ponta final como os Folie na sua estreia.


Agora a parte agridoce de uma conclusão mais técnica ou uma mais emocional. Se virmos o jogo de um ponto de vista mais informal, foi um bom serão e um quiz de pontuação equilibrada garante sempre interesse até ao fim. Em suma, foi um quiz porreiro dos Mamedes, mas não foi de longe o seu melhor quiz.
Indo mais ao pormenor, num análise técnico-táctica à Luís Freitas Lobo, existiram algumas falhas estruturais que nem têm tanto que ver com a distribuição temática. Essa, com alguns temas mais em foco, foi perfeitamente aceitável. A meu ver, a falha maior consistiu na distribuição das perguntas pelas equipas, em função da dificuldade, algo que é possível com uma grelha que tem em conta os lugares, independentemente das equipas que lá se sentam (falo mais vezes em grelhas e pareço o George Foreman ou o Mr T nas Televendas).

Méritos e capacidades das equipas à parte, a dificuldade, genericamente, é um factor a ter em conta. Se a equipa A tiver 2 perguntas mais complicadas e a B outras 2, existem 4 perguntas complicadas, mas o equilíbrio permanece. Se a equipa A tem 4 perguntas mais difíceis e a B tem 1, só existe mais uma pergunta complicada, mas o equilíbrio já era.
Usando este quiz como exemplo (apesar de ser algo mais abrangente), os Zbroing tiveram 4 perguntas a dar a volta à sala no nível 2 e só um bom nível 1 os safou da eliminação. No nível 3, acertaram 3 directas (de um total de 5 acertadas por todas as equipas no nível), ao passo que os Fónix viam TODAS as suas perguntas a dar a volta à sala e os FP e Maus a verem 5 em 6 acontecer-lhe o mesmo.




Só reforço este factor mais especificamente porque os Mamedes são uma equipa experiente e sei bem que isto nada tem a ver com o seu empenho, não podendo também ser atribuído apenas à sorte e ao azar, já que quando uma pergunta dá à volta à sala, é porque não há quem esteja em jogo que a saiba responder naquele momento.

E isto tudo, estraga a noite? Claro que não, mas influencia o resultado final, já que é algo que pode ser prevenido, tornando um jogo ainda melhor.

domingo, 19 de setembro de 2010

Novo espaço de Quiz - Kai Junqueira

Para os mais distraídos, para aqueles que não lêem mails e para os que não fazem parte da "família da Ajuda" aqui vai a informação de um novo espaço, pela tecla de João Silva:

Como alguns sabem e outros vão ficar a saber, o El Borratxon encerrou. Numa primeira fase e por um tempo indeterminado o jogo passará a decorrer no bar Kai Junqueira, situado na Rua da Junqueira, bem perto do antigo local, ficando mesmo em frente do ISCSP e do antigo Rainha Dona Amélia (morada exacta ver ao lado). O dia do jogo continua a ser a 3ª feira com início às 22,00 horas. Como informação adicional posso dizer-vos que o espaço é muito agradável, com preços acessíveis, serve refeições embora com uma ementa diferente do Borratxon, baseando a sua carta em bitoques, cool burgers, tostas variadas e pizzas. Tem esplanada no Verão. Tem uma grande vantagem, o estacionamento que é ilimitado e de borla dado não ser uma zona residencial. Tem zona de fumadores. O telefone é 213632732, caso precisem de marcar mesa.
(Johnny, se esta imagem não corresponder ao espaço, diz-me)