segunda-feira, 20 de abril de 2009

CRÓNICA DE ABRIL

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GRIZZLIES Bobó!





À 4ª jornada, os Ursinhos Bobó festejaram a sua 4ª vitória e treparam para ramos mais altos, à procura do tão ambicionado “mel”. No final do 1º nível, quedavam-se em segundo ex-aequo com mais duas equipas. Ao 2º nível, saltam para o primeiro beneficiando da igualdade pontual com os Fónix, garantindo o podium, com uma diferença de 6 pontos para o 3º lugar (embora depois da jornada de Março, já nada está garantido!). E foi já no 3º nível que a escalada vitoriosa terminou, em que a única equipa a dar-lhe luta, durante a jornada inteira, foi a Ordem do Fónix. O quinteto, (desta vez sexteto em rotação), passou um mau bocado neste início de ano, passou outro mau bocado durante o quiz. Mas reuniram a “ursada” e estão de volta, sempre espalhafatosos, sempre polémicos, sempre… Ursinhos Bobó. Uma das grandes equipas deste campeonato! É para o podium este ano? Ou quem sabe para o título? Parabéns!

Organizem-se!

Este ano, as organizações têm sido em curva descendente, batendo muito fundo este mês. Não será surpresa para ninguém se eu também pautar pelo consenso geral e opinar que a deste mês ficou nos últimos lugares da tabela de sempre, pelo menos desde que assisto. Tive bastante pena, pois simpatizo à brava com os Feios, Porcos e Maus, uma das boas equipas deste campeonato, sem favor nenhum, e estava cheio de expectativa de como se iriam portar. Claro que há sempre quem goste, e ainda bem para eles. Que outros falem e digam do que gostaram.

Mas na minha opinião, a coisa correu mal. Desde a parte escrita. Esta prova devia ser de plena descontracção. Mas desta vez, não foi. Quem contou 4 pontos, após ouvir as respostas, não esperaria seguramente estar à frente da corrida. Esta foi a segunda prova escrita de sempre, mais parca em pontos. O que correu mal? Penso que qualquer uma das alíneas não era má. Foi o conjunto delas que impossibilitou alcançar melhor pontuação. As cabeças de guitarra não me chocaram. Mas estavam à espera que alguém soubesse as três? Para não falar das músicas. Mas isso é um mal geral de todos. Quando alguém está demasiado concentrado na parte escrita, não vai tentar identificar pormenorizadamente alguma parte “tricky” como foi o caso do Zuvi Zeva Novi. Aliás, ouvi com mais atenção a versão na Internet e confesso que achei quase impossível de a reconhecer, dado que a música era completamente diferente do original. Sempre achei excessivo dar um ponto para o reconhecimento de cada música, tendo em conta que não ouvimos nas melhores condições e não estamos concentrados nelas. Até achei interessante as perguntas pedidas às diferentes audições, forçando as pessoas a reconhecer coisas que são oblíquas à própria “canção”. Mas a escolha em si, não achei a melhor. Três pontos borda fora…

Passemos à cascata. Não houve equilíbrio, nem foi feito para nós. O que logo aí provocou a desistência de atenção por parte de metade da plateia. Também não houve temas, houve assuntos. E em perguntas seguidas, sem distribuição ou equilíbrio. Em alguns dos assuntos não se saia do mesmo parágrafo. Foi frustrante para quem não “o tinha lido”. Resultado: 3 rondas no 1º nível em que o máximo foi 4 directas. E no 2º nível, esse foi também o máximo mas para todas! Analisando friamente os números, foi isto que se passou. Logo, pergunta-se: Será bem isto que os FPM pretendiam? Será que o sub-título deste segmento, dito pelo Paulo a certa altura (já lá vamos), não fez afinal ricochete? E o desabafo do João, já no terceiro nível, em que agradeceu à última equipa em cascata, ter acertado na última pergunta da 1ª ronda no terceiro nível, não terá sido devido a quem se apercebeu que “isto correu mal mas olhem vamos seguir até ao fim porque já não há mais nada a fazer”. É claro que o Paulo levou com os nossos embrulhos todos. O sentimento de frustração apoderou-se de nós. E lá fomos reagindo, uns mais emocionalmente que outros. Mas é certo que a postura rígida dele, de quem não está habituado a lidar com estas feras, prestou-se um pouco a isso. Um ritmo lento, muitas cascatas, mais o barulho que obrigava a repetir as perguntas, mais perguntas de substituição e ainda dois desempates extra (a que eles até são alheios, note-se). Foi uma jornada longuíssima a acabar para lá das quatro da manhã. Os equívocos nos números das mesas até acho normal. Para mim, sempre foi um mistério como é que a maior parte das pessoas que apresenta, não se perde no número das mesas, sobretudo a partir do segundo nível! Talvez devessem ter rodado mais de “pivot”. Pessoalmente, gostei da postura descontraída do João Mestre, mas só surgiu ao terceiro nível. Se ele tivesse começado, talvez as coisas corressem melhor…

Falando agora um pouco dos critérios de "arbitragem". Dou uma no cravo, outra na ferradura.

Não vou dissecar o que se foi passando entre os Ursinhos e o apresentador, até porque estava bastante longe e não acompanhei a situação como deve ser. Espero poder ler tudo no "Quiz de cascata" (piscadela de olho, Luís!). É verdade que os Ursinhos podiam ter sido mais diplomáticos, mas por outro lado será que os critérios têm que ser assim tão rígidos que acabem por beneficiar quem não sabe a resposta? Quando a pergunta é automaticamente anulada, em efeito de "mola" pela restante mesa, ainda antes de se saber se a resposta está certa ou errada, não teria sido preferível por parte do apresentador dar uma segunda hipótese à mesa e perguntar qual a resposta definitiva? Eu sei que, não havendo nada escrito sobre estes casos, o critério da organização prevalece e devemos respeitar. Mas já vi em outras jornadas, critérios diferentes que as organizações adoptaram e sem prejuízo para as restantes. E quando é claramente uma gaffe por parte do porta-voz, acho que não se devia ser tão rígido. Veja-se o caso dos Indomáveis. Essa eu estava bastante perto e acompanhei como deve ser. Confesso que achei injusto que eles não tivessem levado os dois pontos pela troca do Rio Grande do Norte pelo Sul, beneficiando a mesa que se seguiu, não interessa qual. Não estou a defendê-los particularmente, mas aconteceu a eles, como aconteceu aos Ursinhos (penso eu que foi esse o caso), como podia ter acontecido a qualquer outra mesa. Afinal isto não é um concurso de TV. E com tanto ruído na sala, é complicado as pessoas falarem baixo e perceberem-se umas às outras. E a figura do porta-voz não deve ser estanque. Pode existir, mas em alguns casos, dá mais jeito responder quem sabe.

Este critério que foi adoptado pela organização pode ser discutido, discutível e até quem sabe, eles chegarem à conclusão que podem voltar atrás e optar por outra via. No entanto, também deve ser soberano e isto temos que aceitar. Nesse aspecto, recordar-me-ei sempre do Filipe Bravo, ainda membro dos Lagartixas, quando semelhante caso sucedeu aos Ambite, em Novembro de 2007, e que ele decidiu considerar a segunda resposta que os restantes membros da equipa corrigiram, no tal efeito de “mola” que referi, após a gaffe em que o incompetente do porta-voz (leia-se: eu!) percebeu mal o que os companheiros disseram. O que o Filipe respondeu, após a sua decisão ter acarretado alguns protestos foi: “Meus senhores, haja fair-play”. E não se falou mais disto, durante todo o quiz. Claro que após este incidente, os Ambite aboliram a figura de porta-voz (ou seja: Eu!)! E está tudo dito.

Que todas estas críticas duras, minhas e de outros, não sejam de molde a que os FPM saiam chateados destas coisas de organizar. Fizeram a sua estreia (é preciso que se diga), e estão connosco há pouco mais de um ano. Também não têm sido felizes em conseguir organizar um 5 mais ou menos titular, logo cada um vai ainda menos vezes que a soma das suas participações. Faço fé e votos para que analisem o que correu mal e o que poderão mudar para que corra bastante melhor para o ano. Sobretudo que não percam a sua identidade nas perguntas. Não foram todas más, nem nada que se pareça. Mas em algumas andávamos aos papéis, sem perceber o que se pedia. Outras eram bem humoradas, mas o desinteresse da plateia não produziu o feed-back desejado. E fiquei tristíssimo por ter estudado as condutoras de veículos pesados e não saiu nenhuma!
Sobretudo, notou-se falta de trabalho na preparação do cozinhado. Esta sim, verdadeiramente crua! (Tens razão, Filipe). De qualquer forma, não tenho dúvidas que estarão entre os onze primeiros no final do ano e sei que para o ano será bem melhor.

Prolongamento e desempate na marca das grandes penalidades!

A parte escrita viu os Frikadælløs e a Irmandade do Bordel, adiantar-se à demais concorrência, apesar de uns meros 4 pontos. Ao invés, Golfinhos e sobretudo os N.n.a.p.e.d. com uns felizmente ainda raros, zero pontos ficaram em estado de choque. Situação que não melhorou no 1º nível. Sobretudo aos Golfinhos. Foram uma de duas equipas a não ter uma directa e ainda viram duas perguntas, para eles, darem a volta à sala na mesma ronda. Não é inédito mas foi a segunda vez a suceder, que eu tenha assistido. Também os BMV c/ Laranja, depois da glória no mês passado, desceu ao inferno e passou completamente ao lado das directas. Valentejanus e a Liga dos Últimos completaram o ramalhete das equipas que ficaram abaixo de dez pontos, situação que também não sendo inédita, é tremendamente chata para quem vai jogar e apanha bonés. A sexta equipa a ficar eliminada saiu de um lote de três equipas empatadas no 9º lugar, a que se teve de recorrer a sistema de desempate. Esta sim, inédita com três equipas! Perderam os Lais da Carangueja na “negra” e viram acabar, de uma forma inglória, uma boa série de resultados no campeonato. Por causa da Tele-Culinária. Ou seria da Victoria?

Na frente seguiam os Fonix, logo seguido a 2 pontos de Cavaleiros, Ursinhos e Zbroing, todos bem empatadinhos. A Irmandade do Bordel, depois de duas rondas a zero, viria a recuperar terreno e ficava bem posicionada para a final. Os Indomáveis safaram-se, in extremis da eliminação nas duas últimas perguntas, eles que a meio pareciam ter desistido de jogar, e forçaram as três equipas já citadas ao desempate. Mais estava para vir.


Muitos nervos!


Num nível igualmente desnivelado, houve muitos nervos à mistura. Os Ursinhos perderam as estribeiras, os Indomáveis “bufaram” quando viram uma resposta ser entregue de bandeja à mesa do lado e até os Ambite não tiveram direito a segunda hipótese numa resposta, apesar de não ter sido o “porta-voz” a falar. Mas isso já lá vai. Estes últimos, em risco de não participar por não ter equipa titular, lá conseguiram o milagre de chegar a esta fase da jornada. Mais era impossível. Despediu-se com zero do segundo nível e aumenta uma crise devido, não tanto aos resultados, mas de titulares a não poderem comparecer por questões de vida pessoais. Melhores dias virão para os Ambite. Os 3 Espertalhos do Carinho, esses eternos titulares sem suplentes acabaram com uma série negra de primeiros níveis, mas mais não conseguiram. A Irmandade do Bordel desacelerou e viu-se ultrapassada por dois concorrentes. Era só mais uma directa…

Mas a única grande surpresa da jornada viria dos Fernandos Mamedes. Duas jornadas seguidas fora da final, já não sucedia desde Abril de… 2006! O ainda candidato nº1 ao título, não anda a ter a estrelinha dos campeões. Passaram ao lado do quiz como quase todos. Só que os favoritos estavam todos na final, como costuma acontecer nos quizes mais crípticos. E os Mamedes, não. E não me parece, que seja pelo mero não saber as perguntas. Cheira-me que deve ter havido imensas do "eu sei esta, mas não chega cá!" Tremenda falta de sorte! E realmente nunca conseguiu pôr o TGV a andar, nesta jornada. Balanço: Estão a 12 pontos do líder, ainda não ganharam este ano e já vão 6 jornadas sem vencer. Semelhante registo teve em 2007, mas numa das jornadas foram os organizadores, portanto a participação não conta. Já não têm mais margem para falhar, sob pena de entregar o título, mesmo considerando que ainda nem vamos a meio. Tremam todos, meus polegarzinhos! Quando o gigante acordar, calçará as botas de sete léguas!

Na frente, os Ursinhos encostavam aos Fonix, forçando-os a terem que fazer mais pontos que os primeiros para o nível final. Estas duas equipas foram os reis (ou as rainhas, melhor dizendo) do 2º nível e deixavam a concorrência praticamente fora da corrida, a menos que surgisse mais uma surpresa. Zbroings e Frikadælløs também não tiveram grandes sobressaltos, mas os Cavaleiros do Apocalipse arriscaram-se a ficar de fora. Valeu-lhes a situação, em que na última ronda só Ursinhos é que responderam mais que um ponto. A última vaga fechou com os Indomáveis a fazerem uma jornada de trás para a frente. Não deixaram fugir muito a concorrência e podem encarar a organização em Maio, um pouco mais aliviados.

Dz? Isso é o acrónimo que uso para agradecer em polaco!

Não há muito a dizer deste nível. Os Ursinhos tocaram a rebate e aceleraram para o topo da árvore, deixando os Fonix irremediavelmente para trás . Com tão poucos pontos a serem distribuídos, nem houve troca de posições.

Os Cavaleiros tiveram uma jornada que lhes passou ao lado, nos últimos níveis. Valeu-lhes o facto de ter passado ao lado de quase todos. Não lhes correu tão bem como Março, mas uma final conta sempre e vão em perseguição dos actuais lideres.

Os Frikadælløs vão na terceira final em quatro jornadas e já se pode dizer que são mais uma equipa com um registo de finais acima de 50%. Ganham experiência, têm um bom plantel e não falharam nos momentos decisivos. Podium há-de vir já a seguir.

Os Zbroing 747 põem termo a uma fase menos feliz, arrancando o segundo podium do ano. Tem um 5 temível… quando estão todos disponíveis. Ainda irão a tempo do título? Sempre a ter em conta no futuro. Apesar da fotografia final!... (com o óbvio consentimento deles)

A Ordem do Fonix são os que mais lucraram com esta jornada. Perderam gaz nos momentos finais, mas distanciaram-se bastante dos seus adversários mais directos. Demonstraram que são, para já a mais regular deste ano, com o pleno de finais e três podiuns. É curioso notar que nas organizações em que falharam o ano passado, desta vez passaram incólumes. Ou será uma questão das férias em Agosto? Não sei. Mas, salvo erro, apresentaram sempre o mesmo 5 este ano, o que denota estabilidade. Estão de boa saúde e são, por enquanto o mais forte candidato a destronar os Mamedes.


Mas a noite foi de Grizzlies!














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domingo, 19 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

PERFIL - FEIOS, PORCOS E MAUS

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Tudo o que você queria saber sobre os FPM*
* ... e mais algumas que dispensávamos!




São feios? Pois,...talvez...não sei
São porcos? Da última vez que fiquei ao pé deles, não me cheirou nada.
São maus? Ah! Isso sim! Já roubaram pontos a muito boa gente!
Mas são sobretudo bem dispostos como a entrevista abaixo o demonstra. Falsamente alheados, como se ir à Ajuda nem fosse nada com eles, demonstram a sua simpatia a quem deles se aproxima.

E sim! Os receios são infundados. Eles sabem que têm que organizar um quiz para dia 17!

Várias vezes finalistas, esta equipa que entrou no início de 2008, tem um registo impressionante de mais de 50% de finais nas suas participações, algo que só mais cinco equipas se podem gabar. São os "Feios, Porcos e Maus", título em homenagem singela ao filme do mesmo nome... ou não?

Vamos conhecê-los pela tecla do João Mestre:


Quem são os FPM?
João, Paulo, outro Paulo, Ricardo, Baptista e Fernando. Trabalhamos juntos há uns tempos. Primeiro no alterne, depois na estiva, depois a apanhar morangos na Dinamarca. Agora (sempre juntos) trabalhamos numa editora. Estamos a tentar convencer o patrão a fazer uns suplementos especiais sobre Quizes no sudeste asiático, mas ele não vai na cantiga. Diz que não há mercado para isso. Ah, já me esquecia! E contamos (quando a maré o traz) com a ajuda de um suplente de luxo, o Élcio, um tipo que sabe à brava das coisas mais estranhas que se possa imaginar.


Algum culto especial pelo filme?
Não, de todo. Somos mesmo muito feios (há um mais feio que os outros), muito porcos (há um, não o mais feio, que é mais javardolas que os outros) e muito maus a responder a perguntas de ciências. E de aviação também…


Há quanto tempo jogam quizes?
Se contarmos com os serões em família, a ver o “Casa Cheia” (o original, com o Fernando Pereira), já vem de longe… Se não contarmos com isso, começou em Janeiro de 2008 (vem de não-tão-longe, portanto).


Como souberam do campeonato de cascata?
Já não me lembro bem se foi uma voz que, em sonhos, me disse «passa pelo largo, ao fundo da R. de Dom Vasco, entra na Academia Recreativa da Ajuda, à terceira 6ª feira de cada mês, e regozija-te com magnânimes jorros de conhecimento»; ou se foi o Zé Guilherme (da Ordem do Fónix) que falou nisso.


Qual a vossa opinião sobre o campeonato?

Ora… é frustrante sempre que nos calha uma pergunta sobre biologia, química, física, informática, matemática e outras coisas científicas, de um modo geral… Somos umas nódoas na matéria (é no que dá equipas só com gente de Humanidades) – se bem que acertámos na pergunta sobre a moscovite, há coisa de 4-5 meses. Sugerimos apenas que se evite perguntas que podem ter várias respostas correctas, uma vez que a regra do “o que está no cartão é que conta” é lixada. Ou também está implícita no regulamento (que ainda não lemos) uma componente de adivinhação?


E da vossa prestação, que balanço fazem?
Brilhante. Perfeita. Magnânime. De vez em quando falhamos de propósito para dar oportunidade aos outros. Na versão verdadeira desta resposta… Para quem não sabe um boi de ciências, até nos temos safado bem… se exceptuarmos as jornadas em que nos esquecemos de ir ao quiz…


O que vos falta para ganhar (ou pelo menos um podium)?
Antes de mais, que os nossos concorrentes percam. Também ajudava se houvesse uma edição inteirinha dedicada a bandas de Seattle dos anos 90, pratos regionais da Beira Alta, capitais da União Europeia ou modelos suecas. E falta-nos saber bastante mais de catequese, mitologia suméria, rituais de acasalamento de sardinhas nos rios do Bangladesh, fórmulas químicas utilizadas antes da tabela periódica e literatura balcânica dos séculos III a.c e XVI d.c.. Mas essencialmente o que nos falta para chegar ao pódio - e, quem sabe, ganhar - é beber menos Minis durante o quiz. Mas disso não abdicamos.


Têm gritos de guerra, frases recorrentes, private jokes?
Todas as sextas em que há quiz reunimo-nos às 20h, jantamos corvina cozida e recapitulamos momentos épicos como quando sabíamos respostas que mais ninguém sabia (aconteceu uma ou duas vezes, mas isso deixa-nos muito felizes). Além disso, viramos os boxers do avesso de cada vez que vamos jogar. E já dois jogadores foram sem boxers porque não sabiam qual era o lado correcto. Temos sempre um grito de guerra, mas é em surdina, por isso não sabemos se pode ser considerado grito. Costumamos dizer todos ao mesmo tempo: "Há aqui malta que não tem vida social e sabe as coisas mais impressionantes e inúteis do mundo, não é?" Por vezes também gritamos “Prà Ajuda, sem ajuda”. E a frase recorrente é “Venham mais seis” (minis, obviamente). E inventámos uma mímica que nos permite comunicar em silêncio, sem dar dicas a eventuais espiões de outras equipas.


Como vai a organização do vosso quiz?
A organização vai de vento em popa. Vamos ter muitas perguntas sobre ciências, muitas perguntas sobre o Antigo Testamento, muitas perguntas sobre condutores de energia... e muitas perguntas sobre condutoras de veículos pesados com pouca roupa. Andámos a recolher bastante informação, escolhemos um tema especial e os do costume. Não vamos fazer perguntas sobre helicópteros da FA portuguesa, anjos, arcanjos, discípulos e dogmas da igreja católica. Também não vamos fazer nenhuma pergunta sobre a crise do sub-prime. Só se nos apetecer.



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sábado, 28 de março de 2009

CRÓNICA DE MARÇO


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Apocalypse NOW!



Aí estão os Cavaleiros do Apocalipse a assumir a liderança e a candidatura ao título. A fome de vitórias era tanta que a última já tinha sido em Junho de 2007. Desde então, travessia do deserto, muitas miragens de oásis (leia-se idas ao podium), antes da merecida e incontestável vitória que já estava “apalavrada” desde o quiz de Fevereiro. Foi metódica a vitória deles. Entre os 2ºs na parte escrita e um 1º nível que “praticamente lhes garantiu o podium”, foi já no 2º nível que assumiriam a liderança. E com 2 pontos de vantagem, souberam geri-la para acabar com 4 e uns pouco vistos 41 pontos.
Já foram apelidados de Galácticos. E estão de volta!

Mas uma palavra também, neste segmento dos campeões, para a prestação dos BMV c/ Laranja. Pegando no tema de uma das rondas do 3º nível, foram o improvável “intruso”. Numa altura em que o podium parecia mais que entregue, o cocktail surpreendeu tudo e todos ao ir buscar o 2º lugar com uns impressionantes 11 pontos. Não tenho a certeza se foi o melhor de sempre para uma equipa num 3º nível , mas passar os 9 pontos faz-se duas, três vezes por ano no máximo. E eles entraram já para essa reduzidíssima galeria dos que atingiram essa marca.

Parabéns às duas equipas!


Tricky, Tricky

A organização desta vez foi mais consensual. Pouca gente apreciou.
Uma parte escrita ao estilo do Carlos Santos, (goste-se ou não) com elementos próprios de um crooner da sua geração (que também é a minha), não pecou pelo excesso de imagens. Ainda bem. Os tempos antigos de overdose parecem estar de férias prolongadas. Pessoalmente apreciei mais a do ano passado, mas esta estava igualmente agradável.

Quanto às perguntas, já se falou muito. Houve alguns erros imperdoáveis, de falta de pesquisa em diferentes sectores e em que, lá está, se calhar (note-se, é uma suposição) de temas que os organizadores não dominam.
O que teria sido preferível então?
É complicado gerir um quiz que agrade a todos. Mais complicado se torna quando nos deixamos influenciar pelo que não agrada a todos. E vamos buscar informação que não conhecemos, e em que o factor inibidor para a melhor gestão dessa informação chama-se tempo.
Na minha opinião, não vejo problema em assumir o que se gosta, mesmo que seja contrário à maioria. Somos 18 equipas, com a diversidade própria das nossas vidas. Andamos nisto por desporto, portanto não existe profissionais (e sem aspas) de quiz, como existe no futebol, xadrez ou culinária. Logo, mais vale assumirmos que somos diferentes nos gostos. Os outros que se adaptem.

Dissertando, a preocupação primordial a ter na organização é que fazemos para os outros e não para nós, logo há que ter isso em sempre em consideração.
Os únicos factores que têm de estar sempre presentes para a elaboração de um quiz são os da natureza do jogo em si. Equilíbrio na dificuldade das perguntas em cada mesa, distribuir esse grau de dificuldade pelos níveis, não abusar com demasiadas perguntas de dois ou três temas e claro está, as perguntas têm de ser bem claras, de forma a que não haja dúvidas do que se quer como resposta, mesmo que tenha mais que uma.

Posto esta “dissertação “ (cough), os Nnaped ficaram a meio de concretizar alguns destes objectivos. Precisou de mais maturação e sobretudo pesquisa, o que resultou num quiz muito insosso. Mas há que dar o mérito de que quiseram fazer para nós.

No entanto, teve alguns aspectos interessantes, mesmo considerando que não foram bem pensados:
A utilização das perguntas “Tricky” por exemplo. Já tinha sido introduzido no quiz passado numa pergunta, mas aqui houve pelo menos duas. O nº9 do Sporting que não existe e outras que me escapam. A ideia é interessante e baralha as pessoas, porque todos nós estamos à espera que haja uma resposta. Mas é preciso ter muito cuidado da forma como se faz. No mês passado, perguntou-se o 1º actor a interpretar a personagem de Godot. Esta personagem não tem existência física, logo implica para quem conhece a peça saber automaticamente a resposta. Quem não conhece, manda para o ar qualquer coisa. Só que Godot é o fundamental da peça.
Já o nº9 do Sporting…, pode-se conhecer muito bem o plantel sem ter noção dos números deles, sobretudo hoje em dia que já não tem o interesse que tinha.
Não me lembro dos outros exemplos “Tricky”, mas tendo em conta que de repente abre-se um precedente, não vejo mal nenhum em nos adaptarmos a esta forma de fazer perguntas. Mas para o futuro, é preciso ter muito cuidado na elaboração delas.

Outra introdução é o “intruso”. Ideia óptima, mas muito mal maturada nesta jornada. É nível 3, isso é. Era a primeira vez que se fazia e necessitava de mais tempo para pensar, logo premeia-se a quem percebe logo o que se trata. Só que é necessário muito cuidado porque ou se aceita mais que uma resposta para os possíveis “intrusos” ou estamos ao sabor do cartão. Por exemplo, na fronteira com a Alemanha, a Eslováquia era o intruso. Mas a Bélgica, como penso que o Carlos também aceitaria, também podia ser intrusa caso se pensasse nas bandeiras dos países. Ou mesmo a Suiça, era a única que não fazia parte da UE. Logo é necessário dominar muito bem as hipóteses que se lança a jogo, senão mais uma vez, estamos ao sabor do que diz o cartão.

Houve ainda outra inovação. A meio do 2º nível, tivemos interactividade com o som de um diálogo. A pergunta até era oblíqua, tornando o elemento multimédia talvez um pouco desnecessário, mas a ideia de nos fazer ouvir por intermédio de CD ou telemóvel no caso, parece-me bem interessante e espanta-me como é que até hoje ninguém quis fazer uso disso!

Com 17 equipas, acabou antes das três e meia. Mérito dos apresentadores, mas também da sala.
O Carlos é rápido e eficaz na apresentação. Já o Pedro… Oh! Homem, tens de tratar dessa dicção, pá! Estavas à vontade, mas custou perceber-te à primeira. Estavas cansado? Parabéns como lidaste com a pergunta da “caloria”.

Outras mais coisas pode-se falar, ou discordar. Está aberto o diálogo.

Ah! Lembrei-me de outra. Mêda em Alameda??? Passaste-te? Devias ter dado uma dica que podia não ser a palavra completa. Assim, torna-se impossível em 30 segundos e está praticamente destinada para ser ganha em cascata, mas não em directa, pá!


Status Quo ... ainda há!

17 equipas jogaram. 7 sairiam logo. Uns dizem que são demasiadas equipas. Pessoalmente, concordo até certo ponto. Porque acaba por ser claro que a incerteza do resultado é bastante maior e há mais probabilidades de uma debacle dos favoritos. Ganha o campeonato em emoção.

Na entrada em cena dos elementos atrasados para comporem as equipas, mereceu destaque o último Mamede em cena…….. Quem viu não esqueceu. Quem não viu, …tivesse visto!
Se calhar distraídos com a aparição, os Indomáveis desta vez caíram do paraíso para o inferno. Passaram ao lado do quiz, mesmo no que costumam ser mais fortes que é a parte escrita. Foram os primeiros favoritos a caírem. De resto, a parte escrita esteve em orgia de pontos e foi ganha sem oposição pelos Carangueja. Mas foi aziaga para quem não se deu bem com ela. Os Golfinhos são os que mais se queixam, pois de último na parte escrita, até nem se deram mal com o 1º nível. Só que o atraso foi grande. Aliás, ao contrário do 2º nível, como veremos, as restantes 10 equipas limitaram-se a gerir a última ronda, o que não é normal. Os nóveis Valentejanus e Liga dos Últimos desta vez ficaram por aqui. Os Defenestrados ainda precisam de “envelhecer” para esperarem a sua época de Crooners. A irmandade do Bordel também quase não se viu e os Espertalhos do Carinho, desta vez já tinham encontrado a porta fechada quando lá chegaram.
Quem ganhou um avanço enorme, foram os Cavaleiros e sobretudo os Ursinhos Bobó. Com a bonança, estiveram imparáveis nesta ronda e sonharam bastante. Já os restantes, mais ponto menos ponto perceberam que a luta ia ser titânica para a final…


Mumbai with Cheese, please!

E foi efectivamente. À entrada para a última ronda e só com três lugares garantidos, os restantes pareciam estar numa corrida de motoGP em que, em cada curva, os adversários vão ganhando e perdendo posições à vez. Pontos disputados até à última, foi com enorme surpresa que os Mamedes caíram (sem aspas porque foi literalmente) da cadeira. O TGV gripou nesta jornada, e pasme-se ficaram em 10º! Podem-se queixar da sorte, também. O gigante adormeceu? Cuidado quando ele acordar!
Os restantes “infelizes” na ronda moto GP também passavam de alegrias para frustrações na última ronda. Choraram pontos perdidos para os adversários directos, e entre o 4º e o 10º, a diferença pontual foi de 4 pontos!
As portas também se fecharam para os Lais da Carangueja, para os Ambite e para os Zbroing 747, que se viram ultrapassados na última questão pelos Frikadælløs. Os “marinheiros estão a fazer um campeonato interessante, por comparação com o ano passado. Já os outros dois ainda tardam em acertar o passo, pela mesma comparação. Sobretudo os Zbroing que após o 3º lugar no início do campeonato, falham a final pela 2ª vez consecutiva, facto que já não acontecia desde 2007. Mini-crise? Esperemos por Abril.


É Cercal. Não, é Porto Covo. Não... quem dá mais!

E vamos aos finalistas.

Os Frikadælløs repetiram a final de Janeiro e confirmam o melhor que se pensa deles. Mas algo me diz que o melhor ainda está para vir.
Os Feios, Porcos e Maus repetem também a final e consecutivamente. Começam a repôr a consistência da 1ª metade do ano passado.
Os Ursinhos Bobó alcançam a sua 1ª final deste ano, pondo termo a um mini-ciclo de 2ºs níveis. Mas soube-lhes a pouco, dado que foram perdendo gaz ao longo da jornada, acabando fora do podium, de uma forma pouco habitual neles.

A Ordem do Fonix alcança o terceiro lugar. Confortáveis que sempre estiveram ao longo da jornada, esperou por um deslize do duo da frente, o que veio a acontecer apenas da parte dos Ursinhos. Mas foram surpreendidos (como toda a gente) pelos surpreendentes BMV c/ Laranja. Mesmo assim, podem dizer que são a única equipa a não terem falhado uma final, algo que à terceira jornada não é comum. Só sucedeu igual situação em 2006, quando os Lagartixas foram os únicos a fazer o pleno após 3 jornadas. No desempate perdem para os Cavaleiros, mas para todos os efeitos, também são líderes do campeonato.
Os BMV c/ Laranja, alcançam glória que “metade” deles já não via desde Fevereiro de 2007. Confirmaram a consistência que já referi em outras alturas, e estão finalmente no bom caminho para voos bem maiores. E welcome back, Júlio!

Mas a noite foi equestre!
















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quinta-feira, 26 de março de 2009

AGORA FALO EU

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Novo espaço de Quiz! Para mais pormenores, é falar com o Jorge Páramos dos Mamedes (para os mais distraídos, é geralmente o porta-voz deles), ou com o Pascoalinho.

Jorge apresenta:






Quiz Emmy

Não é mentira: estreia na próxima quarta-feira, dia 1 de Abril, o mais recente evento quizístico lisboeta! O Restaurante Emmy, na Av. Rovisco Pais, 6A (ao lado do Instituto Superior Técnico), irá apresentar aos fanáticos da modalidade (e os outros) as já costumeiras cinquenta perguntas cinquenta — cortesia do mestre de cerimónias António Pascoalinho. Com esta garantia de qualidade, esperam-se noites bem disputadas e bebidas.
As regras são iguais às já praticadas no quiz do Magic Pool Bar (e outros): 50 perguntas (3 de jackpot = garrafa), sem inscrição, prémio em consumo na própria noite. O consumo mínimo é de três euros, suficiente para uma catita tosta de chocolate e queijo, entre outras iguarias ligeiras — ou copos, vá.
O início está marcado para as dez, com a habitual duração de aproximadamente duas horas e meia. Para arrancar as hostilidades, os quizes serão quinzenais (o próximo será no dia 15 de Abril, para os mais avessos às matemáticas). Conforme o andamento da coisa, prevê-se uma frequência semanal, possíveis quizes temáticos, lap dances, palestras sobre a cadela do Hitler e o que mais se arranjar.
O espaço é agradável e com decoração moderna, mas sóbria; além de uma instalação sonora à altura, conta com uma área suficiente para a prática do vil acto de esfumaçar — e um Airbus 380 em plena laboração no tecto (alto), a extrair o fumo para o exterior. Protegem-se assim os mais preocupados com frivolidades como a sua condição pulmonar e cheiro da roupa.
Resumindo: convocam-se as hostes sabedoras para a inauguração na próxima quarta: o objectivo é conseguir reunir em titânicos combates de cultura e trivialidades um melting pot de monstros sagrados da modalidade, alunos universitários e habituais frequentadores do local.


Jorge Páramos



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domingo, 22 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

AGORA FALO EU

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Attention all passengers of the flight 20.3, destination Ajuda. The captain of this airline company will now address to you all. Please, fasten your seatbelts and pay attention:
Mesdames et messieurs pour le vol 20.3, destination Ajudá...
Como na época passada fui "massacrado" por o grau 1 ter sido com muita quaresma e muito difícil... acho que este ano a coisa vai correr diferente.
Vai ser um grau 1 bem mais simples!! espero que se divirtam, e que os tomates sejam só lançados after quiz!!
Este ano o Pinto vai fazer grau 2 e grau 3, já que na época passada os insultos foram demais!!!Assim insultam desta vez o Medico!!! E que estudem muito sobre... A PRIMAVERA!!!! Ela está aí...
Um grande bem-haja e .. bora lá tentar jogar com 17 equipas!!! Record no quiz cascata!!! alguem que leve a câmara de filmar para registar tal acontecimento!!!
Carlos "Santola" Santos
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sexta-feira, 13 de março de 2009

PERFIL - FRIKADÆLLØS

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A lei Bosman chegou à Cascata!


Com os meus meios artesanais, nem sempre tenho oportunidade de escrever correctamente esta equipa. Mas a melhor estreia de sempre num campeonato (4º lugar), justifica querermos saber quem são. E sobretudo de onde vêm. Graças às minha tradutoras em simultâneo que me fizeram o especial favor de tirarem um dia de folga no edifício da ONU, lá consegui compôr esta entrevista para vocês. Um pequeno senão. Não encontrei uma bandeira da Dinamarca na fotografia e tive que me contentar com a vizinha Suécia. Espero que me perdoem!

Pela voz do Luís...: Frikadælløs

Apresentação

A ideia duma nova equipa surgiu do aumento colossal de suplentes nos Zbroing. Éramos dois, falei ao Miguel da hipótese de uma nova equipa, convidámos criaturas congéneres e facilmente criámos este inspirador melting potty. Nas duas primeiras participações, jogaram os mesmos elementos – eu, o Sezões, o Rosa, o Miguel e o Erik - que é dinamarquês e domina seis linguas, entre as quais não está o português. A solução para isto tem sido uma tradução simultânea por quem está ao lado dele, o que nos retira algum tempo de resposta. Hm, isso justifica inteiramente a nossa prestação miserável na segunda sessão – pelo que seria óptimo se a organização do Quiz nos providenciasse uma dinamarquesa tradutora de Março em diante, doutra forma nunca poderemos estar ao nosso melhor nível e a verdade deste campeonato ficará para sempre manchada, sim, manchada! O Erik também sabe sueco e gosta de ouvir as questões em stereo surround. Acabei de me lembrar – afinal em Março, o Erik estará de férias, pelo que será substituído pelo Edoardo, nado e criado perto de Florença, fã da Juventus, equipa de futebol que não levou 7-1. Ainda temos na equipa o Amadu (o nome não indica, mas é macedónio. Mesmo. :)), o Domingos e o Silva, residente em Angola mas que promete uma aparição este ano, talvez em Maio, mas não a 13. Surgiu ainda um interessado de ultima hora e estamos em conversações com outra equipa para a concretização dum empréstimo para esta temporada. É um jogador de elevado gabarito em palcos internacionais (Londres, Barcelona) e acreditamos que, com um ano de rodagem, terá a maturação necessária para jogar na nossa equipa principal. Por agora, chamemos-lhe “Ismael”. E é isto. Toda a gente por aqui está entusiasmada com a participação no campeonato. É o encanto da primeira vez.





A origem do nome da nossa equipa? Tínhamos de baptizar a equipa e a necessidade de ser original normalmente resulta nos piores epítetos do Mundo. Entre “Eggs from Space” e o “Ásdecávir”, ficou o multinacional “Chelsea FC”, que mantivemos até à noite do Quiz. Só mesmo à entrada deste, o Erik se lembra de Frikadælløs – porque, para além da equipa ter uma espantosa semelhança fisica com um prato de almôndegas nórdicas, a piada dum nome com duas letras fora do alfabeto português é um fenómeno que tem mesmo muita piada após 6 Sagres médias. Experimentem.

Eu jogo há 2 anos, mais ou menos. O resto há menos. Pelo menos em meios públicos e de forma assumida, sem pudor. Soubemos do campeonato de cascata através dos Zbroing. Gostava neste momento de agradecer aos Zbroing porque todos eles são pessoas muito especiais e merecem o nosso carinho e compreensão. Obrigado, Zbroing, pelos maravilhosos tempos que passámos juntos e pelas lições de karma que partilhámos! Um bem haja aos Zbroing e um abraço muito especial aos Zbroing.

Expectativas

Passar a eliminatoria inicial foi o objectivo da primeira sessão e foi alcançado. Na segunda, era passar o nível 1 e falhámos. Beremos como decorre Março - Com sorte, ficamos no nivel 2 e assim já percorremos as fases todas em 3 sessões. O que não seria mau. A curto prazo, acho que o nosso quarto lugar de estreia é já um marco porreiro. Estarmos em 6º à 2ª jornada é óptimo. Agora vamos devagarinho. A expectativa é, sempre que possível, chegar à final, mas está muito dificil, com a qualidade actual das equipas e a diversidade de quizzes. A nossa equipa é um projecto que agora se inicia mas que tomará o seu tempo. A longo prazo, o nosso objectivo é criar spin-off’s anuais da equipa, suficientes para ocupar lentamente a lista de participantes no campeonato do Quiz Cascata e tomar o poder na secretaria. Enganamos o João Silva com um rodízio de whisky, o Pascoalinho com um dicionário ilustrado de vernáculo do sec XIX e testemunharemos o início de uma nova era mais justa, mais regrada, onde cada equipa terá as tradutoras e tradutores que desejar. Menos os Golfinhos, que parecem preferir Favaios! Até lá, não temos grandes frustrações com os quizzes já realizados, embora ainda hoje desafie gente que me chateia a formular a lei de Ohm.

Gritos de guerra, frases recorrentes, private jokes?

Não, mas a melhor bebida do mundo é Fernet-Branca.





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terça-feira, 10 de março de 2009

PERFIL - GOLFINHOS, FAVAIOS & CO.

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Mas como é que vocês sabem isto?!






Na senda da ideia deste blog em dar a conhecer as equipas do nosso campeonato, e aproveitando que os Nnaped tiveram recentemente a "sua" entrevista (não excluindo a hipótese de escreverem algumas linhas, se assim o desejarem), viramo-nos para os "não-organizadores. E começamos com estes cetáceos bem simpáticos:


Golfinhos, Favaios e Companhia

Surgem em 2007, na altura com a designação "Golfinhos" apenas, e que mantêm até final do ano passado.

Uma das equipas mais simpáticas do nosso campeonato, estiveram em destaque entre Março e Setembro de 2008, onde atingiram duas finais mais três 2ºs níveis em 6 participações consecutivas. Neste momento a nadar em águas turvas (temporariamente espero) vamos conhecê-los pela voz do Luís Cabaça:

Quem são? De onde vêm? Para onde vão?

Esta equipa é constituída pelo Luís, a Rita, a Teresa, a Ana, o António, o Mário e a Sandra, para além de todos aqueles que sejam jovens e ambicionem um carreira aliciante no Quiz Cascata. E como forma de aliciamento para novos membros, utilizamos garrafas de Favaios. Aliás, já temos tantas garrafas que estamos a pensar em abrir uma loja de bebidas ou mesmo lançar uma nova marca: Favaios by Golfinhos.

Quando formámos esta equipa, não sabíamos que nome dar. Até que o Carlos dos NNAPED, deu a ideia de nos chamarmos Golfinhos, porque era o símbolo da unidade onde uma das nossas colegas trabalhava. Eu jogo desde o final de 2006. Joguei as últimas jornadas nos NNAPED, até que decidi formar uma equipa. Foi o Carlos que pegou o bichinho. E por sua vez eu peguei ao resto do pessoal. Os Golfinhos fizeram a sua estreia em Fevereiro de 2007. Realmente, os "maus hábitos" são muito fáceis de transmitir!

Como têm visto esta época?

Em relação à época de 2009, constatamos que no nível 1, o grau de dificuldade das perguntas não tem sido equilibrado. Sabemos, que não é fácil agradar a Gregos e a Troianos, no entanto, os organizadores, deverão ter mais atenção quando elaboram as perguntas. Pensamos que quando se elabora uma pergunta, não podemos pensar pela nossa cabeça, mas pela dos outros. A nossa equipa tem a expectativa de ganhar uma jornada, nem que seja como o terceiro lugar do Tiago Monteiro, no GP de F1 dos EUA, onde só alinharam 6 equipas, neste caso, pode ser um quiz só para nós! Este ano não estamos muito agradados, com o facto de estarmos a ser eliminados logo nas primeiras rondas. No entanto, não vamos desistir. Iremos fazer tudo, para estar presentes. O quiz cascata é um escape para nós, uma forma de nos divertirmos, apesar de não gostarmos de perder, encaramos as nossas prestações pelo lado positivo (tem dias). O que importa é participar e levar o nosso bom humor.

Gritos de guerra?

A nossa frase mítica e que se encontra em fase de registo de direitos de autor é: “Como é que eles sabem isto”. Vendemos o direito a utilizar esta frase a quem pagar, não aceitamos cheques, garrafas de favaios ou scones.

Bons Quizes para todos!

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

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Depois de uma agitada semana, vamos dar início a um fim-de-semana que, esperemos todos, seja mais tranquilo.

Esperamos todos também que isto acabe bem para todas as partes. E tudo indica caminhar nesse sentido.

Pessoalmente, e falo por mim apenas, sempre defendi antes do campeonato começar que deviam jogar as 17 equipas e uma a organizar. Já que se aceita 18 equipas (bem ou mal, isso já não tem importância), não se deve sonegar o direito a uma participar, seja ela qual for.

Pessoalmente, e falo por mim apenas, a mini-cascata de apuramento definida no início do campeonato parecia ser a menos má das soluções apresentadas. Mas também me parece que se as consequências das hipóteses apresentadas a concurso não foram bem pensadas, acho que somos todos culpados.

Relativamente a Fevereiro, a minha equipa (e agora sim, falo pela equipa) achou na altura (e note-se bem "na altura") que a melhor decisão era abster-se. Já que as outras duas equipas envolvidas ao barulho não podiam votar, não me pareceu mais legítimo votar numa decisão que afectava as três, só porque lá estávamos e as outras não. Embora, eu (e note-se "eu") não concordava com nenhuma das hipóteses lançadas à votação. E isto é obviamente uma opinião.

Neste momento já não interessa nada, se mais tarde mudaríamos de ideias quanto ao direito de exercer o voto e até pudessemos baralhar a votação.

O que importa dizer, na minha opinião, é que ainda bem que foi aos Ursinhos que tudo isto sucedeu e não, por hipótese aos Valentejanus. Assim, e que todos nós votemos em conformidade, caso obviamente concordem, deixar todas as equipas jogarem todas as jornadas e não penalizar mais ninguém por causa de faltas que podem ser ou não justificadas (penso que isso já não está em causa), ou com azares de jogo que a levem ao 16º lugar de um quiz. Pois, como já disse uma vez, se jogassem 12 num mês, era o 12º lugar a ser convidado a ficar de fora?

Não falei mais cedo porque passei uns dias no hospital. Quando cheguei ao blogue, já não sabia por onde pegar.

Aproveito para felicitar o renascimento do blogue Quiz de Cascata.
Tirapicos, fazes falta. Faço votos para que não tenha sido só isto a espicaçar-te, mas que continues por aí fora. Esta é a minha opinião.

Perdoem-me o excesso de zelo em esclarecer o que é a minha opinião. Mas, por vezes sinto que as minhas palavras são entendidas como dogmas ou opiniões críticas de uma revista tipo Visão ou Expresso ou afins. Não são, nunca foram. São meras opiniões e perspectivas que estão abertas a discussão. E discussão franca. Discordem delas à vontade. Eu sou apenas um. Não procurem significados ocultos ou entendam-nas como maldades ou insultos. Não são e nunca serão. E quando apercebo-me que são entendidas assim, sou o primeiro a retractar-me. E nunca publico nada em nome da equipa, apenas em meu nome.

Este blog está aberto a todos e assim continuará. Também há espaço para quem quiser escrever outras crónicas. Basta chegarem-se à frente.

Um abraço e bons quizes
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