domingo, 22 de fevereiro de 2009

CRÓNICA DE FEVEREIRO

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Indomáveis, HAPPY!





Se considerarmos a Ordem do Fónix como herdeira dos Fósseis, era preciso recuar até Outubro de 2007 para uma estreia em vitórias, na altura os Zbroing.
Após 6 idas ao podium, à 7ª foi de vez que a 7ª equipa do ano passado fosse a 7ª da história a ganhar um "grande prémio". E de que forma! Quase nunca se dá por eles, muito low profile, em pezinhos de lã treparam posições até chegar à penúltima questão do jogo e arrumarem de vez com a jornada. Já nem o pontozinho dos Cavaleiros na questão final chegou para retirar a glória aos Indomáveis, SAD que pelo menos por um mês, bem justificam o trocadilho do título.
Senão vejamos. Após liderarem na parte escrita, nada de mais lógico nos últimos tempos, tremeram no nível 1 com quatro directas e 0 cascatas e caem para o 7º lugar. Mas a meio do 2º nível seguiam segundo e terminam-na em terceiro, a três pontos dos dois líderes. Agarram a liderança a meio do 3º nível e por muito que os Cavaleiros esticassem o pescoço, seguraram bem a vantagem ínfima. A glória tantas vezes adiada chegou. PARABÉNS!



PYGMALEÃO

Não foi uma organização consensual. Como em todas as jornadas, quem se fica pelos primeiros níveis não gosta, quem vai mais além do esperado gosta muito. Estou nos que ficaram na primeira situação. Por muito imparcial que deva ser (nem sempre como devia, admito), tenho de frisar que, mais do que em qualquer crónica escrevinhada por mim, esta é uma opinião pessoal.


De um modo geral, as equipas tendem a ir buscar temas que lhes são caros. Perfeitamente compreensível. Tem sido aliás uma regra e muito poucas foram abrangentes e equilibradas no que ao tratamento dos temas diz respeito. No fundo, o dever de cada equipa enquanto participante, é equilibrá-la com elementos necessários, de molde a cobrir uma gama variada de temas. Embora como é óbvio que, não sendo isto uma federação, o nosso âmbito de recrutamento torna-se reduzido porque depende das nossas vidas pessoais.

Antes de prosseguir, peguemos num aspecto que me chamou a atenção na entrevista dos BMV c/ Laranja:
"- (...)enquanto que na cascata muitas equipas optam por temas mais modernos nas primeiras fases e encaram o último nível com temas diferentes. Se houvesse equipas que no terceiro nível optassem por dificultar os mesmos temas em vez de se voltarem para temas que consideram mais dificeis, (...) uma ou duas equipas que por serem adversas a determinados temas, acharem que não são intelectuais o suficiente, ou talvez por não os dominarem, restringem-se aos temas que conhecem, e é aí que surgem os quizes mais repetitivos com demasiadas perguntas muito restritivas."

Este parágrafo dos dois BMV toca numa ferida complicada, que é a gestão dos temas. Embora não concorde com alguns aspectos desta análise, sobretudo porque os organizadores até dificultam os mesmos temas (e não só no terceiro nível) somos forçados a admitir que há temas universais que são aflorados de uma forma básica, quando não deveria haver justificação para isso. Não vou, nem tenho interesse nisso, dissecar o que não se abordou. Mas falo do que se abordou e do tipo de perguntas. Houve uma tentação (afinal são perto de 200 perguntas!) de se pedir muitos nomes de coisas. É complicado gerir o pedido de nomes, sobretudo quando na nossa vida, o que se fixa é o que se discute e o que se "vive" e não o que se ouve "en passant". Dois exemplos no 2º nível (que não foram respondidos): o artista checo que foi responsável pela fraude da exposição, no âmbito da presidência da união europeia. O senhor chama-se David Cerny. Ouvir falar disto, sim senhor. Querer fixar o nome... não sei se teria essa vontade. A pergunta feita ao contrário seria igualmente difícil, mas já premiava quem soubesse do que se tratava. Outro exemplo pode ser o 1º satélite iraniano. Saber que eles lançaram, é uma pergunta legítima. Já o nome do dito... a menos que me tivesse escapado qualquer coisa, não vejo que fosse importante fixar.

No fundo, o que eu quero dizer é que, onde os BMV "pecaram" não foi nos temas. Foi no tratamento geral da própria exposição delas. Sobretudo, na preocupação em equilibrar as perguntas para cada equipa. O que acaba por contradizer um pouco o que eles próprios disseram e gerou frustrações em muitas das equipas.

Dou mais um exemplo. Que não é de molde a justificar a péssima actuação dos Ambite mas pode ajudar a explicar em que é que uma falta de cuidado em equilibrar as perguntas para cada mesa, faz a sorte ser fundamental numa jornada.

1 - A coima máxima da lei do tabaco
2 - A rádio do passatempo "quem der menos, leva um carro"
3 - A 1ª visita de Hillary Clinton
4 - Núcleo antigo das cidades árabes
5 - Ok Teleseguro fala a Marta, e no ikea? (E quem nunca lá foi?)
6 - O 1º leite materno - A única que acertámos.

Resultado: Três fait-divers e uma actualidade que não pode ser considerada de importância política (daqui a uns tempos, a 1ª ida da senhora será irrelevante em termos políticos). Não tenho dúvidas que os Fónix também estariam eliminados nesta mesa. Quem aprecia erudição, sente-se danado com uma distribuição destas, quando outras perguntas de fácil acesso ao público, aparecem nas mesas exactamente ao lado. Não sou contra o fait-divers e tem sempre graça para muitas equipas, embora pessoalmente detesto. Mas três?!!!

Num quiz cheio de literatura, cinema, música e outras artes, política internacional de século XX, não havia nada para a mesa 6 neste temas? Teria trocado lindamente de mesa com quem se queixou que eram só estes temas!


Passado este momento (suspiro) gostava de falar sobre a história do "é o que estiver escrito no cartão". É uma estratégia. Ajuda e bastante para controlar a multidão em fúria em questões mais complicadas. Mas tem dois enormes inconvenientes. Para começar, provoca uma sensação de insegurança em quem responde, dado que sabe à partida que não há flexibilidade em respostas que poderiam ser flexíveis, mesmo sabendo do que se trata. E, para além disso, muitas vezes ajuda a mascarar (não estou a dizer que foi o caso, note-se) a falta de profundidade em perguntas que se vão buscar aqui e ali, porque se leu umas frases sobre o género. Como gerir isto? Na minha opinião, quem tem o quiz bem preparado não necessita deste artifício. É verdade que a preparação de um quiz requer tempo. No caso do Filipe e da Tita, são os que podem afirmar com mais legitimidade que não houve tempo. Quem se casa, tem outras coisas com que se preocupar. Mas então, não havia mais pessoas que, durante esse tempo podiam-se debruçar sobre esse assunto? Ou se calhar foi alguma gestão menos conseguida em relação às tarefas delegadas... Não sei.

Para quem já é a terceira vez que apresenta, houve uma rigidez estranha ao qual, sob o risco de estar a ser injusto, pode-se associar à sensação de insegurança de não ter as coisas como se devia ou queria. Num quiz bastante desequilibrado na gestão das mesas e dos níveis, acabou por ser o 3º nível o mais bem conseguido, segundo o consenso geral. Mesmo dando de barato o presidente do COI e que o Filipe se penitenciou. (Todos têm estas pequeninas falhas num terceiro nível).



Em conclusão, já assisti a quizes bem mais desinteressantes que este, que bem vistas as coisas tinha bastantes focos de interesse. Mas na minha opinião, não basta ir ao supermercado comprar os ingredientes. Quando se convida alguém para jantar, o convidado espera que os donos da casa tenham estado na cozinha a preparar o jantar. Qual não foi o meu espanto quando vi os ingredientes crus em cima da mesa.






Not so "Famous Five"



Com uma parte escrita acessível para a maioria (e curta! Finalmente alguém que cumpra a máxima de uma figura, um ponto), os Indomáveis e uma grande surpresa da jornada os Lais da Carangueja foram os vencedores. Em orgia de pontos, quatro equipas haviam de se espetar à brava aqui, de tal forma que quem passasse pelas mesas deles no caminho da casa-de-banho, não aprenderia grande coisa. Três haviam de recuperar lindamente e só uma é que caiu numa cratera e nunca mais se viu: os Ambite! Se no mês passado, andou de mãos dadas com os Indomáveis quais gémeos, desta vez foi separado à nascença. E qual Zeus e Hades, viu um ascender ao Olimpo enquanto que o outro mergulhou no inferno! Literalmente à "beira de um ataque de nervos"!


De resto, já em cascata propriamente dita, os outros nomes dos "not so Famous Five" também não encontraram a Ciganita nas Montanhas de Gales a visitar o Lago Negro. Num 1º nível com média de quatro directas, em que de um modo geral, quem não acertava via ser respondido logo a seguir, os Nnaped e os Golfinhos tiveram um ataque de onicofagia quando nem uma cascata viram, podendo também queixar-se um pouco da sorte. Os Frikadælløs, após uma estreia de leão, desta vez saíu de sendeiro e quando a porta do 2º nível se fechou, os Espertalhos quase tinham o mesmo destino do Martim Moniz. E se não fosse a escrita os Indomáveis tinham ficado aqui também, reescrevendo a história da jornada!

Quem assumia o comando nesta altura era os Mamedes. Mas a um ponto estava Fonixs, Carangueja (é verdade!) e os Cavaleiros que faziam uma recuperação notável após o desastre escrito e ganhavam o 1º nível isoladíssimos!



O que grita um jogador de Rugby? AAAAAAAAAAAAH!

O 2º nível definiu o podium. Com 6 equipas a fazer 4 pontos ou menos(!) e o máximo de três directas (e em duas equipas) as cascatas foram fazendo a diferença para quatro delas. Respostas como Iran Costa ao satélite iraniano iam descontraíndo a orgia de cascatas. Só 12 deram a volta, mas só 13 foram directas.

Nestas circunstâncias, para além dos Indomáveis que viriam a ganhar o nível em conjunto com os Cavaleiros (estes assumiriam o 1º lugar) só os Feios, Porcos e Maus vieram de trás para a frente a tirar lugares ao pessoal. E o "pessoal " foi mesmo a estreia neste ano da Irmandade do Bordel, ex- Mineteiros que desde Setembro não conheciam a cor do 2º nível. Também os Valentejanus viriam a ter uma noite gloriosamente inglória. Cairiam para o sétimo, depois de um brilhante 1º nível (segundos!) e cotam-se como mais uma equipa a ter em conta para o futuro, como aliás quem estivesse atento em Janeiro já desconfiava.
A última das novas equipas também sorriu esta noite. A Liga dos Últimos atingiu o 2º nível e prova aos restantes que este ano é mesmo durinho para todos.

Que o digam os Zbroings. Esta noite não foi deles. Qundo o desaire lhes sucede, habitualmente eram os primeiros a ficar à porta. Só que os rookies já mostram os dentes aos pros!


A nossa vila - Cascatá

Com uns Mamedes em curva descendente muito pouco habitual e a caírem para o 3º lugar e uns Fonix que bem podem agradecer a primeira parte pelo facto de fechar a cauda da final, os protagonistas desta jornada foram outros. Que me perdoem estas duas enormes equipas, habitualmente protagonistas das crónicas, mas o nosso Canadá cascateiro fica mais interessante com as tendências expansionistas na tabela. As restantes quatro equipas da final merecem todos os elogios deste mês. A começar pelos Lais da Carangueja. Terminam na sua melhor classificação de sempre e nunca estiveram em causa para a final, desde o início. Muitos Parabéns!

Ainda mais brilhantes foram os Feios, Porcos e Maus. Subiram a pulso de um atraso enorme e alcançam o 4º lugar, o seu melhor de sempre. Uma equipa em que mais de metade das participações são finais, só lhes falta mais consistência e jogarem mais vezes com 5 elementos para chegarem a um merecido podium. Desta vez ficaram à porta. Mas está quase.

E os Cavaleiros? Benvindos à luta do título! Foram impressionantes nesta jornada. Uma parte escrita nos últimos lugares, recuperaram a galope vencendo os dois níveis intermédios, o primeiro deles de forma esmagadora e foram os únicos que estiveram em jogo até ao final. Um brilhante segundo, mas que também não seria injusto se tivessem sido eles a ganhar.

Só que a noite era mesmo Indomável!












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E agora a polémica do mês: Por ser parte interessada, não vou pronunciar-me em demasia. Mas o que aconteceria se tivessem faltado três ou quatro equipas? Se os Ambite (ou outra equipa) tivessem ficado em 12º embora em último? Seriam convidados a ficarem de fora, quando quatro equipas, independentemente da justificação, não tinham aparecido?

Por outro lado, se a regra da troca do último lugar é inibidora para uma equipa desfalcada em determinado mês, não é preferível deixar de comparecer, pois arrisca-se a ficar em último de qualquer forma? Há demasiadas circunstâncias que não foram previstas nestas situações. Pessoalmente, gosto que a cascata tenha mais equipas. Mas acho esta regra de troca directa tremendamente penalizadora para qualquer equipa. Se se admitiu o alargamento para 18 porque razão não jogam as 17 ao mesmo tempo e uma organizadora?

À vossa consideração



P.S.: Um grande agradecimento ao Vitoriano por ter proporcionado as fotos do podium!

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

CLASSIFICAÇÃO DE FEVEREIRO

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Quanto à classificação geral, deparo-me com alguns problemas. Se é verdade que já esclareci o 1º critério de desempate (melhor classificação), já o 2º não sei.

Por exemplo: Os Indomáveis e os Fónix têm precisamente as mesmas classificações. Decidi somar os pontos de cascata para obter o desempate. (idem para Frikadaellos e FPMaus). Peço a quem me possa esclarecer, se mantenho a ordem ou tenho que a alterar em qualquer dos casos.

No caso dos N.n.ap.e.d. e Espertalhos, acho que não haverá dúvidas. Ambos têm como melhor um 11º, mas os Espertalhos só têm esse resultado.

João, Pascoalinho e companhia, please digam-me qualquer coisa.

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

PERFIL - BMV C/ LARANJA

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É UM COCKTAIL !






Vou falar-vos de um casamento.

Um casamento que, tal como muitos outros, iniciou numa bonita lua-de-mel em águas paradisíacas, mas depois afundaram-se nas Marianas. Até mudou de nome para poder ultrapassar as dificuldades e seguir em frente.

Claro que não falo da Tita e do Filipe. Esses têm tudo para dar certo, assim eles queiram.

Refiro-me antes a duas equipas de longa data. Bom, Mau e Viloas e Laranja Mecânica deram origem a BMV c/ Laranja.

Após o final de 2007 e com uma crise à porta, duas equipas viram-se em "Vegas" (leia-se Barraca) e consumiram, perdão consumaram um rapídissimo matrimónio à base da bebida.

Inicialmente Barraqueiros, na altura uma homenagem ao espaço de fusão, foram-se adaptando e aceitando as diferenças uns dos outros, para agora poderem finalmente sentir que este será o seu ano.

Vamos conhecê-los, se é que ainda é necessário para muitos de nós.



Quem são os BMV c/ Laranja?
António (Patolino), Filipe, Júlio, Maria João, Tita e Vitoriano serão os mais titulares. Mas ainda há o Gonçalo, Vasco e Filipe (Maluco).

Há quanto tempo jogam e onde?

Eu comecei a jogar desde os tempos do Irish Bar com o Júlio, Rogério, Fred, já lá vão uns 9 ou 10 anos e a Tita juntou-se a mim há quatro anos no bar Quiz.
Eu jogo desde finais de 2003, primeiro no canal de IRC Newquiz e depois no Bar Quiz na Rua dos Industriais. Joguei ainda nos diversos espaços um pouco por todo o lado (Academia da Ajuda , Dudu Bar no Estoril, Hemingway em Cascais, Barraca em Santos, Cocas em Benfica, e mais recentemente Lizaran da Junqueira e Magic na Av. Roma).

Como foram os vossos planteis no primeiro ano da cascata?
Variava bastante mas a base era a Tita, eu e o Jorge (TLL).
Eu já joguei em várias equipas, nos Mineteiros, PatoLino e Laranja Mecânica. Joguei com várias pessoas do canal Newquiz do IRC e com o Júlio nos Mineteiros.

Porque mudaram no ano a seguir?
Começámos a juntar uma equipa fixa que queria jogar, tendo o Filipe Menex e o Artur sido as aquisições na segunda época. Como todos os três se cansaram do jogo, decidimos juntar-nos aos nossos rivais das quartas-feiras na barraca, com quem podíamos contar sem ter de passar a semana a telefonar-lhes para irem na sexta.
Idem. Já mudei várias vezes por motivos de óbvia competitividade.

Após a fusão, as coisas começaram muito bem para vocês, mas depois foram-se afundando. Qual a razão?
Não vejo que tenham afundado, mas temos muito azar nos jogos, com as directas que saem , com as perguntas de cascata que ficam próximo de as agarrarmos, entre outros factores.Somos a equipa que mais vezes fica à porta das classificações para os níveis seguintes.
O nosso lugar real penso que se situa algures entre o 5º e o 8º, tivemos algum azar em certos quizes, uma bebedeira e uma abelha maia que nos custou uns pontos valiosos, e algumas ausências em quizes que podiam ter sido perfeitos para nós, como eu ter faltado ao último Quiz do ano feito por uma das nossas melhores amigas com quem partilhamos muitos gostos.

Este ano, quais as expectativas? Encontraram finalmente a estabilidade para melhores sucessos? É este o vosso ano?
Pensamos jogar com regularidade suficiente. Temos equipa para irmos regularmente à final e constantemente ao 2º Nível.
Os nossos objectivos mantêm-se. Obter finalmente uma vitória numa das jornadas seria excelente, mas a competição é grande, e sabemos que será muito complicado. No entanto acreditamos no nosso valor, e gostamos muito da companhia dos nossos colegas de equipa, e adversários menos do Fred. (Mas quem é o Fred?)

Qual é, na vossa opinião, a razão por terem (cada um) tanto sucesso nos quizes semanais, mas menos na Ajuda?
Essa é uma pergunta que se repete constantemente. Metade da resposta é óbvia, nem todas as equipas do campeonato de cascata vão semanalmente aos bares. Para além de que nos jogos da semana não há tanta qualidade e diversidade de equipas. A segunda razão é mais complexa. Os quizes dos bares são normalmente mais modernos, com temas mais actuais para ajudar as equipas menos experientes, esse factor beneficia muito a nossa equipa que é muito forte em música, cinema, literatura, política ou desporto moderno, mas tem algumas lacunas quando revemos os mesmos assuntos historicamente. Por outro lado, os quizes semanais são mais uniformes, enquanto que na cascata muitas equipas optam por temas mais modernos nas primeiras fases e encaram o último nível com temas diferentes. Se houvesse equipas que no terceiro nível optassem por dificultar os mesmos temas em vez de se voltarem para temas que consideram mais dificeis, penso que teríamos mais hipóteses. Por último, existe o pesadelo. Uma ou duas equipas que por serem adversas a determinados temas, acharem que não são intelectuais o suficiente, ou talvez por não os dominarem, restringem-se aos temas que conhecem, e é aí que surgem os quizes mais repetitivos com demasiadas perguntas muito restritivas.


Como vêem o campeonato este ano? As equipas, as regras.
As equipas são boas, as regras podiam ter algumas diferenças, deveria ter-se salvaguardado a questão das eliminatórias.
Apesar de ainda não termos tido oportunidade de participar, pensamos que vai ser ainda mais competitivo, com várias equipas a disputar os lugares cimeiros. Achamos no entanto que sem Otzis, a vitória vai sorrir novamente aquela que é indiscutivelmente a melhor equipa do campeonato. As regras estão basicamente as mesmas, achamos que devia ser reforçada a ideia da parte escrita ter 10 perguntas correspondentes a 10 pontos, e não acontecer como no famoso Quiz dos Setes em que não chegámos a ver as folhas todas. No entanto esperamos que sem contar com o famoso erro, muitas equipas sigam o exemplo dos Espertalhos, que fizeram quase unanimemente (com excepção de uma irredutível aldeia de gauleses com muitos IPs) o melhor quiz do ano transacto e façam quizes em que todos se divertem.

Como vêem o passado, presente e futuro deste campeonato?
O que mais nos preocupa é que se perca o espírito original de convívio e diversão. Assustam-nos as ideias de múltiplas divisões bem como a atitude demasiado séria com que algumas equipas encaram o jogo. Todos fazemos umas birras de vez em quando, todos bebemos uma cerveja a mais de vez em quando, agora chegar ao ponto de incomodar os outros, não pode acontecer.
Enquanto houver interesse das pessoas em jogar, penso que o campeonato estará para durar.


Aguardem pelo cocktail que está bem saboroso!


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sábado, 14 de fevereiro de 2009

ESPAÇOS DE QUIZ

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JÁ FAZEMOS PARTE DA COMMONWEALTH




Estreei o Domínio Público. Ou melhor, a noite de quiz já estava estreada desde a semana passada. Eu meramente apareci. Espaço agradável, típico das Avenidas Novas com música ao vivo, snooker e outras actividades nos vários dias da semana. À frente do espaço, (acho eu) uma cara conhecida dos dinossauros das noites quizísticas: Rui Maçarico, irmão do outro Maçarico. Não o conhecia pessoalmente, mas tive muito gosto nisso, dada a enorme simpatia com que me acolheu.

Que não restem dúvidas. Há mercado para tanta noite de quiz. Se nas British Islands existe, porque não cá? São outras caras, outra forma de estar, que não é naturalmente compatível com os espaços competitivos a que estamos habituados. Claro que a ideia não é ganhar batendo amadores. Mas tem a vantagem de proporcionar um espírito agradável para os muitos lisboetas que ainda nunca ouviram falar deste "conceito" em disfrutar um copo com os amigos.



A palavra "conceito" não foi metida ao acaso. E para nos explicar o que se passa lá dentro, nada melhor que a Ana Paulo. Os mais atentos, lembram-se dela através de algumas segundas partes no Lizarran em conjunto com o Johnny Silva. Também se estreou na cascata em Janeiro, a convite dos Ambite. Dou-lhe a palavra.


O espaço Domínio Publico no Campo Pequeno pretende oferecer aos seus clientes um consumo de experiências, mais do que um simples bar para tomar café! Exposições de arte e cultura, noites de música ao vivo e, mais recentemente o Concept Quiz, foram implementados neste espaço, no sentido de proporcionar a quem o visita, momentos de lazer, divertimento e animação, num ambiente jovem, cheio de cor e com a simpatia e disponibilidade da gerência que é sempre incansável no acolhimento aos seus visitantes! O Concept Quiz anima as noites de 5ª feira neste bar lisboeta, estando segmentado para um público de espírito jovem (não necessariamente em idade) que se revê neste espaço com um misto de requinte, "cool life style" e irreverência! Aceitei o convite que me foi feito para a organização do Concept Quiz, por acreditar que é uma actividade interessante, recreativa e divertida, onde grupos de amigos se podem reunir para conviver e interagir num contexto de divertimento saudável e de alimento para o espírito! As duas edições já realizadas, foram um sucesso, o que traduz a boa aceitação do espaço Domínio Público por parte dos clientes, bem como a dedicação e empenho da gerência. Isto, para não falar também nos deliciosos "Granizados" que começam a fazer parte da imagem de marca do espaço!!! (Eu que o diga, que achei delicioso!).

Fica o convite para quem se quiser juntar a esta actividade das noites de 5ª feira!

Ana


Já agora, para quem vai jogar quiz, há um espaço para fumadores e não-fumadores. Não é uma linha muito distinta, mas pelo menos serve para quem não suporta o fumo.



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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

TABELA DAS PERGUNTAS POR EQUIPA

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A CONTAGEM DOS PINGOS DE ÁGUA


Aqui vai a primeira tabela do ano.
Graças ao brilhante registo do trio Espertalho, é possível saber quem acertou as directas, as cascatas, quem as falhou, etc.
Contabilizei cada fase em separado, estabelecendo assim os totais parciais de uma forma mais apurada. Acrescento também os totais finais, bem como uma percentagem de acertos. Uma outra altura, estabelecerei um coeficiente para cada fase, mas para já é o que temos.

Na 1ª fase, nenhuma pergunta deu a volta.
Na 2ª fase, apenas 4 deram a volta. 2 directas para os Ursinhos (que galo!), uma para BMV c/Laranja e Lais da Carangueja cada.
Na 3ª fase, 18(!) deram a volta. 4 para Mamedes, 3 para Ambité, Frikadælløs, Ordem do Fonix e Zbroing; 2 para Indomáveis.
Nenhuma destas perguntas entrou para a contabilização.


































E já agora por mera curiosidade: Que cascatas duraram mais tempo em cada nível?

Nível 1
2 na ronda 6 (descendente): O significado de DEA e o nome do C4H10, passaram por 9 mesas até pararem nos Fónix e Nnaped respectivamente.

Nível 2
3 perguntas entre as rondas 3 e 4: A pergunta do Bruno do Cosme Velho acabou nos Zbroing; a teoria clássica do electromagnetismo foi para os Fónix e o actual campeão asiático parou nos Indomáveis. Passaram por 6 mesas apenas.

Nível 3
2 de volta inteira, ou seja, a rodar pelas 6 mesas.:
O saltador que quebrou o record de Sergei Bubka (ainda que este o recuperasse logo a seguir) que os Ambité acertaram; e para acabar, as duas ilhas porque está dividida Copenhaga, o que acabou por ser bem divertida, dado que os Frikadælløs têm um dinamarquês no seu plantel e explicou tintim por tintim como era Copenhaga.

Repito: esta estatística não seria possível sem a preciosa ajuda dos Espertalhos! A eles, um enorme Obrigado!

Provavelmente será a única vez que teremos esta contagem, com margem de erro ínfima. Mas enquanto fôr possível... À atenção das próximas organizações.


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sábado, 24 de janeiro de 2009

CRÓNICA DE JANEIRO

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Triunvirato de luxo



Começou o 4º Campeonato de quiz de cascata - 2009.
O primeiro com 18 equipas, apuramentos, 16 a participar em cada jornada. Alegrias, frustrações e casos típicos de um jogo de futebol já apimentaram o início.
Muitas caras novas distribuídas não só pelas novas equipas, mas também por algumas mais velhas. E até duas Santas não deixaram de estar presentes neste início de campeonato, "abençoando" como suplentes.
O primeiro comentário que se pode dizer desta primeira jornada é que, pela posição dos três primeiros, não parece que começou um novo campeonato.
A segunda que se pode dizer é que não me parece que vá haver muitas mais jornadas com esta classificação final.
Isto porque, se é verdade que os três primeiros do ano passado começaram no podium, não é menos verdade que este campeonato pode trazer uma nova era quanto à regularidade com que as equipas de topo chegam à final.
Posso enganar-me muito, mas duvido que o campeão deste ano, seja qual fôr, termine perto dos 100 pontos novamente. Se calhar, nem perto dos 90. Houve alguns sinais que me fazem pensar assim. Mas já os dissecarei. Para já, vamos ao início.




Digestivos, João? E chegávamos lá, nem a parte escrita saía direita por linhas tortas!

Ambités, Cavaleiros, Fónixs, Mamedes, Golfinhos, Laranjas, Nnapeds e Zbroings participaram num lauto repasto que fez valer bem a pena o dinheiro dispendido. Ao mesmo tempo, noutro lugar, os Espertalhos abriam as hostilidades com a primeira (e única até ver) mini-jornada de apuramento juntamente com as três novas equipas. Valentejanus, Liga dos Últimos e ainda os Frikadaellos derimiam nervosamente por um lugar na jornada que acabou a contendo para as três equipas. Isto porque a Comissão decidiu, e muito bem, mandar para casa o único irmão do Bordel que queria garantir um ponto sozinho, enquanto uma equipa de 5 elementos seria obrigada a debandar com as novas regras.
Embora eu continue adepto da meia-final mas não no próprio dia, não há nada como ter assistido, na prática, às consequências que um apuramento podia trazer de negativo. E assim, ao final da primeira ronda, votou-se para a troca directa do último da jornada. E até pode ser que os Defenestrados, que acumulavam o último da jornada com o facto de não poderem vir em Fevereiro, até mudem mais tarde de ideias, caso haja uma equipa a não confirmar a presença.



Afinal sempre há medalhas!!!

Antes da jornada... as Medalhas! Os três primeiros campeonatos tiveram finalmente as ditas, com os segundos e terceiros lugares de cada campeonato também a receberem. Numa cerimónia muito bonita onde não faltou reportagem fotográfica, a consagração dos heróis chegou com os hinos das quatro nações envolvidas a serem escutados em pé, de mão ao peito, nas mais diversas línguas. Mamedes lá receberam as justas medalhas que lhes faltavam, Zbroings também pelo ano passado e até o Zé Pedro armou-se em Zé das Medalhas. Não vi serem entregues a dos Cavaleiros. Falha minha? É possível...


Excelência a quanto obrigas


Com menos tempo de preparação em relação ao ano passado, era quase forçoso que os Espertalhos não conseguissem a mesma excelência do ano passado. Uma prova escrita semelhante à de Outubro passado, mas um pouco inferior, teve a vantagem de ser para 15 minutos e com elementos para quase todos os gostos. Na cascata propriamente dita, só o 3º nível era de terceiro nível. A percentagem de perguntas deslocadas de nível nos dois primeiros foi um pouco mais elevada que o desejável, em relação ao pergaminho "espertálhico", bem entendido. De um 18 passam para um 14, na minha óptica. E não dou menos, porque os Espertalhos têm aspectos bem positivos na organização de um quiz. À cabeça, gosto do Sérgio a apresentar. Ganhou calo com a primeira e, apesar da jornada ter começado tarde, acabou às três da manhã. E com 16 equipas!! Rapidez, eficiência, clareza e determinação nas decisões que teve de tomar na avaliação dos casos complicados, levam a que esteja no meu Top-3 dos "apresentadores" (os outros são o Santola e El Comandante). Depois, os Espertalhos têm a preocupação de criar perguntas para quase todas as áreas e sub-áreas, mesmo que haja uma incidência ligeira sobre alguns temas. E, de um modo geral, as perguntas são bem formuladas, sem margem para erro. E já agora, não houve uma única pergunta de substituição no 1º nível. Mas, também isso pode querer dizer que as perguntas mais deslocadas fossem parar às mesmas equipas...



O príncipe D. Afonso? E ele é assim tão importante?

O sorteio colocou lado a lado, Mamedes e Fonixs. Que galo! Aliás, o sorteio pouco diferiu em relação à classificação de 2008. Os 7 primeiros classificados faziam uma corrente, desde a mesa 6 até à 14, com os Defenestrados e os Valentejanus a terem pouca sorte pois encontravam-se perdidos no meio desta floresta nas mesas 8 e 12! E os Ex-Defenestradores já começaram mal, ao ficar na última posição, justificando a mudança de nome.
A parte escrita teve Indomáveis (mais uma vez) e Zbroings a liderarem o concurso com mais oito equipas muito próximas. A precisarem de mais elementos de áreas diferentes, estavam as equipas que terminaram abaixo do 10º nesta prova, porque a situação inédita (por incrível que pareça!) foi que nenhuma delas conseguiu recuperar da escrita, a tempo de marcar presença no 2º nível.
Duas das três equipas do "reino animal": Golfinhos, Favaios e Co. mais Feios, Porcos e Maus acabaram por ir mais cedo para a casa, assim como a repescada Liga dos Últimos. Não conseguiram ter a pontinha de sorte que lhes permitisse melhores resultados. De resto, a média das directas não foi famosa, com muito poucas equipas a chegar pelo menos às 5. Os Indomáveis nisso foram reis porque acertaram em todas, no entanto cascatas... nem cheirá-las. Os Nnaped foram os únicos que conseguiram estar nos dez primeiros deste nível mas foram traídos na soma com a parte escrita. Não fosse as novas regras do último lugar e eles seriam a primeira equipa no lugar mais desesperante - 11º.

Os Fónixs acabavam o 1º nível no topo, logo seguidos dos Zbroing. Beneficiavam das mesas exteriores à corrente dos 7. A ter que recuperar estavam os Cavaleiros e também os Ursinhos, que ficavam abaixo do 6º. Os Ursinhos, a 3ª equipa do reino animal, foram os mais azarados no sorteio, pois foram os únicos que começavam a jornada ladeados por dois dos 7. Mas até os Mamedes não podiam descansar com a 6ª posição no final do 1º nível. Ainda haviam de fazer uma recuperação notável mas já lá chegamos.


Colapso de favoritos

O 2º nível foi durinho com orgias de cascatas, quase sempre nas mesmas equipas. Os Lais da Carangueja acabariam a sua participação com mais um pontinho, mas outras equipas com pergaminhos seriam totalmente surpreendidas aqui. Ambites e Indomáveis, os dois nemesis da Taça Uefa do ano passado pareciam ir de mãos dadas na fortuna e na desgraça. Após um primeiro nível de "nível" e a morderem os calcanhares dos dois primeiros, começaram a tombar de tal forma que só na última ronda de perguntas é que asseguravam a final, atirando com os BMV c/ Laranja para fora do comboio, isto numa altura em que eles os tinham chegado a ultrapassar. Desfalcados da Tita e do Filipe em plena lua-de-mel, o cocktail parece estar finalmente a alcançar a estabilidade desejada, que lhes permite aspirar a um melhor campeonato este ano. Com a organização em Fevereiro, vão reatar Março em mesas mais acessíveis.

Três grandes surpresas nesta ronda. Duas pela negativa. Os Ursinhos Bobó iniciam um ciclo pouco normal, falhando a 2ª final consecutiva, situação que já não acontecia desde Fevereiro de 2007. A única equipa que nunca (!!!) ficou no 1º nível desde Janeiro de 2007 , senão desde sempre (não tenho dados para 2006, mas parece-me que passaram sempre o 1º nível) parece estar a atravessar uma mini-crise de resultados.
Os Cavaleiros também reavivaram um espectro antigo. Depois de 4 finais consecutivas, começam este campeonato novamente fora da final, tal como em 2008. Necessitam rapidamente de ultrapassar os problemas ou arriscam-se a passar novamente ao lado da luta pelo título. Mas claro que ainda é cedo para isto tudo.

Mas a maior surpresa da jornada, embora nem tanto do campeonato, foi a nova equipa Frikadaellos. Antes de mais nada, perdoem-me mas não tenho neste momento condições para escrever correctamente o nome aqui na crónica, mas nas tabelas ao lado já está bem escrito, tal como me ensinaram. Abandonando o nome Chelsea FC, pois realmente não se enquadrava no espírito, obrigaram-me a investigar na net o que queria dizer. Não procurei muito, até porque as páginas eram em línguas perto de "chinês" para mim, mas pelo pouco que percebi, é um nome bem esgalhado. E afinal são mesmo outsiders fortes, dando razão a quem previu que ainda será mais difícil este ano chegar à final. Depois, de um primeiro nível à beira da eliminação, (a tal equipa abaixo dos Nnaped em pontos de 1º nível), pasme-se, até ganharam o 2º nível em conjunto com os Mamedes! Galgaram posições desde as primeiras rondas, que só não assumiu contornos mais chocantes, porque o atraso era grande. Não sei se vão conseguir manter esta qualidade exibicional. A melhor estreia de sempre no campeonato (salvo erro), e apesar de contar com alguns Ex-Zbroing, poderão não ter sempre disponível o melhor plantel, já que têm muitos "emigrantes". Mas algumas caras bem experientes justifica a, repito, glória do 4º lugar na estreia. Essa ninguém lhes tira. E contem com eles para o campeonato!


Homem latino mais rico segundo a Forbes: A múmia Otzi!


O 3º nível teve de tudo. Emoção a rodos com os três primeiros a acabarem com um ponto de diferença. E também o caso do jogo. Os Mamedes perderam a calma e até o fair-play inato neles. E por culpa própria e à custa duma brincadeira desnecessária, perdem a jornada.
Tudo começa com o Carlos Slim. Não foi aceite como resposta, dado que a organização só aceitava Carlos Slim Hélu, apesar de o senhor ser comummente conhecido com os dois primeiros nomes. O erro de se pedir primeiro e último nome, deu azo a confusões (e é verdade que foi a única nódoazita da organização, mas repito a palavra ÚNICA). Não me recordo quem ficou envolvido nesta pergunta. Interessa é o que vem a seguir. Pediu-se o nome da múmia encontrada em 1991 na Europa. O nome da dita é Otzi (com trema no "O"), que obviamente não começa por Carlos Slim. Apesar de na resposta dada pelos Mamedes (Carlos Slim Otzi), estar contida também a correcta, originou um protesto pouco normal nos Mamedes dado que a mesma não foi aceite, a meu ver com razão. E o argumento do "está escrito" confesso que já me começa a cansar. Posso escrever 70 nomes e escolher o correcto por sorte, que não justifica o estar escrito. Além que a prova escrita começa às "22h30" e acaba 15 minutos depois.
Digamos que a brincadeira não se leva a mal, e até admito que se podia ter sido menos inflexível. Mas por ter sido uma brincadeira e não uma resposta admissível, não se justificou tanto protesto. E, de certeza que, mais tarde a frio eles próprios perceberam que não era alturas para respostas em falso, nem exageros nos protestos.
E basta de polémicas que isto assim não dá saúde a ninguém.

Passando à frente, os três primeiros fizeram um concurso impecável, cada um no seu ritmo, e demonstraram que estão para se degladiar pelo 4º título da cascata. Os Zbroings acabaram por cair já na parte final, depois de terem estado sempre nos dois primeiros. Que desilusão para eles! O convívio com os Frikadaellos, no rescaldo da sessão, foi salutar e bonito de se ver. E provaram que afinal, não estão enfraquecidos, podendo até beneficiar de jogarem sempre com a mesma equipa, em vez das constantes trocas de elementos.

Os Mamedes estão iguais a si próprios. São os únicos com TGV capazes de recuperar de atrasos significativos ao final do 1º nível e alcançam o 2º lugar, beneficiando do desempate e só não ganharam pela questão já falada. São os principais candidatos à vitória final. Ainda e sempre.

E finalmente, a Ordem do Fónix. Os principais opositores dos Mamedes, arrancam a ferros a primeira vitória numa altura em que o balão quase se esvaziava (foi a equipa com menos pontos no 3º nível!) mas alcançam a serenidade necessária, afastando assim a crise de resultados menos bons. E é o primeiro líder. Não sei se este campeonato vai ter muitas mais equipas a empunhar esse facho. Seguramente que ainda irá haver alternância na liderança, mas para já são eles!













P.S.: Oh Zé Pedro! Eu sei que o emblema vai contra os teus princípios, mas não deixei de apreciar a ironia quando googlei o nome Fónix por imagens.



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CLASSIFICAÇÃO DE JANEIRO

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A APRESENTAÇÃO "OFICIAL" DAS EQUIPAS

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OS "EMBLEMAS" DO CAMPEONATO QUIZ DE CASCATA 2009


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A EQUIPA DA SEMANA

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Bigodes! Deixa-te de sortidos!


César, Ricardo e Sérgio. Os nomes em si dizem pouco pois são nomes relativamente comuns. Mas, no seu conjunto formam os Espertalhos do Carinho, a equipa que está nestas lides cascatenses mais a sério desde 2007, altura em que se chamavam Leporinos (porquê??!). 5 finais no total, uma delas logo na estreia em 2007, saltam para a ribalta em Outubro do ano passado quando organizam o, para muitos considerado, melhor quiz de 2008. Para conhecermos melhor este trio, propusemos alguns tópicos "jornalísticos" ao Sérgio, homem fluente em escrita e, segundo nos confessou, faz dela o instrumento da sua profissão (que concretamente não sei, não perguntei e também não é para aqui chamado!). Em jeito de palestra, damos-lhe a palavra:

Obrigado Quizadas!
Bom dia, tarde ou noite consoante a altura em que me estão a ler. Vamos dar início à sessão:

Começamos então pelos aspectos gramaticais à descrição - leporino, que tem a ver com lebres e cenas feias nos lábios. Posto isto, vou desenvolver alguns tópicos propostos por ti, com conhecimento da restante trindade espertalha, para que eles comentem ou insultem algumas das minhas falsidades.

Quem são os Espertalhos?
Os Espertalhos do Carinho são um grupo, obviamente com tendência para o trocadilho fácil, composto por mim, pelo César e pelo Ricardo, ou seja uma espécie de Trio Odemira do quiz mas com menos sucessos. Já éramos frequentadores de quizzes antes de nos conhecermos, mas depois eu conheci o César fora deste mundo, ele já conhecia o Ricardo, cada qual na sua equipa já tinha experiência de cascata e pronto, a partir da 2ª época resolvemos estragar apenas uma equipa, em vez de várias.


Porque têm dificuldades em arranjar mais para o plantel?
Eu não lhes chamaria bem dificuldades, é mais um misto de esquisitice e falta de oportunidade. Cada um de nós já trouxe ocasionalmente amigos, parentes ou gente que nos devia dinheiro para jogar um quiz, mas nenhum deles quer encarar isto de forma regular. Depois, para recrutar gente, quer de outras equipas, quer de outras fontes (inclusive pusemos um anúncio no ano passado no blog do QdC) há alguns aspectos a ter em conta: Primeiro, não somos uma equipa a lutar pelos lugares cimeiros, o que por norma não atrai tanto craques de peso. Segundo, gostamos de pessoas que dêem um contributo porreiro, mas com atitude a condizer, porque no final de contas isto é um divertimento. Mas, ainda assim, veremos. Pode ser que esta época ainda joguemos uma vez com cinco, só para ver como é a sensação.


Expectativas, Evolução e Mudanças no campeonato.
Creio que posso dizer que as metas espertalhas passam por mais presenças em finais esta época. O ano que passou não foi totalmente satisfatório, especialmente porque em certos jogos morremos mesmo à beira da praia e depois fica-se naquele limbo ingrato que é, nem chegar à final, nem compensar amarguras enfardando Moscatel e Scones (Bigodes, deixa-te de sortidos!). Com algum reforço, poderia ser equacionado um pulinho maior na tabela, mas sem isso, é o que temos. Acho que o campeonato está consolidado, em termos de organização geral e, mantendo-se o interesse e a tendência para expansão, talvez daqui a algum tempo não seja uma alucinação falar em 2ª Divisão ou coisa parecida. Acho que esta não seria uma invenção descabida (não já, mas daqui a algum tempo), com uma 1ª divisão com 12 equipas e uma 2ª com 8 (ou mais), descendo as 4 últimas. Enfim, delírios, mas que poderiam evitar serões que se prolongam por vezes até às 4 da manhã ou até algum desinteresse entre equipas que fiquem mais vezes no fundo da tabela.Em termos das mudanças actuais e outras possíveis, não ficámos totalmente convencidos com esta nova disposição de organização dos jogos. Embora percebendo um pouco de onde é que isto vem, creio que o sistema do ano passado era mais "transparente". Se é verdade que o início do campeonato podia dar alguma vantagem às equipas que organizam primeiro (pela sua proximidade com equipas mais fracas na jornada seguinte), o final de época tinha jogos organizados por equipas que, quase de certeza, não tinham interesse no desfecho do campeonato em termos de título. Diria que é mais seguro assim...A manutenção da parte escrita também me parece bem, desde que as pessoas tenham consciência que aquilo é suposto ser um aquecimento. As mini cascatas de apuramento..., bem vamos ver no que dá! Vai ser preciso muita disciplina para as horas não descambarem e não haver equipas que se fartem de ir à Ajuda jogar só meia hora. Havendo só uma ou duas equipas de fora, não sei se não seria melhor ficar o(s) último(s) do quiz anterior de fora.
Uma sugestão adicional ao sistema de pontos era que, face à pontuação distribuída aos finalistas, quem fica pelo 2º nível deveria receber 3 pontos e não 2, mantendo o nível 1 o pontinho da ordem. A explicação é esta: veja-se uma equipa que saque um 4º lugar num quiz e fique nos 3 quizzes seguintes pela primeira fase. (ou seja faz 9 pontos), outra equipa fica nesses 4 quizzes na 2ª fase (faz 8 pontos). Ou seja, apesar de ter ficado 3 vezes numa fase superior à 1ª equipa, a 2ª equipa tem menos pontos. Premeia-se o brilharete ocasional mais do que a regularidade. E, num campeonato, especialmente com as especifidades da cascata, ser regular devia ser mais importante.


Historial e a questão Leporina
Eu tenho a infelicidade de conhecer o Rogério dos Cavaleiros, quase desde o tempo em que usar um bibe era "cool". Por isso, não estranhei quando ele me deu a conhecer o mundo do quiz. Desde o bar irlandês ao pé do mercado da Ribeira, salvo erro, até aos vários domínios do Júlio, sempre fui aparecendo para picar o ponto. No entanto, a prática desportiva, que nunca deu muita saúde a ninguém, impediu-me durante muitos anos de uma maior assiduidade, coisa que só nos últimos anos foi possível. No primeiro ano da cascata fui suplente dos Cavaleiros, creio que só joguei umas duas vezes (numa delas a minha única vitória em cascata). O César e o Ricardo também já andavam nesta vida do quiz de bar há algum tempo e em 2006 creio que talvez ainda tenham jogado uma ou duas jornadas com o nome Leporinos. A razão deste nome, só eles te podem explicar, porque eu não sei, mas a mudança para Espertalhos do Carinho foi uma questão de uniformização, pois já usávamos este nome nos quizzes de bar e foi votado em acta como o nome a sobreviver. No entanto, convenhamos, são os dois miseráveis.


A "distinção" do nosso quiz
Não sabendo se foi mais ou menos unânime (ainda por cima os meus 20 votos não chegaram para ganhar a tua sondagem), creio que a satisfação maior foi ter organizado um quiz de cascata pela primeira vez e vermos pessoas com historial na matéria a virem ter connosco e a felicitar-nos. Creio que o jogo teve um bom ritmo, obviamente com as suas falhas, mas no final de contas foi diversificado e, espero eu, agradável de ser jogado sem muita razão de queixa. Creio que porventura uma das vantagens foi que, dentro da nossa equipa, temos todos formações diferentes. Eu sou de letras, o César é de ciências (apesar de não acertar uma da tabela periódica) e o Ricardo é de técnicas de tortura avançada e capoeira. Assim, ao fazer o quiz, havia sensibilidades diferentes aos temas, à dificuldade e, com tempo, conseguimos nivelar a coisa o melhor que pudemos. Este ano, infelizmente, não tivemos tanto tempo de antemão mas, ainda assim, vamos tentar que pelo menos corra à imagem da época passada.


Assim o esperemos também. Boas "espertalhadas" para vocês em 2009!

Ah! E já agora, o senhor da foto é considerado o rei dos Leporinos!
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domingo, 18 de janeiro de 2009

A GRANDE ENTREVISTA DOS FERNANDOS MAMEDES

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Será que vai haver medalhas para isso?

Finalmente a aguardada entrevista dos Fernandos Mamedes. A equipa que claramente quer imitar o Real Madrid no início da Taça dos Campeões. Para já vão três. Chegarão às cinco? E quem será o "Benfica" que acabará com este ciclo? Nesta equipa sempre bem disposta, conversámos com o, por muitos considerado, senão o MVP deste ano, pelo menos incontestavelmente um dos que fazem parte do cinco ideal. Alexandre Gonçalves, dito Alex, responde-nos com a modéstia e timidez própria dos grandes campeões.

- Alex, quem foram os que fizeram parte do plantel deste ano? Têm alcunhas?
- Oh! Miguel! Sinto-me uma verdadeira figura pública com estas perguntas... Então cá vai: Para além de mim, temos o Jorge, a Sofia, o Paulo Pirolito, o Pedro I (Lopes) e este ano (o ano passado) jogámos ainda com o Pedro II(Pinto) nos meses em que o Pirolito esteve em Paris da França, com o Gonçalo d'Alenquer esporadicamente, e com o Pedro III (dito o Patas) no quiz de Julho, numa contratação de última hora. Acho que este ano só o Pedro I e eu estivemos em todos. (falso, que eu não me lembro de ver o Pedro I em, pelo menos uma das jornadas). Acho que só tem alcunha o Pirolito. O Jorge costuma chamar a Sofia de"môr", acho que quer alguma coisa da moça.

- Como foi gerir o vosso plantel? Chegaram a prescindir de pessoas para as jornadas?
- A gestão do plantel é feita ao mais alto nível profissional. Por exemplo, neste ano o Pirolito foi estudar para Paris durante seis meses porque sentimos alguma falta de conhecimentos em cultura francesa, do mesmo modo que o Pedro foi para a Austrália aqui há atrasado. Gostava de fazer uma volta ao mundo este ano, a propósito.


- Quais são as particularidades de cada um dentro da dinâmica da equipa?
- Ninguém põe um ponto de ordem na mesa, aquilo é uma anarquia. Já vai para cima de um montão de vezes que alguém dá a resposta sem consultar os outros. Também tínhamos um momento especial quando o Jorge ou a Sofia ou o Pirolito (sempre eles, claro) entornavam uma SuperBock ou similar, era já tradição, mas tem-se perdido. Julgávamos nós que dava sorte. O Jorge tem sido o porta-voz, porque grita mais alto, e faz-se ouvir. O Pirolito não gosta de dar respostas em voz alta. O Pedro quando dá respostas fala tão baixinho que nem oiço, é o contrário do Jorge.

- Jogam desde quando? Em que sítios? Quem começou e como foram chegando?
- Esta é mais complicada. Acho que o Pirolito e o Jorge iam ao bar Quiz às 3ªs antes de eu lá ir, porque fui convidado por um amigo comum a ir lá para substituir alguém da equipa do Jorge (lembro-me lá do nome, se calhar nem tinha). Depois alguns foram também ao saudoso quiz da Portela, mas isso durou pouco tempo. Essas coisas é melhor perguntar ao Jorge, ele deve saber.

- Nunca mais vos vi nos quizes semanais. (isto já não é verdade, desde que começou no Magic Pool Bar). No último ano da Barraca praticamente não vos via. No Lizarran, que eu saiba ainda lá não puseram os pés. Porquê? Será uma forma de dizer que não precisam de treinos?
- Não só não precisamos de treinos como só nos encontramos mesmo no quiz da Ajuda. Três de nós fomos uma vez ao do Lizarran e gostámos do jantar e do quiz. À Barraca nunca fui.


- Três campeonatos. Qual o mais difícil?
- O mais difícil foi aquele em que ganhámos com menor diferença de pontos, portanto o 1º (até agora). Curiosamente, foi o único onde ganhámos uma medalha.

- Como vêm a evolução de toda a estrutura do campeonato de cascata, desde o início? O que vem evoluindo favoravelmente e desfavoravelmente?
- A organização está consolidada, portanto o ponto forte é a regularidade com que se conseguiu colocar o campeonato a funcionar. Há quiz na 3ª sexta-feira do mês e pronto. Um ponto que tem evoluído é a hora do início, acho que já não há grandes atrasos. E o tempo para responder ser mais ou menos controlado (nisso o quiz dos Zbroing foi formidável). Também tem havido menos dilúvios às sextas, talvez o S.Pedro tenha passado a ignorar-nos. Acho que o ponto mais fraco é não haver ainda uma mailing list, ao fim deste tempo todo. Isso e eu ainda não saber distinguir algumas equipas, mas isso é o início da senilidade. E os 3ºs classificados deviam levar um prémio.

- Como analisas este campeonato? Novas equipas, transferências nos planteis, quem se revelou muito forte, desilusões, quem chegaram a temer, etc. Basicamente uma análise!
- As transferências foram muito reduzidas e as equipas são genericamente muito estanques à mudança. Acho que isso tem a ver com o facto de as pessoas não se conhecerem muito bem. Podia-se fazer um quiz especial de ano novo ou de Verão (extra-campeonato) onde se sorteassem as equipas, com as perguntas feitas por quem não organizou o quiz este ano, topas? (Hum! Isto seria alguma indirecta??! ) A desilusão são os Mineteiros. Chegam sempre tarde, andam distraídos e bem abaixo na classificação.

- Chegaram a temer os Fónixs?

- Claro que sim, teme-los-íamos em todas as jornadas (tenho de perguntar ao Pascoalinho se é assim que se escreve este obscuro tempo verbal) sobretudo porque no intervalo do campeonato iam à frente.

- Até onde vai esta saga Mamedina? Prontos para o 4º título?

- Não me apetece mudar de carro, mas se tiver de ser... (esta é uma private joke dos Mamedes).

- O que esperam deste Ano 4 de campeonato?
- Pura diversão, gente nova, e que todos cheguem ao fim do ano com vontade de fazer um quinto ano de quiz de cascata.

- Querem chegar aos 5 títulos consecutivos para se armarem em "Real Madrid"? Qual vai ser o "Benfica" que vos vai destronar? Já chegou ou ainda não apareceu?
- Não sei, será que vai haver medalhas para isso?


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