terça-feira, 29 de junho de 2010

Crónica da Jornada de Junho

A esperança é do tamanho do mar


À entrada do meio da época, com a viragem das organizações para as ditas equipas mais rotinadas, ainda mais sendo os actuais campeões a organizar, seria de esperar que o título deste segmento se confirmasse numa jornada de bom nível.
Mesmo depois de se saber que seria um quiz de autor, com os perigos que estes acarretam e já aqui debatidos, a vasta experiência e a observação de erros cometidos ao longo desta época fazia com que a tal esperança se mantivesse.

Nesta fase, nem o facto de irmos ver a que hino pertence a estrofe do título do segmento faria esmorecer os mais optimistas.

Os bons updates tecnológicos apresentados pela organização dos Fónix, a cargo do Zé Pedro, pareciam indicar que estávamos no bom caminho. Mas, bem vistas as coisas, a tecnologia constituiu, em larga margem, o ponto alto deste quiz e isso, só por si, não é bom sinal. Sem menosprezo pelo esforço e empenho que são precisos para organizar um quiz de cascata, o problema aqui foi estrutural o que, mais do que por afinição com temas favorecidos com o autor, tem a ver com a estruturação do jogo em termos de equilíbrio, dificuldade e, porque não, satisfação de quem joga.


Vamos então percorrer a ementa.


Dos 15 minutos de aquecimento, ao uso de correntes para a neve




Tal como prometido, às 22.30 começou o jogo. O formato utilizado teve alguma inovação, embora estivesse longe de ser um aquecimento. Interessante o sistema do vídeo para identificação dos membros da banda em palco, independentemente de serem considerados mais ou menos difíceis, tal como o mapa com os países do Orwell.
No entanto, a complexidade e a dificuldade evidente em boa parte das opções, arrastou as pontuações para baixo, com apenas uma equipa a atingir os 5 pontos e havendo inclusive quem tivesse zero.

Duas ressalvas técnicas:

1 - Dada a escassez do tempo e o rigor em relação ao mesmo, folhas impressas de um lado e outro não são uma boa ideia, ainda que ambientalmente mais consciente. Torna menos flexível a capacidade das equipas se dividirem e se ocuparem de partes diferentes, assim como complica a anotação de respostas, por exemplo em que uma dependa de vídeo/música e a outra, do outro lado da folha, não.

2 – Se no caso da Peugeot, não aceitar Sochaux pode ser considerado (ou não) preciosismo, dada a pergunta e o enraízamento da marca nesta cidade, no caso da Dodge, o nome da marca deriva dos irmãos que a criaram e não da cidade base, que é efectivamente Detroit. Não tendo eu noção se alguma equipa foi afectada por este facto na pontuação, é irónico que se verifique uma situação semelhante à ocorrida na jornada passada, depois de tanta polémica.


Um Inaki para ti, um Inaki para mim e a vida sorri



Tendo à sua disposição um placard com timer, pontuação em real time e reprodução das perguntas, pode dizer-se que a organização, do ponto de vista logístico, foi exemplar. As quinze equipas presentes não podiam pedir mais neste sentido.
Quanto ao resto…. Isso é outra história. Sendo um quiz de autor, não é preciso estar para aqui a espancar o Stevie Wonder, mas obviamente que certos temas foram mais abordados do que outros. É legítimo, do ponto de vista do organizador. Mas, uma vez mais, a aleatoriedade da distribuição da dificuldade fez algumas vítimas, até pela abordagem a certos temas.

O equilíbrio a que se poderia ir assistindo deveu-se a um nivelamento por cima da dificuldade e por baixo ao nível da pontuação com seis perguntas a dar a volta à sala no nível 1 e o máximo de directas respondidas por uma equipa a ser 4.
Quando, ao fazer o balanço do nível, se vê que seis equipas não chegam aos dez pontos, somando parte escrita e nível 1, pode deduzir-se que o entretenimento para as mesmas deva ter sido nulo, havendo inclusive uma delas, os Lais, que chegaram ao segundo nível apenas com 9 pontos.

As primeiras vítimas foram Indomáveis, Freakadellos, Defenestrados e NNAPED, que não conseguiram assim dar seguimento a uma jornada de bom nível, mas a grande supresa (ou não, dado o jogo), foi a eliminação dos líderes Cavaleiros nesta fase, num jogo que nunca foi o deles, a vários níveis. Deixava assim de haver qualquer equipa com pleno em termos de fases finais e a luta pelo título poderia ganhar mais alento.

Na frente, os Mamedes pareciam querer tirar partido disso mesmo, seguidos de perto pelos BMV c/ Laranja, apostados em fazer uma boa jornada e não ficarem entalados como é tradição.


Pâ gradecê pâ túd’ quêm qu’ j’dá-’l, êl c’meçá tâ fála, tâ dzê qu’ manêra qu’ êl táva contênt’ d’ fúnd’ d’ coraçõ.



Por esta altura já era uma certeza que este quiz seria nivelado muito por cima, em termos de dificuldade e da simplicidade de processos tecnológicos de pontuação/tempo. No entanto, a oscilação do equilíbrio em termos das respostas e a selecção temática, iam minando o entusiasmo das equipas que, apesar do jogo decorrer a bom ritmo em termos de tempo, não evitavam alguns bocejos e desinteresse.

A estatística comprova isso mesmo, quando apenas 14 perguntas directas (em 60!) são respondidas num nível 2, isso signifca que nem chegámos a 25%, quando possivelmente em média deveríamos andar mais perto do dobro disso. Se a esse facto juntarmos 20 perguntas a darem a volta à sala, então nem é preciso fazer muitas mais contas para perceber que a jogabilidade foi reduzida.

E depois, Cabo Verde. Eu até percebo a ideia de uma Cascata temática sobre o arquipélago, possivelmente num nível 1 e com questões acessíveis e ainda assim… Fazê-lo num nível dois, com questões bastante específicas e longe de serem do domínio comum ou vai dar uma cascata com 2 ou 3 pontos ganhos ou, como aconteceu, ser uma oferta de mão beijada para quem, profissionalmente ou pessoalmente tenha um conhecimento específico, neste caso sobre Cabo Verde, mas também poderia ter sido mais à frente com a UCCLA. Na realidade, isto é um pressuposto válido para a escolha de qualquer tema mais particular.

E foi com um suplemento de cachupa rica, que os Zbroing concluíram o nível com energia fazendo 16 pontos, o dobro de qualquer um dos seus concorrentes mais próximos neste nível. Treparam para uma liderança igualada com os Mamedes, com os BMV c/ Laranja a fechar o trio na frente. Os Feios, Porcos e Maus caminhavam para a melhor prestação do ano e os Espertalhos, a perderem algum gás, conseguiam ainda assim a 5a final consecutiva. A fechar os apurados, a Unidade101 que, apesar das dificuldades, conseguia assim o acesso ao terceiro nível.

Golfinho e Power2U ficavam a apenas um pequeno passo da final, mostrando que são equipas em fase de progressão esta época, ao passo que os Ursinho tiveram uma noite morna (ou de mornas?) e falhavam o terceiro nível. Os Lais, que a custo tinham sobrevivido ao nível 1, foram praticamentes espectadores sem hipóteses nesta fase.


Fala comigo, Wilson



Quem aqui chegou, sabia de uma coisa – não ia ser pêra doce. Se boa parte dos níveis três jogados, muitas vezes pendem para o quatro, o encaminhamento deste sugeria algo rápido e indolor, para pôr fim à questão.
Não foi um nível 3 pior que outros, mas a embalagem que já trazia dos outros poderá ter anestesiado a audiência. Perguntas a dar a volta – 21 em 36. O único factor emocional foi uma mini luta entre BMV e Zbroing pela liderança, mas estes últimos não cederam e nunca perderam o balanço que já traziam para assegurar a vitória. Os BMV c/ Laranja assinavam uma excelente prestação e os Mamedes fechavam o pódio, abatendo a diferença que os separava dos Cavaleiros e tornando-se agora líderes.

Os Feios, Porcos e Maus também se destacaram, voltando ao convívio das finais num lustroso quarto lugar. A fechar, Espertalhos e Unidade101 que bem podem dar-se por satisteitos por terem chegado à final, já que das suas últimas 12 perguntas directas, viram 7 e 8 darem a volta à sala, respectivamente.

E a noite acabou relativamente depressa, mas infelizmente o entusiasmo já tinha acabado antes. Se aqui fomos apontando falhas às organizações, desculpabilizando nalguns casos a inexperiência, neste caso tal não é possível. Uma vez mais, nunca é aqui posto em causa o empenho da organização ou até o estilo da condução, porque aí é impossível agradar a gregos e troianos, mas sim a forma como se materializa um quiz e do facto de se ter em conta que quem joga não é quem organiza.
Podemos até ir, nos quizzes de autor, para áreas que nos dizem mais, sacrificando um pouco o domínio comum, sem que tal torne um jogo impraticável. Mas, se vamos por interesses mais pessoais, uma dificuldade puxada e não criamos as defesas necessárias para que o jogo fique equilibrado, jogável nem que seja nos limites e se evite o favorecimento de A ou B, mesmo que inadvertidamente, então diminui-se o valor do próprio jogo que se está a organizar.

E, dificilmente, o objectivo de quem organiza poderá ser falar para si mesmo um serão inteiro.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

CLASSIFICAÇÃO DE JUNHO

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Da Ordem, do Balanço e do Quiz de Amanhã

Tendo em conta a jogatana de amanhã, o Zé Pedro fez uma pausa do sorteio de respostas aleatórias para o quiz que a Ordem do Fónix está a preparar e deu-nos uma perspectiva do campeonato até agora e também do jogo de amanhã.
Aproveitando um vazio legal, vamos avançar desde já que não podemos ser processados pela publicação da entrevista.


Balanço do campeonato, a meio do caminho

O jogo da Ordem do Fónix marca o meio do campeonato. Como é que têm visto as organizações até agora e, traço geral, o campeonato?

É como no circo: há organizações e desorganizações. Temos visto pouco porque os meninos bonitos vão fazer ó-ó bem cedo…
Sobre o campeonato, acho que o Benfica se fartou de ganhar, foram 4-1 aos lá de cima, no basquete; que se lixe, tenho de tirar esta pergunta!
De resto, só mudam as moscas. Surpreendentemente!!!!!! as seis equipas da frente são as mesmas do ano passado, com a ordem quase invertida. Quem diria?


Na época passada a Ordem do Fónix sagrou-se vencedora graças a uma consistência de resultados ao longo da época. Este ano as coisas estão um pouco mais difíceis. A engrenagem está enferrujada, o alinhamento planetário não tem sido favorável ou, pura e simplesmente, há uma cabala em curso?

Quanto à consistência dos resultados, é sempre a mesma: temos os pontos correspondentes às classificações. Continua a ser tudo fácil, excepto a fumarada dos charutos do Pedro Bonniz. Este ano levamos com anestesia geral para a cirurgia plástica; após a convalescença tudo será diferente.
Já me lixaste mais uma data de perguntas! Já não posso perguntar o que é uma engrenagem, quais são os planetas alinhados em Dezembro nem quem anda a comer cabala grelhada.
No que respeita ao curso, sim senhor; já encomendámos os diplomas.
E não é ferrugem; deve ser a PDI, ou droga nos rebuçados de papel vermelho.


Com os suspeitos do costume a organizarem todos na 2.ª parte da época, quais consideram os principais candidatos? Ou isto até agora foi a brincar e na segunda parte os Fónix vão meter ordem na coisa?

Candidatos, até agora, são o senhor que cospe bolo rei, o que massacra lebres e o bom samaritano dos terramotos.
Raisupartiça!!!! Esta pergunta não tiro!
Ordem? Mais uma! Também não tiro esta.
Para mim uma Ordem de Santiago, que já temos duas Torre e Espada, uma de Avis e outras minudências.
Meter na coisa?.. faz-se o que se Pode.



Cascata? É já amanhã, Fónix.

Com a vossa vasta experiência em organizações, podemos esperar uma cascata tradicional à moda antiga ou vão arriscar algumas inovações?

A Experiência não tem servido de muito. Ganham sempre os concorrentes directos.
Inovações? Quem tem pachorra para isso? A única alteração que faremos é começar pelo 3.º nível, com equipas sorteadas (ou as sobreviventes de 30 rodadas de bagaço em copos de imperial); no 2.º nível participam as que conseguirem comer mais bifanas; no 1.º podem comparecer familiares até ao 5.º grau.


Foi uma organização da Ordem como colectivo ou foi necessária uma partida de chinquilho para decidir quem seriam os cabecilhas deste jogo em particular?

Isso dos cabecilhas é piada baixa? 头目 para ti também.
O chiquilho foi à melhor de sete, em poule, com desempate através de corrida ao pé-cochinho.
As perguntas escabrosas, com respostas duvidosas, foram todas feitas por mim, as outras choveram de toda a equipa mas eu é que escolhi as respostas – é que algumas estavam certas.


Há sempre um grande debate em torno dos temas, do facto de haverem ou não cascatas temáticas e até da dificuldade dos níveis. Queres levantar um pouco do véu em torno do que está a ser preparado da vossa parte? Será necessário levar o Manual das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico para consulta?

Grande debate? Deu na SIC? Os temas são os do costume: gastronomia chiita, fauna da tundra, ribeiras da Sibéria, compositores escandinavos pré-históricos, literatura infantil do Quirguistão e bons filmes portugueses.
Manual das Oficinas Gerais não direi, mas que vai ser preciso saber as rotações das turbinas de todas as aeronaves da FAP, ai isso vai!
Quanto ao véu, só depois do casamento.


Estamos à espera de uma organização rigorosa e tu já avisaste - 22.30 folhinhas na mesa e tempo a contar. Tirando o granel do costume, há alguma penalização ponderada para equipas que usem vuvuzelas?

As vuvuzelas são bem-vindas. No meio da barulheira podemos dar pontos a quem quisermos, aceitar respostas erradas, mandar á … quem protestar e sair com a guita sem dar nas vistas.
Isso do rigor já anda a fazer chegar a mostarda ao nariz! Para contrariar, vou colocar as folhas às 10:31! Leiam o Regulamento.
Agora, a brincar: há cascatas temáticas, e até já disse qual era um dos temas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Crónica da Jornada de Maio

E da noite fez-se um quiz freak.

Na noite da última organização estreante do ano, acumulavam-se algumas expectativas. Não só os Friekadellos tinham conseguido bons resultados na sua época de estreia, como a formação da sua equipa não deixava antecipar que tipo de jogo teríamos. No entanto, como diria um dos seus elementos “Alt, hvad vi gør, er at give glæde til disse cirkusartister”. E, assim sendo, só os Valentejanus e os Power2U é que não tiveram oportunidade de o comprovar.

Na parte escrita, tudo feito ao freak



A parte escrita foi, a meu ver, engraçada e diversificada. Sempre com um toque freak em diversas perguntas, algumas delas com uma pitada de humor, permitiu que esta fase fosse o aquecimento que é suposto ser. No entanto, pecou pela estruturação da sua correcção ou, se não foi um conjunto de ambas, alguma desorganização na correcção. Feitas as contas, em termos de tempo de jogo, demorou quase tanto tempo como o nível 1, que é por norma o mais moroso.
Quando não se vai pela simplicidade de 1 pergunta = 1 ponto, terá que se ter pelo menos a agilidade organizativa para suportar isso. Quanto mais complexo for o sistema de pontuação, mais isso se reflecte na correcção e possíveis polémicas.

No entanto, o balanço ainda era positivo e só 3 equipa fizeram menos que 50% dos pontos em jogo. Cavaleiros, como vem sendo hábito, saíam na frente, seguidos por Espertalhos, Mamedes, Zbroing e Indomáveis. No entanto, o equilíbrio era a nota dominante.
Foi também nesta fase que surgiu a polémica EDP, com a dúvida sobre se seria aceite “Energias” ou “Electricidade” de Portugal. Na altura, as coisas pareceram resolvidas a contento, mas em futuras ocasiões, como será referido mais à frente, será melhor que tudo se clarifique nesse mesmo nível.


Não mexe, não respira, já está.



O nível 1 decorreu a bom ritmo, com Luís “Ciências” no mic a confirmar as boas indicações que já tinha deixado nos seus tempos de Zbroing. O quiz foi “afinado” para ter um primeiro nível fácil e, como sempre, quem falha directas ou já traz algum atraso da escrita, sujeita-se a um sabor amargo ou a ter que suar muito. As temáticas foram variadas, com alguns focos, assim como algumas áreas mais esquecidas, como pareceu ser o caso de algumas Artes (Literatura inclusive) e do Desporto.
No entanto, não foi aqui tão notório uma montanha russa de dificuldade de mesa para mesa, havendo pelo menos algum cuidado para que as coisas não descambassem de início. O que é melhor do que ter temas convencionais e oscilar perigosamente na dificuldade dos mesmos e na sua distribuição.

Várias equipas atingiram 5 e 6 directas e, das que passaram ao 2º nível, só duas é que tiveram apenas 4 (Golfinhos e Zbroing), beneficiando das cascatas para se chegarem à frente. Os Cavaleiros seguiam a bom ritmo, acompanhados por uns surpreendentes NNAPED, que certamente inspirados por Jesus e Bento XVI, iam fazendo uma noite bem acima do que já tinham mostrado esta época. No resto, muito equilíbrio, com os BMV c/ Laranja a fecharem desta vez a porta do lado certo.

A Unidade 101, apesar de 5 directas, nem uma cascata viu e ficou de fora do apuramento por uma unha negra, tal como os Feios, Porcos e Maus. Folie, Irmandade, Defenestrados e Lais não tiveram sorte com este lado mais freak do quiz e também se ficaram por esta fase.


Um eléctrico chamado nível dois



Na sua génese, o nível dois foi claramente mais duro que o nível um que, pela sua facilidade, talvez não deixasse antever uma escalada tão acentuada. Subiu a dificuldade face ao nível um, mas ainda assim manteve jogabilidade. As temáticas mantiveram-se nas mesmas áreas que o primeiro nível e o número de perguntas a dar a volta (12) deu a entender que, possivelmente, as áreas de mais enfoque dos organizadores nem sempre foram muito apreciadas pela sala. No entanto, a distribuição da dificuldade manteve-se minimamente acertada e, deste modo, o equilíbrio e a emoção não se perderam. Os Espertalhos, com 50% das suas directas a darem a volta à sala, foram o reverso da medalha nesse aspecto.

Os Zbroing saíram na frente neste nível, muito graças às sete cascatas que somaram. Muito se falou de afinidades, mas isso parece-me natural entre pessoas com formação/interesses semelhantes. Em muitos outros quizzes, fossem eles focados em cinema, apanha do camarão ou em variedades de jindungo calhou a outros, por isso faz parte da parcialidade natural que existe em grande parte dos jogos. Espertalhos aguentavam o forte e mantinham-se na perseguição a par dos Mamedes, seguidos de muito perto por NNAPED (a continuar a sua boa jornada), Cavaleiros (que suaram muito para passar, depois de terem passado ao lado do nível) e Ursinho, que foram segurando a posição numa noite que lhes poderia ter sido mais adversa.

Golfinhos perdiam aqui o gás e a passagem ao terceiro nível, tal como os BMV c/ Laranja e os Indomáveis, que perderam assim a oportunidade de manter a toada da última jornada. A polémica estalou com o primeiro dos eliminados, os Fónix, que pelas suas contas, dada a confusão da primeira fase com a EDP, deveriam passar.
Confrontada com esse facto, a organização não foi célere a resolver o assunto, o que fez com que este nível tivesse quase uma hora e meia. Sai não sai, saio eu, sais tu, agora já não saio, afinal sais mesmo. No meio desta confusão, pouco descodificável dado que já estávamos a falar de algo passado dois níveis atrás, prevaleceu a saída dos Fónix, sendo-me impossível saber quem tinha razão. Suponho que a organização tenha feito o mais correcto, mas…

O ponto aqui a ter em conta é - se há uma reclamação a fazer, a mesma tem de ficar validada no momento em que é feita. Coisas pendentes, com equipas a sair pelo meio e a já não se poder dar a volta atrás, não dão certamente o melhor resultado.



Sr. Norgay à porta Freak, Sr. Norgay à porta Freak. Última chamada para o vôo Zbroing.



Chegados ao nível três, já passava um quarto de hora das duas da manhã, ainda estava tudo em jogo. Do primeiro ao sexto lugar, todos tinham hipóteses de ganhar, com apenas três pontos a separar toda a gente.

O nível não foi dos mais complicados que já vimos. Dezasseis perguntas a dar volta foram uma redução face às últimas jornadas e a curiosidade de só terem sido acertadas duas directas, uma delas um clássico intemporal. Os Ursinho foram claramente os outsiders neste último nível, ficando pelo 6º lugar, ao passo que os NNAPED fecharam uma jornada em grande num lustroso 5º lugar. Espertalhos e Cavaleiros lutaram até à última pergunta pelo último lugar do pódio, que viria a ficar na posse destes últimos, guiados pelo mítico Tenzing Norgay, que lhes valeu dois pontos de bandeja na última cascata.
A luta pela vitória deu-se entre Mamedes e Zbroing, com esta equipa a mostrar que não há cascata que não dê em fartura e a sacarem mais cinco para fechar a jornada na liderança.

Numa conclusão geral, foi uma jornada positiva, com muita luta, equilíbrio e animação até ao fim, como acho que deve ser uma jornada de cascata, ao invés de chegarmos ao terceiro nível com vencedores quase antecipados e pouco ou nada por decidir. É certo que o processo organizativo não foi perfeito, com algumas falhas a apontar, mas é muito mais desculpável neste caso por ser uma equipa estreante. As temáticas não foram consensuais e há clara margem de manobra para melhorar, mas viu-se que houve gosto dos organizadores em fazer um quiz jogável e o mais equilibrado possível.
Estou certo que vamos ver jogos melhores esta época, mas também não será difícil vê-los mais desequilibrados e menos interessantes o que, só por si, já é uma boa conclusão para um serão freak.


PS - Na impossibilidade do Quizadas, vamos pôr subcontratados a bulir no Excel para actualizar as coisas como deve de ser.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CLASSIFICAÇÃO DE MAIO (Definitivamente)



Desculpem o atraso!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O que esperar do jogo de amanhã?

Na sequência da troca de bitaites com o cabecilha dos organizadores, eis o que podemos avançar em relação ao que se espera para a cascata de Maio.



Jogo de estreia, em época onde ainda não houve um jogo mais consensual em termos de agrado do público. Mais pressão para vocês ou assim é mais fácil superar expectativas?

[LM] Pressão não há. Nos anteriores jogos do Quiz deste ano aconteceram alguns erros, sobretudo de apresentação, mas eu não diria que foram maus quizzes e muitos deles, se não fossem pequenos pecados, podiam ser quizzes mesmo muito bons. Mas como a minha mãe diz, sou boa boca. Ao senhor que me espetou a cabeça de cavalo na cama, quero agradecer-lhe porque, na grelha, com umas batatinhas a murro e um tintaço da Vidigueira, aquilo marchou que foi uma maravilha.

Qual foi a vossa estratégia a delinear o jogo, é um jogo de equipa ou alguém se abarbatou ao mesmo? Houve uma matriz e uma preparação cuidada ou a nuvem de cinza tem complicado as coisas e tem sido um salve-se quem puder?

[LM] Não obstante ter participado sobretudo numa organização dos Zbroing, esta foi uma primeira vez, com tudo o que de bom e mau acarreta. Penso que houve alguma dose de organização e tentámos evitar aquelas perguntas das datas ou de quantas pernas tem a centopeia. Mas nenhum cuidado adicional em especial, logo espero ter direito a insultos ocasionais. J kudos especial aos senhores Zbroing, que nos vão emprestar o programa de visualização das perguntas.

Há alguma preponderância de temas ou é um jogo all-around? E quanto a inovações, alguma coisa extraordinária, tipo "Manjares da Escandinávia" ou vão ser conservadores na matéria?

[LM] Pá, dada a vocação multinacional da equipa, queremos inovar – até porque nos parece oportuno, dada ser a primeira vez, aproveitar e fazer algumas experiências, porque decerto que ninguém leva a mal. Assim, a parte escrita vai ter perguntas em várias linguas, o nível 1 será só sobre o hemisferio norte, o 2 sobre o hemisferio sul e o 3 sobre o espaço. As ultimas cascatas de cada nivel vão ser estilo “quais as palavras seguintes na musica...”, mas com versões dos sucessos da Eurovisão remixados em speed-malhão . Vai mesmo ser um quiz inesquecível.

4 - Qual o melhor conselho que poderias dar a quem vai jogar na sexta? E um bom concelho para quem quer passar férias cá dentro?

[LM] Ler jornais não ajuda tanto. Visitem o Concelho de Tomar, cidade templária, e vão à casa das ratas – há boa morcela.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Freak a qualquer coisa na primeira pessoa

.Antecipando o jogo da próxima sexta, aproveitámos para dois dedos de teclado com Luís "Ciências" Martins, um dos cabecilhas dos organizadores e também um dos seus elementos mais experientes. Na primeira parte desta conversa, vamos dar a conhecer um pouco melhor a equipa, para num segundo momento falarmos do jogo em si.


Depois de uma época de estreia em bom plano, como se compõe o plantel dos Freakadellos para esta época? O epíteto maldoso Zbroing B tem razão de ser?

[LM] (Correcção a priori – Frikædelløs e não Freakadellos) Este epíteto descreve de forma abrangente a nossa abordagem a temas tão importantes como a produtividade, a longevidade e a nossa relação com o sofá – queremos acreditar que a fidelidade aos nossos principios caracteriza a forma como vivemos.

Assim, Os Frikædelløs são uma equipa composta por um ror de criaturas que partilham seis nacionalidades - das quais o mais exuberante é sem duvida o Erik (que como os habitués sabem, é filipino e anão) – mas onde também ululam italianos, franceses, britânicos, macedónios, alentejanos e cabo-verdianos que, à medida das suas possibilidades e carcereiros, vão participando alternadamente.

Só por esta vocação de refugiar quizzolicos expatriados acho que granjeámos alguma identidade no Quiz Cascata. Não obstante, três de nós jogaram nos Zbroing, pelo que há sempre um cordão umbilical a ligar-nos e obviamente que as nossas portas estão abertas para todos os colegas dessa equipa que se queiram juntar a nós..


O ano passado vocês alternaram boas prestações e finais, com saídas no 1º Nível. Este ano pretendem regularizar a coisas por cima, por baixo ou ainda vão decidir?

[LM] Por baixo, claramente – só conseguimos uma equipa completa (ainda 5) nas duas primeiras edições. Aliás, eu consigo ser ainda mais choramingas - a partir daí, entre nuvens de cinza (na ultima sessão roubou-nos 3 membros), casamentos, baptizados, trabalho, ressacas e outras viagens, há um rol de cenas altamente fixe para justificar a nossa posição no campeonato. Pelo que o objectivo este ano é acabar nos 10 primeiros – bamos a ber.


A origem do nome ficou a cargo do dinamarquês ou é uma versão entaramelada de um êxito dos Foreigner?

[LM] A decisão foi tomada em grupo (a par doutros nomes tão inspirados como “Chelsea FC” ou “Asdekávir”) e ocorreu enquanto discutíamos o tema num elevador com espelho. Reflectimos e foi fácil ver almôndegas dinamarquesas na nossa vida.


Por falar em dinamarquês, quem é o tradutor oficial do mesmo durante o jogo? Não há uma espécie de feeling Richard Attenborough em versão documentário, que vos pode prejudicar na concentração?

[LM] Pá, o mais das vezes sou eu. O que de facto prejudica. Mas mais importante que os resultados, é a malta gostar – e o Erik até está em aprendizagem, daqui a uns dois anos é auto-suficiente... Até lá, jogamos como equipa.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crónica do Jogo de Abril - Organização BMV c/ Laranja




Já se sabia de antemão, iria ser um quiz de autor. E, numa sexta-feira cascateira onde não faltaram sequer os tradicionais momentos de chuva, voltaram a comprovar-se as venturas e desventuras deste tipo de quiz. Provou-se também que os vulcões islandeses não facilitam as ligações aéreas para os praticantes internacionais de quiz de cascata.
Traço geral, salvo breves momentos, o quiz dos BMV c/ Laranja e, mais propriamente, do Nuno Vitoriano, foi calmo, com uma condução atempada e sem grande granel. Teve emoção até ao fim, com uma recuperação épica a cargo dos Mamedes, que fizeram do 3º nível uma rampa de lançamento para uma vitória que poucos poderiam prever no final do 2º nível. No entanto, pecou nalguns aspectos por ser aquilo que disse no início – um quiz de autor. E, quando assim é, há um grau de dificuldade bem maior ao estruturá-lo.

Como de costume, vamos por partes.


Il y a du bon pain, de la viande et d’une part écrit



Com duas equipas ausentes, Irmandade e Power2U, a parte escrita não levantou grande celeuma, apesar de divergir do formato mais básico 10 perguntas = 1 ponto cada resposta certa, sem acertos. Embora apenas alguns pelintras menos patriotas possam ter tido dificuldades em distinguir insígnias militares, malvadez só mesmo pedir os nomes em francês dos personagens do “Era uma vez o Homem”.
Os Lais da Carangueija saíram na frente, com uns promissores 8 pontos. No pelotão o equilíbrio era a nota dominante, com as pontuações a oscilarem entre os 3 e os seis pontos.


Os perigos do equilíbrio




Às 23.30 começava o nível um, com os principais favoritos a tentarem garantir um bom arranque e outras equipas a tentar dar novo alento à sua época. As primeiras perguntas mostraram que este iria ser um primeiro nível acessível, mas a distribuição da dificuldade pelos temas que foram saindo tornou a coisa menos uniforme. E, quando um nível é desenhado para ser acessível, quem não acerta quatro directas tem a vida muito dificultada para passar de nível, sendo os Golfinhos os únicos a passar com apenas três directas. Enquanto algumas equipas se banqueteavam com cascatas, beneficiando do seu à vontade nalguns temas e posicionamento geo estratégico, noutros casos a sobrevivência era difícil.
Na frente, os Ursinho levavam a dianteira, seguidos por uns Indomáveis a um nível ainda não visto esta época e por uns Fónix a precisar de acelerar o ritmo para manterem o seu estatuto de campeões. Do lado oposto, NNAPED, Feios Porcos e Maus e Freakadellos eram vítimas iniciais, assim como os Valentejanus, que não deram seguimento à final do mês passado, os Defenestrados e os Lais, que podem ter contribuído para alimentar o mito de que a equipa que melhor se safa na parte escrita é uma séria candidata à eliminação no primeiro nível.




Os mistérios de Sean Connery




Embora o primeiro nome de Sean Connery permaneça ainda um mistério para muitos, o segundo nível do jogo dos BMV c/ Laranja não constituiu propriamente uma surpresa. Em termos de temas, a matriz do Nuno revelou algum foco específico em determinadas áreas, sendo o problema a apontar aquele que já foi definido – o isolamento que define um quiz de autor. A amplitude temática não só, por norma, é mais reduzida, como a capacidade de nivelar a dificuldade aumenta exponencialmente. E se, traço geral, o segundo nível não foi dos mais exigentes que já assistimos esta época, com apenas sete perguntas a darem a volta à sala, o facto de termos apenas uma equipa acima dos 50% de directas, mais precisamente os Cavaleiros (que fizeram aqui grande parte do seu jogo, em termos pontuação), aponta para algum desnível, com as cascatas a serem repartidas maioritariamente entre os favoritos.

Folie à Cinq e Golfinhos passaram quase ao lado deste nível e a Unidade 101 desta vez não conseguiu esticar a sua prestação até à fase final. Na frente, os Ursinho tinham agora a companhia dos Cavaleiros, graças ao nível épico destes últimos, ao passo que os Indomáveis perdiam claramente o fôlego do primeiro nível, mas garantiam ainda a passagem à final. Os Espertalhos, apesar de um início de segundo nível com algum fulgor, limitavam-se a cumprir serviços mínimos e a assegurar lugar na final.

A emoção estava no entanto reservada para o desempate para apurar o último finalista. De um lado os Zbroing, vencedores na última jornada, do outro os Mamedes, que corriam o risco de ficar fora da final dois meses consecutivos. Depois de muitos truques ninja, só no desempate dos desempates a sorte sorriu aos Mamedes, deixando os campeões de Março nas boxes.



Vangelis, dá aí uns acordes pá




Os dados estavam lançados para um terceiro nível que, tal como o Vitoriano tinha prometido, foi difícil, tornando-o num daqueles níveis mais a puxar para o quatro. Tirando para uma equipa. 20 em 36 perguntas deram a volta à sala, três equipas tiveram nenhuma ou uma resposta correcta neste nível e a complexidade de algumas respostas múltiplas desencorajavam até a tentativa de resposta.
Portanto, pouco ou nada mudou na fase final, certo?

Errado. Com 11 pontos no terceiro nível, incluindo 3 directas, os Mamedes foram imparáveis e subiram a pulso do 6º ao 1º lugar, para uma vitória sem contestação. Os Fónix também fizeram um forcing para o segundo lugar, deixando para os Ursinho o lugar final do pódio. Os Cavaleiros, em branco na fase final mantêm a liderança no campeonato, ao passo que os Espertalhos não descolam dos perseguidores, com o seu quinto lugar. Os Indomáveis fecharam os finalistas, com uma prestação que lhes pode dar outro alento para as próximas jornadas.

Ainda a horas respeitáveis para a cascata, o quiz dos BMV c/ Laranja, conduzido tranquilamente pelo Nuno Victoriano, acaba por não ter grandes polémicas, mas também não garante acesso ao Olimpo dos quizzes de cascata. O serão avançou sem problemas e o resultado final não é negativo, mas deixa-nos a pensar se um quiz “global” da equipa não teria um brilho maior, dadas as capacidades e experiência que este colectivo tem. Não sendo possível, fica a versão de autor, as vantagens e desvantagens que por norma se acaba sempre por referir.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Antevisão do Quiz de 6a com Nuno Vitoriano dos BMV c/ Laranja

"Isto é a ditadura instituída, fui eu que fiz o jogo todo"



Homem frontal, já com muitas milhas de quiz acumuladas, Nuno Vitoriano, dos BMV c/ Laranja acedeu gentilmente a trocar algumas palavras com este pasquim, em género de antevisão do quiz que a sua equipa organizará na próxima sexta feira. Percebemos que, traço geral, será um quiz de autor, mas que se espera abrangente dentro das áreas de interesse do mesmo. Eis a entrevista:

- Depois de terem começado com uma final, os BMV c/ laranja não chegaram ao último nível nas duas últimas jornadas. O problema foram os jogos ou a equipa ainda está a aquecer motores? Estão a contar com o sucesso da vossa organização como rampa de lançamento da equipa no resto da época?

Eh pá, o problema foram as 4 directas que deram a volta à sala e o azar "el azar" que nos persegue constantemente. Somos claramente o Martim Moniz do campeonato.

- Sabendo que as organizações se vão dividindo entre a facção BMV e a facção Laranja, sendo esta última a responsável este ano, não os vais deixar sequer fazer umas perguntinhas? O que recomendarias a equipas mais jovens à laia de futurismo em relação ao jogo de sexta?

Népia, isto é a ditadura instituída, fiz o jogo todo. As equipas mais jovens serão mais velhas na edição 20 do campeonato em 2025. Aí já não terei de recomendar nada. No geral reciclem-se como puderem.

- Falam-nos de geografia aos montes, de política em quantidades industriais, de vasculhar ao pormenor os cantinhos da História. Sem estragar o mood, que tipo de surpresas Kinder poderemos encontrar dentro do quiz?

O jogo não tem uma sobrecarga de perguntas desses temas; Desporto, cinema, música e história irão aparecer em quantidades qb.

"Não vou mamar os tradicionais oito ou nove Famous... Mas não levem a mal se o terceiro nível for mesmo difícil"


- Na sequência das organizações que foram acontecendo esta época, o que vai diferenciar o vosso quiz dos demais. Como planeias blindá-lo das polémicas tradicionais?

Há sempre polémicas. Mas como tenho um teste na manhã seguinte este ano não vou mamar os tradicionais 8 ou 9 Famous.

- Finalmente, como é que a vitória de Passos Coelho vai influenciar a feitura do quiz de 6a feira? Poderemos vir a encontrar aventais de plástico de oferta nas mesas?

A única influência do PSD neste jogo é que me tirou algum tempo para fazê-lo com mais calma. Os aventais de plástico já caíram em desuso há algum tempo.

Espero que gostem do jogo e que não levem a mal se o 3º nível for mesmo difícil.



Sabendo-se que a ponta final do quiz será puxada, sabemos também que a evolução há muito que também já chegou aos brindes partidários. Esperemos que sexta feira tudo corra pelo melhor.