Falta uma semana para o sexto quiz do ano, com organização dos FPM. Teremos um quiz polémico como é costume nesta equipa? Teremos uma cascata sobre casais e sobre comportamentos e outra sobre chouriços, salpicões e queijos? Dia 21 logo saberemos.
Esta já é a classificação oficial. Tem uma ou outra diferença em relação aos pontos e à classificação que foi cedida pelo Alex dos Mamedes (ao qual agradeço, desde já) mas a diferença fundamental é entre os Ursinhos e os Indomáveis que trocam de posições. Em termos de estatística, os Zbroing juntam-se aos Mamedes e Espertalhos na história dos tri e somam já quatro vitórias este ano contra duas dos Mamedes e uma dos Cavaleiros.
Os Lais da Carangueja conquistam duas finais num só ano, pela primeira vez.
Ao invés, Cavaleiros somam dois desaires no 1º nível consecutivamente, facto absolutamente inédito nesta equipa. A última vez que tinham ficado no 1º nível tinha sido em Março de 2008. Desde então 5 vezes no 2º nível e 18 finais: 3 vitórias e mais 9 idas ao podium.
Os Frikadaellos já levam 5 primeiros níveis consecutivos, record negativo nesta equipa.
Os Espertalhos (sem jogar) são a equipa que há mais tempo não falha uma final. Levam 5 consecutivas.
Pelo contrário, os Defenestrados já levam 9 vezes sem passar do 1º nível.
Os Golfinhos são a equipa que há mais tempo não chega a uma final: 22.
Os Folie à Cinq e os Power to You são por enquanto as únicas equipas que nunca se estrearam em finais. Mas também só começaram a jogar este ano.
Se uma ou mais equipas que ficaram nos 11 primeiros lugares não se inscreverem para o ano seguinte, as equipas que ficaram imediatamente abaixo na classificação da(s) equipa(s) extinta(s), desde que se tenham inscrito, sobem um ou mais lugares para ocuparem essas posições. Ou seja, por hipótese, se o 4º e o 8º lugar do ano passado não se inscrevessem, o 5º lugar passaria para a posição 4, o 6ºlugar para a posição 5, e assim sucessivamente. As equipas que tivessem ficado em 12º e 13ºs lugares, desde que inscritas para o ano seguinte, passariam a ocupar as posições 10 e 11, respectivamente.
Como sucedeu este ano, os Ambite que se classificaram em 11º lugar no ano passado, não se inscreveram para o ano seguinte. A sua posição (11) foi ocupada pela Liga dos Últimos (12º) que desta forma organizaram em Janeiro.
Escusado será dizer que tudo isto é um pouco flexível. Poderá haver sempre uma equipa que, desde que comunique antecipadamente, possa não poder organizar num determinado mês e troque com outra que esteja disponível. Isto, para não falar de desistências de inscrição já em Janeiro e que afecte a jornada desse primeiro mês, o que nesse caso teria que haver uma reunião extraordinária para resolver a situação.
Concluindo, e isto é que interessa de momento: Os Ursinhos organizam em Setembro e os Mamedes em Outubro. A menos que ambos entrem num acordo e troquem entre si.
Agradeço desde já a um elemento da comissão que confirme este post, ou esclareça algum ponto (ou todos), que não esteja de acordo com o estipulado.
Espero que que tenha conseguido acabar com a confusão que a minha distracção, vulgo senilidade, causou.
Elementos da equipa debatem calmamente a melhor formulação para uma pergunta sobre poesia bucólica.
Segundo o que é indicado pelas últimas sondagens, após aceso debate, as perguntas "Quem foi Tomislav Nikolayevich Mescheryakov?" e "O que quer dizer, em sentido lato, a expressão germânica Streuobstwiese?" foram retiradas do quiz pelo facto de serem enganosas e indignas de figurar como suplentes no nível 1.
À entrada do meio da época, com a viragem das organizações para as ditas equipas mais rotinadas, ainda mais sendo os actuais campeões a organizar, seria de esperar que o título deste segmento se confirmasse numa jornada de bom nível. Mesmo depois de se saber que seria um quiz de autor, com os perigos que estes acarretam e já aqui debatidos, a vasta experiência e a observação de erros cometidos ao longo desta época fazia com que a tal esperança se mantivesse.
Nesta fase, nem o facto de irmos ver a que hino pertence a estrofe do título do segmento faria esmorecer os mais optimistas.
Os bons updates tecnológicos apresentados pela organização dos Fónix, a cargo do Zé Pedro, pareciam indicar que estávamos no bom caminho. Mas, bem vistas as coisas, a tecnologia constituiu, em larga margem, o ponto alto deste quiz e isso, só por si, não é bom sinal. Sem menosprezo pelo esforço e empenho que são precisos para organizar um quiz de cascata, o problema aqui foi estrutural o que, mais do que por afinição com temas favorecidos com o autor, tem a ver com a estruturação do jogo em termos de equilíbrio, dificuldade e, porque não, satisfação de quem joga.
Vamos então percorrer a ementa.
Dos 15 minutos de aquecimento, ao uso de correntes para a neve
Tal como prometido, às 22.30 começou o jogo. O formato utilizado teve alguma inovação, embora estivesse longe de ser um aquecimento. Interessante o sistema do vídeo para identificação dos membros da banda em palco, independentemente de serem considerados mais ou menos difíceis, tal como o mapa com os países do Orwell. No entanto, a complexidade e a dificuldade evidente em boa parte das opções, arrastou as pontuações para baixo, com apenas uma equipa a atingir os 5 pontos e havendo inclusive quem tivesse zero.
Duas ressalvas técnicas:
1 - Dada a escassez do tempo e o rigor em relação ao mesmo, folhas impressas de um lado e outro não são uma boa ideia, ainda que ambientalmente mais consciente. Torna menos flexível a capacidade das equipas se dividirem e se ocuparem de partes diferentes, assim como complica a anotação de respostas, por exemplo em que uma dependa de vídeo/música e a outra, do outro lado da folha, não.
2 – Se no caso da Peugeot, não aceitar Sochaux pode ser considerado (ou não) preciosismo, dada a pergunta e o enraízamento da marca nesta cidade, no caso da Dodge, o nome da marca deriva dos irmãos que a criaram e não da cidade base, que é efectivamente Detroit. Não tendo eu noção se alguma equipa foi afectada por este facto na pontuação, é irónico que se verifique uma situação semelhante à ocorrida na jornada passada, depois de tanta polémica.
Um Inaki para ti, um Inaki para mim e a vida sorri
Tendo à sua disposição um placard com timer, pontuação em real time e reprodução das perguntas, pode dizer-se que a organização, do ponto de vista logístico, foi exemplar. As quinze equipas presentes não podiam pedir mais neste sentido. Quanto ao resto…. Isso é outra história. Sendo um quiz de autor, não é preciso estar para aqui a espancar o Stevie Wonder, mas obviamente que certos temas foram mais abordados do que outros. É legítimo, do ponto de vista do organizador. Mas, uma vez mais, a aleatoriedade da distribuição da dificuldade fez algumas vítimas, até pela abordagem a certos temas.
O equilíbrio a que se poderia ir assistindo deveu-se a um nivelamento por cima da dificuldade e por baixo ao nível da pontuação com seis perguntas a dar a volta à sala no nível 1 e o máximo de directas respondidas por uma equipa a ser 4. Quando, ao fazer o balanço do nível, se vê que seis equipas não chegam aos dez pontos, somando parte escrita e nível 1, pode deduzir-se que o entretenimento para as mesmas deva ter sido nulo, havendo inclusive uma delas, os Lais, que chegaram ao segundo nível apenas com 9 pontos.
As primeiras vítimas foram Indomáveis, Freakadellos, Defenestrados e NNAPED, que não conseguiram assim dar seguimento a uma jornada de bom nível, mas a grande supresa (ou não, dado o jogo), foi a eliminação dos líderes Cavaleiros nesta fase, num jogo que nunca foi o deles, a vários níveis. Deixava assim de haver qualquer equipa com pleno em termos de fases finais e a luta pelo título poderia ganhar mais alento.
Na frente, os Mamedes pareciam querer tirar partido disso mesmo, seguidos de perto pelos BMV c/ Laranja, apostados em fazer uma boa jornada e não ficarem entalados como é tradição.
Por esta altura já era uma certeza que este quiz seria nivelado muito por cima, em termos de dificuldade e da simplicidade de processos tecnológicos de pontuação/tempo. No entanto, a oscilação do equilíbrio em termos das respostas e a selecção temática, iam minando o entusiasmo das equipas que, apesar do jogo decorrer a bom ritmo em termos de tempo, não evitavam alguns bocejos e desinteresse.
A estatística comprova isso mesmo, quando apenas 14 perguntas directas (em 60!) são respondidas num nível 2, isso signifca que nem chegámos a 25%, quando possivelmente em média deveríamos andar mais perto do dobro disso. Se a esse facto juntarmos 20 perguntas a darem a volta à sala, então nem é preciso fazer muitas mais contas para perceber que a jogabilidade foi reduzida.
E depois, Cabo Verde. Eu até percebo a ideia de uma Cascata temática sobre o arquipélago, possivelmente num nível 1 e com questões acessíveis e ainda assim… Fazê-lo num nível dois, com questões bastante específicas e longe de serem do domínio comum ou vai dar uma cascata com 2 ou 3 pontos ganhos ou, como aconteceu, ser uma oferta de mão beijada para quem, profissionalmente ou pessoalmente tenha um conhecimento específico, neste caso sobre Cabo Verde, mas também poderia ter sido mais à frente com a UCCLA. Na realidade, isto é um pressuposto válido para a escolha de qualquer tema mais particular.
E foi com um suplemento de cachupa rica, que os Zbroing concluíram o nível com energia fazendo 16 pontos, o dobro de qualquer um dos seus concorrentes mais próximos neste nível. Treparam para uma liderança igualada com os Mamedes, com os BMV c/ Laranja a fechar o trio na frente. Os Feios, Porcos e Maus caminhavam para a melhor prestação do ano e os Espertalhos, a perderem algum gás, conseguiam ainda assim a 5a final consecutiva. A fechar os apurados, a Unidade101 que, apesar das dificuldades, conseguia assim o acesso ao terceiro nível.
Golfinho e Power2U ficavam a apenas um pequeno passo da final, mostrando que são equipas em fase de progressão esta época, ao passo que os Ursinho tiveram uma noite morna (ou de mornas?) e falhavam o terceiro nível. Os Lais, que a custo tinham sobrevivido ao nível 1, foram praticamentes espectadores sem hipóteses nesta fase.
Fala comigo, Wilson
Quem aqui chegou, sabia de uma coisa – não ia ser pêra doce. Se boa parte dos níveis três jogados, muitas vezes pendem para o quatro, o encaminhamento deste sugeria algo rápido e indolor, para pôr fim à questão. Não foi um nível 3 pior que outros, mas a embalagem que já trazia dos outros poderá ter anestesiado a audiência. Perguntas a dar a volta – 21 em 36. O único factor emocional foi uma mini luta entre BMV e Zbroing pela liderança, mas estes últimos não cederam e nunca perderam o balanço que já traziam para assegurar a vitória. Os BMV c/ Laranja assinavam uma excelente prestação e os Mamedes fechavam o pódio, abatendo a diferença que os separava dos Cavaleiros e tornando-se agora líderes.
Os Feios, Porcos e Maus também se destacaram, voltando ao convívio das finais num lustroso quarto lugar. A fechar, Espertalhos e Unidade101 que bem podem dar-se por satisteitos por terem chegado à final, já que das suas últimas 12 perguntas directas, viram 7 e 8 darem a volta à sala, respectivamente.
E a noite acabou relativamente depressa, mas infelizmente o entusiasmo já tinha acabado antes. Se aqui fomos apontando falhas às organizações, desculpabilizando nalguns casos a inexperiência, neste caso tal não é possível. Uma vez mais, nunca é aqui posto em causa o empenho da organização ou até o estilo da condução, porque aí é impossível agradar a gregos e troianos, mas sim a forma como se materializa um quiz e do facto de se ter em conta que quem joga não é quem organiza. Podemos até ir, nos quizzes de autor, para áreas que nos dizem mais, sacrificando um pouco o domínio comum, sem que tal torne um jogo impraticável. Mas, se vamos por interesses mais pessoais, uma dificuldade puxada e não criamos as defesas necessárias para que o jogo fique equilibrado, jogável nem que seja nos limites e se evite o favorecimento de A ou B, mesmo que inadvertidamente, então diminui-se o valor do próprio jogo que se está a organizar.
E, dificilmente, o objectivo de quem organiza poderá ser falar para si mesmo um serão inteiro.
Tendo em conta a jogatana de amanhã, o Zé Pedro fez uma pausa do sorteio de respostas aleatórias para o quiz que a Ordem do Fónix está a preparar e deu-nos uma perspectiva do campeonato até agora e também do jogo de amanhã. Aproveitando um vazio legal, vamos avançar desde já que não podemos ser processados pela publicação da entrevista.
Balanço do campeonato, a meio do caminho
O jogo da Ordem do Fónix marca o meio do campeonato. Como é que têm visto as organizações até agora e, traço geral, o campeonato?
É como no circo: há organizações e desorganizações. Temos visto pouco porque os meninos bonitos vão fazer ó-ó bem cedo… Sobre o campeonato, acho que o Benfica se fartou de ganhar, foram 4-1 aos lá de cima, no basquete; que se lixe, tenho de tirar esta pergunta! De resto, só mudam as moscas. Surpreendentemente!!!!!! as seis equipas da frente são as mesmas do ano passado, com a ordem quase invertida. Quem diria?
Na época passada a Ordem do Fónix sagrou-se vencedora graças a uma consistência de resultados ao longo da época. Este ano as coisas estão um pouco mais difíceis. A engrenagem está enferrujada, o alinhamento planetário não tem sido favorável ou, pura e simplesmente, há uma cabala em curso?
Quanto à consistência dos resultados, é sempre a mesma: temos os pontos correspondentes às classificações. Continua a ser tudo fácil, excepto a fumarada dos charutos do Pedro Bonniz. Este ano levamos com anestesia geral para a cirurgia plástica; após a convalescença tudo será diferente. Já me lixaste mais uma data de perguntas! Já não posso perguntar o que é uma engrenagem, quais são os planetas alinhados em Dezembro nem quem anda a comer cabala grelhada. No que respeita ao curso, sim senhor; já encomendámos os diplomas. E não é ferrugem; deve ser a PDI, ou droga nos rebuçados de papel vermelho.
Com os suspeitos do costume a organizarem todos na 2.ª parte da época, quais consideram os principais candidatos? Ou isto até agora foi a brincar e na segunda parte os Fónix vão meter ordem na coisa?
Candidatos, até agora, são o senhor que cospe bolo rei, o que massacra lebres e o bom samaritano dos terramotos. Raisupartiça!!!! Esta pergunta não tiro! Ordem? Mais uma! Também não tiro esta. Para mim uma Ordem de Santiago, que já temos duas Torre e Espada, uma de Avis e outras minudências. Meter na coisa?.. faz-se o que se Pode.
Cascata? É já amanhã, Fónix.
Com a vossa vasta experiência em organizações, podemos esperar uma cascata tradicional à moda antiga ou vão arriscar algumas inovações?
A Experiência não tem servido de muito. Ganham sempre os concorrentes directos. Inovações? Quem tem pachorra para isso? A única alteração que faremos é começar pelo 3.º nível, com equipas sorteadas (ou as sobreviventes de 30 rodadas de bagaço em copos de imperial); no 2.º nível participam as que conseguirem comer mais bifanas; no 1.º podem comparecer familiares até ao 5.º grau.
Foi uma organização da Ordem como colectivo ou foi necessária uma partida de chinquilho para decidir quem seriam os cabecilhas deste jogo em particular?
Isso dos cabecilhas é piada baixa? 头目 para ti também. O chiquilho foi à melhor de sete, em poule, com desempate através de corrida ao pé-cochinho. As perguntas escabrosas, com respostas duvidosas, foram todas feitas por mim, as outras choveram de toda a equipa mas eu é que escolhi as respostas – é que algumas estavam certas.
Há sempre um grande debate em torno dos temas, do facto de haverem ou não cascatas temáticas e até da dificuldade dos níveis. Queres levantar um pouco do véu em torno do que está a ser preparado da vossa parte? Será necessário levar o Manual das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico para consulta?
Grande debate? Deu na SIC? Os temas são os do costume: gastronomia chiita, fauna da tundra, ribeiras da Sibéria, compositores escandinavos pré-históricos, literatura infantil do Quirguistão e bons filmes portugueses. Manual das Oficinas Gerais não direi, mas que vai ser preciso saber as rotações das turbinas de todas as aeronaves da FAP, ai isso vai! Quanto ao véu, só depois do casamento.
Estamos à espera de uma organização rigorosa e tu já avisaste - 22.30 folhinhas na mesa e tempo a contar. Tirando o granel do costume, há alguma penalização ponderada para equipas que usem vuvuzelas?
As vuvuzelas são bem-vindas. No meio da barulheira podemos dar pontos a quem quisermos, aceitar respostas erradas, mandar á … quem protestar e sair com a guita sem dar nas vistas. Isso do rigor já anda a fazer chegar a mostarda ao nariz! Para contrariar, vou colocar as folhas às 10:31! Leiam o Regulamento. Agora, a brincar: há cascatas temáticas, e até já disse qual era um dos temas.
Na noite da última organização estreante do ano, acumulavam-se algumas expectativas. Não só os Friekadellos tinham conseguido bons resultados na sua época de estreia, como a formação da sua equipa não deixava antecipar que tipo de jogo teríamos. No entanto, como diria um dos seus elementos “Alt, hvad vi gør, er at give glæde til disse cirkusartister”. E, assim sendo, só os Valentejanus e os Power2U é que não tiveram oportunidade de o comprovar.
Na parte escrita, tudo feito ao freak
A parte escrita foi, a meu ver, engraçada e diversificada. Sempre com um toque freak em diversas perguntas, algumas delas com uma pitada de humor, permitiu que esta fase fosse o aquecimento que é suposto ser. No entanto, pecou pela estruturação da sua correcção ou, se não foi um conjunto de ambas, alguma desorganização na correcção. Feitas as contas, em termos de tempo de jogo, demorou quase tanto tempo como o nível 1, que é por norma o mais moroso. Quando não se vai pela simplicidade de 1 pergunta = 1 ponto, terá que se ter pelo menos a agilidade organizativa para suportar isso. Quanto mais complexo for o sistema de pontuação, mais isso se reflecte na correcção e possíveis polémicas.
No entanto, o balanço ainda era positivo e só 3 equipa fizeram menos que 50% dos pontos em jogo. Cavaleiros, como vem sendo hábito, saíam na frente, seguidos por Espertalhos, Mamedes, Zbroing e Indomáveis. No entanto, o equilíbrio era a nota dominante. Foi também nesta fase que surgiu a polémica EDP, com a dúvida sobre se seria aceite “Energias” ou “Electricidade” de Portugal. Na altura, as coisas pareceram resolvidas a contento, mas em futuras ocasiões, como será referido mais à frente, será melhor que tudo se clarifique nesse mesmo nível.
Não mexe, não respira, já está.
O nível 1 decorreu a bom ritmo, com Luís “Ciências” no mic a confirmar as boas indicações que já tinha deixado nos seus tempos de Zbroing. O quiz foi “afinado” para ter um primeiro nível fácil e, como sempre, quem falha directas ou já traz algum atraso da escrita, sujeita-se a um sabor amargo ou a ter que suar muito. As temáticas foram variadas, com alguns focos, assim como algumas áreas mais esquecidas, como pareceu ser o caso de algumas Artes (Literatura inclusive) e do Desporto. No entanto, não foi aqui tão notório uma montanha russa de dificuldade de mesa para mesa, havendo pelo menos algum cuidado para que as coisas não descambassem de início. O que é melhor do que ter temas convencionais e oscilar perigosamente na dificuldade dos mesmos e na sua distribuição.
Várias equipas atingiram 5 e 6 directas e, das que passaram ao 2º nível, só duas é que tiveram apenas 4 (Golfinhos e Zbroing), beneficiando das cascatas para se chegarem à frente. Os Cavaleiros seguiam a bom ritmo, acompanhados por uns surpreendentes NNAPED, que certamente inspirados por Jesus e Bento XVI, iam fazendo uma noite bem acima do que já tinham mostrado esta época. No resto, muito equilíbrio, com os BMV c/ Laranja a fecharem desta vez a porta do lado certo.
A Unidade 101, apesar de 5 directas, nem uma cascata viu e ficou de fora do apuramento por uma unha negra, tal como os Feios, Porcos e Maus. Folie, Irmandade, Defenestrados e Lais não tiveram sorte com este lado mais freak do quiz e também se ficaram por esta fase.
Um eléctrico chamado nível dois
Na sua génese, o nível dois foi claramente mais duro que o nível um que, pela sua facilidade, talvez não deixasse antever uma escalada tão acentuada. Subiu a dificuldade face ao nível um, mas ainda assim manteve jogabilidade. As temáticas mantiveram-se nas mesmas áreas que o primeiro nível e o número de perguntas a dar a volta (12) deu a entender que, possivelmente, as áreas de mais enfoque dos organizadores nem sempre foram muito apreciadas pela sala. No entanto, a distribuição da dificuldade manteve-se minimamente acertada e, deste modo, o equilíbrio e a emoção não se perderam. Os Espertalhos, com 50% das suas directas a darem a volta à sala, foram o reverso da medalha nesse aspecto.
Os Zbroing saíram na frente neste nível, muito graças às sete cascatas que somaram. Muito se falou de afinidades, mas isso parece-me natural entre pessoas com formação/interesses semelhantes. Em muitos outros quizzes, fossem eles focados em cinema, apanha do camarão ou em variedades de jindungo calhou a outros, por isso faz parte da parcialidade natural que existe em grande parte dos jogos. Espertalhos aguentavam o forte e mantinham-se na perseguição a par dos Mamedes, seguidos de muito perto por NNAPED (a continuar a sua boa jornada), Cavaleiros (que suaram muito para passar, depois de terem passado ao lado do nível) e Ursinho, que foram segurando a posição numa noite que lhes poderia ter sido mais adversa.
Golfinhos perdiam aqui o gás e a passagem ao terceiro nível, tal como os BMV c/ Laranja e os Indomáveis, que perderam assim a oportunidade de manter a toada da última jornada. A polémica estalou com o primeiro dos eliminados, os Fónix, que pelas suas contas, dada a confusão da primeira fase com a EDP, deveriam passar. Confrontada com esse facto, a organização não foi célere a resolver o assunto, o que fez com que este nível tivesse quase uma hora e meia. Sai não sai, saio eu, sais tu, agora já não saio, afinal sais mesmo. No meio desta confusão, pouco descodificável dado que já estávamos a falar de algo passado dois níveis atrás, prevaleceu a saída dos Fónix, sendo-me impossível saber quem tinha razão. Suponho que a organização tenha feito o mais correcto, mas…
O ponto aqui a ter em conta é - se há uma reclamação a fazer, a mesma tem de ficar validada no momento em que é feita. Coisas pendentes, com equipas a sair pelo meio e a já não se poder dar a volta atrás, não dão certamente o melhor resultado.
Sr. Norgay à porta Freak, Sr. Norgay à porta Freak. Última chamada para o vôo Zbroing.
Chegados ao nível três, já passava um quarto de hora das duas da manhã, ainda estava tudo em jogo. Do primeiro ao sexto lugar, todos tinham hipóteses de ganhar, com apenas três pontos a separar toda a gente.
O nível não foi dos mais complicados que já vimos. Dezasseis perguntas a dar volta foram uma redução face às últimas jornadas e a curiosidade de só terem sido acertadas duas directas, uma delas um clássico intemporal. Os Ursinho foram claramente os outsiders neste último nível, ficando pelo 6º lugar, ao passo que os NNAPED fecharam uma jornada em grande num lustroso 5º lugar. Espertalhos e Cavaleiros lutaram até à última pergunta pelo último lugar do pódio, que viria a ficar na posse destes últimos, guiados pelo mítico Tenzing Norgay, que lhes valeu dois pontos de bandeja na última cascata. A luta pela vitória deu-se entre Mamedes e Zbroing, com esta equipa a mostrar que não há cascata que não dê em fartura e a sacarem mais cinco para fechar a jornada na liderança.
Numa conclusão geral, foi uma jornada positiva, com muita luta, equilíbrio e animação até ao fim, como acho que deve ser uma jornada de cascata, ao invés de chegarmos ao terceiro nível com vencedores quase antecipados e pouco ou nada por decidir. É certo que o processo organizativo não foi perfeito, com algumas falhas a apontar, mas é muito mais desculpável neste caso por ser uma equipa estreante. As temáticas não foram consensuais e há clara margem de manobra para melhorar, mas viu-se que houve gosto dos organizadores em fazer um quiz jogável e o mais equilibrado possível. Estou certo que vamos ver jogos melhores esta época, mas também não será difícil vê-los mais desequilibrados e menos interessantes o que, só por si, já é uma boa conclusão para um serão freak.
PS - Na impossibilidade do Quizadas, vamos pôr subcontratados a bulir no Excel para actualizar as coisas como deve de ser.
Restaurante Estado d' Alma, Bar & Bistro- Zona de Ampliação do centro de Congressos de Lisboa galeria comercial, Lojas 3 e 4, Rua da Junqueira. (Parede lateral da antiga FIL) - 3ªs Feiras às 22h00. Primeiro Sábado do mês em formato cascata. Inscrições previamente.-965868736
AL Café - R. D. Estefânia, 151-C - 4ªs Feiras às 22h00
Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul - Av. D. Carlos I, 61 - 1º (perto do Xafarix) - 4ªs Feiras às 22h15. Última quarta do mês em formato cascata e é necessário marcação prévia.
INdiferente Bar, Rua de Entrecampos 12B, Lisboa, 218209279 - 5ªs Feiras às 22h00
Magic Pool Bar - R. Augusto Gil, 30-A (à Av. Roma) - Domingos às 22h00
Ranking de Outubro
Por ordem de colunas: Classif. actual; Cl. anterior; Equipa; Pontos 5 últimas jornadas e dif. para mês anterior. O nº a verde indica o nº de vezes que lideraram a tabela. A organização e uma falta de comparência não é contabilizada. Com duas faltas, só contabiliza uma. Com três ou mais, contabilizam-se todas (como zero).