terça-feira, 16 de junho de 2009

BALANÇO DO CAMPEONATO

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5 jornadas decorridas, que balanço se faz deste campeonato?
Começou estranho, continuou estranho, ainda está estranho...
Das organizações já se falou muito. Esperemos que até ao final do ano, o pior que se possa dizer das que ainda faltam seja: "Foi um quiz regular". O que já é um enorme elogio.
Mas falemos antes do que, por enquanto pouco se disse: Os resultados, as classificações, as equipas!
5 jornadas, 5 vitórias para 5 equipas diferentes. O campeonato está bem emotivo, nesta primeira metade de campeonato. Apesar da liderança relativamente confortável da Ordem, a verdade é que não temos uma grande distância entre os três primeiros e a demais concorrência, como sucedia nos dois primeiros anos.
Portanto, quem levará o quarto caneco para casa?


Os 3 da vida airada!

A Ordem do Fónix, Fernandos Mamedes e Cavaleiros do Apocalipse.

Um destes três reúne melhores condições para sorrir quando soar o apito,... perdão, a pergunta final.
Começamos pelos campeões em título.
Este ano, já estabeleceram alguns recordes negativos (com tantos positivos, basta duas jornadas menos boas, que só por si já passam a ser negativos). Que se passou com os Fernandos Mamedes neste início de campeonato? 3 finais em 5, todas elas no podium, mais duas 2ªs fases. Não é um registo fraco, de maneira nenhuma, mas as duas jornadas em que falharam a final, pode levar a crer que estão cansados de ganhar e que precisam de novos desafios.
A mais pura das ilusões! É preciso não esquecer que, este ano ninguém tem finais asseguradas, tal é o salto qualitativo que as equipas do meio da tabela deram. Portanto, os Mamedes não estão desgastados e a prova está nos três podiuns que alcançaram.
Talvez não tenham estado tão concentrados como em outras alturas, mas a vontade de vencer seguramente está lá. Estão apenas a prepararem-se para um novo desafio: começar em Julho (este mês organizam) a cavalgada para o 4º consecutivo. Conseguirão?
Mas o actual líder é que não está pelos ajustes.
A Ordem do Fónix segue com uma vantagem de 8 pontos e terminará a jornada de Junho no 1º lugar, mesmo que em ex-aequo.
O 5 de El Comandante está íncólume. Conseguiu o mais difícil que foi o pleno de finais. Estão a "destoar" da restante concorrência, nestas jornadas tremendamente acidentadas em que todos os favoritos a... qualquer lugar honroso, caíram pelo menos duas vezes. (Com uma outra excepção, mas já lá vamos)
Já disse anteriormente, que para mim um dos segredos do sucesso da Ordem foi manter o mesmo 5 desde o início, com tudo o que isso implica. Como nenhum deles vai para Bruxelas em "trabalhos forçados"... (grande piscadela de olho!) a tendência será para continuar. Sobretudo porque onde a Ordem falhou o ano passado, no que às equipas organizadoras diz respeito, este ano passou que nem uma brisa. E o ciclo de organizações em que tiveram maior sucesso o ano passado, vai começar agora. Será que após as férias, é uma questão psicológica?
A resposta segue dentro de alguns meses.
Como este cronista acha que ela (resposta) tem mais chances de ser negativa, são para mim o candidato nº1 deste ano.
Quem espreita deslizes maiores ou pelo menos iguais dos seus adversários directos, em relação aos que já fizeram eles próprios, são os Cavaleiros do Apocalipse.
Qualquer semelhança com a equipa do ano passado é pura coincidência. Estão mais fortes, mais estáveis e tem hipóteses de acabar em primeiro lugar antes das férias. Já chegaram a ser lideres do campeonato em Março, mas dois resultados menos bons, atiraram-lhes para o 3º lugar a onze pontos.
Com franqueza, não sei muito bem se este ano será o do título. Mas sei que venderão cara a derrota, pois os Cavaleiros estão no bom caminho para recuperar o podium final, perdido o ano passado. São das equipas de topo, as que dispõem de maior rotatividade entre os seus elementos. Isso não lhes retira estabilidade, dado que são claramente o melhor plantel da cascata quando contamos também com os suplentes, sobretudo porque todos são "habitués" desde 2006. Sorrirão eles no final? Não sabemos. Mas este ano, após quase metade de campeonato, regressaram de pleno direito ao lote restrito de candidatos ao título.
11 pontos separam o primeiro do terceiro. E cada uma delas ainda tem que organizar. Os dois primeiros são já de seguida. Os Cavaleiros na penúltima jornada.
Terá alguma influência no resultado final? Talvez sim, talvez não.
Nenhuma delas o faz em Dezembro, mês em que costuma haver mais baixas nos planteis. Por outro lado, Julho poderá ser o mês de férias para alguns elementos. Facto que poderá beneficiar os Fónix. A ver vamos.

O grande pelotão Uefeiro
Do 4º ao 8º, dois pontos separam as equipas. E se incluirmos o 9º, continuam a ser apenas cinco pontos. Estas 6 equipas estão apostadas, no mínimo a acabar nos lugares de "Taça Uefa", agora Taça "Europa". Ou seja, entre os 6 primeiros lugares. Muita competição e emotividade ainda vai haver entre estas equipas. E até pode ser que a possibilidade de um deles acabar no podium não seja de todo inviável. Afinal, este campeonato já não é o que era. Para melhor.
Vamos dissecá-los, começando pelos dois grandes outsiders do ano passado.

Os Zbroing 747! estão a passar uma fase menos boa. Dois 3ºs lugares vão amenizando as restantes três vezes em que ficaram à porta. Isto não chega para defender o podium do ano passado. Aquele que foi o plantel mais recheado do ano passado, senão em qualidade pelo menos em quantidade, levou este ano uma machadada muito forte quando parte deste conjunto formou uma outra equipa. E se o ano passado, dava para gerir as ausências de um ou mais elementos, sem prejuízo de monta; este ano, isso tornou-se mais preocupante. A ver vamos se ainda conseguem este ano suprir, ou pelo menos contornar essas dificuldades. Quando estão os cinco, são temíveis! Quando não estão..., há pelo menos dez equipas que não demonstram piedade com eles.
Já os Ursinhos Bobó, não apresentam problemas de maior no plantel, excepto as ausências. A única equipa de topo que faltou uma jornada por impedimentos pessoais e ainda outra jornada em que estiveram desfalcados, faz com que o balanço das restantes três jornadas até seja positivo. Duas finais, uma delas como vencedor e apenas um 2º nível. Mas a classificação não se compadeceu com eles, estando nuns estranhíssimos 7º lugar. No entanto, parece-me que reúnem condições para ainda ambicionar o podium. Sempre foram uma equipa muito compacta, sem grandes mexidas, mas com um ponto contra que é ter pouco plantel, e como tal mais permissivo a falharem em jornadas mais estranhas (pois nenhuma equipa domina tudo). Resta saber se as ausências de razão pessoal são esporádicas. Se assim forem, há que contar com eles para a ponta final deste campeonato. E se o 3º lugar estiver à vista, em Dezembro estarão lá todos!
Os Indomáveis SAD são outra das equipas candidatas a terminarem nos seis primeiros lugares. Já "despacharam a organização", (nenhuma das anteriores o fez ainda!) e já têm a ambicionada primeira vitória numa jornada, após tantas tentativas falhadas. A questão dos Indomáveis nunca foi a qualidade do plantel. Foi sobretudo as "faltas" do plantel. Por isso, eles são capazes do melhor e do pior. Mas costumam ser mais fortes a partir do meio do campeonato. E como já estão em 6º lugar..., não me admirava nada que melhorem ou pelo menos igualem a sua melhor classificação do campeonato. Precisamente o 6º lugar. O pior foi um 8º em 2007. Este ano, dificilmente registarão uma classificação final abaixo disso. A tendência agora é para subir.

O que estas três equipas não contavam, era com os novos galos de poleiro!


À cabeça, os Feios Porcos e Maus. Sensacionalmente ou talvez não, estão em 4º lugar no campeonato. O ano passado, esta nova equipa provou que não vinha fazer figura de corpo presente. E após um começo regular, colecionaram quatro finais consecutivas que só não teve um possível desfecho uefeiro, devido às duas faltas de comparência já na segunda metade. Mas também é certo que, apesar da qualidade do plantel (e ao contrário dos Ursinhos), costumam ter frequentemente baixas de vulto que faz com que seja a equipa com o desfecho mais imprevisível, não só para cada jornada mas também para a posição final no campeonato. Qual é o valor das apostas para eles? Muito altas... para qualquer lugar. Desde o podium até ao décimo. Se não tiverem faltas de comparência, ou no mínimo muitas faltas de plantel durante o ano, estarão sem grande favor entre os seis primeiros lugares. Com o benefício de já terem despachado a organização! E são uma aposta sólida para o próximo estreante a vencer uma jornada. Quem sabe este ano.

E que dizer dos Frikadælløs? Estreia mais auspiciosa era impossível. 4 finais em 5, actual 5º lugar com os mesmos pontos do 4º, com a benesse de não organizarem este ano. Dão que falar como estreia, ...mas não são estreantes. Boa parte deles já jogava cascata com os Zbroing. Portanto, são uma equipa com experiência. Isso não lhes retira o mérito de serem estreantes. Mas em pouco tempo criaram uma dinâmica de equipa muito forte e que lhes permitiu alcançar bons lugares, a que só lhes falta pelo menos um podium. Com um plantel muito internacional, a Taça Europa para eles não é uma miragem. E é uma boa aposta para acabar dentro dos seis primeiros lugares.
Os BMV com Laranja seguem em nono mas pertinho do quarto. O ano passado a fusão não deu o sabor desejado, mas este ano querem bem mais. E já funcionam como equipa bem oleada. A acabar os campeonatos no meio da tabela, este ano já conseguiram um 2º lugar e mais uma final em quatro possíveis (ou três, já que em Janeiro estavam desfalcados). Muita experiência não lhes falta. Jogam a cascata desde o início, e andam nestas lides desde o "despertar do século"! O plantel é fixo, estão sempre lá a menos que se ... casem (mais uma piscadela de olho). São frequentemente apontados como um candidato falhado a melhores lugares. Sorrateiramente, reúnem todas as condições para que este seja o ano em que finalmente vão provar o contrário e chegar aos seis primeiros lugares. Estão na grande molhada e é para contar com eles em todas as jornadas.

E os restantes?


Só mais três equipas chegaram a uma final. As restantes seis nem isso.

Se é certo que o atraso, apesar de grande, não é ainda significativo; só uma segunda metade em grande estilo de qualquer uma delas é que permitirá alcançar ainda o 6º lugar.

Os Ambite são a única equipa que poderá ainda ser capaz disso. Provaram o ano passado. Mas este ano, as grandes dificuldades em conseguir um plantel de 5 têm sido difíceis de superar. As melhoras só a partir de Julho.

A Irmandade do Bordel já deram um ar da sua graça, e a tendência é para subir de nível. Seguramente conseguirão chegar a mais finais. Será suficiente para chegar à primeira metade da tabela?

Os N.n.a.p.e.d. são também uma equipa de bom valor... mas inconstante. As ausências tem sido o grande problema todos os anos. Este ano, nem um segundo nível para amostra. Mas têm mais do que qualidade para não acabar o campeonato sem pelo menos duas finais no buxo. E costumam ser surpreendentes, quando menos se espera.
Os Espertalhos do Carinho pautam pela mesma bitola dos N.n.a.p.e.d. Não costumam terminar o ano sem pelo menos duas finais. Mas com apenas três elementos titulares, talvez não chegue num campeonato bastante mais competitivo este ano.


Os Lais da Carangueja têm cara lavada e já demonstraram que deixaram de ser bombos da festa. Por enquanto só têm uma final mas poderá haver ainda uma surpresa da parte deles, no que à primeira metade da tabela diz respeito. Qualidade não lhes falta. E na parte escrita, levam um avanço assustador!
Os Golfinhos, Favaios e Co. têm estado muito azarados, para quem o ano passado teve uma sequência de 6 jornadas em 2.3.1 (duas finais, três 2º nível e apenas um 1º nível). Também ainda não chegaram ao 2º nível este ano. Mas esta equipa bem disposta já provou que numa boa conjuntura chegar à final não é tão complicado como foi noutros tempos.
A Liga dos Últimos já leva dois 2º níveis. Para já, a tendência é ganhar experiência. Mesmo com alguns elementos que têm jogado cascata. Para o ano, poderão beneficiar dela mesmo, para alcançar um resultado final mais interessante. A menos, que comece ainda este ano.
Os Valentejanus também estão no mesmo barco da L. dos Ultimos. Com alguns elementos também de outras equipas em 2008, a tendência será sempre para progredir. Faltaram em Maio. Ausência por motivos pessoais? Esperemos que tenha sido só isso.

E a última equipa deste campeonato
No ano de 2029, os Fonix estarão às bengaladas com os Mamedes e os Cavaleiros pelo 6º lugar. Os Zbroings e os Ursinhos pela primeira metade da tabela. Os Indomáveis, os Ambite, os BMV para não descer. Nessa altura, os Defenestradores estarão a festejar o 7º título consecutivo.
Mas por enquanto, em 2009, eles são claramente o plantel mais jovem (bastante mais) e ainda são Defenestrados. Talvez por isso, não se afigura que eles conquistem tão cedo uma final. Mas são bem dispostos, vêm quando os exames universitários os permitem e disfrutam isto por carolice. São a equipa mais fraca da cascata, mas apenas devido à sua idade, ainda tão verde em "vivência". Num futuro estarão mais bem apetrechados para competir connosco, os galfarros. Com o bonus de acumular a experiência para altos voos daqui a uns anos. E nessa altura, cuidado com eles!
As probabilidades estão na mesa.
Quem ganhará o campeonato? E quem fica no podium?
E nos lugares da Uefa?
E na primeira metade da tabela?
E dentro dos lugares "organizáveis"?
Toca a apostar!
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

PERFIL - INDOMÁVEIS, SAD

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PASSO!




Por lapso meu antes da jornada da Maio, e mais tarde por falta de disponibilidade, não foi possível apresentar a entrevista dos Indomáveis SAD. A eles, as minhas sinceras desculpas.
Aqui vai então a curta entrevista para quem ainda não os conhece, na voz do M. Vaza


Quem são os Indomáveis?

Marco, Pedro, João, Joana, Isabel e Filipe.


Qual a origem do nome?

Em rigor, o nome é Indomáveis SAD. Tem a ver com uma campanha de promoção das game-box do Sporting há uns anos. A equipa evoluiu, deu nas vistas, atraiu patrocinadores e, com as receitas acumuladas, tivemos de criar uma SAD. Não temos passivo, nem dívidas, somos um bom investimento, com dividendos chorudos aos nossos accionistas. E já jogamos quizes desde 2005, mais coisa menos coisa.


Sendo uma das equipas de estreia da cascata, como têm visto a evolução de ano para ano?

Falando por mim, acho que os jogos estão a ficar muito chatos, porque são demasiadas equipas e os jogos prolongam-se demasiado. E pensava que por esta altura já houvesse federação e que já teria sido, pelo menos, modalidade de exibição nos Jogos Olímpicos de Inverno.


São claramente uma boa equipa. O que vos tem faltado para irem mais longe?

Nada. Temos tudo, mas não nos deixam... (reticências propositadas, por favor não apagar, é para aumentar a suspeição sobre o campeonato)


Após a aguardada e merecida 1ª vitória, que expectativas para a vossa prestação este ano?

Resposta padrão de desportista nº 1: Entramos em todos os jogos para ganhar e queremos ganhar todas as competições em que estamos envolvidos.


Frases recorrentes?

Passo.


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domingo, 17 de maio de 2009

CRÓNICA DE MAIO

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Fernando Mamede? À CARLOS LOPES!




Finalmente a vitória!
Tardou, mas não faltou.
Num dos quizes mais imprevisíveis quanto ao desfecho, os Fernandos Mamedes estiveram sempre na linha da frente e, como uns verdadeiros campeões, agarraram uma vitória que, diga-se a verdade, podia ter pingado para qualquer lado. Uma corrida sempre a controlar, a estrelinha brilhou alto. Diminuíram a desvantagem para os lideres e ainda saltaram para o 2º da geral. Em boa hora (ou na Ajuda), dado que vão ser os próximos a organizarem.
Estão de volta. Parabéns!


Outras equipas também mereceram grande destaque, mas neste segmento vou falar apenas dos Feios, Porcos e Maus. Mais do que a prestação valorosa, é o primeiro podium! E logo o segundo lugar. Temos candidato no futuro. Numa jornada que parecia talhada para eles, não enjeitaram a hipótese da vitória e perseguiram-na com muito boa disposição. Faltou-lhes o endurance da parte final. E fica célebre a frase proferida, ao jeito da Hermínia Silva: "Oh Baptista!" São, de momento os mais fortes candidatos a estrearem-se numa vitória.




Onde estou eu, hoje?



Não me vou alongar muito na análise à organização. Em primeiro lugar, porque nem queria falar dela, tendo delegado para outrem. Mas decido fazê-la porque gostava de realçar um aspecto mais importante do que a forma como decorreu a jornada. E essa é a segunda razão. Mas já lá vamos.
A organização dos Indomáveis, SAD foi fraca. Claro que sou mais exigente a quem já o faz pela terceira vez. Mas começo a ter medo do signo do "3". Isto é, quando a estreia é boa, a tendência é para ir piorando até à 3ª organização. Os Indomáveis não fugiram a esta regra, que começa já a ser uma maldição.
Pelo que me apercebi, os Indomáveis têm dois temas essenciais nos seus quizes. A actualidade e o Ténis. Muitos de nós já sabiam, portanto nem vejo porque reclamar com estes temas. Todos têm as suas impressões digitais e quem joga tem que se adaptar a isso.
Mas houve um exagero tão grande pelas actualidades que muitas perguntas caíram na categoria da curiosidade. Coisas que daqui a um mês, ninguém se lembra. E as perguntas de números do género "euromilhões" são sempre frustrantes.
Mas talvez o pior de tudo, foi a confusão que se gerou por causa dos pontos. Pergunto sem malícia: Não podiam ter pedido a mais uma pessoa para ter vindo? As pessoas são como são, mas se há uma natural pré-disposição para fazer confusão com números... uma mais organizada teria dado jeito.
Enfim.


Já que se irá falar muito dos aspectos negativos deste quiz, decido falar de alguns (poucos) positivos. Bem-vinda sejas pelo teu regresso, oh Literatura! Desde a erudita Marguerite Yourcenar até ao comercial Paul Auster, foram poucas mas foram boas. Uma ronda de música, como diz uma amiga minha, faz sempre "imensa toilette". E já andava arredada desde o ano passado. Ciências, nem vê-las. Ainda bem porque meter foice em seara alheia... é preferível assim.
E ainda a rapidez com que a jornada decorreu. Marco V. e Pedro K. foram rápidos e eficazes a lidar com a apresentação. Pode ter começado tarde, mas acabou antes das três da manhã. Óptimo! Isto chama-se experiência. Mais aspectos positivos terá havido. Que se fale também disso.




E agora? O que se passa com este campeonato?
Um conjunto infeliz de circunstâncias, alimentadas a gasolina por muitos comentários.
Será que está a haver desinteresse e desmotivação?
Vou falar por mim. Não tenho e nunca tive falta de interesse por ele. Embora esteja um pouco desmotivado. Mas é sobretudo pelo momento menos bom que a minha equipa atravessa.

Este campeonato é fantástico! Acreditem. É único no género. É bem pensado e estruturalmente bem oleado. Temos um espaço que nos é alugado e que nunca deu problema. Um sistema de pontuação pensado. Blogues que vão dando o mais importante, que são as classificações, datas e organizadores. Temos emoção e suspense. Os grandes craques, os outsiders, os que participam pelo gozo. Luta pelos melhores lugares, e não falo só do podium.
É toda uma estrutura que funciona.
Sim, há picardias. Qual é o campeonato em que as equipas não se picam umas às outras? Quem não quer entrar nas confusões, também pode tirar gozo disto. Basta alhearem-se.
Agora, isto não é um quiz semanal. É um campeonato! Há competitividade e tem que haver. Não é só umas dezenas de pessoas que vêm cá para se divertir, porque para isso estou melhor noutro sítio qualquer. E os próprios quizes semanais, já têm essa função. Lá, o convívio ganha outra dimensão. Aqui não há tempo para isso. O que aconteceria num jogo de qualquer modalidade, se de repente os jogadores a meio do jogo começassem a perguntar pela família? Por favor! Isto não é um convívio de Pichonére (está mal escrito de propósito). Há equipas que levam isto demasiado a sério, dizem alguns? Deixem-lhes. Há uma vida lá fora, realmente. Mas também há uma vida cá dentro. E há quem vibre com a nossa Liga dos Campeões. Porque o seu ser assim foi talhado. Não têm esse direito?
Agora, onde é que isto está a falhar?
As organizações talvez. Têm tido muitos problemas este ano. A falta de tempo tem sido uma justificação. Com tantas faltas de tempo, temos que começar a admitir que é esse o grão da engrenagem e que tem sido o ponto de partida para muita confusão. Como vamos lidar com isto? Reduzir o número de perguntas? Porque isso pode melhorar a performance da organização, subindo de fraco para regular. Organizações conjuntas? Há 18 equipas. Porque não dar trabalho a todas para o ano? Dois níveis em vez de três? Ou níveis bi-partidos.
Tantas hipóteses que pode haver. Mas que todos em conjunto pensemos e criemos a melhor forma de melhorar o campeonato.
Eu adoro este campeonato e muito me custaria vê-lo acabar por inércia.





Quem faz um filho, fá-lo por gosto!


O que a parte escrita desequilibrou, o 1º nível equilibrou. Os Feios, Porcos e Maus tomaram a dianteira na escrita, mas quem estava atrasado, não se sentiu logo de fora. Foi um jogo de sorte, em que ninguém se viu muito confortável. Com os Valentejanus a faltarem, os dois afundanços vieram das equipas mais defalcadas neste mês. Os Espertalhos do Carinho à espera de melhores dias e sobretudo os Ursinhos Bobó! Que maldição esta para as equipas que fazem jornadas brilhantes num mês? Seguiram os passos de outras equipas que após uma jornada gloriosa, mergulham às profundezas. Realce-se a situação inédita de que nunca os Ursinhos se ficaram pelo 1º nível. O que atesta a grande competitividade das equipas este ano.
Num 1º nível em que as distâncias entre o 1º e os últimos foram muito curtas, os N.n.a.p.e.d. e os Golfinhos não arranjam forma de sair de uma série negra de maus resultados. A outra equipa que este ano também não passou do 1º nível, quase que o fazia. Falo dos Defenestrados, que se portaram muito bem dentro dos seus limites e por pouco que não passavam ao 2º nível. Quem se viu metido mais uma vez em desempates, embora desta vez perdendo pela regra dos "golos fora", foram os Lais da Carangueja. Esperemos pelas próximas jornadas para ver como todas estas equipas reagem.
As grandes palmas da noite foram para a Simone de Oliveira. Eira de milho, luar de Agosto!...

Na frente, Mamedes e Zbroings, com Mamedes a ganharem a ronda. Mas a baralhação era tanta, que quatro pontos entre o 1º e 10º, dizia que tudo era possível.

AAAAAAAAAAAAAAH!

Esta foi a frase mais proferida durante o jogo. Foi pena.
Voltando atrás, tudo foi de tal forma possível que a grande surpresa desta jornada, pela forma como aconteceu, foram os Zbroing 747. De semi-líderes (perdiam no desempate) após o 1º nível, saíram fora da final, na sua maior queda de sempre (ou pelo menos de há muito tempo). Os bólides a precisarem urgentemente de estabilidade.
Outra surpresa foram os Cavaleiros do Apocalipse. Qualquer coisa não anda a correr bem nestas últimas jornadas. Talvez faltou uma pontinha de sorte. Desta vez, nunca conseguiram minimizar os estragos, e estiveram sempre na fronteira da final sem a alcançar.
A Liga dos Últimos aproveitou bem a embrulhada no 1º nível para somar mais dois pontos merecidos, mas não se entendeu com o 2º nível.
Quanto aos Ambite, após salvarem-se in extremis graças à ronda musical, também andou aos papeis nesta ronda e valem-se do terceiro 2º nível consecutivo para não estarem em piores lençois no campeonato. Mas ainda não atiraram a toalha ao chão, no que à Taça Uefa diz respeito.

Esta ronda viu os Fónix ganhá-la e recuperar posições até ao 2º lugar. Também os FPMaus entravam na corrida, após um 1º nível mais titubeante. Só os Mamedes mantinham este duo em respeito, com mais um ponto. Como que a dizer: "Esta jornada é nossa!"


É um modo de estar na vida!



Estes três galfarros degladiaram-se até ao fim pelos pontos. A sorte sorriu aos Mamedes, mas a jornada acabou por ser bastante emocionante no que ao 1º lugar diz respeito.

Dos Feios, Porcos e Maus, já se falou. Tiveram hipóteses e até o Le Monde podia ter jogado a favor deles.
A Ordem do Fonix alcança o seu 4º podium deste ano. Fazem o pleno de finais e aumentam a distância para o segundo (agora os Mamedes) para 8 pontos. Continuam a respirar saúde e têm saído incólumes da maior competitividade do campeonato. Até onde vão?
Os Frikadælløs ficaram em quarto. Não têm ainda um podium, mas de certeza que também não o trocam pelas quatro finais em 5. Pois é, são eles a segunda equipa com mais finais e sem companhia. Candidatam-se à melhor estreia de sempre numa época.
A Irmandade do Bordel desta vez não viu o pássaro fugir da mão, como na jornada anterior. Um quinto lugar fez aumentar o número de equipas a chegarem à final, para 12. Não são ainda os (ex-)Mineteiros que terminaram em 6º lugar em 2007, mas já se sente mais qualidade na equipa.
Qualidade que já mora há uns tempos nos BMV c/ Laranja. É certo que foram sexto, mas numa jornada em que estiveram na molhada das fronteiras, conseguiram atirar com Cavaleiros e Zbroings para fora da carroça. E como eles dizem: "quando o Júlio vem, a final está garantida!"

Mas a noite foi à Carlos Lopes!















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CLASSIFICAÇÃO DE MAIO

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sábado, 9 de maio de 2009

Campeonato de quiz no Magic Pool Bar

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TAÇA EUROPA



Digamos que quizes não faltam.
Cada espaço tem o seu público fixo.
Os anfitriões conseguiram, com sucesso, fidelizar os locais de cada zona.
E depois há os "volantes", como eu e muitos outros.

Para já, uma grande novidade (embora para muitos já não seja):


O Magic Pool Bar tem o seu campeonato próprio. Digamos que é uma espécie de Taça Uefa - perdão - agora Taça Europa e já começou a 3 de Maio.

Tem a palavra o Nuno Vitoriano:

Começou no passado dia 3 de Maio o Campeonato de Quiz do Magic Bar. Com a duração de 3 meses, com duas jornadas semanais aos Domingos e Quintas, num total de 24 jornadas , este evento promete agitar o panorama do Quiz na cidade de Lisboa. Tendo como anfitriões Júlio Alves às 5ªs feiras e António Pascoalinho e convidados aos Domingos, o campeonato decorrerá no modelo clássico de quiz de bar, com 50 perguntas e jogos de cultura geral e temáticos. Em cada jornada os cinco primeiros classificados receberão pontos, 10 para o vencedor e 7,5,3,1 para os restantes melhores.Cerca de 15 equipas participam neste certame, cujo prémio é uma jantarada num conhecido restaurante Lisboeta.Ao fim de duas jornadas os BMV com Laranja, a par dos Aviadores, lideram com 17 pontos. Os BMVLM, cuja equipa tipo é formada pelos casais Tita e Filipe Girão e Sandra e Nuno Vitoriano, venceram a 1ª jornada e ficaram em 2º na segunda através do critério de desempate. Esta equipa, que também participa no Campeonato de Quiz de Cascata, é a grande favorita à vitória do torneio pois alia a regularidade ao maior nº de vitórias em jogos realizados neste bar. A equipa dos aviadores será um forte outsider, bem como os Zbroing 747 e a Liga dos Ultimos, estes dois últimos também inscritos no QdC. Será com certeza um campeonato interessante a seguir pelo blog e pelas equipas concorrentes.

Já agora alguns pedidos de esclarecimento se impôem:
Ao Domingo é no mesmo horário?
As equipas só podem jogar com os elementos que estão inscritos? Ou têm suplentes?

E pronto, bons quizes para todos e boa sorte para a "Taça Europa"!

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

CRÓNICA DE ABRIL

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GRIZZLIES Bobó!





À 4ª jornada, os Ursinhos Bobó festejaram a sua 4ª vitória e treparam para ramos mais altos, à procura do tão ambicionado “mel”. No final do 1º nível, quedavam-se em segundo ex-aequo com mais duas equipas. Ao 2º nível, saltam para o primeiro beneficiando da igualdade pontual com os Fónix, garantindo o podium, com uma diferença de 6 pontos para o 3º lugar (embora depois da jornada de Março, já nada está garantido!). E foi já no 3º nível que a escalada vitoriosa terminou, em que a única equipa a dar-lhe luta, durante a jornada inteira, foi a Ordem do Fónix. O quinteto, (desta vez sexteto em rotação), passou um mau bocado neste início de ano, passou outro mau bocado durante o quiz. Mas reuniram a “ursada” e estão de volta, sempre espalhafatosos, sempre polémicos, sempre… Ursinhos Bobó. Uma das grandes equipas deste campeonato! É para o podium este ano? Ou quem sabe para o título? Parabéns!

Organizem-se!

Este ano, as organizações têm sido em curva descendente, batendo muito fundo este mês. Não será surpresa para ninguém se eu também pautar pelo consenso geral e opinar que a deste mês ficou nos últimos lugares da tabela de sempre, pelo menos desde que assisto. Tive bastante pena, pois simpatizo à brava com os Feios, Porcos e Maus, uma das boas equipas deste campeonato, sem favor nenhum, e estava cheio de expectativa de como se iriam portar. Claro que há sempre quem goste, e ainda bem para eles. Que outros falem e digam do que gostaram.

Mas na minha opinião, a coisa correu mal. Desde a parte escrita. Esta prova devia ser de plena descontracção. Mas desta vez, não foi. Quem contou 4 pontos, após ouvir as respostas, não esperaria seguramente estar à frente da corrida. Esta foi a segunda prova escrita de sempre, mais parca em pontos. O que correu mal? Penso que qualquer uma das alíneas não era má. Foi o conjunto delas que impossibilitou alcançar melhor pontuação. As cabeças de guitarra não me chocaram. Mas estavam à espera que alguém soubesse as três? Para não falar das músicas. Mas isso é um mal geral de todos. Quando alguém está demasiado concentrado na parte escrita, não vai tentar identificar pormenorizadamente alguma parte “tricky” como foi o caso do Zuvi Zeva Novi. Aliás, ouvi com mais atenção a versão na Internet e confesso que achei quase impossível de a reconhecer, dado que a música era completamente diferente do original. Sempre achei excessivo dar um ponto para o reconhecimento de cada música, tendo em conta que não ouvimos nas melhores condições e não estamos concentrados nelas. Até achei interessante as perguntas pedidas às diferentes audições, forçando as pessoas a reconhecer coisas que são oblíquas à própria “canção”. Mas a escolha em si, não achei a melhor. Três pontos borda fora…

Passemos à cascata. Não houve equilíbrio, nem foi feito para nós. O que logo aí provocou a desistência de atenção por parte de metade da plateia. Também não houve temas, houve assuntos. E em perguntas seguidas, sem distribuição ou equilíbrio. Em alguns dos assuntos não se saia do mesmo parágrafo. Foi frustrante para quem não “o tinha lido”. Resultado: 3 rondas no 1º nível em que o máximo foi 4 directas. E no 2º nível, esse foi também o máximo mas para todas! Analisando friamente os números, foi isto que se passou. Logo, pergunta-se: Será bem isto que os FPM pretendiam? Será que o sub-título deste segmento, dito pelo Paulo a certa altura (já lá vamos), não fez afinal ricochete? E o desabafo do João, já no terceiro nível, em que agradeceu à última equipa em cascata, ter acertado na última pergunta da 1ª ronda no terceiro nível, não terá sido devido a quem se apercebeu que “isto correu mal mas olhem vamos seguir até ao fim porque já não há mais nada a fazer”. É claro que o Paulo levou com os nossos embrulhos todos. O sentimento de frustração apoderou-se de nós. E lá fomos reagindo, uns mais emocionalmente que outros. Mas é certo que a postura rígida dele, de quem não está habituado a lidar com estas feras, prestou-se um pouco a isso. Um ritmo lento, muitas cascatas, mais o barulho que obrigava a repetir as perguntas, mais perguntas de substituição e ainda dois desempates extra (a que eles até são alheios, note-se). Foi uma jornada longuíssima a acabar para lá das quatro da manhã. Os equívocos nos números das mesas até acho normal. Para mim, sempre foi um mistério como é que a maior parte das pessoas que apresenta, não se perde no número das mesas, sobretudo a partir do segundo nível! Talvez devessem ter rodado mais de “pivot”. Pessoalmente, gostei da postura descontraída do João Mestre, mas só surgiu ao terceiro nível. Se ele tivesse começado, talvez as coisas corressem melhor…

Falando agora um pouco dos critérios de "arbitragem". Dou uma no cravo, outra na ferradura.

Não vou dissecar o que se foi passando entre os Ursinhos e o apresentador, até porque estava bastante longe e não acompanhei a situação como deve ser. Espero poder ler tudo no "Quiz de cascata" (piscadela de olho, Luís!). É verdade que os Ursinhos podiam ter sido mais diplomáticos, mas por outro lado será que os critérios têm que ser assim tão rígidos que acabem por beneficiar quem não sabe a resposta? Quando a pergunta é automaticamente anulada, em efeito de "mola" pela restante mesa, ainda antes de se saber se a resposta está certa ou errada, não teria sido preferível por parte do apresentador dar uma segunda hipótese à mesa e perguntar qual a resposta definitiva? Eu sei que, não havendo nada escrito sobre estes casos, o critério da organização prevalece e devemos respeitar. Mas já vi em outras jornadas, critérios diferentes que as organizações adoptaram e sem prejuízo para as restantes. E quando é claramente uma gaffe por parte do porta-voz, acho que não se devia ser tão rígido. Veja-se o caso dos Indomáveis. Essa eu estava bastante perto e acompanhei como deve ser. Confesso que achei injusto que eles não tivessem levado os dois pontos pela troca do Rio Grande do Norte pelo Sul, beneficiando a mesa que se seguiu, não interessa qual. Não estou a defendê-los particularmente, mas aconteceu a eles, como aconteceu aos Ursinhos (penso eu que foi esse o caso), como podia ter acontecido a qualquer outra mesa. Afinal isto não é um concurso de TV. E com tanto ruído na sala, é complicado as pessoas falarem baixo e perceberem-se umas às outras. E a figura do porta-voz não deve ser estanque. Pode existir, mas em alguns casos, dá mais jeito responder quem sabe.

Este critério que foi adoptado pela organização pode ser discutido, discutível e até quem sabe, eles chegarem à conclusão que podem voltar atrás e optar por outra via. No entanto, também deve ser soberano e isto temos que aceitar. Nesse aspecto, recordar-me-ei sempre do Filipe Bravo, ainda membro dos Lagartixas, quando semelhante caso sucedeu aos Ambite, em Novembro de 2007, e que ele decidiu considerar a segunda resposta que os restantes membros da equipa corrigiram, no tal efeito de “mola” que referi, após a gaffe em que o incompetente do porta-voz (leia-se: eu!) percebeu mal o que os companheiros disseram. O que o Filipe respondeu, após a sua decisão ter acarretado alguns protestos foi: “Meus senhores, haja fair-play”. E não se falou mais disto, durante todo o quiz. Claro que após este incidente, os Ambite aboliram a figura de porta-voz (ou seja: Eu!)! E está tudo dito.

Que todas estas críticas duras, minhas e de outros, não sejam de molde a que os FPM saiam chateados destas coisas de organizar. Fizeram a sua estreia (é preciso que se diga), e estão connosco há pouco mais de um ano. Também não têm sido felizes em conseguir organizar um 5 mais ou menos titular, logo cada um vai ainda menos vezes que a soma das suas participações. Faço fé e votos para que analisem o que correu mal e o que poderão mudar para que corra bastante melhor para o ano. Sobretudo que não percam a sua identidade nas perguntas. Não foram todas más, nem nada que se pareça. Mas em algumas andávamos aos papéis, sem perceber o que se pedia. Outras eram bem humoradas, mas o desinteresse da plateia não produziu o feed-back desejado. E fiquei tristíssimo por ter estudado as condutoras de veículos pesados e não saiu nenhuma!
Sobretudo, notou-se falta de trabalho na preparação do cozinhado. Esta sim, verdadeiramente crua! (Tens razão, Filipe). De qualquer forma, não tenho dúvidas que estarão entre os onze primeiros no final do ano e sei que para o ano será bem melhor.

Prolongamento e desempate na marca das grandes penalidades!

A parte escrita viu os Frikadælløs e a Irmandade do Bordel, adiantar-se à demais concorrência, apesar de uns meros 4 pontos. Ao invés, Golfinhos e sobretudo os N.n.a.p.e.d. com uns felizmente ainda raros, zero pontos ficaram em estado de choque. Situação que não melhorou no 1º nível. Sobretudo aos Golfinhos. Foram uma de duas equipas a não ter uma directa e ainda viram duas perguntas, para eles, darem a volta à sala na mesma ronda. Não é inédito mas foi a segunda vez a suceder, que eu tenha assistido. Também os BMV c/ Laranja, depois da glória no mês passado, desceu ao inferno e passou completamente ao lado das directas. Valentejanus e a Liga dos Últimos completaram o ramalhete das equipas que ficaram abaixo de dez pontos, situação que também não sendo inédita, é tremendamente chata para quem vai jogar e apanha bonés. A sexta equipa a ficar eliminada saiu de um lote de três equipas empatadas no 9º lugar, a que se teve de recorrer a sistema de desempate. Esta sim, inédita com três equipas! Perderam os Lais da Carangueja na “negra” e viram acabar, de uma forma inglória, uma boa série de resultados no campeonato. Por causa da Tele-Culinária. Ou seria da Victoria?

Na frente seguiam os Fonix, logo seguido a 2 pontos de Cavaleiros, Ursinhos e Zbroing, todos bem empatadinhos. A Irmandade do Bordel, depois de duas rondas a zero, viria a recuperar terreno e ficava bem posicionada para a final. Os Indomáveis safaram-se, in extremis da eliminação nas duas últimas perguntas, eles que a meio pareciam ter desistido de jogar, e forçaram as três equipas já citadas ao desempate. Mais estava para vir.


Muitos nervos!


Num nível igualmente desnivelado, houve muitos nervos à mistura. Os Ursinhos perderam as estribeiras, os Indomáveis “bufaram” quando viram uma resposta ser entregue de bandeja à mesa do lado e até os Ambite não tiveram direito a segunda hipótese numa resposta, apesar de não ter sido o “porta-voz” a falar. Mas isso já lá vai. Estes últimos, em risco de não participar por não ter equipa titular, lá conseguiram o milagre de chegar a esta fase da jornada. Mais era impossível. Despediu-se com zero do segundo nível e aumenta uma crise devido, não tanto aos resultados, mas de titulares a não poderem comparecer por questões de vida pessoais. Melhores dias virão para os Ambite. Os 3 Espertalhos do Carinho, esses eternos titulares sem suplentes acabaram com uma série negra de primeiros níveis, mas mais não conseguiram. A Irmandade do Bordel desacelerou e viu-se ultrapassada por dois concorrentes. Era só mais uma directa…

Mas a única grande surpresa da jornada viria dos Fernandos Mamedes. Duas jornadas seguidas fora da final, já não sucedia desde Abril de… 2006! O ainda candidato nº1 ao título, não anda a ter a estrelinha dos campeões. Passaram ao lado do quiz como quase todos. Só que os favoritos estavam todos na final, como costuma acontecer nos quizes mais crípticos. E os Mamedes, não. E não me parece, que seja pelo mero não saber as perguntas. Cheira-me que deve ter havido imensas do "eu sei esta, mas não chega cá!" Tremenda falta de sorte! E realmente nunca conseguiu pôr o TGV a andar, nesta jornada. Balanço: Estão a 12 pontos do líder, ainda não ganharam este ano e já vão 6 jornadas sem vencer. Semelhante registo teve em 2007, mas numa das jornadas foram os organizadores, portanto a participação não conta. Já não têm mais margem para falhar, sob pena de entregar o título, mesmo considerando que ainda nem vamos a meio. Tremam todos, meus polegarzinhos! Quando o gigante acordar, calçará as botas de sete léguas!

Na frente, os Ursinhos encostavam aos Fonix, forçando-os a terem que fazer mais pontos que os primeiros para o nível final. Estas duas equipas foram os reis (ou as rainhas, melhor dizendo) do 2º nível e deixavam a concorrência praticamente fora da corrida, a menos que surgisse mais uma surpresa. Zbroings e Frikadælløs também não tiveram grandes sobressaltos, mas os Cavaleiros do Apocalipse arriscaram-se a ficar de fora. Valeu-lhes a situação, em que na última ronda só Ursinhos é que responderam mais que um ponto. A última vaga fechou com os Indomáveis a fazerem uma jornada de trás para a frente. Não deixaram fugir muito a concorrência e podem encarar a organização em Maio, um pouco mais aliviados.

Dz? Isso é o acrónimo que uso para agradecer em polaco!

Não há muito a dizer deste nível. Os Ursinhos tocaram a rebate e aceleraram para o topo da árvore, deixando os Fonix irremediavelmente para trás . Com tão poucos pontos a serem distribuídos, nem houve troca de posições.

Os Cavaleiros tiveram uma jornada que lhes passou ao lado, nos últimos níveis. Valeu-lhes o facto de ter passado ao lado de quase todos. Não lhes correu tão bem como Março, mas uma final conta sempre e vão em perseguição dos actuais lideres.

Os Frikadælløs vão na terceira final em quatro jornadas e já se pode dizer que são mais uma equipa com um registo de finais acima de 50%. Ganham experiência, têm um bom plantel e não falharam nos momentos decisivos. Podium há-de vir já a seguir.

Os Zbroing 747 põem termo a uma fase menos feliz, arrancando o segundo podium do ano. Tem um 5 temível… quando estão todos disponíveis. Ainda irão a tempo do título? Sempre a ter em conta no futuro. Apesar da fotografia final!... (com o óbvio consentimento deles)

A Ordem do Fonix são os que mais lucraram com esta jornada. Perderam gaz nos momentos finais, mas distanciaram-se bastante dos seus adversários mais directos. Demonstraram que são, para já a mais regular deste ano, com o pleno de finais e três podiuns. É curioso notar que nas organizações em que falharam o ano passado, desta vez passaram incólumes. Ou será uma questão das férias em Agosto? Não sei. Mas, salvo erro, apresentaram sempre o mesmo 5 este ano, o que denota estabilidade. Estão de boa saúde e são, por enquanto o mais forte candidato a destronar os Mamedes.


Mas a noite foi de Grizzlies!














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domingo, 19 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

PERFIL - FEIOS, PORCOS E MAUS

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Tudo o que você queria saber sobre os FPM*
* ... e mais algumas que dispensávamos!




São feios? Pois,...talvez...não sei
São porcos? Da última vez que fiquei ao pé deles, não me cheirou nada.
São maus? Ah! Isso sim! Já roubaram pontos a muito boa gente!
Mas são sobretudo bem dispostos como a entrevista abaixo o demonstra. Falsamente alheados, como se ir à Ajuda nem fosse nada com eles, demonstram a sua simpatia a quem deles se aproxima.

E sim! Os receios são infundados. Eles sabem que têm que organizar um quiz para dia 17!

Várias vezes finalistas, esta equipa que entrou no início de 2008, tem um registo impressionante de mais de 50% de finais nas suas participações, algo que só mais cinco equipas se podem gabar. São os "Feios, Porcos e Maus", título em homenagem singela ao filme do mesmo nome... ou não?

Vamos conhecê-los pela tecla do João Mestre:


Quem são os FPM?
João, Paulo, outro Paulo, Ricardo, Baptista e Fernando. Trabalhamos juntos há uns tempos. Primeiro no alterne, depois na estiva, depois a apanhar morangos na Dinamarca. Agora (sempre juntos) trabalhamos numa editora. Estamos a tentar convencer o patrão a fazer uns suplementos especiais sobre Quizes no sudeste asiático, mas ele não vai na cantiga. Diz que não há mercado para isso. Ah, já me esquecia! E contamos (quando a maré o traz) com a ajuda de um suplente de luxo, o Élcio, um tipo que sabe à brava das coisas mais estranhas que se possa imaginar.


Algum culto especial pelo filme?
Não, de todo. Somos mesmo muito feios (há um mais feio que os outros), muito porcos (há um, não o mais feio, que é mais javardolas que os outros) e muito maus a responder a perguntas de ciências. E de aviação também…


Há quanto tempo jogam quizes?
Se contarmos com os serões em família, a ver o “Casa Cheia” (o original, com o Fernando Pereira), já vem de longe… Se não contarmos com isso, começou em Janeiro de 2008 (vem de não-tão-longe, portanto).


Como souberam do campeonato de cascata?
Já não me lembro bem se foi uma voz que, em sonhos, me disse «passa pelo largo, ao fundo da R. de Dom Vasco, entra na Academia Recreativa da Ajuda, à terceira 6ª feira de cada mês, e regozija-te com magnânimes jorros de conhecimento»; ou se foi o Zé Guilherme (da Ordem do Fónix) que falou nisso.


Qual a vossa opinião sobre o campeonato?

Ora… é frustrante sempre que nos calha uma pergunta sobre biologia, química, física, informática, matemática e outras coisas científicas, de um modo geral… Somos umas nódoas na matéria (é no que dá equipas só com gente de Humanidades) – se bem que acertámos na pergunta sobre a moscovite, há coisa de 4-5 meses. Sugerimos apenas que se evite perguntas que podem ter várias respostas correctas, uma vez que a regra do “o que está no cartão é que conta” é lixada. Ou também está implícita no regulamento (que ainda não lemos) uma componente de adivinhação?


E da vossa prestação, que balanço fazem?
Brilhante. Perfeita. Magnânime. De vez em quando falhamos de propósito para dar oportunidade aos outros. Na versão verdadeira desta resposta… Para quem não sabe um boi de ciências, até nos temos safado bem… se exceptuarmos as jornadas em que nos esquecemos de ir ao quiz…


O que vos falta para ganhar (ou pelo menos um podium)?
Antes de mais, que os nossos concorrentes percam. Também ajudava se houvesse uma edição inteirinha dedicada a bandas de Seattle dos anos 90, pratos regionais da Beira Alta, capitais da União Europeia ou modelos suecas. E falta-nos saber bastante mais de catequese, mitologia suméria, rituais de acasalamento de sardinhas nos rios do Bangladesh, fórmulas químicas utilizadas antes da tabela periódica e literatura balcânica dos séculos III a.c e XVI d.c.. Mas essencialmente o que nos falta para chegar ao pódio - e, quem sabe, ganhar - é beber menos Minis durante o quiz. Mas disso não abdicamos.


Têm gritos de guerra, frases recorrentes, private jokes?
Todas as sextas em que há quiz reunimo-nos às 20h, jantamos corvina cozida e recapitulamos momentos épicos como quando sabíamos respostas que mais ninguém sabia (aconteceu uma ou duas vezes, mas isso deixa-nos muito felizes). Além disso, viramos os boxers do avesso de cada vez que vamos jogar. E já dois jogadores foram sem boxers porque não sabiam qual era o lado correcto. Temos sempre um grito de guerra, mas é em surdina, por isso não sabemos se pode ser considerado grito. Costumamos dizer todos ao mesmo tempo: "Há aqui malta que não tem vida social e sabe as coisas mais impressionantes e inúteis do mundo, não é?" Por vezes também gritamos “Prà Ajuda, sem ajuda”. E a frase recorrente é “Venham mais seis” (minis, obviamente). E inventámos uma mímica que nos permite comunicar em silêncio, sem dar dicas a eventuais espiões de outras equipas.


Como vai a organização do vosso quiz?
A organização vai de vento em popa. Vamos ter muitas perguntas sobre ciências, muitas perguntas sobre o Antigo Testamento, muitas perguntas sobre condutores de energia... e muitas perguntas sobre condutoras de veículos pesados com pouca roupa. Andámos a recolher bastante informação, escolhemos um tema especial e os do costume. Não vamos fazer perguntas sobre helicópteros da FA portuguesa, anjos, arcanjos, discípulos e dogmas da igreja católica. Também não vamos fazer nenhuma pergunta sobre a crise do sub-prime. Só se nos apetecer.



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sábado, 28 de março de 2009

CRÓNICA DE MARÇO


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Apocalypse NOW!



Aí estão os Cavaleiros do Apocalipse a assumir a liderança e a candidatura ao título. A fome de vitórias era tanta que a última já tinha sido em Junho de 2007. Desde então, travessia do deserto, muitas miragens de oásis (leia-se idas ao podium), antes da merecida e incontestável vitória que já estava “apalavrada” desde o quiz de Fevereiro. Foi metódica a vitória deles. Entre os 2ºs na parte escrita e um 1º nível que “praticamente lhes garantiu o podium”, foi já no 2º nível que assumiriam a liderança. E com 2 pontos de vantagem, souberam geri-la para acabar com 4 e uns pouco vistos 41 pontos.
Já foram apelidados de Galácticos. E estão de volta!

Mas uma palavra também, neste segmento dos campeões, para a prestação dos BMV c/ Laranja. Pegando no tema de uma das rondas do 3º nível, foram o improvável “intruso”. Numa altura em que o podium parecia mais que entregue, o cocktail surpreendeu tudo e todos ao ir buscar o 2º lugar com uns impressionantes 11 pontos. Não tenho a certeza se foi o melhor de sempre para uma equipa num 3º nível , mas passar os 9 pontos faz-se duas, três vezes por ano no máximo. E eles entraram já para essa reduzidíssima galeria dos que atingiram essa marca.

Parabéns às duas equipas!


Tricky, Tricky

A organização desta vez foi mais consensual. Pouca gente apreciou.
Uma parte escrita ao estilo do Carlos Santos, (goste-se ou não) com elementos próprios de um crooner da sua geração (que também é a minha), não pecou pelo excesso de imagens. Ainda bem. Os tempos antigos de overdose parecem estar de férias prolongadas. Pessoalmente apreciei mais a do ano passado, mas esta estava igualmente agradável.

Quanto às perguntas, já se falou muito. Houve alguns erros imperdoáveis, de falta de pesquisa em diferentes sectores e em que, lá está, se calhar (note-se, é uma suposição) de temas que os organizadores não dominam.
O que teria sido preferível então?
É complicado gerir um quiz que agrade a todos. Mais complicado se torna quando nos deixamos influenciar pelo que não agrada a todos. E vamos buscar informação que não conhecemos, e em que o factor inibidor para a melhor gestão dessa informação chama-se tempo.
Na minha opinião, não vejo problema em assumir o que se gosta, mesmo que seja contrário à maioria. Somos 18 equipas, com a diversidade própria das nossas vidas. Andamos nisto por desporto, portanto não existe profissionais (e sem aspas) de quiz, como existe no futebol, xadrez ou culinária. Logo, mais vale assumirmos que somos diferentes nos gostos. Os outros que se adaptem.

Dissertando, a preocupação primordial a ter na organização é que fazemos para os outros e não para nós, logo há que ter isso em sempre em consideração.
Os únicos factores que têm de estar sempre presentes para a elaboração de um quiz são os da natureza do jogo em si. Equilíbrio na dificuldade das perguntas em cada mesa, distribuir esse grau de dificuldade pelos níveis, não abusar com demasiadas perguntas de dois ou três temas e claro está, as perguntas têm de ser bem claras, de forma a que não haja dúvidas do que se quer como resposta, mesmo que tenha mais que uma.

Posto esta “dissertação “ (cough), os Nnaped ficaram a meio de concretizar alguns destes objectivos. Precisou de mais maturação e sobretudo pesquisa, o que resultou num quiz muito insosso. Mas há que dar o mérito de que quiseram fazer para nós.

No entanto, teve alguns aspectos interessantes, mesmo considerando que não foram bem pensados:
A utilização das perguntas “Tricky” por exemplo. Já tinha sido introduzido no quiz passado numa pergunta, mas aqui houve pelo menos duas. O nº9 do Sporting que não existe e outras que me escapam. A ideia é interessante e baralha as pessoas, porque todos nós estamos à espera que haja uma resposta. Mas é preciso ter muito cuidado da forma como se faz. No mês passado, perguntou-se o 1º actor a interpretar a personagem de Godot. Esta personagem não tem existência física, logo implica para quem conhece a peça saber automaticamente a resposta. Quem não conhece, manda para o ar qualquer coisa. Só que Godot é o fundamental da peça.
Já o nº9 do Sporting…, pode-se conhecer muito bem o plantel sem ter noção dos números deles, sobretudo hoje em dia que já não tem o interesse que tinha.
Não me lembro dos outros exemplos “Tricky”, mas tendo em conta que de repente abre-se um precedente, não vejo mal nenhum em nos adaptarmos a esta forma de fazer perguntas. Mas para o futuro, é preciso ter muito cuidado na elaboração delas.

Outra introdução é o “intruso”. Ideia óptima, mas muito mal maturada nesta jornada. É nível 3, isso é. Era a primeira vez que se fazia e necessitava de mais tempo para pensar, logo premeia-se a quem percebe logo o que se trata. Só que é necessário muito cuidado porque ou se aceita mais que uma resposta para os possíveis “intrusos” ou estamos ao sabor do cartão. Por exemplo, na fronteira com a Alemanha, a Eslováquia era o intruso. Mas a Bélgica, como penso que o Carlos também aceitaria, também podia ser intrusa caso se pensasse nas bandeiras dos países. Ou mesmo a Suiça, era a única que não fazia parte da UE. Logo é necessário dominar muito bem as hipóteses que se lança a jogo, senão mais uma vez, estamos ao sabor do que diz o cartão.

Houve ainda outra inovação. A meio do 2º nível, tivemos interactividade com o som de um diálogo. A pergunta até era oblíqua, tornando o elemento multimédia talvez um pouco desnecessário, mas a ideia de nos fazer ouvir por intermédio de CD ou telemóvel no caso, parece-me bem interessante e espanta-me como é que até hoje ninguém quis fazer uso disso!

Com 17 equipas, acabou antes das três e meia. Mérito dos apresentadores, mas também da sala.
O Carlos é rápido e eficaz na apresentação. Já o Pedro… Oh! Homem, tens de tratar dessa dicção, pá! Estavas à vontade, mas custou perceber-te à primeira. Estavas cansado? Parabéns como lidaste com a pergunta da “caloria”.

Outras mais coisas pode-se falar, ou discordar. Está aberto o diálogo.

Ah! Lembrei-me de outra. Mêda em Alameda??? Passaste-te? Devias ter dado uma dica que podia não ser a palavra completa. Assim, torna-se impossível em 30 segundos e está praticamente destinada para ser ganha em cascata, mas não em directa, pá!


Status Quo ... ainda há!

17 equipas jogaram. 7 sairiam logo. Uns dizem que são demasiadas equipas. Pessoalmente, concordo até certo ponto. Porque acaba por ser claro que a incerteza do resultado é bastante maior e há mais probabilidades de uma debacle dos favoritos. Ganha o campeonato em emoção.

Na entrada em cena dos elementos atrasados para comporem as equipas, mereceu destaque o último Mamede em cena…….. Quem viu não esqueceu. Quem não viu, …tivesse visto!
Se calhar distraídos com a aparição, os Indomáveis desta vez caíram do paraíso para o inferno. Passaram ao lado do quiz, mesmo no que costumam ser mais fortes que é a parte escrita. Foram os primeiros favoritos a caírem. De resto, a parte escrita esteve em orgia de pontos e foi ganha sem oposição pelos Carangueja. Mas foi aziaga para quem não se deu bem com ela. Os Golfinhos são os que mais se queixam, pois de último na parte escrita, até nem se deram mal com o 1º nível. Só que o atraso foi grande. Aliás, ao contrário do 2º nível, como veremos, as restantes 10 equipas limitaram-se a gerir a última ronda, o que não é normal. Os nóveis Valentejanus e Liga dos Últimos desta vez ficaram por aqui. Os Defenestrados ainda precisam de “envelhecer” para esperarem a sua época de Crooners. A irmandade do Bordel também quase não se viu e os Espertalhos do Carinho, desta vez já tinham encontrado a porta fechada quando lá chegaram.
Quem ganhou um avanço enorme, foram os Cavaleiros e sobretudo os Ursinhos Bobó. Com a bonança, estiveram imparáveis nesta ronda e sonharam bastante. Já os restantes, mais ponto menos ponto perceberam que a luta ia ser titânica para a final…


Mumbai with Cheese, please!

E foi efectivamente. À entrada para a última ronda e só com três lugares garantidos, os restantes pareciam estar numa corrida de motoGP em que, em cada curva, os adversários vão ganhando e perdendo posições à vez. Pontos disputados até à última, foi com enorme surpresa que os Mamedes caíram (sem aspas porque foi literalmente) da cadeira. O TGV gripou nesta jornada, e pasme-se ficaram em 10º! Podem-se queixar da sorte, também. O gigante adormeceu? Cuidado quando ele acordar!
Os restantes “infelizes” na ronda moto GP também passavam de alegrias para frustrações na última ronda. Choraram pontos perdidos para os adversários directos, e entre o 4º e o 10º, a diferença pontual foi de 4 pontos!
As portas também se fecharam para os Lais da Carangueja, para os Ambite e para os Zbroing 747, que se viram ultrapassados na última questão pelos Frikadælløs. Os “marinheiros estão a fazer um campeonato interessante, por comparação com o ano passado. Já os outros dois ainda tardam em acertar o passo, pela mesma comparação. Sobretudo os Zbroing que após o 3º lugar no início do campeonato, falham a final pela 2ª vez consecutiva, facto que já não acontecia desde 2007. Mini-crise? Esperemos por Abril.


É Cercal. Não, é Porto Covo. Não... quem dá mais!

E vamos aos finalistas.

Os Frikadælløs repetiram a final de Janeiro e confirmam o melhor que se pensa deles. Mas algo me diz que o melhor ainda está para vir.
Os Feios, Porcos e Maus repetem também a final e consecutivamente. Começam a repôr a consistência da 1ª metade do ano passado.
Os Ursinhos Bobó alcançam a sua 1ª final deste ano, pondo termo a um mini-ciclo de 2ºs níveis. Mas soube-lhes a pouco, dado que foram perdendo gaz ao longo da jornada, acabando fora do podium, de uma forma pouco habitual neles.

A Ordem do Fonix alcança o terceiro lugar. Confortáveis que sempre estiveram ao longo da jornada, esperou por um deslize do duo da frente, o que veio a acontecer apenas da parte dos Ursinhos. Mas foram surpreendidos (como toda a gente) pelos surpreendentes BMV c/ Laranja. Mesmo assim, podem dizer que são a única equipa a não terem falhado uma final, algo que à terceira jornada não é comum. Só sucedeu igual situação em 2006, quando os Lagartixas foram os únicos a fazer o pleno após 3 jornadas. No desempate perdem para os Cavaleiros, mas para todos os efeitos, também são líderes do campeonato.
Os BMV c/ Laranja, alcançam glória que “metade” deles já não via desde Fevereiro de 2007. Confirmaram a consistência que já referi em outras alturas, e estão finalmente no bom caminho para voos bem maiores. E welcome back, Júlio!

Mas a noite foi equestre!
















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