
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
PERFIL - ORDEM DO FÓNIX

Vice-campeões "em título" e actuais líderes do campeonato. A Ordem do Fónix é a equipa que se segue na lista dos organizadores deste ano e que vai fechar esta 1ª volta do campeonato antes das férias.
Deles fala-se muito, mas pouco se sabe. Aqui vai um exaustivo mas muito saboroso perfil de uma renovada velha equipa do campeonato que, pela voz do Filipe Bravo (FB) e não só, levou à letra (e muito bem) a frase "tópicos de conversa" que tanto gosto. E ainda nos oferece uma grande surpresa no final da entrevista!
Quem são?
O senhor de cabelos brancos é o “Comandante” e é advogado. O rapaz de barbicha e óculos é o Frederico Duarte Carvalho e é jornalista. O único elemento do sexo feminino é a Carlota
Almeida e dá aulas de Direito Penal. O Zé Guilherme é aquele que tem um ar mais bem composto e pagina uma revista de livros. FB., eu, é o tipo mais maior. Outro jornalista. Tirando o Zé Guilherme, que é a mais recente aquisição do colectivo, os outros quatro são amigos há muitos anos – variável, pode chegar aos 30 anos (caso de FB e Comandante) e nunca é inferior a uma dúzia.
Há quanto tempo jogam quiz e como souberam da cascata?
A pedido do próprio, a resposta é dada pelo “Comandante”.
Fala, Zé Pedro:
C - “Um louco a aturar outros loucos, que fazem perguntas loucas. Jogo “quiz”, com esta designação, desde que o Frederico me levou ao Quiz Bar. A Cascata chegou a esta malta desde que levei alguns dos frequentadores do Quiz Bar ao restaurante Terreiro do Paço, para onde tinha sido convidado pelo Miguel Júdice, que organizava jantares de Quiz com este formato”
O nome (especialmente a dúvida Police: De "do", not De "da" )
É um jogo de palavras a partir da Ordem da Fénix, dos Harry Potters. Em vez da Fénix, consagrámos o Fónix, interjeição “tuga” vincadamente masculina e decididamente familiar do “fosga-se!”
Fónix! Tem de ser masculino, não é?
O nome foi dado por mim e surgiu de imediato, num “flash”, quando estava a conspirar ao telefone com o Zé Pedro para a formação de uma equipa… que ia nascer das cinzas dos Lagartixas (rip) e dos Fósseis Paleocêntriicos (rip). Foi de aceitação imediata pelo “Comandante” e pelos outros três que convidámos para entrar para a Ordem.
Desempenho da Ordem
Desportivamente… o balanço é bom, só pode ser. Única equipa que em 2008 fez frente aos Mamedes na conquista do tri. Líderes em 2009 (e favoritos, para alguns analistas : ) (hum).
A Ordem foi formada com três ex-lagartixas e dois ex-fósseis, com base num critério muito simples: do grupo dos elementos bons, escolhemos os que mais queriam jogar. Nos primeiros meses, um dos elementos decidiu deixar de jogar quiz e o seu lugar ficou vago nesse primeiro ano, passando pela cadeira do “quinto elemento” vários jogadores. A partir de Janeiro deste ano, esse lugar é da Carlota, que foi quem mais mostrou esse ponto essencial – vontade de jogar.
Por isso, a equipa é super-estável. Sempre o mesmo “cinco”, só em circunstâncias anómalas o não será. O contrário dos Lagartixas, no segundo ano de vida, em que, apesar de a equipa ter formalmente nove elementos, era o cabo da agonia conseguir juntar quatro que fosse. Chegámos a jogar algumas vezes em trio (e fomos ao pódio…).
Resumindo: apostámos na estabilidade.
"RFA+RDA"?…
Não foi uma fusão, em rigor.
Como já se falou acima, Comandante, FB e Fred já tinham jogado juntos. Noutras paragens (Quiz Bar, Terreiro do Paço,...) e mesmo na Ajuda.Aliás, na fase pré-campeonato, em 2005, FB jogou pelos Fósseis, de resto com assinalável sucesso.
De alguma forma, os Lagartixas são uma “cisão”, estreando-se nesse Outono com um terceiro lugar (e depois outro, e outro…). Essa “cisão” nada teve a ver com o Comandante. É meu amigo, era e vai continuar a ser. Por isso, era normal que, noutro contexto (o desgaste de Fósseis e de Lagartixas e um Pascoalinho armado em cavaleiro), voltássemos a jogar juntos.
Análise do campeonato…
Continua a motivar muita gente na terceira sexta-feira a rumar até à Ajuda. É um hobby que ainda não entrou em crise nem precisa de grandes liftings.
Uma preocupação que se apresentava no início do ano era a do crescimento “incomportável” do número de equipas. Provavelmente, já não será tão da ordem do dia, a atestar pelas ausências de algumas das equipas menos fortes, nas últimas jornadas.
Mas se no final do ano voltarem a aparecer novos candidatos (o que é possível), se calhar terá de voltar à ordem do dia a discussão do alargamento…
Um tema para voltar a falar, de forma séria, lá mais para o Outono.
Desempenho – expectativas
Num ano em que a regularidade parece ser essencial, não estamos mal. Seis finais em seis, quase sempre com pódio, uma vitória. Única equipa que depende de si própria, e não de escorregadelas de terceiros, para ser campeã. Que é o que pretendemos para este ano.
Adversários directos: Mamedes e Cavaleiros
Os Mamedes, mesmo que só somem vitórias até ao Natal, terão menos pontos que em 2008. Os Cavaleiros estão melhores que em 2008, qb.
Demérito deles? Talvez não. Talvez mais mérito dos restantes, que estão a tornar a entrada no top-6 numa missão cada vez mais difícil.
Por enquanto, só a Ordem vai aguentando bem a barca… espero que até ao chegar do Inverno.
Estabilidade
Sim, a estabilidade é o segredo do negócio. Quem a não tem, que a procure, recomendo. Juntem elementos mais regulares de equipas menos estáveis, para formar equipas mais “blindadas”.
Mais vale um campeonato com menos equipas, mas com equipas mais coesas e mais fortes… tipo Mamedes e Fónixes…
Organização

Já fizemos a conferência do jogo, que já tem uma “primeira versão final”. Daqui para a frente, só limar arestas, só "fine tuning".
O Frederico vai estar todo o Verão em Inglaterra (volta lá para Setembro) e não participa. O Comandante não estará no jogo, também, mas mandou dois ou três bitaites. A participação da Carlota também é relativamente moderada. O jogo é maioritariamente meu, com participação assinalável do Zé Guilherme.
Na Ajuda vão estar a Carlota, o ZG e eu.
Na conferência do jogo as inovações que eu queria, como imagens e sons na fase de cascata, foram vetadas, por razões de eficiência técnica. Fica para a próxima. Será então o que eu chamo de um quiz de formato tradicional.
Na parte escrita, optou-se por “não chatear” em demasia. (o Comandante aí esteve inabilitado, descansem…)
Terá quatro grupos, que passo a descrever:
1º identificar o que se pede, relativamente a uma lista escrita.
2º identificar nove imagens, em três grupos temáticos (ou seja, três imagens de um tema, três de outro, mais três de outro ainda)
3º identificar uns “sons”-… explicações adicionais só no próprio dia, por razões estratégicas.
4º identificar os intérpretes de dois ou três temas.
A cotação deve ser, em princípio:
Lista, 2 pontos
Imagens, 5 pontos
“Sons” 1 ponto (é apenas uma brincadeira…)
Músicas 2 pontos
Na fase cascata, há uma ordenação que segue tendencialmente os seis temas do TRIVIAL. Ou seja, apenas uma pergunta de cada tema por nível, para cada equipa. E cada equipa com todas as perguntas de temas diferentes.
Este esquema é tendencial e não totalmente “pefeito”, porque há perguntas que podem cair em mais que um tema, como bem se viu no jogo dos Mamedes. (Primeiro-Ministro que foi filho de treinador de futebol do Benfica, é política, ou futebol?) Há no nosso jogo “guilhotinas” com, por exemplo teórico, futebol, séries de tv e livros. É Desporto, Espectáculos ou Literatura?
Em frente… O jogo está equilibrado, de qualquer forma, isso o garanto.
Ninguém vai receber quatro perguntas de futebol no nível 1, ou três de geografia no nível 2, ou no 3. Duas… só se uma delas for “mista”, e será uma verdadeira excepção. Está a ser feito um esforço para que o jogo seja mais acessível que o último que fiz, e que teve uma dúzia de perguntas a dar a volta à sala no nível 1. Se tiver três ou quatro, já será um grande avanço : ).
O nível 2 e o 3 serão razoavelmente jogáveis, espero.
Em que vale a pena apostar, na preparação? Não nas actualidades. Não há, desiludam-se. Parem de ler e sublinhar o Publico e a revista do Expresso, ou o que seja, porque NÃO VALE A PENA.
Não há – não há mesmo, perguntas de actualidade.
Podem estar-se a cagar para o festival Optimus Live, para a discografia do Michael Jackson (oh FB, a discografia dele já deixou de ser actualidade há imenso tempo!), para os arguidos do caso BPN, para tudo o que tenha sido tema de jornal nos últimos meses largos. Não é preciso saber, também, o ranking da Michelle Larcher de Grito, ou a quantos decibéis berra. Nem quantas medalhas Portugal vai trazer dos Jogos da Lusofonia…Perceberam? JOGO SEM ACTUALIDADES. Alguns dos temas mais recorrentes nos últimos Jogos, como o Cinema e o Futebol, também serão “menos vistos”. Por gosto pessoal.
Mas haverá “Espectáculo” e “Desporto”, claro, em doses equilibradas. (cerca de um sexto do total, para cada).
Por gosto pessoal, o jogo terá mais perguntas de literatura que o habitual, e terá perguntas de temas menos vistos, como Direito, Tauromaquia, etc.
Mais: terá perguntas sobre todo e qualquer tema que quiserem pedir, desde que não excessivamente particularizado. Por exemplo: filmes do Harry Potter (que já tem), Países de língua portuguesa (que já tem), Moda (que já tem…). Mas não HP e a Pedra Filosofal, enclave de Ocussi ou Galiano…Quem quiser pedir (um pedido por equipa, sff) pode fazê-lo nesta caixa. Se fizer sentido, garanto que haverá perguntas disso. (Algumas equipas já o fizeram. Por exemplo, tauromaquia é pedido do Tirapicos).
Espero que gostem do jogo, está a ser feito com algum cuidado, isso garanto.
Abraços
FB
Toca a encher a caixa com pedidos! Não se esqueçam de "dizer a frase"!
Adenda: Pela primeira vez, decido dar uma explicação para o título escolhido por mim para esta entrevista.
Apesar da conotação vincadamente histórica e política que ela "parece encerrar", não deixam de ser duas palavras que, juntas, podem estar inseridas noutros contextos que não esse. Trata-se (também) de descontextualizar uma frase banal, dado que para mim se adequa perfeitamente a esta entrevista. Podia arranjar outra? Podia. Mas para quê? Colar este título específico a uma ideia política, faz tanto sentido quanto o mais famoso livro de Bret Easton Ellis.
E vamos jogar dia 17!
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domingo, 21 de junho de 2009
CRÓNICA DE JUNHO

A 2ª vitória dos Cavaleiros foi imperial!
Com um avanço conquistado a partir do meio do 1º nível, os Cavaleiros do Apocalipse não deram mais hipóteses à restante concorrência, dobrando o 2º nível com 7(!) pontos de avanço e só repousaram no início do 3º nível para acabar com 5 pontos à maior. Numa jornada "popular", sobem para 2º lugar do campeonato a 7 pontos do primeiro; alcançam vantagem em caso de empate sobre os candidatos ao título e ainda podem terminar em primeiro lugar antes das férias.
Os majestosos Cavaleiros dominam a “Arte de bem Cavalgar”.
Uma palavra ainda para o campeonato. A jornada elevou para 14, o número de equipas que chegou à final, quando Espertalhos do Carinho e a Liga dos Últimos atingiram pela primeira vez este ano, esse desiderato. Para já, o record de número de finalistas está igualado. E ainda faltam 5 jornadas! O campeonato está imprevisível e bem competitivo!
A organização de Junho pela parte dos Fernandos Mamedes foi um tónico para refrescar.Temas e sub-temas para muitos gostos, com a ciência a dominar mas numa proporção bastante razoável (menos de 10%) sem provocar debacles em qualquer equipa. Parte escrita interessante e divertida. Ponto alto foi as palavras cruzadas, em que homenagearam as actuais seis primeiras equipas do campeonato e ainda com o humor de quem brinca com os outros e consigo próprio ao porem o Manaslu e a Otzi.
De resto, não fizeram um quiz de borla em qualquer nível, mas também nunca foi críptico. A prova está em que no 1º nível, não houve uma pergunta a dar a volta à sala, mas sobretudo houve poucas cascatas a prolongarem-se, sinal que as equipas iam ficando em pé de igualdade aqui e ali.
O 2º nível só teve 12 perguntas em 60 que deram a volta à sala!
E o 3º nível teve uma média muito interessante de pontos ganhos, comparando com o que é habitual.
De um modo geral tiveram perguntas giras, bem feitas, sem grande espaço para dúvidas. Sem erros (ou pelo menos grandes erros), tiveram três cuidados essenciais para que a noite fosse bem disputada, discutida (com a excepção dos Cavaleiros) e agradável:
1º - Apresentaram bem e não se deixaram levar por polémicas, sustentando o trabalho de pesquisa que fizeram para cada pergunta (e isso foi notório!)
2º - Fizeram um quiz com humor “refinado”, o que foi do nosso “agrado”.
3º - Tiveram o cuidado (em geral) de distribuir bem as perguntas, o que fez com que a fraca média de directas, sobretudo no 1º nível, nunca fosse impossível de recuperar, salvo algum azar.
Ou seja, uma jornada muito elegante para nós o “povo”!
Na minha opinião, a melhor deste ano e merece um 16 como primeira análise. E está tudo dito.
Muitos parabéns!
Na frente, seguiam os Cavaleiros com 3 pontos e a vencer o nível sobre … os Espertalhos. A Ordem do Fonix também seguia sem desordens e os Ursinhos recuperavam de uma parte escrita desastrosa para arrancarem um segundo no nível e um quarto no total.
Uma palavra ainda para a substituição dos scones pelo gelado. Grande Johnny, muito bem pensado e um gesto bonito!

O segundo nível teve uma grande surpresa: A Liga dos Últimos saltou do último lugar para a final ao responder a 9 perguntas, 8 delas em cascata! Estavam de cérebro quente e pareciam imparáveis, vencendo em conjunto com os Cavaleiros o 2º nível. Também os Zbroing recuperavam bem, agarrando o 3º lugar no total.
Ao invés, os Indomáveis SAD já levavam um atraso considerável, apesar de conseguirem dobrar o 2º nível in extremis, e não mais se entenderam no 2º nível.
Os Lais da Carangueja também desataram alguns nós para não se verem mais uma vez metidos em desempates, mas no 2º nível os restantes já estavam apertados demais.
Os BMV c/ Laranja, após a parte escrita, não conseguiram que a jornada lhes corresse mais de feição (precisavam de mais uma directa) e os Ambite ainda chegaram a sonhar até meio do 2º nível, ficando nele pela 4ª vez consecutiva.
A Ordem seguia no 2º lugar. Haveria mais surpresas?
Houve, mas não no que ao primeiro diz respeito. É certo que a meio do 3º nível os Cavaleiros estavam a zero e os seus adversários aproximavam-se perigosamente, mas 4 pontos finais selaram a vitória.É aos Ursinhos Bobós que cabe as honras deste nível. Não só a venceram mesmo com dois elementos não experientes, como roubaram à Ordem do Fonix o 2º lugar, relegando-os para o 3º. Isolam-se no 4º lugar da classificação geral e têm os Mamedes a apenas 5 de distância.
A surpresa ainda viria dos Zbroing 747! que deram um trambolhão para o 6º lugar, como quem leva com a dama de espadas.
A Liga dos Últimos acabou a prestação com um 5º lugar a “cheirar” a podium.
Tal como aos Espertalhos do Carinho que fizeram a sua melhor classificação de sempre (o 4º lugar) e com um elemento novo. A jornada foi fantástica para eles e ganharam ânimo para o que ainda falta.
Quanto ao campeonato, ganhou mais interesse e em dose “cavalar”!
sábado, 20 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
BALANÇO DO CAMPEONATO

Quem espreita deslizes maiores ou pelo menos iguais dos seus adversários directos, em relação aos que já fizeram eles próprios, são os Cavaleiros do Apocalipse.
Os Zbroing 747! estão a passar uma fase menos boa. Dois 3ºs lugares vão amenizando as restantes três vezes em que ficaram à porta. Isto não chega para defender o podium do ano passado. Aquele que foi o plantel mais recheado do ano passado, senão em qualidade pelo menos em quantidade, levou este ano uma machadada muito forte quando parte deste conjunto formou uma outra equipa. E se o ano passado, dava para gerir as ausências de um ou mais elementos, sem prejuízo de monta; este ano, isso tornou-se mais preocupante. A ver vamos se ainda conseguem este ano suprir, ou pelo menos contornar essas dificuldades. Quando estão os cinco, são temíveis! Quando não estão..., há pelo menos dez equipas que não demonstram piedade com eles.
Já os Ursinhos Bobó, não apresentam problemas de maior no plantel, excepto as ausências. A única equipa de topo que faltou uma jornada por impedimentos pessoais e ainda outra jornada em que estiveram desfalcados, faz com que o balanço das restantes três jornadas até seja positivo. Duas finais, uma delas como vencedor e apenas um 2º nível. Mas a classificação não se compadeceu com eles, estando nuns estranhíssimos 7º lugar. No entanto, parece-me que reúnem condições para ainda ambicionar o podium. Sempre foram uma equipa muito compacta, sem grandes mexidas, mas com um ponto contra que é ter pouco plantel, e como tal mais permissivo a falharem em jornadas mais estranhas (pois nenhuma equipa domina tudo). Resta saber se as ausências de razão pessoal são esporádicas. Se assim forem, há que contar com eles para a ponta final deste campeonato. E se o 3º lugar estiver à vista, em Dezembro estarão lá todos!
Os Indomáveis SAD são outra das equipas candidatas a terminarem nos seis primeiros lugares. Já "despacharam a organização", (nenhuma das anteriores o fez ainda!) e já têm a ambicionada primeira vitória numa jornada, após tantas tentativas falhadas. A questão dos Indomáveis nunca foi a qualidade do plantel. Foi sobretudo as "faltas" do plantel. Por isso, eles são capazes do melhor e do pior. Mas costumam ser mais fortes a partir do meio do campeonato. E como já estão em 6º lugar..., não me admirava nada que melhorem ou pelo menos igualem a sua melhor classificação do campeonato. Precisamente o 6º lugar. O pior foi um 8º em 2007. Este ano, dificilmente registarão uma classificação final abaixo disso. A tendência agora é para subir.
À cabeça, os Feios Porcos e Maus. Sensacionalmente ou talvez não, estão em 4º lugar no campeonato. O ano passado, esta nova equipa provou que não vinha fazer figura de corpo presente. E após um começo regular, colecionaram quatro finais consecutivas que só não teve um possível desfecho uefeiro, devido às duas faltas de comparência já na segunda metade. Mas também é certo que, apesar da qualidade do plantel (e ao contrário dos Ursinhos), costumam ter frequentemente baixas de vulto que faz com que seja a equipa com o desfecho mais imprevisível, não só para cada jornada mas também para a posição final no campeonato. Qual é o valor das apostas para eles? Muito altas... para qualquer lugar. Desde o podium até ao décimo. Se não tiverem faltas de comparência, ou no mínimo muitas faltas de plantel durante o ano, estarão sem grande favor entre os seis primeiros lugares. Com o benefício de já terem despachado a organização! E são uma aposta sólida para o próximo estreante a vencer uma jornada. Quem sabe este ano.
E que dizer dos Frikadælløs? Estreia mais auspiciosa era impossível. 4 finais em 5, actual 5º lugar com os mesmos pontos do 4º, com a benesse de não organizarem este ano. Dão que falar como estreia, ...mas não são estreantes. Boa parte deles já jogava cascata com os Zbroing. Portanto, são uma equipa com experiência. Isso não lhes retira o mérito de serem estreantes. Mas em pouco tempo criaram uma dinâmica de equipa muito forte e que lhes permitiu alcançar bons lugares, a que só lhes falta pelo menos um podium. Com um plantel muito internacional, a Taça Europa para eles não é uma miragem. E é uma boa aposta para acabar dentro dos seis primeiros lugares.
Os BMV com Laranja seguem em nono mas pertinho do quarto. O ano passado a fusão não deu o sabor desejado, mas este ano querem bem mais. E já funcionam como equipa bem oleada. A acabar os campeonatos no meio da tabela, este ano já conseguiram um 2º lugar e mais uma final em quatro possíveis (ou três, já que em Janeiro estavam desfalcados). Muita experiência não lhes falta. Jogam a cascata desde o início, e andam nestas lides desde o "despertar do século"! O plantel é fixo, estão sempre lá a menos que se ... casem (mais uma piscadela de olho). São frequentemente apontados como um candidato falhado a melhores lugares. Sorrateiramente, reúnem todas as condições para que este seja o ano em que finalmente vão provar o contrário e chegar aos seis primeiros lugares. Estão na grande molhada e é para contar com eles em todas as jornadas.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
PERFIL - INDOMÁVEIS, SAD
Por lapso meu antes da jornada da Maio, e mais tarde por falta de disponibilidade, não foi possível apresentar a entrevista dos Indomáveis SAD. A eles, as minhas sinceras desculpas.Aqui vai então a curta entrevista para quem ainda não os conhece, na voz do M. Vaza
Quem são os Indomáveis?
Marco, Pedro, João, Joana, Isabel e Filipe.
Qual a origem do nome?
Em rigor, o nome é Indomáveis SAD. Tem a ver com uma campanha de promoção das game-box do Sporting há uns anos. A equipa evoluiu, deu nas vistas, atraiu patrocinadores e, com as receitas acumuladas, tivemos de criar uma SAD. Não temos passivo, nem dívidas, somos um bom investimento, com dividendos chorudos aos nossos accionistas. E já jogamos quizes desde 2005, mais coisa menos coisa.
Sendo uma das equipas de estreia da cascata, como têm visto a evolução de ano para ano?
Falando por mim, acho que os jogos estão a ficar muito chatos, porque são demasiadas equipas e os jogos prolongam-se demasiado. E pensava que por esta altura já houvesse federação e que já teria sido, pelo menos, modalidade de exibição nos Jogos Olímpicos de Inverno.
São claramente uma boa equipa. O que vos tem faltado para irem mais longe?
Nada. Temos tudo, mas não nos deixam... (reticências propositadas, por favor não apagar, é para aumentar a suspeição sobre o campeonato)
Após a aguardada e merecida 1ª vitória, que expectativas para a vossa prestação este ano?
Resposta padrão de desportista nº 1: Entramos em todos os jogos para ganhar e queremos ganhar todas as competições em que estamos envolvidos.
Frases recorrentes?
Passo.
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domingo, 17 de maio de 2009
CRÓNICA DE MAIO

Finalmente a vitória!
Tardou, mas não faltou.
Num dos quizes mais imprevisíveis quanto ao desfecho, os Fernandos Mamedes estiveram sempre na linha da frente e, como uns verdadeiros campeões, agarraram uma vitória que, diga-se a verdade, podia ter pingado para qualquer lado. Uma corrida sempre a controlar, a estrelinha brilhou alto. Diminuíram a desvantagem para os lideres e ainda saltaram para o 2º da geral. Em boa hora (ou na Ajuda), dado que vão ser os próximos a organizarem.
Estão de volta. Parabéns!
Outras equipas também mereceram grande destaque, mas neste segmento vou falar apenas dos Feios, Porcos e Maus. Mais do que a prestação valorosa, é o primeiro podium! E logo o segundo lugar. Temos candidato no futuro. Numa jornada que parecia talhada para eles, não enjeitaram a hipótese da vitória e perseguiram-na com muito boa disposição. Faltou-lhes o endurance da parte final. E fica célebre a frase proferida, ao jeito da Hermínia Silva: "Oh Baptista!" São, de momento os mais fortes candidatos a estrearem-se numa vitória.
Não me vou alongar muito na análise à organização. Em primeiro lugar, porque nem queria falar dela, tendo delegado para outrem. Mas decido fazê-la porque gostava de realçar um aspecto mais importante do que a forma como decorreu a jornada. E essa é a segunda razão. Mas já lá vamos.A organização dos Indomáveis, SAD foi fraca. Claro que sou mais exigente a quem já o faz pela terceira vez. Mas começo a ter medo do signo do "3". Isto é, quando a estreia é boa, a tendência é para ir piorando até à 3ª organização. Os Indomáveis não fugiram a esta regra, que começa já a ser uma maldição.
Pelo que me apercebi, os Indomáveis têm dois temas essenciais nos seus quizes. A actualidade e o Ténis. Muitos de nós já sabiam, portanto nem vejo porque reclamar com estes temas. Todos têm as suas impressões digitais e quem joga tem que se adaptar a isso.
Mas houve um exagero tão grande pelas actualidades que muitas perguntas caíram na categoria da curiosidade. Coisas que daqui a um mês, ninguém se lembra. E as perguntas de números do género "euromilhões" são sempre frustrantes.
Mas talvez o pior de tudo, foi a confusão que se gerou por causa dos pontos. Pergunto sem malícia: Não podiam ter pedido a mais uma pessoa para ter vindo? As pessoas são como são, mas se há uma natural pré-disposição para fazer confusão com números... uma mais organizada teria dado jeito.
Enfim.
Já que se irá falar muito dos aspectos negativos deste quiz, decido falar de alguns (poucos) positivos. Bem-vinda sejas pelo teu regresso, oh Literatura! Desde a erudita Marguerite Yourcenar até ao comercial Paul Auster, foram poucas mas foram boas. Uma ronda de música, como diz uma amiga minha, faz sempre "imensa toilette". E já andava arredada desde o ano passado. Ciências, nem vê-las. Ainda bem porque meter foice em seara alheia... é preferível assim.
E ainda a rapidez com que a jornada decorreu. Marco V. e Pedro K. foram rápidos e eficazes a lidar com a apresentação. Pode ter começado tarde, mas acabou antes das três da manhã. Óptimo! Isto chama-se experiência. Mais aspectos positivos terá havido. Que se fale também disso.
E agora? O que se passa com este campeonato?Um conjunto infeliz de circunstâncias, alimentadas a gasolina por muitos comentários.
Será que está a haver desinteresse e desmotivação?
Vou falar por mim. Não tenho e nunca tive falta de interesse por ele. Embora esteja um pouco desmotivado. Mas é sobretudo pelo momento menos bom que a minha equipa atravessa.
Este campeonato é fantástico! Acreditem. É único no género. É bem pensado e estruturalmente bem oleado. Temos um espaço que nos é alugado e que nunca deu problema. Um sistema de pontuação pensado. Blogues que vão dando o mais importante, que são as classificações, datas e organizadores. Temos emoção e suspense. Os grandes craques, os outsiders, os que participam pelo gozo. Luta pelos melhores lugares, e não falo só do podium.
É toda uma estrutura que funciona.
Sim, há picardias. Qual é o campeonato em que as equipas não se picam umas às outras? Quem não quer entrar nas confusões, também pode tirar gozo disto. Basta alhearem-se.
Agora, isto não é um quiz semanal. É um campeonato! Há competitividade e tem que haver. Não é só umas dezenas de pessoas que vêm cá para se divertir, porque para isso estou melhor noutro sítio qualquer. E os próprios quizes semanais, já têm essa função. Lá, o convívio ganha outra dimensão. Aqui não há tempo para isso. O que aconteceria num jogo de qualquer modalidade, se de repente os jogadores a meio do jogo começassem a perguntar pela família? Por favor! Isto não é um convívio de Pichonére (está mal escrito de propósito). Há equipas que levam isto demasiado a sério, dizem alguns? Deixem-lhes. Há uma vida lá fora, realmente. Mas também há uma vida cá dentro. E há quem vibre com a nossa Liga dos Campeões. Porque o seu ser assim foi talhado. Não têm esse direito?
Agora, onde é que isto está a falhar?
As organizações talvez. Têm tido muitos problemas este ano. A falta de tempo tem sido uma justificação. Com tantas faltas de tempo, temos que começar a admitir que é esse o grão da engrenagem e que tem sido o ponto de partida para muita confusão. Como vamos lidar com isto? Reduzir o número de perguntas? Porque isso pode melhorar a performance da organização, subindo de fraco para regular. Organizações conjuntas? Há 18 equipas. Porque não dar trabalho a todas para o ano? Dois níveis em vez de três? Ou níveis bi-partidos.
Tantas hipóteses que pode haver. Mas que todos em conjunto pensemos e criemos a melhor forma de melhorar o campeonato.
Eu adoro este campeonato e muito me custaria vê-lo acabar por inércia.
O que a parte escrita desequilibrou, o 1º nível equilibrou. Os Feios, Porcos e Maus tomaram a dianteira na escrita, mas quem estava atrasado, não se sentiu logo de fora. Foi um jogo de sorte, em que ninguém se viu muito confortável. Com os Valentejanus a faltarem, os dois afundanços vieram das equipas mais defalcadas neste mês. Os Espertalhos do Carinho à espera de melhores dias e sobretudo os Ursinhos Bobó! Que maldição esta para as equipas que fazem jornadas brilhantes num mês? Seguiram os passos de outras equipas que após uma jornada gloriosa, mergulham às profundezas. Realce-se a situação inédita de que nunca os Ursinhos se ficaram pelo 1º nível. O que atesta a grande competitividade das equipas este ano.As grandes palmas da noite foram para a Simone de Oliveira. Eira de milho, luar de Agosto!...
Na frente, Mamedes e Zbroings, com Mamedes a ganharem a ronda. Mas a baralhação era tanta, que quatro pontos entre o 1º e 10º, dizia que tudo era possível.
AAAAAAAAAAAAAAH!

Voltando atrás, tudo foi de tal forma possível que a grande surpresa desta jornada, pela forma como aconteceu, foram os Zbroing 747. De semi-líderes (perdiam no desempate) após o 1º nível, saíram fora da final, na sua maior queda de sempre (ou pelo menos de há muito tempo). Os bólides a precisarem urgentemente de estabilidade.
Outra surpresa foram os Cavaleiros do Apocalipse. Qualquer coisa não anda a correr bem nestas últimas jornadas. Talvez faltou uma pontinha de sorte. Desta vez, nunca conseguiram minimizar os estragos, e estiveram sempre na fronteira da final sem a alcançar.
A Liga dos Últimos aproveitou bem a embrulhada no 1º nível para somar mais dois pontos merecidos, mas não se entendeu com o 2º nível.
Quanto aos Ambite, após salvarem-se in extremis graças à ronda musical, também andou aos papeis nesta ronda e valem-se do terceiro 2º nível consecutivo para não estarem em piores lençois no campeonato. Mas ainda não atiraram a toalha ao chão, no que à Taça Uefa diz respeito.
Esta ronda viu os Fónix ganhá-la e recuperar posições até ao 2º lugar. Também os FPMaus entravam na corrida, após um 1º nível mais titubeante. Só os Mamedes mantinham este duo em respeito, com mais um ponto. Como que a dizer: "Esta jornada é nossa!"
Estes três galfarros degladiaram-se até ao fim pelos pontos. A sorte sorriu aos Mamedes, mas a jornada acabou por ser bastante emocionante no que ao 1º lugar diz respeito.
Dos Feios, Porcos e Maus, já se falou. Tiveram hipóteses e até o Le Monde podia ter jogado a favor deles.
A Ordem do Fonix alcança o seu 4º podium deste ano. Fazem o pleno de finais e aumentam a distância para o segundo (agora os Mamedes) para 8 pontos. Continuam a respirar saúde e têm saído incólumes da maior competitividade do campeonato. Até onde vão?
Os Frikadælløs ficaram em quarto. Não têm ainda um podium, mas de certeza que também não o trocam pelas quatro finais em 5. Pois é, são eles a segunda equipa com mais finais e sem companhia. Candidatam-se à melhor estreia de sempre numa época.
A Irmandade do Bordel desta vez não viu o pássaro fugir da mão, como na jornada anterior. Um quinto lugar fez aumentar o número de equipas a chegarem à final, para 12. Não são ainda os (ex-)Mineteiros que terminaram em 6º lugar em 2007, mas já se sente mais qualidade na equipa.
Qualidade que já mora há uns tempos nos BMV c/ Laranja. É certo que foram sexto, mas numa jornada em que estiveram na molhada das fronteiras, conseguiram atirar com Cavaleiros e Zbroings para fora da carroça. E como eles dizem: "quando o Júlio vem, a final está garantida!"
Mas a noite foi à Carlos Lopes!
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sábado, 9 de maio de 2009
Campeonato de quiz no Magic Pool Bar
TAÇA EUROPA
Digamos que quizes não faltam.Cada espaço tem o seu público fixo.
Os anfitriões conseguiram, com sucesso, fidelizar os locais de cada zona.
E depois há os "volantes", como eu e muitos outros.
Para já, uma grande novidade (embora para muitos já não seja):
O Magic Pool Bar tem o seu campeonato próprio. Digamos que é uma espécie de Taça Uefa - perdão - agora Taça Europa e já começou a 3 de Maio.
Tem a palavra o Nuno Vitoriano:
Começou no passado dia 3 de Maio o Campeonato de Quiz do Magic Bar. Com a duração de 3 meses, com duas jornadas semanais aos Domingos e Quintas, num total de 24 jornadas , este evento promete agitar o panorama do Quiz na cidade de Lisboa. Tendo como anfitriões Júlio Alves às 5ªs feiras e António Pascoalinho e convidados aos Domingos, o campeonato decorrerá no modelo clássico de quiz de bar, com 50 perguntas e jogos de cultura geral e temáticos. Em cada jornada os cinco primeiros classificados receberão pontos, 10 para o vencedor e 7,5,3,1 para os restantes melhores.Cerca de 15 equipas participam neste certame, cujo prémio é uma jantarada num conhecido restaurante Lisboeta.Ao fim de duas jornadas os BMV com Laranja, a par dos Aviadores, lideram com 17 pontos. Os BMVLM, cuja equipa tipo é formada pelos casais Tita e Filipe Girão e Sandra e Nuno Vitoriano, venceram a 1ª jornada e ficaram em 2º na segunda através do critério de desempate. Esta equipa, que também participa no Campeonato de Quiz de Cascata, é a grande favorita à vitória do torneio pois alia a regularidade ao maior nº de vitórias em jogos realizados neste bar. A equipa dos aviadores será um forte outsider, bem como os Zbroing 747 e a Liga dos Ultimos, estes dois últimos também inscritos no QdC. Será com certeza um campeonato interessante a seguir pelo blog e pelas equipas concorrentes.
Já agora alguns pedidos de esclarecimento se impôem:
Ao Domingo é no mesmo horário?
As equipas só podem jogar com os elementos que estão inscritos? Ou têm suplentes?
E pronto, bons quizes para todos e boa sorte para a "Taça Europa"!
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
CRÓNICA DE ABRIL

À 4ª jornada, os Ursinhos Bobó festejaram a sua 4ª vitória e treparam para ramos mais altos, à procura do tão ambicionado “mel”. No final do 1º nível, quedavam-se em segundo ex-aequo com mais duas equipas. Ao 2º nível, saltam para o primeiro beneficiando da igualdade pontual com os Fónix, garantindo o podium, com uma diferença de 6 pontos para o 3º lugar (embora depois da jornada de Março, já nada está garantido!). E foi já no 3º nível que a escalada vitoriosa terminou, em que a única equipa a dar-lhe luta, durante a jornada inteira, foi a Ordem do Fónix. O quinteto, (desta vez sexteto em rotação), passou um mau bocado neste início de ano, passou outro mau bocado durante o quiz. Mas reuniram a “ursada” e estão de volta, sempre espalhafatosos, sempre polémicos, sempre… Ursinhos Bobó. Uma das grandes equipas deste campeonato! É para o podium este ano? Ou quem sabe para o título? Parabéns!
Este ano, as organizações têm sido em curva descendente, batendo muito fundo este mês. Não será surpresa para ninguém se eu também pautar pelo consenso geral e opinar que a deste mês ficou nos últimos lugares da tabela de sempre, pelo menos desde que assisto. Tive bastante pena, pois simpatizo à brava com os Feios, Porcos e Maus, uma das boas equipas deste campeonato, sem favor nenhum, e estava cheio de expectativa de como se iriam portar. Claro que há sempre quem goste, e ainda bem para eles. Que outros falem e digam do que gostaram.Mas na minha opinião, a coisa correu mal. Desde a parte escrita. Esta prova devia ser de plena descontracção. Mas desta vez, não foi. Quem contou 4 pontos, após ouvir as respostas, não esperaria seguramente estar à frente da corrida. Esta foi a segunda prova escrita de sempre, mais parca em pontos. O que correu mal? Penso que qualquer uma das alíneas não era má. Foi o conjunto delas que impossibilitou alcançar melhor pontuação. As cabeças de guitarra não me chocaram. Mas estavam à espera que alguém soubesse as três? Para não falar das músicas. Mas isso é um mal geral de todos. Quando alguém está demasiado concentrado na parte escrita, não vai tentar identificar pormenorizadamente alguma parte “tricky” como foi o caso do Zuvi Zeva Novi. Aliás, ouvi com mais atenção a versão na Internet e confesso que achei quase impossível de a reconhecer, dado que a música era completamente diferente do original. Sempre achei excessivo dar um ponto para o reconhecimento de cada música, tendo em conta que não ouvimos nas melhores condições e não estamos concentrados nelas. Até achei interessante as perguntas pedidas às diferentes audições, forçando as pessoas a reconhecer coisas que são oblíquas à própria “canção”. Mas a escolha em si, não achei a melhor. Três pontos borda fora…
Passemos à cascata. Não houve equilíbrio, nem foi feito para nós. O que logo aí provocou a desistência de atenção por parte de metade da plateia. Também não houve temas, houve assuntos. E em perguntas seguidas, sem distribuição ou equilíbrio. Em alguns dos assuntos não se saia do mesmo parágrafo. Foi frustrante para quem não “o tinha lido”. Resultado: 3 rondas no 1º nível em que o máximo foi 4 directas. E no 2º nível, esse foi também o máximo mas para todas! Analisando friamente os números, foi isto que se passou. Logo, pergunta-se: Será bem isto que os FPM pretendiam? Será que o sub-título deste segmento, dito pelo Paulo a certa altura (já lá vamos), não fez afinal ricochete? E o desabafo do João, já no terceiro nível, em que agradeceu à última equipa em cascata, ter acertado na última pergunta da 1ª ronda no terceiro nível, não terá sido devido a quem se apercebeu que “isto correu mal mas olhem vamos seguir até ao fim porque já não há mais nada a fazer”. É claro que o Paulo levou com os nossos embrulhos todos. O sentimento de frustração apoderou-se de nós. E lá fomos reagindo, uns mais emocionalmente que outros. Mas é certo que a postura rígida dele, de quem não está habituado a lidar com estas feras, prestou-se um pouco a isso. Um ritmo lento, muitas cascatas, mais o barulho que obrigava a repetir as perguntas, mais perguntas de substituição e ainda dois desempates extra (a que eles até são alheios, note-se). Foi uma jornada longuíssima a acabar para lá das quatro da manhã. Os equívocos nos números das mesas até acho normal. Para mim, sempre foi um mistério como é que a maior parte das pessoas que apresenta, não se perde no número das mesas, sobretudo a partir do segundo nível! Talvez devessem ter rodado mais de “pivot”. Pessoalmente, gostei da postura descontraída do João Mestre, mas só surgiu ao terceiro nível. Se ele tivesse começado, talvez as coisas corressem melhor…
Falando agora um pouco dos critérios de "arbitragem". Dou uma no cravo, outra na ferradura.
Não vou dissecar o que se foi passando entre os Ursinhos e o apresentador, até porque estava bastante longe e não acompanhei a situação como deve ser. Espero poder ler tudo no "Quiz de cascata" (piscadela de olho, Luís!). É verdade que os Ursinhos podiam ter sido mais diplomáticos, mas por outro lado será que os critérios têm que ser assim tão rígidos que acabem por beneficiar quem não sabe a resposta? Quando a pergunta é automaticamente anulada, em efeito de "mola" pela restante mesa, ainda antes de se saber se a resposta está certa ou errada, não teria sido preferível por parte do apresentador dar uma segunda hipótese à mesa e perguntar qual a resposta definitiva? Eu sei que, não havendo nada escrito sobre estes casos, o critério da organização prevalece e devemos respeitar. Mas já vi em outras jornadas, critérios diferentes que as organizações adoptaram e sem prejuízo para as restantes. E quando é claramente uma gaffe por parte do porta-voz, acho que não se devia ser tão rígido. Veja-se o caso dos Indomáveis. Essa eu estava bastante perto e acompanhei como deve ser. Confesso que achei injusto que eles não tivessem levado os dois pontos pela troca do Rio Grande do Norte pelo Sul, beneficiando a mesa que se seguiu, não interessa qual. Não estou a defendê-los particularmente, mas aconteceu a eles, como aconteceu aos Ursinhos (penso eu que foi esse o caso), como podia ter acontecido a qualquer outra mesa. Afinal isto não é um concurso de TV. E com tanto ruído na sala, é complicado as pessoas falarem baixo e perceberem-se umas às outras. E a figura do porta-voz não deve ser estanque. Pode existir, mas em alguns casos, dá mais jeito responder quem sabe.Este critério que foi adoptado pela organização pode ser discutido, discutível e até quem sabe, eles chegarem à conclusão que podem voltar atrás e optar por outra via. No entanto, também deve ser soberano e isto temos que aceitar. Nesse aspecto, recordar-me-ei sempre do Filipe Bravo, ainda membro dos Lagartixas, quando semelhante caso sucedeu aos Ambite, em Novembro de 2007, e que ele decidiu considerar a segunda resposta que os restantes membros da equipa corrigiram, no tal efeito de “mola” que referi, após a gaffe em que o incompetente do porta-voz (leia-se: eu!) percebeu mal o que os companheiros disseram. O que o Filipe respondeu, após a sua decisão ter acarretado alguns protestos foi: “Meus senhores, haja fair-play”. E não se falou mais disto, durante todo o quiz. Claro que após este incidente, os Ambite aboliram a figura de porta-voz (ou seja: Eu!)! E está tudo dito.
Que todas estas críticas duras, minhas e de outros, não sejam de molde a que os FPM saiam chateados destas coisas de organizar. Fizeram a sua estreia (é preciso que se diga), e estão connosco há pouco mais de um ano. Também não têm sido felizes em conseguir organizar um 5 mais ou menos titular, logo cada um vai ainda menos vezes que a soma das suas participações. Faço fé e votos para que analisem o que correu mal e o que poderão mudar para que corra bastante melhor para o ano. Sobretudo que não percam a sua identidade nas perguntas. Não foram todas más, nem nada que se pareça. Mas em algumas andávamos aos papéis, sem perceber o que se pedia. Outras eram bem humoradas, mas o desinteresse da plateia não produziu o feed-back desejado. E fiquei tristíssimo por ter estudado as condutoras de veículos pesados e não saiu nenhuma!
Sobretudo, notou-se falta de trabalho na preparação do cozinhado. Esta sim, verdadeiramente crua! (Tens razão, Filipe). De qualquer forma, não tenho dúvidas que estarão entre os onze primeiros no final do ano e sei que para o ano será bem melhor.
A parte escrita viu os Frikadælløs e a Irmandade do Bordel, adiantar-se à demais concorrência, apesar de uns meros 4 pontos. Ao invés, Golfinhos e sobretudo os N.n.a.p.e.d. com uns felizmente ainda raros, zero pontos ficaram em estado de choque. Situação que não melhorou no 1º nível. Sobretudo aos Golfinhos. Foram uma de duas equipas a não ter uma directa e ainda viram duas perguntas, para eles, darem a volta à sala na mesma ronda. Não é inédito mas foi a segunda vez a suceder, que eu tenha assistido. Também os BMV c/ Laranja, depois da glória no mês passado, desceu ao inferno e passou completamente ao lado das directas. Valentejanus e a Liga dos Últimos completaram o ramalhete das equipas que ficaram abaixo de dez pontos, situação que também não sendo inédita, é tremendamente chata para quem vai jogar e apanha bonés. A sexta equipa a ficar eliminada saiu de um lote de três equipas empatadas no 9º lugar, a que se teve de recorrer a sistema de desempate. Esta sim, inédita com três equipas! Perderam os Lais da Carangueja na “negra” e viram acabar, de uma forma inglória, uma boa série de resultados no campeonato. Por causa
da Tele-Culinária. Ou seria da Victoria?Na frente seguiam os Fonix, logo seguido a 2 pontos de Cavaleiros, Ursinhos e Zbroing, todos bem empatadinhos. A Irmandade do Bordel, depois de duas rondas a zero, viria a recuperar terreno e ficava bem posicionada para a final. Os Indomáveis safaram-se, in extremis da eliminação nas duas últimas perguntas, eles que a meio pareciam ter desistido de jogar, e forçaram as três equipas já citadas ao desempate. Mais estava para vir.
Num nível igualmente desnivelado, houve muitos nervos à mistura. Os Ursinhos perderam as estribeiras, os Indomáveis “bufaram” quando viram uma resposta ser entregue de bandeja à mesa do lado e até os Ambite não tiveram direito a segunda hipótese numa resposta, apesar de não ter sido o “porta-voz” a falar. Mas isso já lá vai. Estes últimos, em risco de não participar por não ter equipa titular, lá conseguiram o milagre de chegar a esta fase da jornada. Mais era impossível. Despediu-se com zero do segundo nível e aumenta uma crise devido, não tanto aos resultados, mas de titulares a não poderem comparecer por questões de vida pessoais. Melhores dias virão para os Ambite. Os 3 Espertalhos do Carinho, esses eternos titulares sem suplentes acabaram com uma série negra de primeiros níveis, mas mais não conseguiram. A Irmandade do Bordel desacelerou e viu-se ultrapassada por dois concorrentes. Era só mais uma directa… 
Mas a única grande surpresa da jornada viria dos Fernandos Mamedes. Duas jornadas seguidas fora da final, já não sucedia desde Abril de… 2006! O ainda candidato nº1 ao título, não anda a ter a estrelinha dos campeões. Passaram ao lado do quiz como quase todos. Só que os favoritos estavam todos na final, como costuma acontecer nos quizes mais crípticos. E os Mamedes, não. E não me parece, que seja pelo mero não saber as perguntas. Cheira-me que deve ter havido imensas do "eu sei esta, mas não chega cá!" Tremenda falta de sorte! E realmente nunca conseguiu pôr o TGV a andar, nesta jornada. Balanço: Estão a 12 pontos do líder, ainda não ganharam este ano e já vão 6 jornadas sem vencer. Semelhante registo teve em 2007, mas numa das jornadas foram os organizadores, portanto a participação não conta. Já não têm mais margem para falhar, sob pena de entregar o título, mesmo considerando que ainda nem vamos a meio. Tremam todos, meus polegarzinhos! Quando o gigante acordar, calçará as botas de sete léguas!
Na frente, os Ursinhos encostavam aos Fonix, forçando-os a terem que fazer mais pontos que os primeiros para o nível final. Estas duas equipas foram os reis (ou as rainhas, melhor dizendo) do 2º nível e deixavam a concorrência praticamente fora da corrida, a menos que surgisse mais uma surpresa. Zbroings e Frikadælløs também não tiveram grandes sobressaltos, mas os Cavaleiros do Apocalipse arriscaram-se a ficar de fora. Valeu-lhes a situação, em que na última ronda só Ursinhos é que responderam mais que um ponto. A última vaga fechou com os Indomáveis a fazerem uma jornada de trás para a frente. Não deixaram fugir muito a concorrência e podem encarar a organização em Maio, um pouco mais aliviados.
Dz? Isso é o acrónimo que uso para agradecer em polaco!
Não há muito a dizer deste nível. Os Ursinhos tocaram a rebate e aceleraram para o topo da árvore, deixando os Fonix irremediavelmente para trás . Com tão poucos pontos a serem distribuídos, nem houve troca de posições.
Os Cavaleiros tiveram uma jornada que lhes passou ao lado, nos últimos níveis. Valeu-lhes o facto de ter passado ao lado de quase todos. Não lhes correu tão bem como Março, mas uma final conta sempre e vão em perseguição dos actuais lideres.
Os Frikadælløs vão na terceira final em quatro jornadas e já se pode dizer que são mais uma equipa com um registo de finais acima de 50%. Ganham experiência, têm um bom plantel e não falharam nos momentos decisivos. Podium há-de vir já a seguir.
Os Zbroing 747 põem termo a uma fase menos feliz, arrancando o segundo podium do ano. Tem um 5 temível… quando estão todos disponíveis. Ainda irão a tempo do título? Sempre a ter em conta no futuro. Apesar da fotografia final!... (com o óbvio consentimento deles)
A Ordem do Fonix são os que mais lucraram com esta jornada. Perderam gaz nos momentos finais, mas distanciaram-se bastante dos seus adversários mais directos. Demonstraram que são, para já a mais regular deste ano, com o pleno de finais e três podiuns. É curioso notar que nas organizações em que falharam o ano passado, desta vez passaram incólumes. Ou será uma questão das férias em Agosto? Não sei. Mas, salvo erro, apresentaram sempre o mesmo 5 este ano, o que denota estabilidade. Estão de boa saúde e são, por enquanto o mais forte candidato a destronar os Mamedes.
Mas a noite foi de Grizzlies!
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