
Naquilo que se pode chamar uma linha editorial altamente criativa, este blog agradece ao Sol a disponibilização de uma escuta entre um administrador de uma empresa pública de renome e um elemento da equipa Feios, Porcos e Maus.
Administrador - Ouve lá, Mestre. como é que está definida a equipa dos Feios, Porcos e Maus. Aquilo é mesmo um plantel?
João Mestre (JM) - O plantel está como se quer: definido, coerente, focado na vitória ou em qualquer outro resultado. O balneário está motivado - em particular porque, este ano, temos duas garotas a alinhar connosco.
Administrador (ruídos de fundo algures entre uma máquina de barbear e uma lixeira) - Epá,depois de uma entrada em grande e de um segundo ano com um pouco menos de fulgor, o que é que podemos esperar de vocês para esta época?
JM - Ora... uma época com ainda menos fulgor, que culminará com uma saída em grande (mas tudo fruto do acaso, erro estatístico, desalinhamento dos planetas... ou qualquer outro motivo não imputável à nossa cultura geral, que continuará pouco geral e pouco culta.
Administrador (ouvindo-se a voz de Mário Crespo ao fundo. Parece estar a ser torturado) - E essa história dos Regulamentos, Decretos, Mandamentos, etc. Acham que há necessidade disso ou a lógica mais ou menos de auto-regulação vai funcionando na cascata?
JM - O neo-liberalismo tem os seus frutos. Dá azo a mais lutas encarniçadas por dá cá aquela palha. E isso, admitamos, faz parte do entretenimento nas noites de Quiz. Por outro lado, essa coisa de se ter acrescentado mais um elemento às equipas é simpático - se raramente conseguimos 5 elementos para jogar, não vemos por que razão não havemos de (não) jogar com 6.
Administrador -(música de fundo parece ser "Foram cardos, foram prosas") - E O facto do vosso quiz do ano passado ter sido um bocado fustigado pela critica e terem havido momentos em que o Sá Pinto e o Liedson se sentiriam como peixe na água. Acham que a história se pode repetir este ano ou fizeram treino específico? Ponderam contratar stewards do Benfica em regime freelance?
Ah e depois da jornada de Janeiro, com tudo o que já foi dito sobre a mesma, que notas mentais é que retiraram para o vosso quiz? Há apontamentos inovadores em perspectiva?
JM - Juntemos duas questões numa grandiosa e abrangente resposta. O nosso Quiz do ano passado até foi bom: houve grandes ganhos ao nível da interacção público-organização (raramente se terá visto uma coisa assim); conseguimos estabelecer um novo recorde, e um recorde é sempre motivo de orgulho (nem que seja para o maior número de respostas que deram a volta à sala sem resposta); por outro lado, com o tempo que demorou, acabámos todos por passar mais tempo juntos, o que é sempre agradável.
E a parte melhor de todas: depois do desastre de 2009, as expectativas quanto a nós estão tão em baixo que só com muita arte conseguiremos desiludir quem quer que seja. E nós não temos muita arte...
Administrador (ouvem-se licitações no background. Parece estar a haver um leilão para arrematamento de 10 providências cautelares e 10 Toques Jamba) - A terminar, entre estes quatro, qual seria o melhor mote para a organização deste mês:
“Desculpem lá, mas ainda somos novatos”, “É um quiz que faz jus ao nosso nome”, “Não mexe, não respira, já está” ou “A coisa está feita para homens e mulheres de barba rija”.
JM - Se pudermos jogar uma tripla, utilizaríamos todos menos o "não mexe, não respira, já está". De qualquer forma, vamos tentar retirar uns 15 minutos à nossa marca de 4h52 minutos do ano passado. Mais do que isso, só se o deus de alguém quiser...
Como não fizeram uma pergunta sobre inovação no nosso Quiz (N.R. - fizemos, fizemos, pá, tu é que estavas desatento), nós respondemos: sim, haverá inovação. Hmmm... talvez "experimentalismo" seja a designação mais adequada. Vamos experimentar uma coisas - se correr mal, há sempre essa desculpa «ah, mas nós estávamos a tentar inovar... sabem como é difícil inovar?».
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Agora para quem leva isto mesmo muito a sério: estamos a tentar fazer amigos com este Quiz. Já aprendemos uns truques do ano passado. Esperemos que gostem. Até lá, preparem-se: capitais de países do corno de África, bandas de Seattle que só existiram entre 1989 e 1993 e frases de escutas célebres serão tópicos fortes. Ou não.

















