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Falta uma semana para o sexto quiz do ano, com organização dos FPM. Teremos um quiz polémico como é costume nesta equipa? Teremos uma cascata sobre casais e sobre comportamentos e outra sobre chouriços, salpicões e queijos? Dia 21 logo saberemos.
São feios? Pois,...talvez...não sei
Algum culto especial pelo filme?
Ora… é frustrante sempre que nos calha uma pergunta sobre biologia, química, física, informática, matemática e outras coisas científicas, de um modo geral… Somos umas nódoas na matéria (é no que dá equipas só com gente de Humanidades) – se bem que acertámos na pergunta sobre a moscovite, há coisa de 4-5 meses. Sugerimos apenas que se evite perguntas que podem ter várias respostas correctas, uma vez que a regra do “o que está no cartão é que conta” é lixada. Ou também está implícita no regulamento (que ainda não lemos) uma componente de adivinhação?
A organização desta vez foi mais consensual. Pouca gente apreciou.
Outra introdução é o “intruso”. Ideia óptima, mas muito mal maturada nesta jornada. É nível 3, isso é. Era a primeira vez que se fazia e necessitava de mais tempo para pensar, logo premeia-se a quem percebe logo o que se trata. Só que é necessário muito cuidado porque ou se aceita mais que uma resposta para os possíveis “intrusos” ou estamos ao sabor do cartão. Por exemplo, na fronteira com a Alemanha, a Eslováquia era o intruso. Mas a Bélgica, como penso que o Carlos também aceitaria, também podia ser intrusa caso se pensasse nas bandeiras dos países. Ou mesmo a Suiça, era a única que não fazia parte da UE. Logo é necessário dominar muito bem as hipóteses que se lança a jogo, senão mais uma vez, estamos ao sabor do que diz o cartão.
17 equipas jogaram. 7 sairiam logo. Uns dizem que são demasiadas equipas. Pessoalmente, concordo até certo ponto. Porque acaba por ser claro que a incerteza do resultado é bastante maior e há mais probabilidades de uma debacle dos favoritos. Ganha o campeonato em emoção.
E foi efectivamente. À entrada para a última ronda e só com três lugares garantidos, os restantes pareciam estar numa corrida de motoGP em que, em cada curva, os adversários vão ganhando e perdendo posições à vez. Pontos disputados até à última, foi com enorme surpresa que os Mamedes caíram (sem aspas porque foi literalmente) da cadeira. O TGV gripou nesta jornada, e pasme-se ficaram em 10º! Podem-se queixar da sorte, também. O gigante adormeceu? Cuidado quando ele acordar!
As portas também se fecharam para os Lais da Carangueja, para os Ambite e para os Zbroing 747, que se viram ultrapassados na última questão pelos Frikadælløs. Os “marinheiros estão a fazer um campeonato interessante, por comparação com o ano passado. Já os outros dois ainda tardam em acertar o passo, pela mesma comparação. Sobretudo os Zbroing que após o 3º lugar no início do campeonato, falham a final pela 2ª vez consecutiva, facto que já não acontecia desde 2007. Mini-crise? Esperemos por Abril.
E vamos aos finalistas.


O espaço é agradável e com decoração moderna, mas sóbria; além de uma instalação sonora à altura, conta com uma área suficiente para a prática do vil acto de esfumaçar — e um Airbus 380 em plena laboração no tecto (alto), a extrair o fumo para o exterior. Protegem-se assim os mais preocupados com frivolidades como a sua condição pulmonar e cheiro da roupa.
Attention all passengers of the flight 20.3, destination Ajuda. The captain of this airline company will now address to you all. Please, fasten your seatbelts and pay attention:
Apresentação 


PYGMALEÃO
Não foi uma organização consensual. Como em todas as jornadas, quem se fica pelos primeiros níveis não gosta, quem vai mais além do esperado gosta muito. Estou nos que ficaram na primeira situação. Por muito imparcial que deva ser (nem sempre como devia, admito), tenho de frisar que, mais do que em qualquer crónica escrevinhada por mim, esta é uma opinião pessoal.
Este parágrafo dos dois BMV toca numa ferida complicada, que é a gestão dos temas. Embora não concorde com alguns aspectos desta análise, sobretudo porque os organizadores até dificultam os mesmos temas (e não só no terceiro nível) somos forçados a admitir que há temas universais que são aflorados de uma forma básica, quando não deveria haver justificação para isso. Não vou, nem tenho interesse nisso, dissecar o que não se abordou. Mas falo do que se abordou e do tipo de perguntas. Houve uma tentação (afinal são perto de 200 perguntas!) de se pedir muitos nomes de coisas. É complicado gerir o pedido de nomes, sobretudo quando na nossa vida, o que se fixa é o que se discute e o que se "vive" e não o que se ouve "en passant". Dois exemplos no 2º nível (que não foram respondidos): o artista checo que foi responsável pela fraude da exposição, no âmbito da presidência da união europeia. O senhor chama-se David Cerny. Ouvir falar disto, sim senhor. Querer fixar o nome... não sei se teria essa vontade. A pergunta feita ao contrário seria igualmente difícil, mas já premiava quem soubesse do que se tratava. Outro exemplo pode ser o 1º satélite iraniano. Saber que eles lançaram, é uma pergunta legítima. Já o nome do dito... a menos que me tivesse escapado qualquer coisa, não vejo que fosse importante fixar.
Com uma parte escrita acessível para a maioria (e curta! Finalmente alguém que cumpra a máxima de uma figura, um ponto), os Indomáveis e uma grande surpresa da jornada os Lais da Carangueja foram os vencedores. Em orgia de pontos, quatro equipas haviam de se espetar à brava aqui, de tal forma que quem passasse pelas mesas deles no caminho da casa-de-banho, não aprenderia grande coisa. Três haviam de recuperar lindamente e só uma é que caiu numa cratera e nunca mais se viu: os Ambite! Se no mês passado, andou de mãos dadas com os Indomáveis quais gémeos, desta vez foi separado à nascença. E qual Zeus e Hades, viu um ascender ao Olimpo enquanto que o outro mergulhou no inferno! Literalmente à "beira de um ataque de nervos"!
O 2º nível definiu o podium. Com 6 equipas a fazer 4 pontos ou menos(!) e o máximo de três directas (e em duas equipas) as cascatas foram fazendo a diferença para quatro delas. Respostas como Iran Costa ao satélite iraniano iam descontraíndo a orgia de cascatas. Só 12 deram a volta, mas só 13 foram directas.
Com uns Mamedes em curva descendente muito pouco habitual e a caírem para o 3º lugar e uns Fonix que bem podem agradecer a primeira parte pelo facto de fechar a cauda da final, os protagonistas desta jornada foram outros. Que me perdoem estas duas enormes equipas, habitualmente protagonistas das crónicas, mas o nosso Canadá cascateiro fica mais interessante com as tendências expansionistas na tabela. As restantes quatro equipas da final merecem todos os elogios deste mês. A começar pelos Lais da Carangueja. Terminam na sua melhor classificação de sempre e nunca estiveram em causa para a final, desde o início. Muitos Parabéns!
Ainda mais brilhantes foram os Feios, Porcos e Maus. Subiram a pulso de um atraso enorme e alcançam o 4º lugar, o seu melhor de sempre. Uma equipa em que mais de metade das participações são finais, só lhes falta mais consistência e jogarem mais vezes com 5 elementos para chegarem a um merecido podium. Desta vez ficaram à porta. Mas está quase.
E os Cavaleiros? Benvindos à luta do título! Foram impressionantes nesta jornada. Uma parte escrita nos últimos lugares, recuperaram a galope vencendo os dois níveis intermédios, o primeiro deles de forma esmagadora e foram os únicos que estiveram em jogo até ao final. Um brilhante segundo, mas que também não seria injusto se tivessem sido eles a ganhar.
Só que a noite era mesmo Indomável!
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E agora a polémica do mês: Por ser parte interessada, não vou pronunciar-me em demasia. Mas o que aconteceria se tivessem faltado três ou quatro equipas? Se os Ambite (ou outra equipa) tivessem ficado em 12º embora em último? Seriam convidados a ficarem de fora, quando quatro equipas, independentemente da justificação, não tinham aparecido?
Por outro lado, se a regra da troca do último lugar é inibidora para uma equipa desfalcada em determinado mês, não é preferível deixar de comparecer, pois arrisca-se a ficar em último de qualquer forma? Há demasiadas circunstâncias que não foram previstas nestas situações. Pessoalmente, gosto que a cascata tenha mais equipas. Mas acho esta regra de troca directa tremendamente penalizadora para qualquer equipa. Se se admitiu o alargamento para 18 porque razão não jogam as 17 ao mesmo tempo e uma organizadora?
À vossa consideração