sábado, 28 de março de 2009

CRÓNICA DE MARÇO


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Apocalypse NOW!



Aí estão os Cavaleiros do Apocalipse a assumir a liderança e a candidatura ao título. A fome de vitórias era tanta que a última já tinha sido em Junho de 2007. Desde então, travessia do deserto, muitas miragens de oásis (leia-se idas ao podium), antes da merecida e incontestável vitória que já estava “apalavrada” desde o quiz de Fevereiro. Foi metódica a vitória deles. Entre os 2ºs na parte escrita e um 1º nível que “praticamente lhes garantiu o podium”, foi já no 2º nível que assumiriam a liderança. E com 2 pontos de vantagem, souberam geri-la para acabar com 4 e uns pouco vistos 41 pontos.
Já foram apelidados de Galácticos. E estão de volta!

Mas uma palavra também, neste segmento dos campeões, para a prestação dos BMV c/ Laranja. Pegando no tema de uma das rondas do 3º nível, foram o improvável “intruso”. Numa altura em que o podium parecia mais que entregue, o cocktail surpreendeu tudo e todos ao ir buscar o 2º lugar com uns impressionantes 11 pontos. Não tenho a certeza se foi o melhor de sempre para uma equipa num 3º nível , mas passar os 9 pontos faz-se duas, três vezes por ano no máximo. E eles entraram já para essa reduzidíssima galeria dos que atingiram essa marca.

Parabéns às duas equipas!


Tricky, Tricky

A organização desta vez foi mais consensual. Pouca gente apreciou.
Uma parte escrita ao estilo do Carlos Santos, (goste-se ou não) com elementos próprios de um crooner da sua geração (que também é a minha), não pecou pelo excesso de imagens. Ainda bem. Os tempos antigos de overdose parecem estar de férias prolongadas. Pessoalmente apreciei mais a do ano passado, mas esta estava igualmente agradável.

Quanto às perguntas, já se falou muito. Houve alguns erros imperdoáveis, de falta de pesquisa em diferentes sectores e em que, lá está, se calhar (note-se, é uma suposição) de temas que os organizadores não dominam.
O que teria sido preferível então?
É complicado gerir um quiz que agrade a todos. Mais complicado se torna quando nos deixamos influenciar pelo que não agrada a todos. E vamos buscar informação que não conhecemos, e em que o factor inibidor para a melhor gestão dessa informação chama-se tempo.
Na minha opinião, não vejo problema em assumir o que se gosta, mesmo que seja contrário à maioria. Somos 18 equipas, com a diversidade própria das nossas vidas. Andamos nisto por desporto, portanto não existe profissionais (e sem aspas) de quiz, como existe no futebol, xadrez ou culinária. Logo, mais vale assumirmos que somos diferentes nos gostos. Os outros que se adaptem.

Dissertando, a preocupação primordial a ter na organização é que fazemos para os outros e não para nós, logo há que ter isso em sempre em consideração.
Os únicos factores que têm de estar sempre presentes para a elaboração de um quiz são os da natureza do jogo em si. Equilíbrio na dificuldade das perguntas em cada mesa, distribuir esse grau de dificuldade pelos níveis, não abusar com demasiadas perguntas de dois ou três temas e claro está, as perguntas têm de ser bem claras, de forma a que não haja dúvidas do que se quer como resposta, mesmo que tenha mais que uma.

Posto esta “dissertação “ (cough), os Nnaped ficaram a meio de concretizar alguns destes objectivos. Precisou de mais maturação e sobretudo pesquisa, o que resultou num quiz muito insosso. Mas há que dar o mérito de que quiseram fazer para nós.

No entanto, teve alguns aspectos interessantes, mesmo considerando que não foram bem pensados:
A utilização das perguntas “Tricky” por exemplo. Já tinha sido introduzido no quiz passado numa pergunta, mas aqui houve pelo menos duas. O nº9 do Sporting que não existe e outras que me escapam. A ideia é interessante e baralha as pessoas, porque todos nós estamos à espera que haja uma resposta. Mas é preciso ter muito cuidado da forma como se faz. No mês passado, perguntou-se o 1º actor a interpretar a personagem de Godot. Esta personagem não tem existência física, logo implica para quem conhece a peça saber automaticamente a resposta. Quem não conhece, manda para o ar qualquer coisa. Só que Godot é o fundamental da peça.
Já o nº9 do Sporting…, pode-se conhecer muito bem o plantel sem ter noção dos números deles, sobretudo hoje em dia que já não tem o interesse que tinha.
Não me lembro dos outros exemplos “Tricky”, mas tendo em conta que de repente abre-se um precedente, não vejo mal nenhum em nos adaptarmos a esta forma de fazer perguntas. Mas para o futuro, é preciso ter muito cuidado na elaboração delas.

Outra introdução é o “intruso”. Ideia óptima, mas muito mal maturada nesta jornada. É nível 3, isso é. Era a primeira vez que se fazia e necessitava de mais tempo para pensar, logo premeia-se a quem percebe logo o que se trata. Só que é necessário muito cuidado porque ou se aceita mais que uma resposta para os possíveis “intrusos” ou estamos ao sabor do cartão. Por exemplo, na fronteira com a Alemanha, a Eslováquia era o intruso. Mas a Bélgica, como penso que o Carlos também aceitaria, também podia ser intrusa caso se pensasse nas bandeiras dos países. Ou mesmo a Suiça, era a única que não fazia parte da UE. Logo é necessário dominar muito bem as hipóteses que se lança a jogo, senão mais uma vez, estamos ao sabor do que diz o cartão.

Houve ainda outra inovação. A meio do 2º nível, tivemos interactividade com o som de um diálogo. A pergunta até era oblíqua, tornando o elemento multimédia talvez um pouco desnecessário, mas a ideia de nos fazer ouvir por intermédio de CD ou telemóvel no caso, parece-me bem interessante e espanta-me como é que até hoje ninguém quis fazer uso disso!

Com 17 equipas, acabou antes das três e meia. Mérito dos apresentadores, mas também da sala.
O Carlos é rápido e eficaz na apresentação. Já o Pedro… Oh! Homem, tens de tratar dessa dicção, pá! Estavas à vontade, mas custou perceber-te à primeira. Estavas cansado? Parabéns como lidaste com a pergunta da “caloria”.

Outras mais coisas pode-se falar, ou discordar. Está aberto o diálogo.

Ah! Lembrei-me de outra. Mêda em Alameda??? Passaste-te? Devias ter dado uma dica que podia não ser a palavra completa. Assim, torna-se impossível em 30 segundos e está praticamente destinada para ser ganha em cascata, mas não em directa, pá!


Status Quo ... ainda há!

17 equipas jogaram. 7 sairiam logo. Uns dizem que são demasiadas equipas. Pessoalmente, concordo até certo ponto. Porque acaba por ser claro que a incerteza do resultado é bastante maior e há mais probabilidades de uma debacle dos favoritos. Ganha o campeonato em emoção.

Na entrada em cena dos elementos atrasados para comporem as equipas, mereceu destaque o último Mamede em cena…….. Quem viu não esqueceu. Quem não viu, …tivesse visto!
Se calhar distraídos com a aparição, os Indomáveis desta vez caíram do paraíso para o inferno. Passaram ao lado do quiz, mesmo no que costumam ser mais fortes que é a parte escrita. Foram os primeiros favoritos a caírem. De resto, a parte escrita esteve em orgia de pontos e foi ganha sem oposição pelos Carangueja. Mas foi aziaga para quem não se deu bem com ela. Os Golfinhos são os que mais se queixam, pois de último na parte escrita, até nem se deram mal com o 1º nível. Só que o atraso foi grande. Aliás, ao contrário do 2º nível, como veremos, as restantes 10 equipas limitaram-se a gerir a última ronda, o que não é normal. Os nóveis Valentejanus e Liga dos Últimos desta vez ficaram por aqui. Os Defenestrados ainda precisam de “envelhecer” para esperarem a sua época de Crooners. A irmandade do Bordel também quase não se viu e os Espertalhos do Carinho, desta vez já tinham encontrado a porta fechada quando lá chegaram.
Quem ganhou um avanço enorme, foram os Cavaleiros e sobretudo os Ursinhos Bobó. Com a bonança, estiveram imparáveis nesta ronda e sonharam bastante. Já os restantes, mais ponto menos ponto perceberam que a luta ia ser titânica para a final…


Mumbai with Cheese, please!

E foi efectivamente. À entrada para a última ronda e só com três lugares garantidos, os restantes pareciam estar numa corrida de motoGP em que, em cada curva, os adversários vão ganhando e perdendo posições à vez. Pontos disputados até à última, foi com enorme surpresa que os Mamedes caíram (sem aspas porque foi literalmente) da cadeira. O TGV gripou nesta jornada, e pasme-se ficaram em 10º! Podem-se queixar da sorte, também. O gigante adormeceu? Cuidado quando ele acordar!
Os restantes “infelizes” na ronda moto GP também passavam de alegrias para frustrações na última ronda. Choraram pontos perdidos para os adversários directos, e entre o 4º e o 10º, a diferença pontual foi de 4 pontos!
As portas também se fecharam para os Lais da Carangueja, para os Ambite e para os Zbroing 747, que se viram ultrapassados na última questão pelos Frikadælløs. Os “marinheiros estão a fazer um campeonato interessante, por comparação com o ano passado. Já os outros dois ainda tardam em acertar o passo, pela mesma comparação. Sobretudo os Zbroing que após o 3º lugar no início do campeonato, falham a final pela 2ª vez consecutiva, facto que já não acontecia desde 2007. Mini-crise? Esperemos por Abril.


É Cercal. Não, é Porto Covo. Não... quem dá mais!

E vamos aos finalistas.

Os Frikadælløs repetiram a final de Janeiro e confirmam o melhor que se pensa deles. Mas algo me diz que o melhor ainda está para vir.
Os Feios, Porcos e Maus repetem também a final e consecutivamente. Começam a repôr a consistência da 1ª metade do ano passado.
Os Ursinhos Bobó alcançam a sua 1ª final deste ano, pondo termo a um mini-ciclo de 2ºs níveis. Mas soube-lhes a pouco, dado que foram perdendo gaz ao longo da jornada, acabando fora do podium, de uma forma pouco habitual neles.

A Ordem do Fonix alcança o terceiro lugar. Confortáveis que sempre estiveram ao longo da jornada, esperou por um deslize do duo da frente, o que veio a acontecer apenas da parte dos Ursinhos. Mas foram surpreendidos (como toda a gente) pelos surpreendentes BMV c/ Laranja. Mesmo assim, podem dizer que são a única equipa a não terem falhado uma final, algo que à terceira jornada não é comum. Só sucedeu igual situação em 2006, quando os Lagartixas foram os únicos a fazer o pleno após 3 jornadas. No desempate perdem para os Cavaleiros, mas para todos os efeitos, também são líderes do campeonato.
Os BMV c/ Laranja, alcançam glória que “metade” deles já não via desde Fevereiro de 2007. Confirmaram a consistência que já referi em outras alturas, e estão finalmente no bom caminho para voos bem maiores. E welcome back, Júlio!

Mas a noite foi equestre!
















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quinta-feira, 26 de março de 2009

AGORA FALO EU

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Novo espaço de Quiz! Para mais pormenores, é falar com o Jorge Páramos dos Mamedes (para os mais distraídos, é geralmente o porta-voz deles), ou com o Pascoalinho.

Jorge apresenta:






Quiz Emmy

Não é mentira: estreia na próxima quarta-feira, dia 1 de Abril, o mais recente evento quizístico lisboeta! O Restaurante Emmy, na Av. Rovisco Pais, 6A (ao lado do Instituto Superior Técnico), irá apresentar aos fanáticos da modalidade (e os outros) as já costumeiras cinquenta perguntas cinquenta — cortesia do mestre de cerimónias António Pascoalinho. Com esta garantia de qualidade, esperam-se noites bem disputadas e bebidas.
As regras são iguais às já praticadas no quiz do Magic Pool Bar (e outros): 50 perguntas (3 de jackpot = garrafa), sem inscrição, prémio em consumo na própria noite. O consumo mínimo é de três euros, suficiente para uma catita tosta de chocolate e queijo, entre outras iguarias ligeiras — ou copos, vá.
O início está marcado para as dez, com a habitual duração de aproximadamente duas horas e meia. Para arrancar as hostilidades, os quizes serão quinzenais (o próximo será no dia 15 de Abril, para os mais avessos às matemáticas). Conforme o andamento da coisa, prevê-se uma frequência semanal, possíveis quizes temáticos, lap dances, palestras sobre a cadela do Hitler e o que mais se arranjar.
O espaço é agradável e com decoração moderna, mas sóbria; além de uma instalação sonora à altura, conta com uma área suficiente para a prática do vil acto de esfumaçar — e um Airbus 380 em plena laboração no tecto (alto), a extrair o fumo para o exterior. Protegem-se assim os mais preocupados com frivolidades como a sua condição pulmonar e cheiro da roupa.
Resumindo: convocam-se as hostes sabedoras para a inauguração na próxima quarta: o objectivo é conseguir reunir em titânicos combates de cultura e trivialidades um melting pot de monstros sagrados da modalidade, alunos universitários e habituais frequentadores do local.


Jorge Páramos



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domingo, 22 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

AGORA FALO EU

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Attention all passengers of the flight 20.3, destination Ajuda. The captain of this airline company will now address to you all. Please, fasten your seatbelts and pay attention:
Mesdames et messieurs pour le vol 20.3, destination Ajudá...
Como na época passada fui "massacrado" por o grau 1 ter sido com muita quaresma e muito difícil... acho que este ano a coisa vai correr diferente.
Vai ser um grau 1 bem mais simples!! espero que se divirtam, e que os tomates sejam só lançados after quiz!!
Este ano o Pinto vai fazer grau 2 e grau 3, já que na época passada os insultos foram demais!!!Assim insultam desta vez o Medico!!! E que estudem muito sobre... A PRIMAVERA!!!! Ela está aí...
Um grande bem-haja e .. bora lá tentar jogar com 17 equipas!!! Record no quiz cascata!!! alguem que leve a câmara de filmar para registar tal acontecimento!!!
Carlos "Santola" Santos
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sexta-feira, 13 de março de 2009

PERFIL - FRIKADÆLLØS

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A lei Bosman chegou à Cascata!


Com os meus meios artesanais, nem sempre tenho oportunidade de escrever correctamente esta equipa. Mas a melhor estreia de sempre num campeonato (4º lugar), justifica querermos saber quem são. E sobretudo de onde vêm. Graças às minha tradutoras em simultâneo que me fizeram o especial favor de tirarem um dia de folga no edifício da ONU, lá consegui compôr esta entrevista para vocês. Um pequeno senão. Não encontrei uma bandeira da Dinamarca na fotografia e tive que me contentar com a vizinha Suécia. Espero que me perdoem!

Pela voz do Luís...: Frikadælløs

Apresentação

A ideia duma nova equipa surgiu do aumento colossal de suplentes nos Zbroing. Éramos dois, falei ao Miguel da hipótese de uma nova equipa, convidámos criaturas congéneres e facilmente criámos este inspirador melting potty. Nas duas primeiras participações, jogaram os mesmos elementos – eu, o Sezões, o Rosa, o Miguel e o Erik - que é dinamarquês e domina seis linguas, entre as quais não está o português. A solução para isto tem sido uma tradução simultânea por quem está ao lado dele, o que nos retira algum tempo de resposta. Hm, isso justifica inteiramente a nossa prestação miserável na segunda sessão – pelo que seria óptimo se a organização do Quiz nos providenciasse uma dinamarquesa tradutora de Março em diante, doutra forma nunca poderemos estar ao nosso melhor nível e a verdade deste campeonato ficará para sempre manchada, sim, manchada! O Erik também sabe sueco e gosta de ouvir as questões em stereo surround. Acabei de me lembrar – afinal em Março, o Erik estará de férias, pelo que será substituído pelo Edoardo, nado e criado perto de Florença, fã da Juventus, equipa de futebol que não levou 7-1. Ainda temos na equipa o Amadu (o nome não indica, mas é macedónio. Mesmo. :)), o Domingos e o Silva, residente em Angola mas que promete uma aparição este ano, talvez em Maio, mas não a 13. Surgiu ainda um interessado de ultima hora e estamos em conversações com outra equipa para a concretização dum empréstimo para esta temporada. É um jogador de elevado gabarito em palcos internacionais (Londres, Barcelona) e acreditamos que, com um ano de rodagem, terá a maturação necessária para jogar na nossa equipa principal. Por agora, chamemos-lhe “Ismael”. E é isto. Toda a gente por aqui está entusiasmada com a participação no campeonato. É o encanto da primeira vez.





A origem do nome da nossa equipa? Tínhamos de baptizar a equipa e a necessidade de ser original normalmente resulta nos piores epítetos do Mundo. Entre “Eggs from Space” e o “Ásdecávir”, ficou o multinacional “Chelsea FC”, que mantivemos até à noite do Quiz. Só mesmo à entrada deste, o Erik se lembra de Frikadælløs – porque, para além da equipa ter uma espantosa semelhança fisica com um prato de almôndegas nórdicas, a piada dum nome com duas letras fora do alfabeto português é um fenómeno que tem mesmo muita piada após 6 Sagres médias. Experimentem.

Eu jogo há 2 anos, mais ou menos. O resto há menos. Pelo menos em meios públicos e de forma assumida, sem pudor. Soubemos do campeonato de cascata através dos Zbroing. Gostava neste momento de agradecer aos Zbroing porque todos eles são pessoas muito especiais e merecem o nosso carinho e compreensão. Obrigado, Zbroing, pelos maravilhosos tempos que passámos juntos e pelas lições de karma que partilhámos! Um bem haja aos Zbroing e um abraço muito especial aos Zbroing.

Expectativas

Passar a eliminatoria inicial foi o objectivo da primeira sessão e foi alcançado. Na segunda, era passar o nível 1 e falhámos. Beremos como decorre Março - Com sorte, ficamos no nivel 2 e assim já percorremos as fases todas em 3 sessões. O que não seria mau. A curto prazo, acho que o nosso quarto lugar de estreia é já um marco porreiro. Estarmos em 6º à 2ª jornada é óptimo. Agora vamos devagarinho. A expectativa é, sempre que possível, chegar à final, mas está muito dificil, com a qualidade actual das equipas e a diversidade de quizzes. A nossa equipa é um projecto que agora se inicia mas que tomará o seu tempo. A longo prazo, o nosso objectivo é criar spin-off’s anuais da equipa, suficientes para ocupar lentamente a lista de participantes no campeonato do Quiz Cascata e tomar o poder na secretaria. Enganamos o João Silva com um rodízio de whisky, o Pascoalinho com um dicionário ilustrado de vernáculo do sec XIX e testemunharemos o início de uma nova era mais justa, mais regrada, onde cada equipa terá as tradutoras e tradutores que desejar. Menos os Golfinhos, que parecem preferir Favaios! Até lá, não temos grandes frustrações com os quizzes já realizados, embora ainda hoje desafie gente que me chateia a formular a lei de Ohm.

Gritos de guerra, frases recorrentes, private jokes?

Não, mas a melhor bebida do mundo é Fernet-Branca.





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terça-feira, 10 de março de 2009

PERFIL - GOLFINHOS, FAVAIOS & CO.

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Mas como é que vocês sabem isto?!






Na senda da ideia deste blog em dar a conhecer as equipas do nosso campeonato, e aproveitando que os Nnaped tiveram recentemente a "sua" entrevista (não excluindo a hipótese de escreverem algumas linhas, se assim o desejarem), viramo-nos para os "não-organizadores. E começamos com estes cetáceos bem simpáticos:


Golfinhos, Favaios e Companhia

Surgem em 2007, na altura com a designação "Golfinhos" apenas, e que mantêm até final do ano passado.

Uma das equipas mais simpáticas do nosso campeonato, estiveram em destaque entre Março e Setembro de 2008, onde atingiram duas finais mais três 2ºs níveis em 6 participações consecutivas. Neste momento a nadar em águas turvas (temporariamente espero) vamos conhecê-los pela voz do Luís Cabaça:

Quem são? De onde vêm? Para onde vão?

Esta equipa é constituída pelo Luís, a Rita, a Teresa, a Ana, o António, o Mário e a Sandra, para além de todos aqueles que sejam jovens e ambicionem um carreira aliciante no Quiz Cascata. E como forma de aliciamento para novos membros, utilizamos garrafas de Favaios. Aliás, já temos tantas garrafas que estamos a pensar em abrir uma loja de bebidas ou mesmo lançar uma nova marca: Favaios by Golfinhos.

Quando formámos esta equipa, não sabíamos que nome dar. Até que o Carlos dos NNAPED, deu a ideia de nos chamarmos Golfinhos, porque era o símbolo da unidade onde uma das nossas colegas trabalhava. Eu jogo desde o final de 2006. Joguei as últimas jornadas nos NNAPED, até que decidi formar uma equipa. Foi o Carlos que pegou o bichinho. E por sua vez eu peguei ao resto do pessoal. Os Golfinhos fizeram a sua estreia em Fevereiro de 2007. Realmente, os "maus hábitos" são muito fáceis de transmitir!

Como têm visto esta época?

Em relação à época de 2009, constatamos que no nível 1, o grau de dificuldade das perguntas não tem sido equilibrado. Sabemos, que não é fácil agradar a Gregos e a Troianos, no entanto, os organizadores, deverão ter mais atenção quando elaboram as perguntas. Pensamos que quando se elabora uma pergunta, não podemos pensar pela nossa cabeça, mas pela dos outros. A nossa equipa tem a expectativa de ganhar uma jornada, nem que seja como o terceiro lugar do Tiago Monteiro, no GP de F1 dos EUA, onde só alinharam 6 equipas, neste caso, pode ser um quiz só para nós! Este ano não estamos muito agradados, com o facto de estarmos a ser eliminados logo nas primeiras rondas. No entanto, não vamos desistir. Iremos fazer tudo, para estar presentes. O quiz cascata é um escape para nós, uma forma de nos divertirmos, apesar de não gostarmos de perder, encaramos as nossas prestações pelo lado positivo (tem dias). O que importa é participar e levar o nosso bom humor.

Gritos de guerra?

A nossa frase mítica e que se encontra em fase de registo de direitos de autor é: “Como é que eles sabem isto”. Vendemos o direito a utilizar esta frase a quem pagar, não aceitamos cheques, garrafas de favaios ou scones.

Bons Quizes para todos!

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

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Depois de uma agitada semana, vamos dar início a um fim-de-semana que, esperemos todos, seja mais tranquilo.

Esperamos todos também que isto acabe bem para todas as partes. E tudo indica caminhar nesse sentido.

Pessoalmente, e falo por mim apenas, sempre defendi antes do campeonato começar que deviam jogar as 17 equipas e uma a organizar. Já que se aceita 18 equipas (bem ou mal, isso já não tem importância), não se deve sonegar o direito a uma participar, seja ela qual for.

Pessoalmente, e falo por mim apenas, a mini-cascata de apuramento definida no início do campeonato parecia ser a menos má das soluções apresentadas. Mas também me parece que se as consequências das hipóteses apresentadas a concurso não foram bem pensadas, acho que somos todos culpados.

Relativamente a Fevereiro, a minha equipa (e agora sim, falo pela equipa) achou na altura (e note-se bem "na altura") que a melhor decisão era abster-se. Já que as outras duas equipas envolvidas ao barulho não podiam votar, não me pareceu mais legítimo votar numa decisão que afectava as três, só porque lá estávamos e as outras não. Embora, eu (e note-se "eu") não concordava com nenhuma das hipóteses lançadas à votação. E isto é obviamente uma opinião.

Neste momento já não interessa nada, se mais tarde mudaríamos de ideias quanto ao direito de exercer o voto e até pudessemos baralhar a votação.

O que importa dizer, na minha opinião, é que ainda bem que foi aos Ursinhos que tudo isto sucedeu e não, por hipótese aos Valentejanus. Assim, e que todos nós votemos em conformidade, caso obviamente concordem, deixar todas as equipas jogarem todas as jornadas e não penalizar mais ninguém por causa de faltas que podem ser ou não justificadas (penso que isso já não está em causa), ou com azares de jogo que a levem ao 16º lugar de um quiz. Pois, como já disse uma vez, se jogassem 12 num mês, era o 12º lugar a ser convidado a ficar de fora?

Não falei mais cedo porque passei uns dias no hospital. Quando cheguei ao blogue, já não sabia por onde pegar.

Aproveito para felicitar o renascimento do blogue Quiz de Cascata.
Tirapicos, fazes falta. Faço votos para que não tenha sido só isto a espicaçar-te, mas que continues por aí fora. Esta é a minha opinião.

Perdoem-me o excesso de zelo em esclarecer o que é a minha opinião. Mas, por vezes sinto que as minhas palavras são entendidas como dogmas ou opiniões críticas de uma revista tipo Visão ou Expresso ou afins. Não são, nunca foram. São meras opiniões e perspectivas que estão abertas a discussão. E discussão franca. Discordem delas à vontade. Eu sou apenas um. Não procurem significados ocultos ou entendam-nas como maldades ou insultos. Não são e nunca serão. E quando apercebo-me que são entendidas assim, sou o primeiro a retractar-me. E nunca publico nada em nome da equipa, apenas em meu nome.

Este blog está aberto a todos e assim continuará. Também há espaço para quem quiser escrever outras crónicas. Basta chegarem-se à frente.

Um abraço e bons quizes
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

CRÓNICA DE FEVEREIRO

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Indomáveis, HAPPY!





Se considerarmos a Ordem do Fónix como herdeira dos Fósseis, era preciso recuar até Outubro de 2007 para uma estreia em vitórias, na altura os Zbroing.
Após 6 idas ao podium, à 7ª foi de vez que a 7ª equipa do ano passado fosse a 7ª da história a ganhar um "grande prémio". E de que forma! Quase nunca se dá por eles, muito low profile, em pezinhos de lã treparam posições até chegar à penúltima questão do jogo e arrumarem de vez com a jornada. Já nem o pontozinho dos Cavaleiros na questão final chegou para retirar a glória aos Indomáveis, SAD que pelo menos por um mês, bem justificam o trocadilho do título.
Senão vejamos. Após liderarem na parte escrita, nada de mais lógico nos últimos tempos, tremeram no nível 1 com quatro directas e 0 cascatas e caem para o 7º lugar. Mas a meio do 2º nível seguiam segundo e terminam-na em terceiro, a três pontos dos dois líderes. Agarram a liderança a meio do 3º nível e por muito que os Cavaleiros esticassem o pescoço, seguraram bem a vantagem ínfima. A glória tantas vezes adiada chegou. PARABÉNS!



PYGMALEÃO

Não foi uma organização consensual. Como em todas as jornadas, quem se fica pelos primeiros níveis não gosta, quem vai mais além do esperado gosta muito. Estou nos que ficaram na primeira situação. Por muito imparcial que deva ser (nem sempre como devia, admito), tenho de frisar que, mais do que em qualquer crónica escrevinhada por mim, esta é uma opinião pessoal.


De um modo geral, as equipas tendem a ir buscar temas que lhes são caros. Perfeitamente compreensível. Tem sido aliás uma regra e muito poucas foram abrangentes e equilibradas no que ao tratamento dos temas diz respeito. No fundo, o dever de cada equipa enquanto participante, é equilibrá-la com elementos necessários, de molde a cobrir uma gama variada de temas. Embora como é óbvio que, não sendo isto uma federação, o nosso âmbito de recrutamento torna-se reduzido porque depende das nossas vidas pessoais.

Antes de prosseguir, peguemos num aspecto que me chamou a atenção na entrevista dos BMV c/ Laranja:
"- (...)enquanto que na cascata muitas equipas optam por temas mais modernos nas primeiras fases e encaram o último nível com temas diferentes. Se houvesse equipas que no terceiro nível optassem por dificultar os mesmos temas em vez de se voltarem para temas que consideram mais dificeis, (...) uma ou duas equipas que por serem adversas a determinados temas, acharem que não são intelectuais o suficiente, ou talvez por não os dominarem, restringem-se aos temas que conhecem, e é aí que surgem os quizes mais repetitivos com demasiadas perguntas muito restritivas."

Este parágrafo dos dois BMV toca numa ferida complicada, que é a gestão dos temas. Embora não concorde com alguns aspectos desta análise, sobretudo porque os organizadores até dificultam os mesmos temas (e não só no terceiro nível) somos forçados a admitir que há temas universais que são aflorados de uma forma básica, quando não deveria haver justificação para isso. Não vou, nem tenho interesse nisso, dissecar o que não se abordou. Mas falo do que se abordou e do tipo de perguntas. Houve uma tentação (afinal são perto de 200 perguntas!) de se pedir muitos nomes de coisas. É complicado gerir o pedido de nomes, sobretudo quando na nossa vida, o que se fixa é o que se discute e o que se "vive" e não o que se ouve "en passant". Dois exemplos no 2º nível (que não foram respondidos): o artista checo que foi responsável pela fraude da exposição, no âmbito da presidência da união europeia. O senhor chama-se David Cerny. Ouvir falar disto, sim senhor. Querer fixar o nome... não sei se teria essa vontade. A pergunta feita ao contrário seria igualmente difícil, mas já premiava quem soubesse do que se tratava. Outro exemplo pode ser o 1º satélite iraniano. Saber que eles lançaram, é uma pergunta legítima. Já o nome do dito... a menos que me tivesse escapado qualquer coisa, não vejo que fosse importante fixar.

No fundo, o que eu quero dizer é que, onde os BMV "pecaram" não foi nos temas. Foi no tratamento geral da própria exposição delas. Sobretudo, na preocupação em equilibrar as perguntas para cada equipa. O que acaba por contradizer um pouco o que eles próprios disseram e gerou frustrações em muitas das equipas.

Dou mais um exemplo. Que não é de molde a justificar a péssima actuação dos Ambite mas pode ajudar a explicar em que é que uma falta de cuidado em equilibrar as perguntas para cada mesa, faz a sorte ser fundamental numa jornada.

1 - A coima máxima da lei do tabaco
2 - A rádio do passatempo "quem der menos, leva um carro"
3 - A 1ª visita de Hillary Clinton
4 - Núcleo antigo das cidades árabes
5 - Ok Teleseguro fala a Marta, e no ikea? (E quem nunca lá foi?)
6 - O 1º leite materno - A única que acertámos.

Resultado: Três fait-divers e uma actualidade que não pode ser considerada de importância política (daqui a uns tempos, a 1ª ida da senhora será irrelevante em termos políticos). Não tenho dúvidas que os Fónix também estariam eliminados nesta mesa. Quem aprecia erudição, sente-se danado com uma distribuição destas, quando outras perguntas de fácil acesso ao público, aparecem nas mesas exactamente ao lado. Não sou contra o fait-divers e tem sempre graça para muitas equipas, embora pessoalmente detesto. Mas três?!!!

Num quiz cheio de literatura, cinema, música e outras artes, política internacional de século XX, não havia nada para a mesa 6 neste temas? Teria trocado lindamente de mesa com quem se queixou que eram só estes temas!


Passado este momento (suspiro) gostava de falar sobre a história do "é o que estiver escrito no cartão". É uma estratégia. Ajuda e bastante para controlar a multidão em fúria em questões mais complicadas. Mas tem dois enormes inconvenientes. Para começar, provoca uma sensação de insegurança em quem responde, dado que sabe à partida que não há flexibilidade em respostas que poderiam ser flexíveis, mesmo sabendo do que se trata. E, para além disso, muitas vezes ajuda a mascarar (não estou a dizer que foi o caso, note-se) a falta de profundidade em perguntas que se vão buscar aqui e ali, porque se leu umas frases sobre o género. Como gerir isto? Na minha opinião, quem tem o quiz bem preparado não necessita deste artifício. É verdade que a preparação de um quiz requer tempo. No caso do Filipe e da Tita, são os que podem afirmar com mais legitimidade que não houve tempo. Quem se casa, tem outras coisas com que se preocupar. Mas então, não havia mais pessoas que, durante esse tempo podiam-se debruçar sobre esse assunto? Ou se calhar foi alguma gestão menos conseguida em relação às tarefas delegadas... Não sei.

Para quem já é a terceira vez que apresenta, houve uma rigidez estranha ao qual, sob o risco de estar a ser injusto, pode-se associar à sensação de insegurança de não ter as coisas como se devia ou queria. Num quiz bastante desequilibrado na gestão das mesas e dos níveis, acabou por ser o 3º nível o mais bem conseguido, segundo o consenso geral. Mesmo dando de barato o presidente do COI e que o Filipe se penitenciou. (Todos têm estas pequeninas falhas num terceiro nível).



Em conclusão, já assisti a quizes bem mais desinteressantes que este, que bem vistas as coisas tinha bastantes focos de interesse. Mas na minha opinião, não basta ir ao supermercado comprar os ingredientes. Quando se convida alguém para jantar, o convidado espera que os donos da casa tenham estado na cozinha a preparar o jantar. Qual não foi o meu espanto quando vi os ingredientes crus em cima da mesa.






Not so "Famous Five"



Com uma parte escrita acessível para a maioria (e curta! Finalmente alguém que cumpra a máxima de uma figura, um ponto), os Indomáveis e uma grande surpresa da jornada os Lais da Carangueja foram os vencedores. Em orgia de pontos, quatro equipas haviam de se espetar à brava aqui, de tal forma que quem passasse pelas mesas deles no caminho da casa-de-banho, não aprenderia grande coisa. Três haviam de recuperar lindamente e só uma é que caiu numa cratera e nunca mais se viu: os Ambite! Se no mês passado, andou de mãos dadas com os Indomáveis quais gémeos, desta vez foi separado à nascença. E qual Zeus e Hades, viu um ascender ao Olimpo enquanto que o outro mergulhou no inferno! Literalmente à "beira de um ataque de nervos"!


De resto, já em cascata propriamente dita, os outros nomes dos "not so Famous Five" também não encontraram a Ciganita nas Montanhas de Gales a visitar o Lago Negro. Num 1º nível com média de quatro directas, em que de um modo geral, quem não acertava via ser respondido logo a seguir, os Nnaped e os Golfinhos tiveram um ataque de onicofagia quando nem uma cascata viram, podendo também queixar-se um pouco da sorte. Os Frikadælløs, após uma estreia de leão, desta vez saíu de sendeiro e quando a porta do 2º nível se fechou, os Espertalhos quase tinham o mesmo destino do Martim Moniz. E se não fosse a escrita os Indomáveis tinham ficado aqui também, reescrevendo a história da jornada!

Quem assumia o comando nesta altura era os Mamedes. Mas a um ponto estava Fonixs, Carangueja (é verdade!) e os Cavaleiros que faziam uma recuperação notável após o desastre escrito e ganhavam o 1º nível isoladíssimos!



O que grita um jogador de Rugby? AAAAAAAAAAAAH!

O 2º nível definiu o podium. Com 6 equipas a fazer 4 pontos ou menos(!) e o máximo de três directas (e em duas equipas) as cascatas foram fazendo a diferença para quatro delas. Respostas como Iran Costa ao satélite iraniano iam descontraíndo a orgia de cascatas. Só 12 deram a volta, mas só 13 foram directas.

Nestas circunstâncias, para além dos Indomáveis que viriam a ganhar o nível em conjunto com os Cavaleiros (estes assumiriam o 1º lugar) só os Feios, Porcos e Maus vieram de trás para a frente a tirar lugares ao pessoal. E o "pessoal " foi mesmo a estreia neste ano da Irmandade do Bordel, ex- Mineteiros que desde Setembro não conheciam a cor do 2º nível. Também os Valentejanus viriam a ter uma noite gloriosamente inglória. Cairiam para o sétimo, depois de um brilhante 1º nível (segundos!) e cotam-se como mais uma equipa a ter em conta para o futuro, como aliás quem estivesse atento em Janeiro já desconfiava.
A última das novas equipas também sorriu esta noite. A Liga dos Últimos atingiu o 2º nível e prova aos restantes que este ano é mesmo durinho para todos.

Que o digam os Zbroings. Esta noite não foi deles. Qundo o desaire lhes sucede, habitualmente eram os primeiros a ficar à porta. Só que os rookies já mostram os dentes aos pros!


A nossa vila - Cascatá

Com uns Mamedes em curva descendente muito pouco habitual e a caírem para o 3º lugar e uns Fonix que bem podem agradecer a primeira parte pelo facto de fechar a cauda da final, os protagonistas desta jornada foram outros. Que me perdoem estas duas enormes equipas, habitualmente protagonistas das crónicas, mas o nosso Canadá cascateiro fica mais interessante com as tendências expansionistas na tabela. As restantes quatro equipas da final merecem todos os elogios deste mês. A começar pelos Lais da Carangueja. Terminam na sua melhor classificação de sempre e nunca estiveram em causa para a final, desde o início. Muitos Parabéns!

Ainda mais brilhantes foram os Feios, Porcos e Maus. Subiram a pulso de um atraso enorme e alcançam o 4º lugar, o seu melhor de sempre. Uma equipa em que mais de metade das participações são finais, só lhes falta mais consistência e jogarem mais vezes com 5 elementos para chegarem a um merecido podium. Desta vez ficaram à porta. Mas está quase.

E os Cavaleiros? Benvindos à luta do título! Foram impressionantes nesta jornada. Uma parte escrita nos últimos lugares, recuperaram a galope vencendo os dois níveis intermédios, o primeiro deles de forma esmagadora e foram os únicos que estiveram em jogo até ao final. Um brilhante segundo, mas que também não seria injusto se tivessem sido eles a ganhar.

Só que a noite era mesmo Indomável!












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E agora a polémica do mês: Por ser parte interessada, não vou pronunciar-me em demasia. Mas o que aconteceria se tivessem faltado três ou quatro equipas? Se os Ambite (ou outra equipa) tivessem ficado em 12º embora em último? Seriam convidados a ficarem de fora, quando quatro equipas, independentemente da justificação, não tinham aparecido?

Por outro lado, se a regra da troca do último lugar é inibidora para uma equipa desfalcada em determinado mês, não é preferível deixar de comparecer, pois arrisca-se a ficar em último de qualquer forma? Há demasiadas circunstâncias que não foram previstas nestas situações. Pessoalmente, gosto que a cascata tenha mais equipas. Mas acho esta regra de troca directa tremendamente penalizadora para qualquer equipa. Se se admitiu o alargamento para 18 porque razão não jogam as 17 ao mesmo tempo e uma organizadora?

À vossa consideração



P.S.: Um grande agradecimento ao Vitoriano por ter proporcionado as fotos do podium!

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

CLASSIFICAÇÃO DE FEVEREIRO

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Quanto à classificação geral, deparo-me com alguns problemas. Se é verdade que já esclareci o 1º critério de desempate (melhor classificação), já o 2º não sei.

Por exemplo: Os Indomáveis e os Fónix têm precisamente as mesmas classificações. Decidi somar os pontos de cascata para obter o desempate. (idem para Frikadaellos e FPMaus). Peço a quem me possa esclarecer, se mantenho a ordem ou tenho que a alterar em qualquer dos casos.

No caso dos N.n.ap.e.d. e Espertalhos, acho que não haverá dúvidas. Ambos têm como melhor um 11º, mas os Espertalhos só têm esse resultado.

João, Pascoalinho e companhia, please digam-me qualquer coisa.

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

PERFIL - BMV C/ LARANJA

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É UM COCKTAIL !






Vou falar-vos de um casamento.

Um casamento que, tal como muitos outros, iniciou numa bonita lua-de-mel em águas paradisíacas, mas depois afundaram-se nas Marianas. Até mudou de nome para poder ultrapassar as dificuldades e seguir em frente.

Claro que não falo da Tita e do Filipe. Esses têm tudo para dar certo, assim eles queiram.

Refiro-me antes a duas equipas de longa data. Bom, Mau e Viloas e Laranja Mecânica deram origem a BMV c/ Laranja.

Após o final de 2007 e com uma crise à porta, duas equipas viram-se em "Vegas" (leia-se Barraca) e consumiram, perdão consumaram um rapídissimo matrimónio à base da bebida.

Inicialmente Barraqueiros, na altura uma homenagem ao espaço de fusão, foram-se adaptando e aceitando as diferenças uns dos outros, para agora poderem finalmente sentir que este será o seu ano.

Vamos conhecê-los, se é que ainda é necessário para muitos de nós.



Quem são os BMV c/ Laranja?
António (Patolino), Filipe, Júlio, Maria João, Tita e Vitoriano serão os mais titulares. Mas ainda há o Gonçalo, Vasco e Filipe (Maluco).

Há quanto tempo jogam e onde?

Eu comecei a jogar desde os tempos do Irish Bar com o Júlio, Rogério, Fred, já lá vão uns 9 ou 10 anos e a Tita juntou-se a mim há quatro anos no bar Quiz.
Eu jogo desde finais de 2003, primeiro no canal de IRC Newquiz e depois no Bar Quiz na Rua dos Industriais. Joguei ainda nos diversos espaços um pouco por todo o lado (Academia da Ajuda , Dudu Bar no Estoril, Hemingway em Cascais, Barraca em Santos, Cocas em Benfica, e mais recentemente Lizaran da Junqueira e Magic na Av. Roma).

Como foram os vossos planteis no primeiro ano da cascata?
Variava bastante mas a base era a Tita, eu e o Jorge (TLL).
Eu já joguei em várias equipas, nos Mineteiros, PatoLino e Laranja Mecânica. Joguei com várias pessoas do canal Newquiz do IRC e com o Júlio nos Mineteiros.

Porque mudaram no ano a seguir?
Começámos a juntar uma equipa fixa que queria jogar, tendo o Filipe Menex e o Artur sido as aquisições na segunda época. Como todos os três se cansaram do jogo, decidimos juntar-nos aos nossos rivais das quartas-feiras na barraca, com quem podíamos contar sem ter de passar a semana a telefonar-lhes para irem na sexta.
Idem. Já mudei várias vezes por motivos de óbvia competitividade.

Após a fusão, as coisas começaram muito bem para vocês, mas depois foram-se afundando. Qual a razão?
Não vejo que tenham afundado, mas temos muito azar nos jogos, com as directas que saem , com as perguntas de cascata que ficam próximo de as agarrarmos, entre outros factores.Somos a equipa que mais vezes fica à porta das classificações para os níveis seguintes.
O nosso lugar real penso que se situa algures entre o 5º e o 8º, tivemos algum azar em certos quizes, uma bebedeira e uma abelha maia que nos custou uns pontos valiosos, e algumas ausências em quizes que podiam ter sido perfeitos para nós, como eu ter faltado ao último Quiz do ano feito por uma das nossas melhores amigas com quem partilhamos muitos gostos.

Este ano, quais as expectativas? Encontraram finalmente a estabilidade para melhores sucessos? É este o vosso ano?
Pensamos jogar com regularidade suficiente. Temos equipa para irmos regularmente à final e constantemente ao 2º Nível.
Os nossos objectivos mantêm-se. Obter finalmente uma vitória numa das jornadas seria excelente, mas a competição é grande, e sabemos que será muito complicado. No entanto acreditamos no nosso valor, e gostamos muito da companhia dos nossos colegas de equipa, e adversários menos do Fred. (Mas quem é o Fred?)

Qual é, na vossa opinião, a razão por terem (cada um) tanto sucesso nos quizes semanais, mas menos na Ajuda?
Essa é uma pergunta que se repete constantemente. Metade da resposta é óbvia, nem todas as equipas do campeonato de cascata vão semanalmente aos bares. Para além de que nos jogos da semana não há tanta qualidade e diversidade de equipas. A segunda razão é mais complexa. Os quizes dos bares são normalmente mais modernos, com temas mais actuais para ajudar as equipas menos experientes, esse factor beneficia muito a nossa equipa que é muito forte em música, cinema, literatura, política ou desporto moderno, mas tem algumas lacunas quando revemos os mesmos assuntos historicamente. Por outro lado, os quizes semanais são mais uniformes, enquanto que na cascata muitas equipas optam por temas mais modernos nas primeiras fases e encaram o último nível com temas diferentes. Se houvesse equipas que no terceiro nível optassem por dificultar os mesmos temas em vez de se voltarem para temas que consideram mais dificeis, penso que teríamos mais hipóteses. Por último, existe o pesadelo. Uma ou duas equipas que por serem adversas a determinados temas, acharem que não são intelectuais o suficiente, ou talvez por não os dominarem, restringem-se aos temas que conhecem, e é aí que surgem os quizes mais repetitivos com demasiadas perguntas muito restritivas.


Como vêem o campeonato este ano? As equipas, as regras.
As equipas são boas, as regras podiam ter algumas diferenças, deveria ter-se salvaguardado a questão das eliminatórias.
Apesar de ainda não termos tido oportunidade de participar, pensamos que vai ser ainda mais competitivo, com várias equipas a disputar os lugares cimeiros. Achamos no entanto que sem Otzis, a vitória vai sorrir novamente aquela que é indiscutivelmente a melhor equipa do campeonato. As regras estão basicamente as mesmas, achamos que devia ser reforçada a ideia da parte escrita ter 10 perguntas correspondentes a 10 pontos, e não acontecer como no famoso Quiz dos Setes em que não chegámos a ver as folhas todas. No entanto esperamos que sem contar com o famoso erro, muitas equipas sigam o exemplo dos Espertalhos, que fizeram quase unanimemente (com excepção de uma irredutível aldeia de gauleses com muitos IPs) o melhor quiz do ano transacto e façam quizes em que todos se divertem.

Como vêem o passado, presente e futuro deste campeonato?
O que mais nos preocupa é que se perca o espírito original de convívio e diversão. Assustam-nos as ideias de múltiplas divisões bem como a atitude demasiado séria com que algumas equipas encaram o jogo. Todos fazemos umas birras de vez em quando, todos bebemos uma cerveja a mais de vez em quando, agora chegar ao ponto de incomodar os outros, não pode acontecer.
Enquanto houver interesse das pessoas em jogar, penso que o campeonato estará para durar.


Aguardem pelo cocktail que está bem saboroso!


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