
Vice-campeões "em título" e actuais líderes do campeonato. A Ordem do Fónix é a equipa que se segue na lista dos organizadores deste ano e que vai fechar esta 1ª volta do campeonato antes das férias.
Deles fala-se muito, mas pouco se sabe. Aqui vai um exaustivo mas muito saboroso perfil de uma renovada velha equipa do campeonato que, pela voz do Filipe Bravo (FB) e não só, levou à letra (e muito bem) a frase "tópicos de conversa" que tanto gosto. E ainda nos oferece uma grande surpresa no final da entrevista!
Quem são?
O senhor de cabelos brancos é o “Comandante” e é advogado. O rapaz de barbicha e óculos é o Frederico Duarte Carvalho e é jornalista. O único elemento do sexo feminino é a Carlota
Almeida e dá aulas de Direito Penal. O Zé Guilherme é aquele que tem um ar mais bem composto e pagina uma revista de livros. FB., eu, é o tipo mais maior. Outro jornalista. Tirando o Zé Guilherme, que é a mais recente aquisição do colectivo, os outros quatro são amigos há muitos anos – variável, pode chegar aos 30 anos (caso de FB e Comandante) e nunca é inferior a uma dúzia.
Há quanto tempo jogam quiz e como souberam da cascata?
A pedido do próprio, a resposta é dada pelo “Comandante”.
Fala, Zé Pedro:
C - “Um louco a aturar outros loucos, que fazem perguntas loucas. Jogo “quiz”, com esta designação, desde que o Frederico me levou ao Quiz Bar. A Cascata chegou a esta malta desde que levei alguns dos frequentadores do Quiz Bar ao restaurante Terreiro do Paço, para onde tinha sido convidado pelo Miguel Júdice, que organizava jantares de Quiz com este formato”
O nome (especialmente a dúvida Police: De "do", not De "da" )
É um jogo de palavras a partir da Ordem da Fénix, dos Harry Potters. Em vez da Fénix, consagrámos o Fónix, interjeição “tuga” vincadamente masculina e decididamente familiar do “fosga-se!”
Fónix! Tem de ser masculino, não é?
O nome foi dado por mim e surgiu de imediato, num “flash”, quando estava a conspirar ao telefone com o Zé Pedro para a formação de uma equipa… que ia nascer das cinzas dos Lagartixas (rip) e dos Fósseis Paleocêntriicos (rip). Foi de aceitação imediata pelo “Comandante” e pelos outros três que convidámos para entrar para a Ordem.
Desempenho da Ordem
Desportivamente… o balanço é bom, só pode ser. Única equipa que em 2008 fez frente aos Mamedes na conquista do tri. Líderes em 2009 (e favoritos, para alguns analistas : ) (hum).
A Ordem foi formada com três ex-lagartixas e dois ex-fósseis, com base num critério muito simples: do grupo dos elementos bons, escolhemos os que mais queriam jogar. Nos primeiros meses, um dos elementos decidiu deixar de jogar quiz e o seu lugar ficou vago nesse primeiro ano, passando pela cadeira do “quinto elemento” vários jogadores. A partir de Janeiro deste ano, esse lugar é da Carlota, que foi quem mais mostrou esse ponto essencial – vontade de jogar.
Por isso, a equipa é super-estável. Sempre o mesmo “cinco”, só em circunstâncias anómalas o não será. O contrário dos Lagartixas, no segundo ano de vida, em que, apesar de a equipa ter formalmente nove elementos, era o cabo da agonia conseguir juntar quatro que fosse. Chegámos a jogar algumas vezes em trio (e fomos ao pódio…).
Resumindo: apostámos na estabilidade.
"RFA+RDA"?…
Não foi uma fusão, em rigor.
Como já se falou acima, Comandante, FB e Fred já tinham jogado juntos. Noutras paragens (Quiz Bar, Terreiro do Paço,...) e mesmo na Ajuda.Aliás, na fase pré-campeonato, em 2005, FB jogou pelos Fósseis, de resto com assinalável sucesso.
De alguma forma, os Lagartixas são uma “cisão”, estreando-se nesse Outono com um terceiro lugar (e depois outro, e outro…). Essa “cisão” nada teve a ver com o Comandante. É meu amigo, era e vai continuar a ser. Por isso, era normal que, noutro contexto (o desgaste de Fósseis e de Lagartixas e um Pascoalinho armado em cavaleiro), voltássemos a jogar juntos.
Análise do campeonato…
Continua a motivar muita gente na terceira sexta-feira a rumar até à Ajuda. É um hobby que ainda não entrou em crise nem precisa de grandes liftings.
Uma preocupação que se apresentava no início do ano era a do crescimento “incomportável” do número de equipas. Provavelmente, já não será tão da ordem do dia, a atestar pelas ausências de algumas das equipas menos fortes, nas últimas jornadas.
Mas se no final do ano voltarem a aparecer novos candidatos (o que é possível), se calhar terá de voltar à ordem do dia a discussão do alargamento…
Um tema para voltar a falar, de forma séria, lá mais para o Outono.
Desempenho – expectativas
Num ano em que a regularidade parece ser essencial, não estamos mal. Seis finais em seis, quase sempre com pódio, uma vitória. Única equipa que depende de si própria, e não de escorregadelas de terceiros, para ser campeã. Que é o que pretendemos para este ano.
Adversários directos: Mamedes e Cavaleiros
Os Mamedes, mesmo que só somem vitórias até ao Natal, terão menos pontos que em 2008. Os Cavaleiros estão melhores que em 2008, qb.
Demérito deles? Talvez não. Talvez mais mérito dos restantes, que estão a tornar a entrada no top-6 numa missão cada vez mais difícil.
Por enquanto, só a Ordem vai aguentando bem a barca… espero que até ao chegar do Inverno.
Estabilidade
Sim, a estabilidade é o segredo do negócio. Quem a não tem, que a procure, recomendo. Juntem elementos mais regulares de equipas menos estáveis, para formar equipas mais “blindadas”.
Mais vale um campeonato com menos equipas, mas com equipas mais coesas e mais fortes… tipo Mamedes e Fónixes…
Organização

Já fizemos a conferência do jogo, que já tem uma “primeira versão final”. Daqui para a frente, só limar arestas, só "fine tuning".
O Frederico vai estar todo o Verão em Inglaterra (volta lá para Setembro) e não participa. O Comandante não estará no jogo, também, mas mandou dois ou três bitaites. A participação da Carlota também é relativamente moderada. O jogo é maioritariamente meu, com participação assinalável do Zé Guilherme.
Na Ajuda vão estar a Carlota, o ZG e eu.
Na conferência do jogo as inovações que eu queria, como imagens e sons na fase de cascata, foram vetadas, por razões de eficiência técnica. Fica para a próxima. Será então o que eu chamo de um quiz de formato tradicional.
Na parte escrita, optou-se por “não chatear” em demasia. (o Comandante aí esteve inabilitado, descansem…)
Terá quatro grupos, que passo a descrever:
1º identificar o que se pede, relativamente a uma lista escrita.
2º identificar nove imagens, em três grupos temáticos (ou seja, três imagens de um tema, três de outro, mais três de outro ainda)
3º identificar uns “sons”-… explicações adicionais só no próprio dia, por razões estratégicas.
4º identificar os intérpretes de dois ou três temas.
A cotação deve ser, em princípio:
Lista, 2 pontos
Imagens, 5 pontos
“Sons” 1 ponto (é apenas uma brincadeira…)
Músicas 2 pontos
Na fase cascata, há uma ordenação que segue tendencialmente os seis temas do TRIVIAL. Ou seja, apenas uma pergunta de cada tema por nível, para cada equipa. E cada equipa com todas as perguntas de temas diferentes.
Este esquema é tendencial e não totalmente “pefeito”, porque há perguntas que podem cair em mais que um tema, como bem se viu no jogo dos Mamedes. (Primeiro-Ministro que foi filho de treinador de futebol do Benfica, é política, ou futebol?) Há no nosso jogo “guilhotinas” com, por exemplo teórico, futebol, séries de tv e livros. É Desporto, Espectáculos ou Literatura?
Em frente… O jogo está equilibrado, de qualquer forma, isso o garanto.
Ninguém vai receber quatro perguntas de futebol no nível 1, ou três de geografia no nível 2, ou no 3. Duas… só se uma delas for “mista”, e será uma verdadeira excepção. Está a ser feito um esforço para que o jogo seja mais acessível que o último que fiz, e que teve uma dúzia de perguntas a dar a volta à sala no nível 1. Se tiver três ou quatro, já será um grande avanço : ).
O nível 2 e o 3 serão razoavelmente jogáveis, espero.
Em que vale a pena apostar, na preparação? Não nas actualidades. Não há, desiludam-se. Parem de ler e sublinhar o Publico e a revista do Expresso, ou o que seja, porque NÃO VALE A PENA.
Não há – não há mesmo, perguntas de actualidade.
Podem estar-se a cagar para o festival Optimus Live, para a discografia do Michael Jackson (oh FB, a discografia dele já deixou de ser actualidade há imenso tempo!), para os arguidos do caso BPN, para tudo o que tenha sido tema de jornal nos últimos meses largos. Não é preciso saber, também, o ranking da Michelle Larcher de Grito, ou a quantos decibéis berra. Nem quantas medalhas Portugal vai trazer dos Jogos da Lusofonia…Perceberam? JOGO SEM ACTUALIDADES. Alguns dos temas mais recorrentes nos últimos Jogos, como o Cinema e o Futebol, também serão “menos vistos”. Por gosto pessoal.
Mas haverá “Espectáculo” e “Desporto”, claro, em doses equilibradas. (cerca de um sexto do total, para cada).
Por gosto pessoal, o jogo terá mais perguntas de literatura que o habitual, e terá perguntas de temas menos vistos, como Direito, Tauromaquia, etc.
Mais: terá perguntas sobre todo e qualquer tema que quiserem pedir, desde que não excessivamente particularizado. Por exemplo: filmes do Harry Potter (que já tem), Países de língua portuguesa (que já tem), Moda (que já tem…). Mas não HP e a Pedra Filosofal, enclave de Ocussi ou Galiano…Quem quiser pedir (um pedido por equipa, sff) pode fazê-lo nesta caixa. Se fizer sentido, garanto que haverá perguntas disso. (Algumas equipas já o fizeram. Por exemplo, tauromaquia é pedido do Tirapicos).
Espero que gostem do jogo, está a ser feito com algum cuidado, isso garanto.
Abraços
FB
Toca a encher a caixa com pedidos! Não se esqueçam de "dizer a frase"!
Adenda: Pela primeira vez, decido dar uma explicação para o título escolhido por mim para esta entrevista.
Apesar da conotação vincadamente histórica e política que ela "parece encerrar", não deixam de ser duas palavras que, juntas, podem estar inseridas noutros contextos que não esse. Trata-se (também) de descontextualizar uma frase banal, dado que para mim se adequa perfeitamente a esta entrevista. Podia arranjar outra? Podia. Mas para quê? Colar este título específico a uma ideia política, faz tanto sentido quanto o mais famoso livro de Bret Easton Ellis.
E vamos jogar dia 17!
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